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Sábado, Setembro 20, 2008
Emasa não explica queima de documentos
A direção da Emasa ainda não se pronunciou sobre a destruição suspeita de documentos, disquetes e faturas pagas de conta de água. Os documentos estão sendo queimados pela empresa na estação de tratamento de esgoto, no bairro São Judas.
Entre os documentos destruídos, boa parte é de canhotos de contas de água, com autenticação de pagamento. Tudo está sendo queimado pela empresa há três dias.
A destruição suspeita acontece na mesma semana em que o vereador Roberto de Souza denunciou um esquema de compra de votos. O consumidor em débito com a Emasa é anistiado caso prometa votar em candidatos do prefeito Fernando Gomes.
O ex-presidente da empresa, Iruman Contreiras, disse que é suspeita a atitude dos atuais dirigentes da Emasa. Segundo ele, documentos públicos não podem ser destruídos.
Iruman lembrou que até mesmo os consumidores são obrigados a guardar as contas por pelo menos cinco anos. Para o ex-diretor da Emasa, a queima de documentos autenticados pode ser uma tentativa dos diretores de destruir provas de arrecadação.
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