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Ramiro Aquino

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Trapaça e Futebol
      Há poucos dias alguns amigos, sabendo que minha atividade jornalística começou como repórter esportivo de rádio, sugeriram que eu escrevesse um livro sobre os bastidores do futebol.
      Afinal, argumentavam, você conta tantas histórias curiosas sobre o assunto que dá para encher um livro.
      A propósito, lembrei-me que o Marcel Leal, de cuja iniciativa nasceu o Calango, pediu-me que variasse bastante os temas aqui enfocados, daí porque nesta crônica falarei de futebol, aliás, de trapaça no futebol.
      O futebol amador de minha cidade, Itabuna, iria disputar suas duas primeiras partidas pelo Intermunicipal, contra a perigosa e tradicional rival Seleção de Ilhéus.
      Fazer o primeiro jogo fora de casa era o desejo das duas seleções e o sorteio, a ser realizado na sede da Federação, em Salvador, era aguardado com expectativa.
      Representantes das duas cidades, jornalistas, radialistas e dirigentes da FBF se aglomeravam numa pequena sala.
      O sorteio era simples: seriam colocadas as bolas “1” (Ilhéus) e “2” (Itabuna) dentro de uma velha taça da FBF e o mais velho (e também mais sem-vergonha) funcionário da entidade, retiraria uma delas.
      Se fosse a bola “1” o primeiro jogo seria em Ilhéus, atendendo o interesse da Liga itabunense. Caso contrário os ilheenses é que estariam com a sorte.
      O representante de Itabuna segredou ao meu ouvido, garantindo: “vai sair a bola 1, de Ilhéus”. Duvidei e fiquei na expectativa.
      Não deu outra. Saiu a bola “1” e Itabuna ficava com a vantagem de fazer o jogo decisivo dentro de casa.
      Procurei explicações e ouvi do representante itabunense: “Uma das bolas, exatamente a de nº 1, passou a tarde toda no congelador da geladeira da FBF, na hora foi só escolher a bola gelada e estava definida a sorte de Ilhéus.”
      E o suborno, quanto teria custado, quis saber e ouví a resposta cínica. “Nada. O rapaz tem uma certa simpatia por nossa seleção.”
      Estava explicado. Aquilo não era coisa para gente séria. Ilhéus entrou numa gelada e Itabuna, após a trapaça, mesmo ganhando limpo dentro de campo, ao passar pelo rival mais difícil, chegou ao tetra-campeonato.
      E dois anos depois ao Hexa, pois a seleção, aqui prá nós, era muito boa e não precisava ganhar nos bastidores.

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