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sao joao
17.Junho.2017

São João das antigas


Itabuna já viveu vários tipos de festa junina, nunca deixando a tradição de lado.

Houve a época em que todo mundo passava o São João em fazenda, ao redor de uma fogueira enorme, cercado de dezenas de sabores de licor, milho verde, amendoim, pipoca e, claro, muitos fogos e balões.

Deste período, lembro das festas na fazenda do ex-prefeito Fernando Cordier, que sabia receber bem os amigos.

Em outra época, o Alto do Mirante foi referência, com uma festa aberta, informal e ótimo clima familiar. Ali era fácil encontrar os amigos e curtir a festa com a família.

Houve o São João de grandes festas na Baira-Rio, mas trazendo bandas de axé que nada tinham a ver com a data, numa das gestões de Fernando Gomes na prefeitura.

Teve o tempo do São João de bairro, apoiado em peso pela prefeitura, que bancava som, estrutura e uma atração.

Para mim, foi a melhor época, na primeira gestão de Geraldo Simões. Festas como as da Mangabinha, Banco Raso, Fátima e Pontalzinho estavam entre as melhores da cidade.

É uma pena que o próprio Geraldo abandonou a ideia e fez como todos os outros, levando grandes atrações para o centro.

Em outros anos, a moda era ir para Ubaitaba, que passou uns três anos fazendo uma boa festa na “orla” de seu rio.

Na segunda gestão de Geraldo, ele promoveu grandes festas de São João na Praça Rio Cachoeira, sempre com ótimos nomes de forró, só forró.

Para a economia local foi a melhor época, porque vários milhares de itabunenses que antes iam para Ibicuí, Itororó e outras cidades passaram a ficar em Itabuna, gerando vendas no comércio e empregos.

A festa tinha cobertura ao vivo da rádio Morena FM 98.7, até duas ou três da manhã, o que atraia ainda mais gente nos últimos dias do evento.

Em sua última e nefasta gestão, Fernando Gomes deu um fim ao São João na cidade.

O prefeito seguinte, seu vice Azevedo, deixou nosso São João enterrado desde que ele assumiu e, se ainda existiu uns poucos arraiás nos bairros, o mérito foi da população, que faz de qualquer jeito.

Não conheço ninguém que não goste do São João, seja no estilo “amigos em casa” ou grandes festas na rua.

De uma forma ou de outra Itabuna adora esta tradição do Nordeste, pura em sua essência, divertida e agradável.

Ainda acho o de fazenda o melhor de todos, em especial se estiver fazendo frio e você puder se aquecer ao lado da fogueira.

Hoje, sabendo o risco dos balões, já não se soltam tantos, mas fogos continuam na moda, a cada ano com novidades que as barracas de Itabuna trazem.

Este texto foi feito há 5 anos e continuamos sem uma festa decente.

Mas viva São João.

Por falar em eventos


Parece que as pessoas desistiram de Itabuna, ou pelo menos de seus pontos fortes. A cidade sempre foi forte em esportes como judô, vôlei, handball, natação e ciclismo, mas há décadas não realiza torneios de porte nacional.

Tinha feiras de negócio de alto nível, criadas por Bob, da Gávea Design, com expositores e palestras nacionais.

Esta, sem dúvida alguma, é a vocação de Itabuna, mas nem empresários nem gestores se importam mais.

Perdemos o Centro de Convenções para Ilhéus, depois apareceram com um que não serve nem para formaturas, de tão pequeno e acanhado.

Precisamos de um com 2 mil lugares no auditório e um amplo pavilhão de feira.

Com cabines de tradução simultânea, internet banda larga, gerador, salas de apoio, estacionamento e heliporto.

Nada abaixo disso serve ou faria diferença para nossa economia. Este é o mínimo para atrair eventos nacionais.

Com ele poderíamos ter um calendário de feiras, desde as regionais até nacionais, de negócios, agronegócios, saúde, tecnologia, ecucação, indústria.

Poderíamos atrair até os eventos mais badalados, como o Congresso Nacional da Abert, a Feira da Abav, a Campus Party.

Imagine receber, todo mês, dois eventos de peso com 2 mil pessoas, mais famílias e organizadores cada um.

Imagine o impacto nos hoteis, restaurantes, bares, lojas e empresas de serviços.

Agora, cobre do Estado.


O editorial de A Região, por Marcel Leal.

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