carta ao leitor
26.Julho.2014



De ratos e políticos
      Voce já ouviu falar na história de que os ratos são os primeiros a abandonar o navio? pimentel
      A história é baseada em coisa real. Os ratos conseguem antever perigos nos barcos e “sentem” quando a embarcação vai afundar, fugindo o mais rápído possível.
      Em geral, os humanos levam mais tempo para perceber e aí, já é tarde.
      Aliados políticos são como ratos, sentem os perigos antes dos outros “humanos”, por isso espanta que muitos estejam já saindo do navio de Dilma.
      Em todo o Brasil existem candidatos da base aliada e até do próprio PT escondendo a sigla na propaganda eleitoral, usando outras cores e omitindo os nomes de Dilma e Lula nas peças de campanha. É o medo de se associar a um partido cuja cúpula foi para a cadeia.
      O próprio PT deixou o vermelho de lado na campanha política do Ceará, onde as peças publicitárias de Camilo Santana, candidato ao governo, trocaram a cor pelo amarelo. Também não cita Dilma nem Lula e reduziu a sigla do partido a um pequeno desenho no canto.
      Outro petista, que lidera as pesquisas em Minas Gerais, Fernando Pimentel não cita Lula nem Dilma em seu jingle, nem nas outras peças.
      Até na Bahia o sempre fiel Rui Costa reduziu o vermelho nas peças, dando o maior destaque para a cor azul escuro.
      Quando usa o vermelho, mistura com um amarelo forte, lembrando mais o PSOL.
      Pelo menos Rui cita e usa Dilma e Lula nas peças de campanha, mas até quando? Se está assim dentro do partido, imagine nos aliados.
      Um sintoma preocupante, para o PT, foi a esnobada do candidato ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, do PMDB, à Dilma. Desconhecido, ele poderia usar a presidente para ganhar exposição mas, pelo jeito, acha que seria prejuízo.
      Procurado pelo PT para dar palanque a Dilma, Skaf disse que a presidente “já tem o candidato dela em São Paulo” e que um palanque duplo “só confunde a cabeça do eleitor”. Ou seja, não quer Dilma em seu palanque, mesmo sem ter outro candidato a presidente.
      Voce pode pensar que isso se deve aos escândalos, mas...
      Não acredito que Dilma vá perder a eleição por causa da roubalheira do mensalão, dos petistas graúdos na cadeia, do escândalo da Petrobrás nem nada ligado a corrupção.
      O eleitor brasileiro ignora ou não se importa com isso, votando de novo em corruptos, mesmo condenados. O caso de Arruda, no DF, e Maluf em São Paulo é prova disso.
      Tambem não acho que Dilma vá perder a eleição por ser arrogante, mal educada, grossa e falar mal.
      A história está cheia de políticos assim que ganharam eleições seguidas.
      Mas Dilma vai perder as eleições. Não por ter governo corrupto nem ser boçal.
      Vai perder por causa da economia, única coisa que atinge o brasileiro de qualquer classe social.
      A inflação passando a meta, o PIB ridículo por anos a fio, a falta de crédito na praça, o endividamento absurdo de toda a população, a queda de vagas nas empresas, as vendas abaixo das previsões, tudo isso junto.
      Como disse Bill Clinton explicando porque Bush perdeu: “foi a economia, estúpido”.

Novo rico inculto
      Um país é rico quando seus cidadãos têm acesso à cultura e uma educação que incentive a leitura e a busca por conhecimento, que leva a descobertas, invenções e eficiência. Não é o Brasil.
      Temos uma educação indigente, que se orgulha em ensinar a escrever o nome, ler um bilhete e nada mais. 65% dos alunos que terminam o 2º grau saber ler e escrever, mas não entendem o que leem nem sabem escrever direito.
      Isso, aliado à falta de incentivo à leitura, ao invés de formar Barbosas, forma Lulas. Somos aqueles “novos ricos” que esbanjam dinheiro mas são bregas e dão vexame em lugares chiques.
      Tudo vem da falta de leitura, em números.
      A venda de livros no Brasil mostra nossa pobreza em leitura. Somando tudo, foram 345 milhões de livros.
      Para comparar, a China vendeu 7,1 bilhões de livros no período, os EUA 2,5 bilhões, o Japão 1,4 bilhão, a Russia 494 milhões, a Alemanha 479 milhões, a França 438 milhões, o Reino Unido 324 milhões, a Itália 265 milhões e a Espanha 235 milhões.
      Enquanto no Brasil, com 201 milhões de habitantes, se vendeu 1,7 livro por pessoa, no Japão foram 11, nos EUA 7,9, na França 6,7, na Alemanha 6, na China 5,5, no Reino Unido 5,1, na Espanha 5, na Itália 4,4, na Rússia 3,5 livros por pessoa.
      Por isso temos 5 títulos no futebol e nenhum Nobel, por exemplo. Temos só o circo. E nem é mais tão forte assim.


 
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