|
|
| Morena FM A Região The Brazilian Calango.com Turismo na Bahia Internet |
| Especial |
![]() |
Inicio |
|
O dia em que ACM fugiu...
O dia em que ACM fugiu... é como a oposição espera que o 30 de maio seja conhecido daqui por diante. Foi o dia em que o senador Antonio Carlos Peixoto de Magalhães renunciou ao mandato para salvar seu futuro e evitar a perda dos direitos políticos por oito anos caso o processo de cassação fosse encaminhado pela Mesa Diretora. A cassação era certa, daí a fuga de ACM, que aproveitou o discurso de renúncia para se vingar dos ex-aliados e dos colegas que aprovaram o relatório da Comissão de Ética. Num discurso de mau perdedor, Magalhães atirou para todos os lados e bajulou os eleitores baianos. Confirmou as previsões, inclusive as feitas no artigo 'O que ACM vai dizer...', que ainda se encontra aqui no site de A Região. Na saída, só os senadores do PFL aplaudiram e cumprimentaram ACM. Os outros ficaram em silêncio. Falando após o discurso, vários senadores condenaram o tom da fala de ACM. "Ele fez uma total inversão de valores, como se nós tivessemos cometido um crime e ele pudesse passar uma lição de moral nesta casa. Não pode!," reagiu Roberto Freire. "A renúncia de ACM não é, de forma alguma, um ato nobre, como ACM quis demonstrar - é uma fuga," resumiu Freire. O senador Antero Paes de Barros desmentiu com fatos todas as afirmações feitas por Antonio Magalhães e disse que ACM traiu todos os governos a quem serviu, "inclusive este". Lembrou ainda que a culpa pela crise de energia, ao contrário do que o senador baiano tentou inventar, é do próprio ACM, que "nos últimos seis anos foi o dono da pasta do Ministério de Minas e Energia." Para Pedro Simon, "o que se viu no Senado foi o fim de um ciclo, o fim do coronelismo, do mandonismo." Jefferson Peres considerou o discurso de ACM "injusto e desrespeitoso." Para ele a queda de Antonio Carlos marca o fim de uma era "impregnada da cultura autoritária, da impunidade e do corporativismo". Mas quem roubou a cena, novamente, foi a senadora Heloísa Helena. Num discurso emocionante, afirmou que "a Bahia não é navio negreiro de ninguém," lendo em seguida um poema do baiano Carlos Marighella que fala que os escravos devem ser libertados mesmo quando não o queiram. 'Renúncia é fraude'
|
| ||||||||||
|
Copyright©2001
A Região Editora Ltda, Praça Getúlio Vargas, 34, 45600-000, Itabuna, BA, Brasil |