carta ao leitor
18.Junho.2016

solidariedade

O lado bom da crise

      Toda crise, por pior que seja, tem algum resultado positivo. Mesmo a atual recessão, a pior da história, gerada pelo PT, PCdoB e seus coligados, pode servir para melhorar sua vida. Um exemplo é saber com quem voce lida todos os dias.
      Numa crise, voce pode finalmente descobrir e separar dois grupos.
      Um é o de pessoas que são solidárias, tentam ajudar, tentam ser parte da solução. O outro é de gente que não colabora, não é solidária, mas é parte do problema.
      Depois que a crie passa, voce pode valorizar e reforçar o primeiro grupo e eliminar o segundo de sua vida, de sua empresa ou relacionamentos.
      Porque este grupo, seja de amigos, fornecedores, clientes, parceiros, sócios, parentes, só está com voce quando o dinheiro flui solto, quando tudo está bem.
      A sabedoria popular já dizia que é na pobreza que se conhece os amigos.
      Outra serventia de toda crise é abrir oportunidades de novos negócios e projetos.
      Lembro de quando conheci o museu do Louvre, em Paris, em tarde de chuva intensa, numa fila do lado externo que dobrava a rua.
      Com tanta gente se molhando, um grupo de argelinos oferecia guarda-chuvas a preços populares.
      Era um grupo esperto aproveitando uma crise, mesmo que passageira, para tocar um bom negócio.
      Na nossa atual crise é a mesma coisa. Na econômica, negócios voltados para uma redução de custos pipocam pelo país. Na crise da água, dezenas passaram a vender água mineral ou carro-pipa.
      A perfuração de poços artesianos também explodiu em Itabuna, mesmo sendo cara. São dois setores que ganham dinheiro com as crises atuais.
      Há alguns anos, com a economia de Itabuna já diminuindo, algumas lojas mudaram de atitude.
      Elas passaram a levar sacolas de roupa na casa da cliente para ela escolher, inclusive lojas do shopping.
      Crises existem de tempos em tempos e não há como fugir delas.
      Cabe a nós se adaptar (exemplo, tomando banho frio para não levar choque no chuveiro com água salgada), aproveitar (no caso dos guarda-chuvas), contornar (as sacolas) e, estoicamente, esperar que a crise passe.
      Mais importante ainda é, depois que a crise passa, lembrar que ela pode voltar.
      Por causa do período de racionamento de energia, até hoje consumo quase metade do que gastava então, porque eliminei o desperdício.
      Hoje sonho em ter poço artesiano e energia solar em casa para enfrentar fácil as próximas crises.
      Mas a maioria, assim que a seca passar e voltar a chover, não vai mais falar na necessidade da barragem ou de cavar poços.
      Até a próxima seca.

Medo de demissão

      Nas discussões sobre a concessão do serviço de água e esgoto, como as cidades melhor servidas fizeram, sempre aparece o protesto de funcionários. Inútil.
      Não conheço nenhum empresário que, ao assumir uma empresa, demita por demitir. Pior, demita gente que trabalha bem e conhece a empresa há anos.
      Todo empresário prefere usar o conhecimento dos empregados atuais, demitindo apenas os que não trabalham ou o fazem mal.
      Daí que o protesto dos servidores da Emasa deve ser dos que vivem pela boquinha ou dos que têm medo de ser demitidos por ineficientes.
      Seja qual for a empresa que assumir a concessão de águas, ela vai trazer apenas os técnicos que precisa e não existem na região, os que vão comandar as ações de setor.
      O pessoal de operação dificilmente será demitido, porque é mais caro trazer de fora gente para fazer o serviço que os atuais já fazem direito.
      A demissão será o caminho apenas para os que não gostam ou não sabem trabalhar.
      Por isso é bom a sociedade prestar atenção nestes protestos, para saber quantos estão ganhando salários com nosso dinheiro sem dar retorno adequado para nós e a cidade.
      Não fazem falta.

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