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Carta ao Leitor
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12 de Abril Carta ao Leitor... Geddel e a eleição local O PT de Salvador deu a Geddel talvez um necessário “cascudo” ao anunciar que não vai apoiar João Henrique em Salvador. Parece mais um recado de “peraí que voce está guloso”
A decisão mexeu numa ferida aberta, a falta de intenção de votos de João Henrique, que vem acompanhada da perda de vários partidos que o apoiavam. O PT era o mais importante nesta aliança. Geddel respondeu como sabe, chutando porta, ameaçando não apoiar o PT no interior nem Wagner em 2010 (como se pretendesse apoiar...), mandando outros falarem em “dificuldades” na Assembléia. Só pressão. O problema de Geddel é que o PMDB não está bem nas principais cidades, corre o risco de ver a maioria das prefeituras que herdou do carlismo em outras mãos a partir de 2009 e precisa desesperadamente ganhar em Salvador para equilibrar as perdas do interior. Mas esquece que não tem sido fiel assim ao PT. Ele diz “tínhamos um alinhamento automático com o PT, hoje vamos discutir caso a caso”, mas não é bem assim. Em Itabuna, por exemplo, o peemedebista Capitão Fábio fechou sua aliança com o prefeito Fernando Gomes, do DEM, e já criticava o governo estadual semanas antes da decisão do PT. Onde estava o chamado “alinhamento automático” de Geddel? Em Ilhéus o PMDB não tem nome forte e a decisão de apoios ficou com o deputado Raymundo Veloso, com carta branca do ministro. Veloso só deve se definir em junho. O sonho de Geddel é ser governador da Bahia e isso passa, necessariamente, por uma grande vitória nas eleições deste ano. Não adianta ganhar só em cidades pequenas se o PT ou outros partidos da base aliada vencerem nas cidades maiores. O PMDB inchou logo depois da derrota de Souto e do carlismo. Se desinchar muito, será uma tragédia política para Geddel. Geddel sabe que para ser governador terá que romper com o PT em 2010, enfrentando o próprio Wagner numa reeleição ou alguém de sua confiança, como Geraldo Simões, visto por JW como um de seus melhores secretários. O que Geddel não esperava era ter que romper com o PT nesta eleição, crucial para 2010. Isso é o que incomoda o ministro, é o que o faz botar o pé na porta, talvez uma decisão errada. Wagner e Lula parecem não ter medo de cara feia e no PT já existia um consenso de que Geddel precisava de freio. Além disso, como todos tem medo da fome do PMDB, os outros tendem a ficar ainda mais unidos ao PT, sabendo que neste barco político a sobrevivência dos passageiros só acontece se remarem juntos. Isto pode resultar até numa grande aliança da esquerda em torno do candidato petista em Salvador, ampliando suas chances de ganhar. O que passa na cabeça de todos é que Geddel é candidato a novo ACM, o que ninguém quer ver concretizado. Geddel sabe, por isso usa um discurso dúbio. Prega o não apoio a Wagner em 2010 “automatico” mas diz que continua apoiando seu governo. Ele não quer, nem pode, se arriscar a perder os cargos que o partido tem no estado e no governo federal. Seria o fim prematuro de seu projeto para 2010. É por causa deste seu projeto que ele fez Capitão Fábio fechar apoio com o DEM de Fernando Gomes e Maria Alice, sabendo que se a união fosse com o PT ele teria problemas em 2010. Com Juçara Feitosa na prefeitura de Itabuna, ele não terá apoio local para enfrentar Wagner. Por isso prefere arrastar a imagem de Fábio na lama cumista. Mesmo em campanha há mais de um ano, Fábio só empata tecnicamente com Azevedo, em campanha há uns oito meses, e Juçara, que nem começou sua campanha ainda. Quando começar, os dois capitães correm o risco de perder a patente política. Marcel Leal marcel@leal.com Carta anterior: Sobre o novo Porto Sul To translate this page into English using FreeTranslation.com click here To translate just a part of the text, copy and paste into the area below. Choose "Portuguese to..." the language of your choice. |
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