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claudio humberto
17.Junho.2017

Câmara quer suspender ações

Sondado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não gostou da ideia em gestação na Câmara e no Senado de aprovar no plenário a suspensão de ações penais contra deputados federais e senadores no Supremo Tribunal Federal, inclusive da Lava Jato. Parlamentares segredaram a impressão de que Maia teme a “patrulha da mídia”, mas não conseguirá resistir à pressão dos colegas para aprovar a medida.


Interesse comum

Na Câmara, ao menos 160 dos 513 deputados são investigações na Lava Jato e outras operações. No Senado, são mais de um terço de 81.


Poder, eles podem

Suspender ações penais é prerrogativa de deputados e senadores, segundo o artigo 53, parágrafo 3º da Constituição.


Ato de desespero

O conchavo para suspender ações penais mal disfarça o desespero de senadores e deputados, sem chance de escapar de condenações.


Autoridade intocável

Na saída do elevador do Senado há um banco onde sentam repórteres à espera do presidente da Casa. Há também segurança que pede às pessoas que o utilizam para se levantar à passagem de senadores.


Salários, sempre

A maior parte do custo da Justiça do Trabalho é com os seus 60.200 servidores, entre eles 3,6 mil são magistrados. O custo de R$ 21 bilhões da Justiça do Trabalho é, de longe, o maior do Judiciário do Brasil.


Matemática brasil

São 9 milhões de servidores dentro da população economicamente ativa de 148 milhões; são 2,7 milhões de servidores civis aposentados e 300 mil militares reformados. Aposentados são 29,2 milhões no setor privado. Mas aposentadorias públicas custam o mesmo que privadas.


É pouco

Deve ser aprovada ainda este semestre a emenda à Constituição que transforma em imprescritível o crime de estupro. Também não será admitido ao criminoso fiança para aguardar o julgamento em liberdade.


Meu pirão primeiro

Os sindicatos inundaram as vias de acesso ao aeroporto de Brasília de outdoors pressionando parlamentares contra as reformas trabalhista e previdenciária. É que, em vez de direitos, as reformas acabam com o imposto sindical que banca mordomias e até essas propagandas.


P.K. não dá B.O.

O analista político Paulo Kramer aproveitou o mais recente indiciamento de Lula (“palestras”) para caprichar na autopromoção: “No seu próximo evento, contrate P.K. – o palestrante que não dá B.O.”


Apenas covardes

A gentalha que insultou Míriam Leitão, em voo da Avianca, mostrou apenas medo diante de uma mulher que, frágil na aparência, desde menina enfrenta com coragem a intolerância e a covardia.


TRF cassa rádio de Jader

O Tribunal Regional Federal 1ª Região cassou a concessão e tirou do ar a Rádio Clube do Pará, do senador Jader Barbalho e sua mulher, deputada Elcione, do PMDB, por descumprir do Art. 54 da Constituição, que proíbe concessões públicas para detentores de mandatos eletivos. Como tentaram esconder serem os donos, responderão por falsidade ideológica. Se não saísse do ar, pagariam multa diária de R$ 50 mil.


Manobra não colou

O desembargador Souza Prudente ressaltou, na decisão, a transferência da propriedade da rádio a parentes próximos.


Perda de mandato

O Art. 55 da Constituição é claro ao afirmar que “perderá o mandato o deputado ou senador que infringir qualquer das proibições” do Art. 54.


Inversão provável

Lula lidera pesquisas entre os baianos, seguido de Jair Bolsonaro, segundo levantamento do Paraná Pesquisas. Mas se ficar confirmado um dos cenários prováveis, com João Dória (PSDB) para presidente e ACM Neto (DEM) vice, a liderança muda de mãos na Bahia.


O que gera emprego

O procurador Júlio Marcelo, do Ministério Público junto ao TCU, tem a melhor resposta contra a falaciosa defesa da leniência para “preservar” empresas e empregos: “O que gera emprego é obra, não empreiteira”.


Tocantins reage

A senadora Katia Abreu (PMDB-TO), ex-DEM, pretende que Dilma se candidate ao Senado ou à Câmara pelo Estado do Tocantins. Entidades locais já se organizam no movimento “Aqui, não!”


Procura-se

O senador Antonio Reguffe (DF) abriu mão de salários extras, verba indenizatória, aposentadoria especial, plano de saúde vitalício para ele e a família e outras regalias. Não admira que continue sem partido.



:: Poder sem pudor


Táxi getulista

O presidente Getúlio Vargas queria fincar o PTB em solo paulista e mandou sua sobrinha Ivete Vargas se candidatar a deputada federal por São Paulo. Eleita com o peso do sobrenome ilustre, ela pegou um avião e seguiu para a capital do Estado. Ao desembarcar, um jornalista logo a provocou:

- Como explica votação tão expressiva conhecendo São Paulo tão pouco?

- Deve haver algum engano de sua parte – respondeu ela – Eu fui candidata a deputada federal e não a chofer de táxi.




Coluna do jornalista Cláudio Humberto, do Diário do Poder

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