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Carta ao Leitor
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22 de Agosto Carta ao Leitor... A jogada errada de Geddel A pressão dos demitidos do estado por causa de Geddel já cria problemas para o ministro, que esqueceu deste detalhe ao romper com Wagner. Os demitidos exigem cargo em outro lugar e o PMDB só tem um de peso, a prefeitura de Salvador. O problema é que João Henrique não quer nem vai empregar esse pessoal e no ministério não há espaço para novos apadrinhados. Não é a toa que um importante peemedebista me disse que o rompimento de Geddel "foi precipitado". E ele estava sendo educado... Como previ nesta coluna, outro problema para Lima são os prefeitos. "Uma ruma" deles já decidiu se afastar do filho de Afrísio para manter a parceria com Jaques Wagner, seja por simpatia, amor ou amizade. Ou interesse em obras e apoio político. A debandada ficou maior com a nomeação do deputado João Leão para a Seinfra, que inclui toda a infra-estrutura da Bahia, de estradas (Derba) a iluminação (Luz Para Todos). Os últimos lances na política baiana só confirmam que Geddel com o PMDB e César Rabello com seu PR vão ter dificuldades em segurar os prefeitos de suas legendas. O prefeito de Valença, Ramiro Campelo, por exemplo, é do PR mas já garantiu apoio à re-eleição de Jaques Wagner. Aliás, vários atuais deputados ou candidatos ao cargo pelo PMDB também começam a migrar para partidos da base estadual, e lideranças como Pedro Jackson, de Itapé, que já deixou o partido. Um prefeito do PMDB me confidenciou que ele, mais uns 15 prefeitos de sua região, vão fazer campanha para Wagner e manter a parceria. São nomes ligados ao deputado João Leão que preferem "seguir ele". Acrescente a isso o que acontece em cidades como Itabuna, onde Renato Costa ia ser o nome apoiado por todos para deputado estadual. Ia... O grupo da família Xavier, orientado por Lúcio Vieira Lima, deve apoiar Pedro Tavares, um cara de Ilhéus que mora em Salvador. E Renato já perdeu os Jacksons de Itapé. São mais problemas de ordem interna que se somam aos causados pelo rompimento afoito de Geddel. Fora um problema mais prático: os outros partidos já se definiram por Wagner, maioria, e o resto por Souto. O PMDB vai ser o bloco do eu sozinho, apenas com seu tempo de rádio e tv, enquanto Souto e Wagner terão o espaço ampliado. Achou muita coisa? É só o começo. Assim que Geddel sair do ministério a coisa vai ficar muito pior. O que restar de prefeitos e candidatos a deputado vai pular a cerca de vez, deixando Geddel sozinho na planície. Vai ter que re-aderir ao governo Wagner ou se bandear para os carlistas. Ou ainda ficar no ostracismo político. O PMDB da Bahia era um grão de areia. Cresceu somente em função de se aliar a Wagner e Lula (que Geddel combatia). Hoje, o que vejo é Geddel confirmar minha previsão de uns meses atrás, de quando ele começou a falar mais grosso em relação a Wagner: O PMDB vai voltar a ser o que era na BA, quase nada. Ilhéus é cega e alienada A sociedade de Ilhéus até hoje não aprendeu que tudo o que acontece em seu território tem reflexos na vida de cada um. É o caso da reserva. Que reserva, perguntaria um alienado ilheense, como a CDL e a Atil, que se omitem. A que a Funai quer demarcar para dar a supostos Tupinambás. Supostos porque a região nunca foi habitada por eles. Os Tupinambás de verdade viviam no Rio de Janeiro e Amazônia. Por aqui os Tupiniquins eram os habitantes da região de Ilhéus, Olivença, Una, etc... O que sempre existiu em Olivença foi isso e a mistura de caboclos com Tupiniquins. Caboclos que tem tanto direito a esta terra quanto os índios, de qualquer tribo. Pela proposta da Funai, Ilhéus perderá 25% de sua área, Una e Buerarema, 5% cada. Estes 25% são o filé do turismo ilheense, além de incluir a estância hidromineral e fazendas que estão há gerações sendo cultivadas pelas famílias. Eu defendo terras para os índios, mas os que ainda vivem como tal. Índio com celular, tv e parabólica é branco. Tomar patrimônio dos não-índios que trabalham a terra há mais de 500 anos para dar aos índios não é justiça. E não me venha com a velha alegação que essas terras eram dos índios em 1500. A não ser que entreguem também Salvador, Rio, São Paulo, Recife, Fortaleza... este argumento não passa de uma malandragem verbal. Marcel Leal marcel@grapiuna.com Cartas anteriores: Fala sério, prefeito O jogo politico de 2010 Ceplac: fim de ciclo? A novidade da década (Obama) O TSE e a internet Comércio aberto à noite Sobre o novo Porto Sul Geddel surpreendido pelo PT To translate this page into English using FreeTranslation.com click here To translate just a part of the text, copy and paste into the area below. Choose "Portuguese to..." the language of your choice. |
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