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Davidson Magalhães

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O Mito da Parceria
      No dia 28/08/1910, uma geração de desbravadores realizou o sonho de emancipar politicamente a Vila de Tabocas transformando-a em cidade.
      A autonomia político-administrativa, de há muito pleiteada, era uma justa reivindicação de uma terra que se destacava no cenário regional pela sua força econômica e política, contudo, estava tutelada e via seu futuro sendo definido a partir dos interesses externos.
      Tal situação, se continuasse, imporia às nossas lideranças o papel coadjuvante, meros espectadores, pedintes do poder externo, e, quando muito, dependendo do caráter do líder em questão, desfrutadores das migalhas que o seu silencio e a subserviência sempre proporcionam.
      Itabuna nestes noventa anos de cidadania cresceu e confirmou a sua vocação de cidade líder. Com uma população de 200 mil habitantes, é o quinto entre os 417 municípios do Estado da Bahia.
      Na participação do PIB (Produção dos Bens e Serviços) baiano ocupa o décimo lugar, sendo responsável, no ano de 1999, pela arrecadação de R$ 42.209.000 do ICMS do Estado (9º em arrecadação).
      Obtendo, no presente ano, uma receita média de R$ 5.046.177,76 , e contando com uma infra-estrutura moderna de hospitais, comunicação, transporte, educação, próxima a Universidade Santa Cruz, Itabuna é o sexto município baiano segundo o Índice Geral de Desenvolvimento Socioeconômico.
      É diante de uma cidade com este porte e tradição , às vésperas do seu nonagésimo aniversário de emancipação política, que se quer vender uma idéia antiga de subserviência travestida com uma nova roupagem chamada parceria.
      Se propaga, com a força da mídia e do dinheiro, que: 1) sem uma obediência incondicional ao grupo de ACM Itabuna é ingovernável e não terá obras; 2) só o atual prefeito, pela sua obediência cega ao carlismo, é capaz de trazer recursos de convênios; 3) agora temos mais empregos graças a ajuda do Governo Estadual.
      A análise de alguns números e indicadores nos dá a real dimensão da fantasia chamada parceria. Em primeiro lugar, os convênios do Estado da Bahia com Itabuna representam um percentual baixo no total das receitas municipais

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      Em segundo lugar, todos os governos municipais da história de Itabuna realizaram convênios com os Governos Estadual e Federal independente do seu grau de afinidade ou submissão. Os convênios não são fruto exclusivamente do apadrinhamento político do Estado.
      Para serem firmados dependem de competência técnica, experiência administrativa e probidade na aplicação dos recursos. O desempenho do atual prefeito na realização de convênios comprova a afirmativa.
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      Em terceiro lugar, o saldo de postos de trabalho criados, nos últimos quatro anos, em relação ao volume de demissões desmentem a eficiência da “parceria” neste terreno.
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      A nossa região que no passado foi responsável pela geração de maior parte da renda do Estado da Bahia sofre com a crise da lavoura cacaueira.
      Crise que já desempregou 250 mil pessoas na região, afetando o comércio e promovendo o crescimento das favelas e da miséria.
      O governo da Bahia é omisso no enfrentamento à crise do cacau. Do programa de recuperação da lavoura e combate à vassoura de bruxa apenas 2631 produtores dos 46 mil, existentes na região, foram contemplados com financiamentos.
      Dos R$ 340 milhões previstos, desde 1996, só foram liberados R$ 91 milhões, incentivado a proliferação da doença e o desemprego.
      Enquanto o Governo abandona a região e permite que a crise se alastre, deixando à sua própria sorte os 250 mil desempregados, investe na FORD R$700 milhões com a promessa de gerar apenas 3 mil empregos na região metropolitana de Salvador.
      A tal “parceria” com o Governo do Estado, que mais parece pronto socorro eleitoral, tem deixado como saldo, mais promessas e ilusões que soluções concretas para os graves problemas estruturais que atingem Itabuna e Região.
      O componente mais eficiente desta relação é, sem dúvida nenhuma, o silêncio: silêncio nas investigações do assassinato de Manoel Leal, silêncio quanto às denuncias de corrupção que se amontoam no Tribunal de Contas, silêncio aos acintosos crescimentos patrimoniais, silêncio diante do abandono e discriminação à Região e ao seu povo.
      Itabuna, ao completar noventa anos, tem nos marcos da sua emancipação a nítida distinção entre o mito, a realidade e os desafios do seu futuro.

      Davidson Magalhães, Prof. Economia UESC

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