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Carta ao Leitor
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27 de Junho Carta ao Leitor... Porque não acredito A suposta candidatura de Geddel, na qual não acredito nem quando ele fala, teria uma serventia para Wagner: dividir os votos da oposição. Hoje, quem não vota em Wagner tende a votar em Souto e nos carlistas, a polarização que sempre existiu na Bahia. Se Geddel saísse para o governo do estado, ficaria num meio termo que já matou nomes como Renato Costa e Davidson Magalhães, fora a pecha de laranja que o acompanharia pelo resto da vida. Outro problema para o ministro é que ele deixaria de ser ministro e perderia o poder nas secretarias estaduais e nos órgãos do ministério. Isso deixaria os prefeitos com a seguinte situação: comer farinha com água durante quase um ano inteiro para ficar com Geddel ou apoiar Wagner, que já vem fazendo muito por eles. O risco de Geddel Lima também é grande. Se ele não aderir a Souto nem a Wagner e perder a eleição (90% de chance disso acontecer), vai ficar 4 anos sem poder, sem cargos para seus aliados e cabos eleitorais. O provável nesta situação seria o PMDB da Bahia voltar a ser o “partido de um deputado federal só”, como antes. Com o agravante que ele, Geddel, não seria este deputado e sim apenas um presidente de partido, que teria que negociar sua aderência novamente, em condições piores. Toda esta badalação dos diretórios, anunciando que vão exigir uma candidatura própria, esbarra na determinação de Geddel em não disputar Ondina e sim uma cadeira no Senado. Wagner parece já saber que tudo não passa de teatro Geddeliano, tanto que afirmou nem ter lido ainda a cartinha que o ministro mandou a ele. Também não está nem aí para conversa de rompimento com o PMDB, como querem os petistas menos esclarecidos. Geddel é esperto, porém transparente, pelo menos para Wagner, um articulador hábil e com uma paciência de monge. O teatro vai continuar, com recuos e avanços, até o meio do ano que vem. O problema de Geddel é Maria Luísa, que deve mandar João Henrique sair candidato ao governo... Lembrança de aniversário Não lembro do meu primeiro contato com Ilhéus, mas do maior tempo que passei longe dela, um ano, morando numa Londres que tinha dias de sol muito bonitos, mas com frio e nenhuma praia.
Assim que voltei, corri para Olivença, onde cheguei na praia por volta das 9 horas e só saí depois que o sol se pôs. Depois de um ano sem me bronzear, voce pode ter uma boa idéia do resultado... Passei a noite com todo o corpo ardendo, até para respirar eu tentava não me mexer muito. Essa maratona de praia ilustra a falta que faz um pedaço de areia e mar, a saudade que senti de Ilhéus e Itabuna. A aniversariante desta semana sempre me agradou, mesmo com sua incompetência para crescer e se destacar. Gostava de estacionar o carro embaixo das amendoeiras da Soares Lopes, circular pelo calçadão, tomar sorvete no Ponto Chic, pegar praia ali na avenida mesmo. Depois a pedida era uma pizza no Castelinho, acarajé de Irene ou quibe no Vesúvio. Vida noturna Ilhéus só teve em períodos curtos, quando bares da 2 de Julho ficaram bacanas, mas durou pouco. A cidade só tem vida à noite quando os itabunenses resolvem ir em peso para lá, o que não tem acontecido. As lembranças de garoto incluem o tira gosto de carne de sol com farofa no Chinaê, onde meu pai gostava de almoçar na volta da praia. Anos depois, as trilhas de moto pela beira da praia até Serra Grande, os ônibus cheios de mineiras em Olivença, onde meu avô tinha uma casa simples mas com o rio passando atrás. Lembro com carinho de acampar na Batuba, fazendo o almoço em fogareiro e muitas amizades em volta. De nadar na piscina do balneário. Meu pai gostava de ir no Cururupe, com aquele incrível encontro do rio com o mar e cabanas que serviam caranguejo e pitu de qualidade. A estrada entre Ilhéus e Olivença era de terra, toda com buracos imensos, o que fazia a gente preferir usar a praia como alternativa, saindo só nos rios. Ah, antes que Newton Lima pergunte, não existiam “mansões de barões do café” na Praia dos Milionários nem era chamada assim por isso... Passei boas festas de réveillon em Ilhéus, depois que as do Grapiúna Tenis Clube caíram de moda. São lembranças do lado leste de Italhéus porque, para mim, as duas cidades são uma coisa só, apesar das diferenças. Elas se completam. Marcel Leal marcel@grapiuna.com Cartas anteriores: O jogo politico de 2010 Ceplac: fim de ciclo? A novidade da década (Obama) O TSE e a internet Comércio aberto à noite Sobre o novo Porto Sul Geddel surpreendido pelo PT To translate this page into English using FreeTranslation.com click here To translate just a part of the text, copy and paste into the area below. Choose "Portuguese to..." the language of your choice. |
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