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Rose-Marie Galvão

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A Política, a Imprensa, o Delegado e o Povo
      Que lições devem ser tiradas da contenda envolvendo o apresentador Jota Batista e o delegado Juvêncio Menezes? Será que devemos perguntar quem venceu a disputa que envolveu dois hounds? Ou melhor seria perguntar, quem perde com esta disputa?
      A novidade é de significativa importância, tanto por trazer para o cenário do cacau essa instituição de ensino superior, como por acusar equívocos na estratégia da condução dos destinos e da reconstrução da lavoura cacaueira da Bahia.
      Vamos por parte, eliminando algumas questões. É evidente que houve exageros de ambas as partes, isto foi dito aos dois. Se por um lado não pode a imprensa desafiar e humilhar publicamente um servidor público ou quem quer que seja, no cumprimento das suas obrigações, por outro, na prisão em flagrante foi usada “força demais” quando não se podia provar que Jota Batista estava favorecendo um foragido da polícia.
      A melhor lição deste episódio teria sido baixar as armas e recomeçar tudo outra vez, em nome do bom senso, da segurança pública e do bem-estar da população. Mas isto não foi feito. Não se pode garantir que ambos os lados entendam desta forma, porque os ataques continuam.
      Como membro da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos de Eunápolis, presente à cena do episódio, tentamos contornar de forma que fosse melhor para a população. Não cremos que tenhamos sido compreendidos. Contudo, isso não macula a imagem da Comissão, ao contrário, falamos em nome da comunidade que, se não puder acreditar na segurança que os agentes políticos lhe dão, não pode acreditar em mais nada.
      Mas perde também a imprensa, com estes comportamentos. A opinião pública tende a levar à vala comum o comportamento de alguns profissionais que ainda estão em processo de amadurecimento para o elevado da função que ocupam.
      No entanto, é preciso ficarmos atentos para preservar uma instituição como a imprensa, que é a terceira em credibilidade diante da população, perdendo apenas para a Igreja Católica e os Correios. Mas é preciso proclamar quem mais perde com este tipo de disputa de estrelas, que é a população. Aquela em nome de quem tantos falam, ao defender seus interesses pessoais como se fossem coletivos e difusos.
      Nas palavras do vereador Amós Bispo talvez a elucidação deste lamentável episódio: “O delegado está ligado ao grupo do prefeito e até agora quem está sofrendo é o grupo de Gediel”. Ou seja, está claro que trata-se de uma disputa de grupos políticos, como as palavras do vereador, onde as faíscas sopram para o lado do povo.
      O quê ganha o povo de Eunápolis ao final desta disputa mesquinha de poder ? O quê as brigas acrescentaram ao processo de melhoria da qualidade de vida da população? O quê acrescentaram à formação política ideológica dos eunapolitanos enquanto cidadãos que pagam impostos e constroem o progresso desta cidade? Houve abertura de mais frente de emprego e trabalho, de maior equipamento das polícias civil e militar para que possam cumprir seu papel de proteger o cidadão?
      São essas, talvez, as perguntas que o povo deve fazer às suas próprias consciências, antes de perguntar quem sai vencido ou vencedor desta História. Uma coisa nós sabemos: quem saiu perdendo... como sempre, o povo.
     

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