carta ao leitor
28.Fevereiro.2015



Ação gera reação
      Não foi a primeira vez que o senhor Luís Inácio, que nunca mostrou comportamento de presidente, pregou o combate entre classes e grupos. Mas desta vez ele cometeu crime ao incitar os petistas a ir à guerra e falar em “exército do MST”. gestapo pt
      Pior, parece se inspirar em um cara que iniciou sua ofensiva para tomar o poder na Alemanha nos anos 30, usando um grupo de militantes fanáticos para encher de porrada qualquer um que criticasse o “füher”.
      Uniformizados como os de Hitler, o pessoal que Lula incita a agredir as pessoas atua como uma gangue de rua, assim como o ex-presidente se comporta como um arruaceiro qualquer.
      Nossa Constituição diz que é crime incitar à violência, mas Lula não corre o risco de ser indiciado por isso. O Ministério Público já deixou de indiciá-lo por crimes mais graves.
      Não vai ser agora que mudará de atitude...
      Se fosse no Japão, Lula teria que cometer harakiri, se fosse na Arábia Saudita seria maneta, se fosse na China seria fuzilado e sua família teria que pagar o preço da bala.
      Mas no Brasil até os militares se calam diante de afrontas a eles e ao país.
      Bom, quase todos, porque o Clube Militar finalmente se encheu dos brios que as Forças Armadas já tiveram no passado e soltou uma nota firme. A entidade é formada por oficiais da reserva do Exército.
      O que mais irritou os militares foi Lula ameaçar colocar nas ruas “o exército de Stédile”, numa referência ao líder do MST, João Pedro Stédile, que se comporta como chefe de gangue, já foi preso, já invadiu o Congresso e sempre ficou impune.
      “Também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stédile colocar o exército dele nas ruas”, disse o “füher”. O Clube Militar não deixou barato.
      “Esta postura incitadora de discórdia não pode ser de quem se considera estadista, mas sim de um agitador de rua qualquer. É inadmissível um ex-presidente da República pregar, abertamente, cizânia na nação”.
      “Não cabem arrebatamentos típicos de líder sindical que ataca patrões na busca de objetivos classistas”, afirmou na nota oficial.
      O presidente do Clube Militar, general Gilberto Pimentel, diz que Lula tenta se antecipar a prováveis denúncias de corrupção que possam ainda surgir no processo da Lava Jato, que apura irregularidades praticadas na Petrobras.
      “O Clube Militar repudia, veementemente, a infeliz colocação desse senhor, pois neste país sempre houve e sempre haverá somente um exército, o Exército Brasileiro, o Exército de Caxias, que sempre nos defendeu em todas as situações de perigo, externas ou internas”. Bom discurso.
      Mas a prática tem sido outra, de omissão em relação às ameaças internas. Nada falaram na época do mensalão, não se manifestaram quando o MST invadiu e depredou o prédio do Congresso, quando demitiram o General Heleno por criticar a falta de política na Amazônia.
      As ameaças de Lula e o comportamento de sua Gestapo são alarmantes e merecem mais atenção dos militares e da própria população.
      Em 1964 nos livraram de ser uma nova Cuba ou Albânia. Hoje precisam nos livrar de ter um novo Hitler no comando.

O perigo do fanatismo
      O discurso de “porta de fábrica” adotado por Lula, que nunca honrou a dignidade do cargo de presidente e tem inveja roxa da elegância de estadista de FHC, é perigoso.
      Perigoso porque tenta convencer que o país está sendo ameaçado por quem investiga o PT, numa completa inversão de valores e de realidade.
      Mas o PT sempre foi bom neste tipo de discurso, como quando chama Caixa 2, que é crime, de “dinheiro não contabilizado”, aumento de combustível de “recomposição da CID”, roubo de “malfeitos”.
      O discurso é perigoso porque o fanatismo dos petistas é mais radical que o de uma torcida organizada, já que acredita que tem a proteção do Estado, “propriedade” do PT.
      Militantes petistas deste tipo não possuem capacidade de pensar por si. Repetem todos os discursos sem analisar o que estão falando e acreditam estar numa missão religiosa.
      Não há muita diferença psicológica entre um petista radical, um muçulmano radical, um americano da KKK.
      Lula, ao incendiar pessoas assim, age da forma mais irresponsável possível, ainda mais para um ex-presidente.
      Ele pode estar começando um processo que, se alimentado, pode terminar em guerra civil, em gente pegando em armas para se defender de hordas do MST e do PT.
      A questão é se as Forças Armadas vão se dispor a nos defender de novo, depois de execradas por nos defender em 1964. O que você faria?
     
      Artigo de opinião, por Marcel Leal


 
compre fazenda
Anuncie aqui: (73) 3043-8941


Copyright©1996-2014 A Região Editora Ltda, Praça Manoel Leal (adami), 34, 45600-023, Itabuna, BA, Brasil | Reprodução permitida desde que sem mudanças e citada a fonte.