a regiao
Find more about Weather in Itabuna, BZ
claudio humberto
22.Abril.2017

Marisa pediu em nome de Lula

Lula tem dito que “quem pediu dinheiro em meu nome deveria ser preso”, mas a Lava Jato suspeita que ele pode ter combinado até com sua mulher pedidos em seu nome. Emílio Odebrecht contou à Lava Jato que, por solicitação de Marisa, pagou a reforma de R$ 700 mil do sítio em Atibaia (SP), mas ela pediu “segredo”, porque seria “surpresa” para Lula. Mas Emílio deixaria escapar o “segredo”, em conversa com o ex-presidente, e não houve surpresa. Porque Lula já sabia de tudo.


Vale pedido

Lula jura que jamais pediu “nem dez reais”. Merreca, pode ser. Mas Marcelo Odebrecht citou seu pedido de US$ 40 milhões.


Chave de cadeia

O oferecimento de delação de Antônio Palocci gerou pânico no lulismo. Afinal, como coordenador (na captação de dinheiro) da primeira campanha presidencial, e no governo, como ministro da Fazenda, ele é fiel depositário dos segredos mais chocantes da ascensão de Lula.


Desespero

Preso há sete meses, o ex-ministro Antonio Palocci demonstrou que está mesmo cansado. Em depoimento ao juiz Sérigo Moro foi claro: as provas da delação estão à disposição “o dia que o senhor quiser”.


Fundos de pensão na mira

Ao comprar o Panamericano, a Caixa pode ter salvado a pele do seu dono, Silvio Santos, mas salvou também dirigentes de fundos de pensão com milhões aplicados no banco falido. Por isso, a Operação Conclave, da Polícia Federal, de quarta (19), tem conexão com a Greenfield, que devassa fundos de pensão como Petros, da Petrobras, com R$340 milhões aplicados no Panamericano na época da compra.


Fundos petistas

Só para citar esse caso, o fundo de pensão do Petros era chefiado por Wagner Pinheiro, conhecido por suas profundas ligações ao PT.


Dinheiro demais

Ao comprar o banco Panamericano, salvando dirigentes de fundos ligados ao PT, a Caixa-Par pagou R$740 milhões pelo mico.


Suspeitas sólidas

As suspeitas de corrupção na negociata Caixa-Panamericano são tão sólidas que a Justiça bloqueou R$1,5 bilhão dos suspeitos.


Sorte lotérica

Dias atrás, o elevador exclusivo dos senadores despencou do 20º andar de uma das torres do Congresso, com Valdir Raupp (PMDB-RO) a bordo. Só parou após acionado o freio de segurança. Um dia depois, saíram as delações da Odebrecht. Dessas, Raupp não escapou.


Lula monitorava propinas

Marcelo Odebrecht criou sistema de “contrapartida” para se certificar de que seu principal interlocutor no PT antes de 2011, Antônio Palocci, falava de fato em nome de Lula. Ele pedia ao pai, Emílio, para informar a Lula sobre propinas já pagas ao PT, totalizações e valores que só a Odebrecht tinha. Em 2010 pediu que o pai informasse a Lula sobre o total ao PT: R$ 200 milhões. Palocci mencionou o valor numa conversa posterior; era a prova de que seu interlocutor falava em nome de Lula.


Comandante máximo

A delação de Marcelo Odebrecht reforçou no Ministério Público Federal que Lula era mesmo o “comandante máximo” ou chefe da quadrilha.


Garreta é Rui Falcão

Acusado por delatores de receber propina de R$2 milhões da usina de corrupção PT/Odebrecht, o publicitário petista Valdemir Garreta pode arrastar para o centro do escândalo o presidente nacional do partido, Rui Falcão, a quem é muito, muito, muito ligado.


Põe ordem, Moro

O juiz Sérgio Moro recebeu a Ordem do Mérito Militar, a mesma que, conferida aos mensaleiros José Dirceu e Roberto Jefferson, jamais foi cassada, como prevê a lei. Moro foi condecorado como oficial.


Uma mão suja a outra

Marcelo Odebrecht diz haver liberado R$1 milhão da “conta italiano” para a campanha de Gleisi Hoffmann (PT), em 2014, a pedido do maridão Paulo Bernardo. Foi uma das contrapartidas pelo financiamento do BNDES à Odebrecht, em Angola.


Dignidade em segundo plano

Os visto eletrônico para turistas dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão deve trazer R$1,4 bilhão para o Brasil, mas a ideia é dar adeus à reciprocidade e isentá-los da exigência imposta a turistas brasileiros.


Vida difícil na Embratur

A Embratur se complicou na licitação para contratar uma agência de comunicação digital por R$9 milhões. A vencedora, Talk, é de um amigo e conterrâneo do presidente da autarquia, Vinicius Lummertz. Além de tudo, a proposta é amadorística e fora dos padrões do edital.


Latam de brincadeira

Passageiros da Latam foram mantidos em “cárcere privado” por 2h, a bordo do voo 3722 (para Brasília), no aeroporto de Congonhas, até acabar a carga horária da tripulação. A clientela desrespeitada só foi avisada da troca de tripulação 1h30 após embarcar. O voo dura 1h20.


Cadeia na certa

As redes sociais não perdem a piada: “O Lula está que nem o Brasileirão de 1985... entre Bangu e Coritiba.”


Lula tenta se blindar

Com medo de ser alvo de gravações que o comprometam, sobretudo no âmbito da Lava Jato, o ex-presidente Lula ordenou que os celulares de quem o visita sejam recolhidos antes de qualquer reunião privada. Sempre lembra que celulares têm gravadores. Réu em cinco processos por corrupção, Lula não fala ao telefone nada que não possa ser divulgado. Ele não desconfia, tem certeza que está grampeado.


Escutas ambientais

Até em casa Lula fala quase aos cochichos. E encomenda varreduras periódicas em seus endereços, temendo escutas ambientais.


Desfecho imprevisível

Fontes da Lava Jato avaliam que o inquérito contra o ex-governador do DF Agnelo Queiroz (PT), a partir da delação da Odebrecht, vai “crescer muito”, por envolver ao menos três grandes obras do seu governo.



:: Poder sem pudor


Só fazendo milagre

Num debate sobre a reforma tributária, o então presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, Joseph Couri, lembrou o exemplo de Jesus Cristo, que permanece atual. Cristo mandou pegar um peixe e retirar de sua boca uma moeda de ouro, para pagar tributos ao coletor de impostos de Jerusalém. Couri desabafou:

- Se, naquela época, com a carga tributária e a burocracia infinitamente menores, Jesus Cristo teve de fazer milagre para pagar impostos, imagina os pobres mortais de hoje em dia, com a carga a quase 40% do PIB!




Coluna do jornalista Cláudio Humberto, do Diário do Poder

|