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Segunda-feira, Abril 28, 2008
Ceplac fecha convênio por qualidade
A Ceplac fechou um convênio de cooperação técnica com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e a instituição de pesquisa francesa Cirad (Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement).
O objetivo é capacitar o produtor a fornecer um cacau de qualidade superior, sem impurezas nem odor de fumaça, como já vêm realizando algumas fazendas, como a M. Libânio e Reunidas Vale da Juliana.
Uma missão de técnicos do Cirad e do ITAL visitou, na sexta-feira, 25, o Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec) para discutir como será a cooperação. O grupo foi recebido pelo superintendente Geraldo Landim e o chefe do Cepec, Jonas de Souza.
Eles apresentaram ao grupo pesquisas desenvolvidas desde 1962, incluindo as que resultaram nos 39 clones resistentes e tolerantes ao fungo da vassoura-de-bruxa.
O especialista em pós-colheita francês, doutor Michel Barel, fez um relato das exigências das indústrias chocolateiras européias em relação ao cacau para a produção de chocolates. E destacou que o Brasil tem condições de fornecer este cacau.
Uma das vantagens é o preço de venda, três ou quatro vezes maior que o normal. O doutor Philippe Bastide apresentou o programa Quali Sud, de qualidade organolética, nutricional e sanitária dos produtos alimentares.
O diretor da M. Libânio, Eimar Sampaio Rosa, acompanhou a missão técnica e reafirmou a disposição de empresários rurais em buscar nichos no mercado europeu para o cacau fino que se produza no Brasil.