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falencia
18.Fevereiro.2017

A crise vai reverter


O Brasil nunca viveu uma situação como a atual, com uma recessão que começou no meio de 2015 e só agora começa a dar sinais, ainda fracos, de recuperação da economia.

O descontrole do PT vai nos atrasar uma década, em especial na indústria, que foi sucateada, no comércio, que é afetado sempre que alguém é demitido ou perde renda, e nos serviços, que atendem aos dois setores.

A recessão atual bateu o recorde de desemprego, com mais de 20 milhões sem ocupação e de lojas fechadas. Foram 200 mil só nos últimos dois anos e isto não é a soma das fechadas, mas o saldo final. E não está nesta soma a falência de outros tipos de empresa.

O mundo já viu crises tão graves quanto esta, mas o Brasil não. Só agora vivemos uma recessão equivalente à quebra da bolsa de 1930, que jogou os EUA num buraco de miséria e suicídios.

Ou a crise imobiliária e a bolha da internet já no século 21.

Houve a crise asiática, nos anos 90, uma das cinco que o governo de Fernando Henrique enfrentou, como as duas citadas antes.

A Black Monday foi outra crise, anterior a estas, em 19 de outubro de 1987 quando, durante aquele dia, houve falência generalizada no mercado de ações.

Em geral, as grandes crises são criadas no mercado de ações, afetando empresas pela perda de valor na bolsa, o que acaba com o crédito e torna difícil manter as contas e salários em dia.

A nossa é diferente, porque foi gerada dentro do governo, pela incompetência em gerenciar a economia, o descontrole dos gastos, o uso da máquina para beneficiar os amigos e a corrupção num nível nunca visto na história do Brasil ou do mundo.

Por isso, ao invés de só afetar empresas enormes que estão na bolsa, afetou tudo.

Ao invés do investidor da bolsa, os atos do governo afetaram diretamente a saúde financeira da população, que por sua vez comprou menos, o que apertou as empresas, que se viram obrigadas a demitir, gerando uma onda maior de pessoas sem poder comprar nem o básico.

Este efeito dominó volta para o governo, porque com menos venda há menos gente capaz de pagar impostos.

É um círculo vicioso que começou a ser desmontado a partir de algumas medidas do governo federal.

Como corte de cargos e de ministérios, ou desviar as verbas para os setores que produzem e geram empregos.

Aos poucos, o cenário está mudando. A inflação caiu, a indústria de São Paulo, a maior do país, teve saldo positivo de empregos, ainda que baixo, em janeiro.

Foi o primeiro em mais de dois anos. É um sinal de que a economia começa a se recuperar. Ainda leva tempo, mas já há esperança.

STF criminoso


O STF decidiu que o Estado tem que indenizar os presos por causa das suas “condições indignas” de encarceramento. Incrível!

Já quem vive em favelas, sem esgoto, sem saúde, sem segurança, sem lazer, sem educação, sem esperança e honestamente não receberá nada pela vida indigna.

Não dá mais para aturar este país entregue a bandidos protegidos pela Justiça como se os marginais fossem suas vítimas. Que eles mataram, roubaram, sequestraram, estupraram, torturaram, mataram viciando em drogas cada vez mais fortes.

O problema do STF é que ele vive em outro país.

Ministros do STF não pegam fila, não levam os filhos à escola, não compram pão na padaria, não pagam suas contas na fila do banco, não vivem em bairros onde o medo é constante.

Vivem numa bolha de mordomias, serviçais para todas as necessidades e salários acima de R$ 30 mil.

Talvez por isso vejam o mundo do avesso, onde quem cometeu crimes merece apoio financeiro e proteção. Já as vítimas não merecem nada.

Bandidos têm salário para sua família quando são presos e agora vão receber uma grana preta e viver de forma melhor que as vítimas.

Se pudesse, mudaria de país. Este apodreceu.


O editorial de A Região, por Marcel Leal.

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