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Qui, Jun 22, 2006
Pesquisador contesta forma do contágio
Uma análise genética da praga da vassoura-de-bruxa feita por pesquisadores da Unicamp e da USP em Piracicaba coloca em dúvida a denúncia publicada na Veja desta semana, pelo menos cientificamente.
O pesquisador da Unicamp e coordenador do Projeto Genoma da Vassoura-de-Bruxa, Gonçalo Pereira, afirma que não tem dúvidas de que a introdução da praga foi mesmo criminosa.
Porém, ele considera improvável que tenha acontecido como narrado na matéria da Veja por Luiz Franco Timóteo, que teria trazido galhos infectados de Rondônia durante alguns anos.
A contestação do pesquisador baseia-se nos resultados de um estudo genético concluído no ano passado e aceito neste mês para publicação na revista científica especializada "Mycological Research".
Segundo Gonçalo, existem infinitas variedades de vassoura-de-bruxa em Rondônia, por isso uma área infectada como contou Timóteo deveria exibir muitas variedades.
Mas os estudos mostraram só duas variedades da vassoura no sul da Bahia.