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claudio humberto
20.Maio.2017

Mentiras não serão punidas

O ex-presidente Lula não será processado pelas mentiras que disse ao juiz Sérgio Moro, no interrogatório sobre o tríplex-propina do Guarujá. Só testemunha não pode mentir no processo, segundo explicou o criminalista Danillo de Oliveira Souza. Lula mentiu ao negar encontro no sítio de Atibaia com Leo Pinheiro (OAS), e jurar que não se reuniu com diretores que roubavam a Petrobras. E ainda contou outra mentira, dizendo: “não há pergunta difícil quando alguém quer falar a verdade”.


Mentira 1

O Ministério Público anexou ao processo do tríplex-propina fotos de Lula conversando à beira da piscina com Leo Pinheiro no sítio.


Mentira 2

O MPF também obteve comprovantes de 27 reuniões de Lula com ladrões confessos da Petrobras, como Renato Duque e Jorge Zelada.


Não era tudo isso

Para o governo, na gravação, Michel Temer recomenda “tem de manter isso, viu?”, após Joesley Batista dizer “tô de bem com o Eduardo”.


Negativa enfática

O ex-ministro da Cultura Roberto Freire contou que na conversa em que pediu demissão, Michel Temer afirmou sua inocência de maneira ainda mais eloquente do que em seu pronunciamento oficial.


Cuidado com eles

A contundente nota de João Santana, em resposta a José Eduardo Cardozo, mostrou que os petistas devem ser cautelosos na provocação aos marqueteiros. Santana cresce na polêmica. Sem contar que o casal é fiel depositário dos mais sórdidos segredos da era Lula-Dilma.


Franklin ganhou atacando

O esquema que rendeu a Franklin Martins, ex-ministro de Lula, US$ 8 milhões (R$ 25 milhões) na campanha de Hugo Chávez na Venezuela, segundo revelação de Mônica Moura, é semelhante àquele que atuou nas campanhas de Dilma atacando os adversários e críticos do PT. Na campanha petista de 2014, o “bunker” de Franklin se escondia em uma mansão no Lago Norte, mas ele não dava as caras.


Banditismo

O atual presidente Nicolás Maduro, “operador” de Hugo Chávez, pagava os serviços de Franklin Martins e de João Santana no caixa 2.


Dirceu: propina de Portugal

Em depoimento ao Ministério Público de Portugal, no âmbito da Operação Marquês, versão lusitana da Lava Jato, o ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES) Ricardo Salgado revelou ter pago “mesada” de 30 mil euros (R$100 mil) ao ex-ministro do governo Lula José Dirceu, condenado nos escândalos do mensalão e da Lava Jato. Salgado disse que a Espírito Santo Financial fez os pagamentos mensais a um escritório de advocacia, mas o dinheiro era para Dirceu.


Por ‘influência’

O esquema de pagamento a Dirceu servia para ajudar executivos da Portugal Telecom na compra de parte da telefônica brasileira Oi.


O roto e o esfarrapado

Robinson Almeida (PT-BA), deputado que representou contra Michel Temer pela suposta babá do seu filho, torrou R$24 mil em abril apenas para “divulgar a atividade” parlamentar. Aliás, desconhecida.


Lula sujeito a ação no exterior

Já acusado de tráfico de influência, Lula pode responder por formação de quadrilha internacional, após a confissão de João Santana de que o ex-presidente esteve por trás das campanhas do marqueteiro em sete países, utilizando o esquema petista de financiamento eleitoral com recursos de caixa 2. Como no Brasil, as cinco campanhas foram pagas com o superfaturamento de contratos com empreiteiras.


Chefão internacional

Lula articulou o financiamento eleitoral nesses países. “Todas no caixa 2“, segundo João Santana, que ainda foi designado marqueteiro.


Lula for export

Lula convenceu seus aliados “de esquerda” nesses países a adotar o mesmo esquema que implantado no Brasil com empreiteiras.


Mina de ouro

Usar medidas provisórias para inserir “jabutis” virou mina de ouro na Câmara, desde os tempos em que Henrique Alves foi presidente. A MP 651, por exemplo, recebeu 334 “emendas” sobre temas diferentes.


Público e privado

Chegou ao Palácio do Planalto denúncia que usam veículos da frota oficial, para fazer “panfletagem” contra Michel Temer e o PMDB, um servidor e um jornalista da empresa pública de comunicação, EBC.


Tá feia a coisa

Criminalistas criticam defensores de Lula, por atuarem mais como assessores de imprensa dele do que como advogados. Até agora, enviaram à imprensa mais de 200 “notas à imprensa”. Uma por dia útil.



:: Poder sem pudor


Maria barbuda é a mãe

O falecido ex-prefeito de Curitiba Maurício Fruet, uma figuraça, incorrigível gozador, estava em campanha para deputado federal, em 1986, em dobradinha com Paulo Furiatti (estadual).

A caminho de um pequeno distrito de Antônio Olinto (PR), ele avisou a Futiatti para tratar muito bem a “Maria Barbuda”, dona de um bar que controlava uns cem votos, na localidade. Só não avisou que a mulher odiava o apelido. Ao chegar, Furiatti foi caloroso:

- Dona Maria Barbuda! Agora tenho honra de conhecê-la pessoalmente!

Fruet teve 1.300 votos em Antônio Olinto; Furiatti, cem a menos.




Coluna do jornalista Cláudio Humberto, do Diário do Poder

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