carta ao leitor
30.Agosto.2014



A loja que vende
      Longe de mim ensinar um lojista experiente como voce a fazer seu trabalho, mas algumas perguntas podem ajudar a vender (se for responder com sinceridade, se não, você nem precisa ler o resto). loja
      Vá até a calçada e olhe bem para sua loja. Dá vontade de entrar?
      A vitrine é atraente? Voce tem uma vitrine, certo? Ela é a primeira isca para atrair o consumidor. E como uma isca de pesca, precisa ser atraente para fisgar o peixe.
      A loja parece bem iluminada e arrumada? Sim? Bacana. Não? Analise como quem não conhece a loja e veja o que precisa mudar. Ou pergunte aos clientes, eles sabem.
      Entre na loja e olhe em volta. Dá vontade de ficar um tempo olhando as coisas?
      Sua loja tem que ser como uma pessoa que sai em busca de companhia: muito limpa, bem arrumada, bonita, interessante e cheirosa.
      O cheiro e a música ambiente, por exemplo, decidem quanto tempo o cliente vai ficar em sua loja. Ah, sim, ela tem um bom papo? É, papo.
      Seu vendedor não pode ser grudento, do tipo que fica oferecendo coisas que o cliente não pediu ou quer e que não sai do pé desde que ele entrou.
      Nem pode ignorá-lo enquanto bate papo com outro vendedor num canto.
      O bom vendedor oferece sua ajuda, caso precise, mas deixa o cliente comprar no seu ritmo e do seu jeito.
      Seu vendedor precisa tirar toda e qualquer dúvida de cada produto da loja.
      Se for de eletrônicos ou eletros, ele deve experimentar cada um para saber do que está falando. Tire um dia para isso. Compensa nas vendas.
      Vendeu? Ôba! Mas...
      O que vem a seguir decide se o cliente vai voltar ou nunca mais pisará em sua loja.
      O processo de pagar e receber o produto tem que ser rápido como um pitstop de Formula 1, fácil como certas pessoas e confortável como o sofazão de sua casa.
      Se for demorar, sirva um cafezinho (voce tem uma máquina de expresso na loja, certo? Uma Nespresso custa pouco e pode render vendas) ou uma água (gelada e natural).
      Sirva ao cliente que espera sentado numa poltrona confortável (voce tem uma na loja, certo?)
      Aproveite para cadastrar o nome, o email ou telefone (só, por enquanto, para que não incomode o cliente).
      Depois voce usa isso para avisar sobre a chegada de novos produtos ou promoções.
      Acompanhe o cliente até a porta com um sorriso. Pronto, voce vendeu! Mas...
      Se voce esqueceu do principal, anunciar sua loja, por favor “desleia” o que escrevi antes deste pedaço.
      Sem essa divulgação, ninguém sabe que sua loja existe nem o que ela vende. É a midia que lembra, todo dia, ao consumidor que sua loja existe e vende, por exemplo, roupas.
      Assim, no dia em que a pessoa precisa de... roupas, vai lembrar que sua loja existe e vende... roupas.
      O papel do jornal, rádio, tv, outdoor, é fazer isso e levar a pessoa até a porta de sua loja. A partir daí, a responsabilidade de vender é sua.
      Comece olhando da calçada. Dá vontade de entrar na sua loja?

Momentos felizes
      A felicidade é uma colcha de vários momentos felizes e eu tenho a sorte de identificar e curtir cada um deles.
      Hoje, do nada, lembrei de um momento desses, nos anos 80, com dois amigos.
      Dia lindo, céu azul, sol sem muito calor. Numa mesa de bar na calçada, cerveja gelada e um papo divertido.
      Comigo, Sérgio Copiset (Carvalho, mas era Copiset por causa da gráfica do pai, Nelito) e Gildásio, gente boa e cantador de mão cheia que me lembrava Benito di Paula.
      De repente alguém soltou a frase que mudaria aquele dia: “vamos conhecer Milagres?” Milagres? Por que Milagres?
      Até hoje ninguém sabe.
      Mas pegamos meu Corcel GT e fomos pra estrada.
      Gildásio foi daqui até Milagres cantando músicas de Sá & Guarabira, tocando violão no banco de trás. Fantástico.
      Um momento divertido aconteceu em Jequié, onde paramos para comer sanduíche num trailer.
      Na época Sérgio, que é alto, usava um bigode igual ao de Antônio Fagundes, que fazia sucesso numa novela.
      Do outro lado da rua, três travestis passavam e um deles, ao olhar para nós, parou, cutucou os outros, jogou os braços pra cima e berrou...
      “Fagundes, meu amor!”
      A risada durou até Milagres e a volta a Itabuna, mas a gozação se estendeu por muitos anos...
      Gildásio, meu filho, será que foi por isso que Sérgio mudou pra Limeira?


 
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