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Carta ao Leitor
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4 de Julho Carta ao Leitor... Fala sério, prefeito Esta história de que secretários e Azevedo foram “obrigados” a ir à missa do ex-prefeito, ou de que foram “constrangidos” é uma ofensa à nossa inteligência. Foram porque quiseram. Foram porque gostam dele, o acham honesto, bom para a cidade. Ou porque são cúmplices das centenas de irregularidades e desvios denunciados pelo Ministério Público. Ou porque ganharam cargos para parentes e amigos. Ou porque ganharam dinheiro fácil, facilidades e benesses na época dele. Mas não venha me dizer que foram lá obrigados. Seja homem, assuma que foi rezar a cartilha dele porque quis. Ninguém é obrigado a ir a lugar nenhum. Se eu for num lugar, fui porque quis. Os únicos lugares em que a pessoa vai obrigado são a delegacia, a prisão, o hospital ou o próprio enterro. Não era o caso. Ainda. A piada seguiu com vários secretários, que alegaram que tiveram que ir pelo cargo. Pensei que a população tinha eleito Azevedo prefeito e não reeleito Cuma. Será que não sabem que o ex-prefeito não é mais nada na prefeitura? Bom, talvez eles achem que o ex-prefeito continua mandando em seu ex-vice e até entendo que achem isso. Afinal, o ex-prefeito exigiu seu advogado Burguês tomando conta do cofre por algum motivo. E conseguiu. Um assessor de Azevedo me disse que ele foi à missa “constrangido”. Como? Só se estava constrangido em ser puxa-saco de um homem que não é mais o alcaide da cidade. Não dá para aceitar um prefeito “se obrigar” a ir à missa de um ex que não é mais nada na prefeitura. Mais ridículo ainda, para Itabuna como cidade, é Azevedo obedecer ordens da presidenta do Demo e mandar todos os secretários e chefes comparecer à missa para segurar vela. Ou o principal sorteio da campanha da CDL ser adiado para que seu presidente, que é também secretário, ir à missa. Itabuna é cidade ou vila? Perto de completar 100 anos, Itabuna continua dividida entre modernidades e costumes que remontam ao início do século passado. Como esta submissão aos coronéis, essa bajulação dos que estão em cargos. Como desfilar defunto na Cinquentenário. Como cuspir no chão, trocar voto por besteiras, bater em mulher, torturar vaqueiro, matar jornalistas, passear com cavalo no centro, botar vacas para pastar nas avenidas. Como lavar roupa no rio, jogar lixo no rio, mijar no rio, jogar esgoto sem tratar no rio. Essa é uma Itabuna do passado, com a diferença que nossos antepassados ficariam envergonhados com o roubo público quase oficializado. Prefiro a Itabuna da mídia forte, do centro universitário, da referência médica, do comércio arrojado, da internet, das artes e da cultura, da hospitalidade sem igual no mundo. A Itabuna que vai fazer 100 anos em 2010 precisa deixar a Itabuna de 100 anos atrás no passado e mudar seus hábitos. Para não chegar aos 200 anos com os erros destes 100. Azevedo, a decepção Bastaram seis meses para ver que a gestão de Azevedo não vai ser mais do que o que vimos até aqui, uma decepção. Quem acreditou nele na campanha, já se arrepende do voto. Quem não votou, mas deu um crédito de boa vontade, sabe que perdeu seu tempo. A pobre velhinha que deu a Azevedo suas economias para a campanha, coitada, essa teve a desilusão de sua vida. O homem que prometeu fazer seu governo virou apenas um marionete nas mãos de Burgos e Maria Alice. O homem que prometeu trabalho ainda não fez nada, mesmo com verba muito maior que as de Geraldo e Cuma, com saúde e educação bancadas pela União e governo do estado. O homem que prometeu honestidade manteve o mesmo esquema do antecessor, com os desvios e fantasmas de sempre. Vem pagando contas que não pode, mantém no cargo uma procuradora ilegal, sem a aprovação da Câmara. O homem que prometeu se libertar do ex-prefeito é hoje subalterno dele. Itabuna deu a Azevedo a condição de fazer o governo que bem entenda, de ignorar tanto seu partido quanto seus velhos mandatários . Para isso deu a ele a maior diferença de votos da história. Para quê? Para que se livrasse das influências ruins. Para que tivesse palavra, para cumprir os compromissos que assume. Bastaram 6 meses. Mas ainda faltam 3,5 anos... Marcel Leal marcel@grapiuna.com Cartas anteriores: O jogo politico de 2010 Ceplac: fim de ciclo? A novidade da década (Obama) O TSE e a internet Comércio aberto à noite Sobre o novo Porto Sul Geddel surpreendido pelo PT To translate this page into English using FreeTranslation.com click here To translate just a part of the text, copy and paste into the area below. Choose "Portuguese to..." the language of your choice. |
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