carta ao leitor
23.Agosto.2014



Babaquice virtual
      Apenas para atacar a candidatura de Marina Silva, algumas pessoas ligadas ao PT criticaram uma foto em que ela, um amigo e um dos filhos de Eduardo Campos aparecem sorrindo durante o velório. Acusaram de fazer política “em cima do caixão”, de desrespeito, etc.
      É o que acontece quando não se tem argumentos para criticar alguém (e existem inúmeros para criticar Marina). Apela-se para a baixaria.
      Postaram, no Facebook, como se desrespeitassem a morte de Eduardo.
      Logo de cara é estúpido achar que a família e os amigos de Eduardo Campos não sofrem com sua perda. A pessoa precisa nunca ter perdido alguém que amava para ser tão cretina.
      Para mim é óbvio que estavam lembrando momentos legais, emocionantes e divertidos que tiveram com Eduardo ou talvez alguma piada que ele contava, como quero que façam no meu enterro.
      Prefiro que Kira, Sandra e meus amigos lembrem só das minhas brincadeiras, minhas tiradas e palhaçadas.
      E não estou sozinho. Destaco dois comentários sobre a mesma postagem. O de Carol Suzart:”Verdade... todo mundo sempre acaba rindo um pouco nos velórios alheios, no meu mesmo... quero que sempre lembrem das minhas loucuras, dos meus aprontes, que contem piadas de madrugada e etc”.
      E o de Fernando Guimarães: “Desde quando sorrir num funeral é falta de respeito? Existem várias maneiras de se encarar a morte... Alguns acreditam na vida eterna e na comunhão com Deus”. Falou bem.
      Eu decidi, há mais de 30 anos, que não iria a nenhum velório nem enterro. E não vou. Não fui ao de vários amigos queridos, ao de meu avô, ao de meu pai, nem vou no meu. Porque prefiro lembrar da pessoa viva, não no caixão. Prefiro lembrar dos momentos divertidos e bacanas, não do clima de velório.
      Para mim a pessoa continua viva, apenas morando numa cidade distante que não tem telefone, internet nem comunicação alguma. Longe, mas viva para mim.
      Sei que está bem, que seguiu sua vida e que lembra de mim com carinho, assim como eu lembro dela com o mesmo carinho e não esqueço.
      Não tenho religião, mas acredito em vários preceitos do budismo e do espiritismo.
      Estranhamente, ambos são confirmados pela ciência, que diz que a energia nunca desaparece, mas se trasnforma.
      Daí que nossa alma, por ser energia, deve ir para algum lugar ao deixar o corpo.
      No meu conceito, a alma vai para outra dimensão, que não podemos ver mas, de vez em quando, no canto do olho, parece que algo se mexeu.
      Meu pai, por exemplo, para mim está em alguma cidade de outra dimensão.
      Fazendo jornalismo e política, com certeza, ajudando as pessoas até mais do que pode, como fazia por aqui.
      Não posso falar com ele, nem vê-lo, mas tenho certeza de que não está “morto”, apenas transformado.
      Daí que sempre lembro de suas piadas, tiradas e intrigas engraçadas. Estou sempre sorrindo quando lembro dele e vou continuar assim.

As mesmas vias
      Eduardo Campos era, sem dúvida, uma “terceira via” (apesar de eu não gostar do termo, que nem sempre reflete a realidade). Ele era uma opção entre Aécio e Dilma. marina e lula
      Mas não Marina.
      Dilma e Marina são duas faces do mesmo projeto: arrogantes, donas da verdade, intransigentes, não aceitam discutir suas decisões, querem um estado que interfira em tudo, desprezam a competência e o mérito. São imperatrizes.
      Marina foi criada no PT, onde passou 30 anos e de onde saiu somente porque queria mandar mais e não deixaram.
      Sua cabeça não mudou.
      Se eleita, vai continuar o projeto do PT, com certeza seu aliado de primeira hora ou desde o segundo turno.
      Até a escolha de sua coordenadora de campanha segue o petismo, trazendo Luiza Erundina, de triste memória quando prefeita de São Paulo.
      É outra petista que saiu do partido por discordar não da filosofia, mas da divisão de poder. Ambas continuam PT.
      Marina, no poder, será contra o agronegócio, a livre iniciativa, o empresariado, a liberdade de imprensa e de opinião, a neutralidade do estado em religião.
      Aécio não é perfeito, mas defende o mérito, o estado enxuto, a competência, o diálogo e a modernidade.
      É a favor de facilitar a vida das empresas, diminuir toda a burocracia atual, modernizar o país e cobrar resultados.
      Não é radical. Aliás, basta não ser Marina nem Dilma.


 
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