carta ao leitor
24.Setembro.2016

fora dilma

Voce apoia a corrupção?

      Voce foi às ruas neste ano para pedir impeachment de Dilma e a cassação de Cunha, foi combater a onda de corrupção e exigir condenação dos corruptos.
      Então por que pretende eleger elementos condenados para prefeito de sua cidade?
      Aqui em Itabuna, Bahia, por exemplo, gente que exigiu o fim da corrupção nas ruas vai votar em um dos 3 ex-prefeitos condenados pelos tribunais de contas.
      Eles tiveram sua gestão condenada por fraudes com notas fiscais, licitações e contratos ilegais, mais desvio (palavra dos burocratas para roubo) de verbas.
      Se você tem o mínimo de coerência, não pode dar seu voto a Fernando, Geraldo ou Azevedo. Se eles tiveram todas as contas anuais de sua gestão condenadas antes, vão repetir isso na nova gestão.
      Votar em um deles é aceitar que repitam práticas ilegais que prejudicaram a cidade no passado.
      Na outra ponta da arena política deste ano estão os candidatos “nanicos”, que não empolgam e não conseguem decolar. A uma semana da eleição, não mostram chance.
      É o caso de Davidson (talvez por ser do PCdoB, parceiro do PT no Petrolão, por chamar o impeachment de “golpe” e defender o bando que assaltou o país), Santana, Mister Cuca e Zé Roberto.
      O eleitor que votar neles vai, como diz o povão, “perder o voto”, assim como quem votar em Cuma e Azevedo. Fernando foi declarado inelegível e só concorre por causa de um recurso que tem chances remotas de vingar.
      Azevedo também só continua por causa de uma liminar que pode ser cassada a qualquer momento.
      Numa eleição com nove candidatos, a disputa acaba se resumindo somente a dois candidatos possíveis, seja por não ter condenação alguma por corrupção, seja por ter chance de vencer pelo que se vê nas ruas e levantamentos.
      Um deles é o médico Antônio Mangabeira, que tem uma reputação de homem honesto e bom empresário.
      'Manga' tem a vantagem de disputar a eleição só com o PDT, sem outros partidos.
      Se por um lado isso o deixou com apenas 26” no rádio e TV, por outro permite que nomeie seus secretários por talento e competência, sem ter que encaixar nomes indicados por partidos, que em geral vão trabalhar pelo partido e não pela cidade.
      O outro é o deputado Augusto Castro, que faz um excelente mandato, tem boa ligação com a cúpula do PSDB, de quem conseguiu muitos milhões de reais em emendas para Itabuna.
      Augusto tem poucos partidos para agradar e uma vantagem, a amizade com o prefeito de Salvador ACM Neto. Isso permite que traga para Itabuna o modelo de gestão que deu certo por lá.
      Este são os candidatos que sobram, quando a gente analisa com seriedade.

Preconceito deficiente

      Cegos que jogam bola, paralíticos que dão show no basquete em cadeira de rodas ou vôlei sentado. arco paralimpico
      Deficientes somos nós. Deficiente é seu preconceito.
      Sempre admirei uma garota de Itabuna, que não sei o nome, mas vi muitas vezes em festas, vivendo a vida, em uma cadeira de rodas, sempre sorrindo e de bom astral.
      O exemplo dela, de viver a vida, se adaptando, ao invés de se “coitadizar” foi reforçado pela fantástica Paraolimpíada do Rio. O nadador Daniel Dias não tem parte dos dois braços e de uma das pernas, mas é o maior medalhista do Brasil na história, com 23 delas.
      Flávio Reitz só tem uma perna, mas no salto em altura passa de 1,70 m. Cássio Lopes e Damião Ramos são cegos, mas jogam futebol de 5 e ganharam ouro no Rio.
      Suelen Rodolpho luta esgrima em cadeira de rodas. Diego Delgado e Leandro Gonçalves jogam futebol de 7 para paralisados cerebrais.
      Alex de Melo e Ana Carolina Duarte são cegos mas jogam golball, que é tipo handebol.
      Evanio da Silva é paraplégico, mas levanta 210 quilos no halterofilismo.
      Eles fazem o que nós, sem suas limitações, não conseguimos fazer.
      São exemplos de que não existe limitação real.

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