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Segunda-feira, Novembro 05, 2007
Prefeito finge que desistiu de vender Emasa
Oficialmente o prefeito afastado de Itabuna, Fernando Gomes, afirmou que estava desistindo de privatizar a Emasa, empresa municipal de água e saneamento. A afirmação foi dada por entrevista em suas rádios AM.
A venda da empresa estava marcada para a próxima sexta-feira e o recuo só ocorreu depois que parte da imprensa e o Ministério Público apontaram uma série irregularidades no edital de licitação.
Em uma hora de pronunciamento em sua rádio AM, o prefeito atacou o promotor Márcio Fahel. Visivelmente nervoso e com um pronunciamento confuso, Fernando disse que o promotor "nunca fez nada por Itabuna".
Foi o promotor de Justiça quem apontou uma série de irregularidades no processo licitatório e aconselhou que o prefeito desistisse de privatizar a Emasa para não ser condenado.
Apesar de feita oficialmente, a desistência do prefeito é falsa, segundo o vereador Luis Sena. "Ele continua com a mesma intenção e publicou novo edital no jornal Correio da Bahia, marcando a venda para o dia 10 de dezembro".
"O prefeito conta com a proximidade das festas de fim de ano e o recesso da Câmara para pegar a oposição de surpresa. Mas o Comitê de Defesa da Água e nós, vereadores, vamos continuar de olho", diz Sena.
Durante a tarde uma sessão na Câmara debateu o assunto e o promotor Márcio Fahel rebateu o argumento do procurador-geral do município, para quem Fernando Gomes pode tudo por ter "legitimidade conferida pelo voto".
Fahel, que foi atacado por Gomes no rádio, lembrou que foi este mesmo pensamento que levou o prefeito de Ilhéus, Valderico Reis, a agir como agiu e a ser cassado por isso. O recado não poderia ser mais claro.
Na sessão, o presidente da Embasa, Abelardo Oliveira (à esq), deixou claro que o prefeito não pode privatizar a Emasa e explicou porque. Ele foi reforçado pelo presidente da Câmara, Edson Dantas.