10.Dezembro.2016

compras com filhos

Vontade de filho influencia 54% dos pais

nas compras de Natal, aponta pesquisa do SPC Brasil. Com a crise econômica limitando os gastos do brasileiro neste Natal, como explicar para as crianças as restrições financeiras da família? A pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito revela que 53,8% dos pais admitem que seus filhos afetam as compras.
      Eles participam do processo de decisão, seja com os pais (40,5%) ou sozinhas (13,3%). Em 42,3% dos casos, os presentes são escolhidos unicamente pelos pais. Entre as mães, é mais comum que a criança escolha sozinha o presente (18,4%, contra 8,6% dos homens).
      Já os pais preferem a escolha compartilhada com a criança (48,4% dos homens contra 31,9% das mulheres). Para o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, o 'não' como resposta precisa ser assimilado pelos filhos como algo natural na educação.
      “O pai ou a mãe que satisfaz todas as vontades das crianças, sem levar em conta a realidade financeira da família, acaba desenvolvendo filhos sem limites, que vão acumular ao longo da vida diversas frustrações para lidar com situações negativas”.
     
      Consequência
      O estudo do SPC Brasil também procurou saber o que acontece se o presente recebido não agradar. Segundo 49,1% dos pais entrevistados, a frustração é compensada com a promessa de que a criança ganhará o presente desejado em outra ocasião.
      Em 34,2% dos casos, os filhos ficam tristes e frustrados, mas logo se esquecem do pedido ou não pedem outro presente no lugar. Há, no entanto, casos mais extremos. 0,9% relataram que, em situações assim, seus filhos geralmente choram, fazem birra e até chantageiam.
      “Muitas vezes os pais são movidos pelo sentimento de culpa, preferindo sacrificar suas finanças a ter de lidar com a frustração das crianças. Esse é um erro grave, pois o desequilíbrio no orçamento pode vir a afetar toda a família”, diz Vignoli.
      Isso fica patente num dado. 6% dos pais vão atrasar contas para presentear os filhos no Natal. Nas classes C, D e E, o percentual sobe para 8,1%. As contas de água, luz e telefone (2,9%), cartão de crédito (2,0%) e impostos de início de ano (1,2%) serão as mais atrasadas com essa finalidade.

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