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deproma
16.Setembro.2017

Pátria deseducadora


Metade dos brasileiros não concluiu o ensino médio e 17% não terminaram nem o fundamental.

A tragédia se explica pela corrupção dos últimos 14 anos e pelos erros na prioridade dada às universidades. Geram semi-analfabetos com diploma.

Os dados, da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostram que só metade dos alunos de 15 anos estão ao nível médio.

34% ainda está repetindo os anos e o resto desistiu de vez. Para comparar, na média dos outros países 90% chegam no médio na idade certa.

Já o investimento no ensino superior, apesar de muito abaixo da média, é melhor que do fundamental e médio.

Essa foi a consequência da prioridade dada a abrir novas faculdades caça-níqueis pelo país, resultado do complexo de inferioridade de Lula quando se fala em educação.

Queria ser o analfabeto que mais abriu universidades.

Com isso, o Brasil passou a investir só US$ 3.800 por aluno do primeiro ciclo (até a 5ª série), contra os US$ 8.700 dos outros países. Nos anos finais são US$ 3.800 por aluno contra US$ 10,5 mil da OCDE.

Ou seja, o Brasil investe 176% menos que os outros. O resultado são alunos semi-analfabetos ou analfabetos funcionais, chegando até a faculdade e se formando.

Sim porque, nas particulares, basta pagar para se formar e nas públicas o governo quer que todos se formem mesmo sem nada saber.

O resultado pode ser visto no dia a dia, em que jornalistas escrevem errado. Se escrevem em português correto, não têm estilo e se limitam a reproduzir chavões de texto.

É onde vemos médicos, enfermeiras e advogados que não gostam de ler, por isso têm conhecimento limitado de sua própria profissão.

Onde estão arquitetos e engenheiros que não sabem a matemática necessária, dependendo de aplicativos e programas sem entender direito o que calcularam.

Mas o pior é encontrar professores que maltratam o português sem dó nem piedade. Porque são eles que vão formar a próxima leva de profissionais com “canudo” mas sem conhecimento. A culpa nem é desses professores, mas da formação ruim que tiveram desde o ensino fundamental.

O fato, e basta observar por aí, é que a maioria dos profissionais formados nos últimos 15 anos são rasos em conhecimento e tornam sua profissão um palco aberto para erros e lugares comuns.

Pegue o texto de 10 jornalistas formados nos últimos 15 anos e voce vai ver dezenas de frases iguais em todos eles, na maioria erradas, usando várias palavras com significado diferente do real, porque parecem cultas.

Por exemplo, “em média ele trabalhou por 40 anos”, como se “média” fosse sinônimo de “cerca de” ou de “aproximadamente” (só para constar, não é).

Outro erro comum é usar “entre 7 a 9”, mais comum do que ondas no mar.

Além de jogar no lixo a formação do fundamental e médio, o gasto maior no superior é desperdiçado.

Não adianta gastar bem no ensino superior se ele está limitado pela trágica formação do fundamental e médio.

É mais um legado do PT difícil de ser revertido nos próximos 100 anos.

Temos que inverter a prioridade, dando o máximo às etapas de formação, para que o aluno chegue na faculdade com a formação correta.

O Lula desnudo


O Brasil viu um Lula acuado e agressivo no depoimento a Moro, obrigado a falar sobre as acusações e podado na hora em que tentou fazer discurso político.

Levou puxão de orelha da promotora ao chamá-la de “querida”, como se estivesse no boteco da esquina.

Ainda deu para ver seu desespero por não poder provar pagar aluguel do apartamento que foi propina. Jogou tudo no colo de Marisa, a esposa morta, “que guardava os recibos”.

Lula ainda chamou o ex-ministro Antonio Palocci de “calculista, frio e simulador”. Sim, é o mesmo Palocci que era seu braço direito, seu fiscal e seu candidato a presidente depois que Dirceu foi denunciado.

Este é o Lula real.


O editorial de A Região, por Marcel Leal.

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