28 de Novembro
A "Educação" no Brasil!
© Vercil Rogrigues
vercil5@hotmail.com
Mensagem: "Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autentico da palavra". (Anísio Teixeira).
Um relatório mundial mostra que o Brasil é um dos países que menos investe na educação de suas crianças. Leia-se Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio.
O estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), com base em dados oficiais, indica que o governo brasileiro aplica por ano, US$ 1.303 (quase R$ 2.500) por aluno matriculado.
A média das 34 nações analisadas e que tinham dados disponíveis do Ensino Fundamental ao ciclo universitário é de US$ 7.572 (ou pouco mais de R$ 14.200).
O campeão em investimentos, entre esses 34 países, é o governo norte-americano, com US$ 12.092 (o equivalente a R$ 22.700).
Somente um outro país da América do Sul foi incluído na pesquisa: o Chile que aplica a cada aluno mais que o dobro do Brasil, US$ 2.864 (quase R$ 5.400).
Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), o Brasil também vai mal. Gasta apenas 3,9% de tudo aquilo que arrecada com educação. Abaixo só estão a Rússia com 3,6% e a Grécia (3,4%). Os campeões são Israel (8,3%), Islândia (8%) e Estados Unidos, com 7,4% do PIB aplicado em educação.
Para a OCDE, a porcentagem do PIB gasto no Brasil mostra que a educação não tem prioridade estratégica em relação aos outros gastos públicos. O Ensino Básico no Brasil (Educação Infantil, Ensinos Fundamental e Médio) não é prioridade.
Basta observarmos os índices do Ensino Fundamental, fase em a alfetização é acelerada e em que as crianças têm a formação considerada mais importante por especialistas, recebe muito menos dinheiro do que o nível universitário no Brasil.
E, mais uma vez, o governo segue na contramão da história educacional mundial.
No Brasil, o recurso aplicado com quem já passou no vestibular (US$ 9.019, ou R$ 17.200) é nove vezes o que vai para o antigo primário e ginásio: US$ 1.159 (R$ 2.213). No mundo, essa conta é, em média, o dobro.
Em recente entrevista a um jornal do Sul do País, o Ministro da Educação Fernando Haddad, reconheceu que o investimento em educação básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio) deveria ser de pelo menos 5% do PIB (Produto Interno Bruto) para que o país consiga cumprir o cronograma e as metas estabelecidas pelo PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação) e, que seria razoável fixar para 2012 chegar aos 5% do PIB. Isso mesmo em 2012.
Por essas e outras mazelas, é que temos uma educação nacional considerada uma das piores do mundo, no mesmo nível da Indonésia e da Tunísia. E o pior, sem perspectiva nenhuma de mudanças.
Por Vercil Rodrigues, Graduado em História (Licenciatura); Pós-Graduado (Lato Sensu) em História Regional; Pós-Graduado (Lato Sensu) em Gestão Escolar; Pós-Graduado (Lato Sensu) em Docência do Ensino Superior e Acadêmico de Direito.