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Terça-feira, Novembro 27, 2007
Eleição da Uesc "desentoca" sindicância
Uma sindicância até outro dia escondida na burocracia da Universidade Estadual de Santa Cruz apareceu para o público graças à disputa ferrenha entre os candidatos a reitor.
Assinado pelo juiz Luiz Bezerra, por Maria Alomba e Herlon Brandão, hoje em campanha por Joaquim Bastos, o relatório da sindicência pede auditoria em todas as licitações, pagamentos, projetos e obras da Uesc.
Segundo o relatório, concluído em junho de 2006 e "enterrado" sem que suas recomendações fossem seguidas, a auditoria era necessária para "a apuração de possíveis irregularidades".
A sindicância encontrou compras ilegais, outras feitas diretamente pelo prefeito do Campus (não permitido) e fatos graves como desencontro na destinação do mesmo material.
Uma requisição, por exemplo, alegava que o material seria usado em "Biodiesel, restaurante universitário e parque esportivo". Na mesma requisição o destino muda para "laboratórios de química". Uma enorme diferença.
O relatório pede processo administrativo contra o prefeito do campus, Carlos Zumaêta por, entre outras coisas, deixar sua secretária autorizar materiais e não saber sequer o que comprava ou de quem.
Mais sobre a sindicância na edição de final de semana de A Região.