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12.Abril.2014

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Carta ao Leitor...

Miopia perigosa do MPF
      Tenho todo o respeito pelo Ministério Público Federal, mas me recuso a aceitar calado a atitude da procuradora Eliana Torelly que, pelo jeito, nunca pisou em Una, Buerarema ou na Serra do Padeiro. nao indios
      Seus argumentos, para pedir a suspensão de decisões da Justiça que mandam devolver, aos legítimos donos, terras invadidas por uma quadrilha que se fantasia de índio, beiram o absurdo, pela absoluta falta de conhecimento (me recuso a acreditar que seja má fé).
      A procuradora alega que devolver as terras aos donos pode agravar os conflitos.
      É como liberar os assaltos a banco com a desculpa de que, assim, pelo menos não haverá mortes. É usar na Justiça o critério do bandido, é aceitar extorção social de um bando sem legitimidade.
      Torelly afirma que as fazendas estão em uma área já “reconhecida e delimitada” pela Funai, afirmação absolutamente falsa. Também diz que a área é “de ocupação indígena consolidada desde o ano de 2006”. De onde tirou isso?
      É muita falta de informação por parte de alguém que ocupa cargo de poder.
      Em primeiro lugar, a área não pode ser reconhecida pela Funai sem passar pelo governo federal e este rejeitou o relatório sobre esta área por causa de inúmeros erros e fraudes.
      Também não está “consolidada” desde 2006, já que sempre foi ocupada por seus donos, há mais de 70 anos. São terras compradas e tituladas .
      A procuradora usa chantagem emocional, alegando que, com a retirada, não haveria “local para a realocação dos indígenas”. Senhora Torelly, basta que eles voltem para onde viveram nos últimos 70 anos.
      O “cacique” Babau, por exemplo, é dono de fazenda e não tem um traço sequer de ascendência indígena.
      Ela afirma que “a retirada dos indígenas das terras à força, nesse momento, contribuirá, como visto, para o aumento da tensão e do conflito fundiário”.
      Não, senhora, o conflito foi causado pelas invasões e a suspensão da reintegração é que vai tocar fogo nesta região. Mortes serão inevitáveis.
      Isso porque, aos legítimos donos da terra, não restará alternativa a não ser pegar em armas para retomar as fazendas.
      É o que acontece, em qualquer lugar do mundo, quando a Justiça oficial falha em proteger o direito da população.
      É o que aconteceu, em vários momentos da história, quando o cidadão passou a ter menos importância para as autoridades que os bandidos. O desespero substitui as leis.

Arte para um ícone
      De vez em quando a publicidade cria uma obra-prima de pura arte. E uma delas nasceu no Brasil.
      Vendo o belíssimo e emocionante filme da Volks para a despedida da Kombi, me lembrei, na hora, de meu tio Nine, um amante do veículo.
      Mas antes deixe eu contar que o filme “Os últimos desejos da Kombi” levou seis meses para ficar pronto e foi criado pela agência Almap.
      Os artistas foram os diretores de arte Benjamin Yung Junior e Marcelo Tolentino, que imaginaram todo o visual do filme e suas sequência.
      Os redatores Marcelo Nogueira e Marcelo Pignatari Rosa fizeram um texto impressionante, cheio de emoção e graça, em cima da trilha sonora de Lucas Lima.
      Tudo dirigido por Fernando Grostein Andrade e editado por Raoni Rodrigues. A narração, que não poderia ser melhor do que foi, é da atriz Maria Alice Vergueiro. Nomes são importantes, porque toda obra de arte precisa ter o criador divulgado.
      No vídeo, belas imagens da estrada se alternam com as “lembranças” da Kombi e a história, real, de pessoas que tem uma relação especial com o carro, do cara que pintou a do festival de Wookstock ao casal que a transformou no trailer que mantém a família.
      E o final... ah, o final.
      No final, a Kombi diz que, antes de ir, “precisa realizar um último desejo” e vai à Holanda, rever o filho de seu criador, Ben Pon Jr, “meu irmão”.
      O filme é completado por um hotsite onde foi publicado o “testamento” da Kombi, com os 15 últimos desejos, deixando (de verdade) pedaços de sua história, como o primeiro desenho na fábrica, para as pessoas relatadas no video.
      A Kombi nasceu em 1957 e morreu em 2013. Ah, meu tio!
      Uma das lembranças bacanas que tenho é de viajar com meu tio Nine para um sítio que ele tinha, sempre de Kombi.
      Ao lado, minha tia Dione com a mão sobre a perna dele, um gesto eterno de carinho.
      Ele, assim como a Kombi, já se foi, deixando lembranças felizes em muita gente.




      Marcel Leal
      marcel@grapiuna.com
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