carta ao leitor
10.Dezembro.2016

ensino no japao

A geração analfabeta

      Desde que o PT assumiu o poder, ele tem incluído sua ideologia de esquerda em tudo, inclusive no curriculo escolar. Ele se preocupou mais em catequizar alunos que na qualidade do ensino.
      O resultado, 13 anos depois, é devastador.
      Até 2009 os professores públicos eram os formados na era FHC, cujos ministros de Educação se dedicavam a melhorar o ensino.
      A partir daí, começaram a entrar na rede professores formados no primeiro governo de Lula.
      Trazidos para replicar as ideias mofadas de esquerda nos alunos, eles tiveram uma formação de baixa qualidade, fácil de conferir nos péssimos textos que escrevem.
      Não foram formados para educar e sim doutrinar.
      O resultado destes 13 anos de “pátria deseducadora” está nos inúmeros índices que comparam nossos alunos com os do resto do mundo. Um cenário trágico e desolador.
      Mais de 70% dos nossos alunos, entre 15 e 16 anos, não tem sequer o nível básico de proficiência em Matemática, sendo incapazes de resolver cálculos simples com números.
      O Brasil ocupa as piores posições no mundo, atrás de países sub-desenvolvidos e pobres, como a Albânia. Somos “melhores” que apenas 5 países. Um vexame para uma das 10 maiores economias do planeta.
      Depois de crescer com professores formados de forma técnica e sem viés de ideologia, a nota média em Matemática passou a cair, dos 391 pontos de 2009 para os atuais 377. A média mundial é de 490.
      Em Ciências, onde já não temos pesquisadores e gente pensante, mais da metade (56,6%) dos alunos não conseguiu desempenho suficiente para passar do nível 2, considerado o básico do básico. A média passou de 405 para 401, muito abaixo dos outros países.
      Em leitura, 51% dos alunos não chegaram ao 2. A média passou de 410 para 407, contra 493 da média mundial. O Brasil conseguu ficar abaixo do básico nas três áreas. É o pior das Américas.
      Essa indigência de ensino faz com que a maioria dos jovens não consigam reconhecer a ideia principal em um texto ou entender uma questão de prova.
      São analfabetos funcionais, sem condições de julgar ou analisar nada.
      Daí o sucesso contínuo de músicas ruins, pessoas sem conteúdo, programas de tv com baixarias e políticos enganadores.
      Não é a toa que a organização mundial que aplica os testes considera o nível 3 necessário para que a pessoa tenha cidadania plena. Nossos jovens não a tem hoje, nem terão quando forem adultos.
      É uma geração perdida.
      Os governos do PT deram muitas verbas para novas escolas e faculdades.
      Mas não investiram na formação dos professores, em suas condições de trabalho, em exigir qualidade através de testes anuais.
      Se o Brasil quiser “virar gente” vai ter que mudar sua política no setor.
      Terá que fazer como os países da Ásia, que dominam 7 das 10 primeiras posições em educação.
      Vai ter que selecionar só os melhores alunos para o curso de pedagogia, que deve ser dado por professores mais antigos e melhor formados, tornar o curso mais prático e tecnológico, ampliar a cultura dos futuros educadores.
      Vai ter que melhorar o baixo salário dos melhores professores de hoje.
      Não apenas dando um aumento, porque isso não garante qualidade.
      Ele terá que pagar bons adicionais baseados em testes anuais e desempenho de seus alunos nas provas anuais nacionais. É premiar quem ensina melhor.
      Também terá que trocar os que tiveram rendimento abaixo do necessário, para impedir que ensinem errado as próximas gerações.
      Quando se fala no péssimo desempenho da educação, o pessoal do PT alega que aumentou o acesso à escola, mas ele aumenta desde os anos 50 sem parar.
      Além disso, não adianta colocar mais crianças na escola... se ela não ensina.

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