carta ao leitor
29.Agosto.2015

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O lado bom (?) da crise
      O fechamento das lojas D&D em Itabuna e Ilhéus, além da central de distribuição da Dadalto é só a ponta de um iceberg nefasto que vai afundar o Titanic do comércio sulbaiano em 2015. Mas nem tudo é motivo para se desesperar.
      Um lado positivo de toda crise é a oportunidade de usar a criatividade para você inovar conceitos, procedimentos e abrir novos projetos.
      Para quem tem dinheiro em caixa é uma maravilha. Voce pode comprar de tudo a preços mais baixos, de uma geladeira a uma empresa ou fazenda.
      A multidão que fica com a corda no pescoço tem apenas duas alternativas: vender barato ou aguentar o tranco até a economia se normalizar.
      Ela sempre acaba se normalizando, independente do que governo e pessoas fizerem, é uma lei da natureza.
      Claro que a duração da crise depende de ações, principalmente, do governo e este que nós temos não mostra competência para resolver nada. Em 12 anos, inchou a máquina mais que um baiacu, gastando como se não houvesse amanhã.
      Mas o amanhã chegou e chegou com a força de um furacão ou um tsunami.
      A solução do governo inepto foi repassar a conta para nós. O sistema elétrico teve um rombo porque o governo não investiu no setor e precisa usar as caríssimas termoelétricas? Sem problema, manda a contra para o cidadão.
      A arrecadação caiu? Fácil, aumente os impostos. Caixa e BB ficaram sem dinheiro porque desviaram e usaram para cobrir rombos do governo?
      Tranquilo, aumente os juros e diminua o crédito. Ah, aproveitando o embalo, vamos trazer de volta a CPMF...
      Governos sempre tentam resolver problemas de caixa via aumento de impostos (que gera mais recessão e crise) ou então imprimindo mais papel moeda, que gera inflação porque cada nota vale menos que antes.
      A situação hoje, fazendo um resumo realista, é de crise, desemprego cada vez maior, governo sem caixa para tocar as obras, empresas fechando as portas ou cancelando projetos e aumentos de salário.
      As famílias já cortaram os gastos até do lazer e mercado.
      O aumento brutal na conta de energia, por si só, vai fechar outras empresas que têm consumo alto porque precisam.
      Porém o pior é o ânimo das pessoas, que desaparece.
      Então, vamos falar das boas coisas numa crise. É... sempre existe algo bom, seja qual for a situação.
      Lembra do racionamento de energia da era FHC? Pois ele me mostrou que desperdiçava muita energia em casa.
      Baixei meu consumo na época para a metade e continua assim até hoje. Lucrei.
      No caso de uma empresa, é possível amenizar o prejuízo e se preparar para dominar o mercado quando a crise passar.
      Os futuros líderes são aqueles que conseguirem se destacar hoje mesmo sem as vendas, sem retorno imediato.
      Dou sempre um exemplo que aprendi com Luiz Celso de Piratininga, meu professor na USP e publicitário renomado. lux
      Durante toda a segunda guerra mundial era impossível encontrar sabonetes na Europa e as pessoas usavam aqueles feitos em casa, com banha.
      Durante os 4 anos da guerra, um nome se destacou.
      Por longos 4 anos os europeus eram bombardeados pela propaganda do sabonete Lux, que ninguém encontrava nas prateleiras.
      Não se vendeu nenhum sabonete nestes quatro anos em que investiram em propaganda.
      Mas, assim que a guerra acabou e o fornecimento aos mercados foi normalizado, o Lux se tornou o sabonete mais vendido e famoso do mundo.
      Os concorrentes, que lideravam as vendas antes da guerra, foram esmagados pelo novo líder. Fez história.
      Da mesma forma, sua empresa pode intensificar a propaganda e manter contato constante com os clientes mesmo que eles não possam comprar nada agora.
      Sempre avise sobre novidades e promoções.
      Anuncie em veículos que dão melhor retorno sobre o valor investido, como o rádio, que atinge 90% da audiência da televisão, mas custa a metade.
      Para manter uma marca em evidência e na lembrança do consumidor, nenhum meio é mais eficaz que o rádio.
      Aproveite a internet, que ainda é barata e gera interação com o consumidor, para saber o que eles precisam.
      Use jornal e outdoor para reforçar sua propaganda no rádio e na internet.
      Dentro da loja, corte os produtos que saem menos, dê destaque para os mais vendidos, treine mais seu vendedor para ser um consultor do cliente.
      Perfume e ilumine bem a loja, ofereça café e balinhas aos clientes. Seja anfitrião.
      Uma hora, a crise passa.


 
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