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juliana soledade
15.Julho.2017

Não há despedidas


“Vamos com calma”, pede Valeska. “Real, oficial, arrasou!”, exclama Fernanda. “Estou pensando”, eu digo. Três mulheres distintas, nascidas em cidades diferentes, em famílias com infindas peculiaridades, com histórias de vida de tirar o fôlego. Um trio para ninguém conseguir colocar defeito.

 
O destino é algo curioso, surge sem motivos aparentes, afina os desiguais, completa os inteiros e transforma pessoas. O destino é dado como um poderoso ciclo da existência. Um ciclo alimentado de amor e respeito, confiança e bem-querer.

 
Não foi o status de jornalista mais competente da TV ou a publicitária que abala as estruturas da região, tampouco a escritora com livros publicados. Longe disso, os reflexos da amizade nasceram com um puxão pelo braço para o outro lado da festa e despistar a amiga do papelão que o quase ex-namorado fazia. A história pode ter sido firmada num vinho quase uma da manhã depois de uma briga com o companheiro, mas além de ombros, os conselhos e os abraços reconfortantes; o início pode ter sido depois de um seminário de marketing. O afeto se concretizou entre brindes num domingo à tarde para as boas novas. Ou entre as confissões pelos áudios intermináveis via whatsaap.

 
Somos maiores do que os títulos, corpos bonitos e ansiedade. Aprendemos a ser sorrisos, leveza e coração unidos. Descobrimos a independência e a liberdade ainda muito jovens. Lidamos com medo, carreira, responsabilidades e romances na mesma proporção. Esquecemos os julgamentos quando saímos da casa de nossos pais.

 
Mulheres valentes o bastante para se jogarem em aventuras inenarráveis, desde à vivência no Canadá à noite em Las Vegas ou a imersão no Caminho de Santiago.

 
Valeska que dizia “vamos com calma” foi a primeira a abandonar a sua zona de conforto. Fazer as malas e partir é algo para os fortes, construir laços firmes e seguros, idem. É enfrentar o mistério do desconhecido, conceber as borboletas na barriga e voar. Abraçando esse mistério se torna maior do que pode ser!

 
Sem dúvidas, almas afins que se cruzaram sem motivos e que obrigatoriamente se separam para apenas criar motivos de seus encontros e fabricar ainda mais histórias.

 
Você vai, Val, eu e Fernanda ficamos emanando energias para esse pontinho brilhante se tornar um belo sol, quente e necessário lá no sul. Sim, nós te amamos muito!



Coluna da escritora Juliana Soledade.

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