Daniel Thame
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Uma cidade de cabeça erguida
Itabuna comemora 90 anos de emancipação.
 
Quase um século de história, de histórias. De uma terra acolhedora, surgida às margens de um rio que inspirou poetas e cantadores e que hoje inspira compaixão.
 
Rasgou-se o ventre da terra, surgiram ruas, casas, lojas, industrias.
 
Na terra em volta, brotava um fruto de ouro que impulsionou o crescimento da cidade e sua transformação num dos principais municípios da Bahia. Num polo regional.
 
Terra de desbravadores como Felix Severino do Amor Divino, de empreendedores como Manoel Chaves, de visionários como Calixto Midlej, de anjos/gente como Irmã Catarina.
 
Terra de tantas pessoas, cada um à sua maneira contribuindo para uma história que se constrói a cada dia.
 
Itabuna, quase um canto de resistência.
 
De uma gente que sabe construir seu próprio destino, que não se deixa dominar por ninguém.
 
Essa é, talvez, a grande lição desses 90 anos.
 
Uma cidade com a força de seu povo não pode nem deve aceitar a tutela de quem quer que seja.
 
Não deve aceitar imposições do tipo “ou vota em fulano ou fica sem recursos” nem que se condicione a vinda de obras e/ou empresas à manutenção de determinado político.
 
Porque ao longo de toda a sua história Itabuna nunca se deixou atrelar e nem por isso deixou de se desenvolver.
 
Ainda que uns tantos se curvem vergonhosamente, essa é uma cidade formada por gente que mantém a cabeça erguida.
 
E é com a cabeça erguida que Itabuna vai redefinir seu destino, construir a sua própria história, firmar-se como um polo comercial e prestador de serviços em nível regional.
 
A submissão, seja ela a quem quer que seja, não combina com a história de Itabuna, com o perfil dos itabunenses.
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