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27 de Junho Investigados pela PF têm bens rastreados por técnicos da Advocacia Geral da União (AGU) e da Controladoria-Geral da União (CGU), que desenvolvem a operação silenciosamente em todo o sul da Bahia.
O rastreamento é sequência da Operação Vassoura-de-Bruxa, da Polícia Federal, que investiga os envolvidos em desvios de R$ 50 milhões em prefeituras sulbaianas. Ainda durante a semana, a Justiça Federal acatou pedidos do Ministério Público Federal e da Polícia Federal e determinou o bloqueio das contas do empresário Nelson Rosado Lima, apontado como um dos cabeças do esquema de desvio de dinheiro das prefeituras. Os órgãos envolvidos nas investigações da Vassoura-de-Bruxa ainda aguardavam resposta da Justiça Federal quanto aos pedidos de quebra de sigilo bancário de Rosado e de bloqueio dos seus bens. O jornal A Região tentou contato com o delegado Eduardo Assis, da Polícia Federal, mas este estava em audiência em Salvador. Assis é quem comanda as investigações da operação que agitou o sul da Bahia em 12 de dezembro do ano passado. De acordo com agentes da PF, as investigações avançaram e terá novos desdobramentos. Indiciados Pelo menos 70 pessoas são investigadas. No grupo, estão prefeitos e ex-prefeitos do sul e do sudoeste da Bahia, ex-secretários municipais, empresários e servidores públicos. Até aqui, a informação é de que, além do empresário Nelson Rosado, nove autoridades municipais estão indiciadas. A relação de prefeituras investigadas vai de Itabuna a Ilhéus, Ubatã, Itapé, Coaraci, Floresta Azul, Itajuípe, Uruçuca, Jequié, Brejões e Santa Luzia. As ações são referentes às administrações passadas. Ex-gestores e empresários são acusados de participação em crimes de fraude com licitações e desvios de verbas públicas federais. Durante a ação, realizada em 12 de dezembro do ano passado, a polícia recolheu documentos, arquivos em mídia, dinheiro em espécie e provas de fraudes da organização. O esquema durava sete anos no sul da Bahia. O dinheiro desviado era, principalmente, dos ministérios da Educação, Saúde e das Cidades. Processos eram montados com a participação de empresas que existiam apenas no papel e registradas em nomes de “laranjas”. Muitas vezes, o serviço não era realizado ou havia sobrepreço. A prática permitia o desvio de recursos. A operação, em dezembro, usou 80 viaturas e mais de 300 agentes federais e foi desencadeada, simultaneamente, em 30 prefeituras do sul e sudoeste da Bahia. Em Itabuna, os federais começaram, logo na madrugada, a fazer devassa completa em apartamentos de funcionários comissionados das áreas de licitação e contabilidade. Naquele dia, o então prefeito Fernando Gomes sumiu da cidade. Ele só apareceu quando soube que o Tribunal Regional Federal (TRF1) havia negado os pedidos de prisão preventiva para os prefeitos envolvidos. O centro da operação foi Itabuna, onde diversos escritórios de contabilidade, gráficas e empresas de material hospitalar e de gêneros alimentícios foram vasculhados. Foi onde a PF coletou boa parte do arsenal de provas do elo entre os prefeitos e o esquema de corrupção.
"Bullying" é crime e pode dar prisão caso o ofendido preste queixa e entre com processo judicial. Quem nunca foi apelidado de “gordinho”, “narigudo”, “esquelético”, “girafa”, “burro”, entre outros apelidos de mau gosto? Geralmente eles são “conquistados” no período escolar e às vezes nas universidades. Quando tudo não passa de brincadeira é aceitável. Mas quando os apelidos tem intenção de ofender a honra e causa danos psicológicos ou físicos, é considerado “bullying”. O “bullying” é um termo em inglês usado para descrever violência praticada por uma pessoa ou um grupo de indivíduos. O termo, que vem sendo muito utilizado em Itabuna, descreve atos de violência psicológica e física.
Ele pode se caracterizar quando um grupo intimida ou constrange uma pessoa. A prática é considerada crime e se o autor for maior de 18 anos sofrerá uma ação penal, cuja pena pode variar conforme a gravidade da situação. Se for menor de 18 anos, ele vai responder um processo nos moldes do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) e os responsáveis também respondem judicialmente. A psicóloga Tânia Bastos faz uma alerta aos pais. “É bom sempre olhar para seu filho, o material dele, as roupas, ver se existem hematomas no corpo, ir à escola, conhecer os amigos dele. Se for uma criança tímida integrá-lo em grupos”. Recomendações A especialista diz que os pais precisam fazer parte da vida dos filhos para evitar os constrangimento. “Os jovens que sofrem com bullying ficam reservados, se excluem da sociedade. Ele acaba desinteressado pelos estudos. Por medo dos agressores, eles não contam aos pais as agressões sofridas”. Segundo Tânia, os jovens que têm um comportamento hiperativo, agitado e agressivo precisam de muita atenção. É preciso observar se o jovem tem prazer em ver o sofrimento alheio, observar se gosta de falar coisas negativas e violentas, o que vê na TV ou internet. A psicóloga lembra que os jovens têm acesso à informação cada vez mais cedo e mais rápido, um fator ora positivo ora negativo. É preciso observar. “Desde que começa a falar, mas principalmente na pré-adolescência, quando é formado o caráter e suas crenças”. A diretora do Colégio Estadual de Itabuna, Denise Mendes, afirma que “na rede de ensino público ou particular é possível ver alunos de todos os perfis como os agressores, os tímidos, os que agem em função do outro, aquele que faz o que os outros querem por medo”. Ela explica que, para evitar esse tipo de crime, “ficamos ligadas na hora da saída, em comentários em sala, se estão juntando grupos para brigar e nos apelidos e brincadeiras de mau gosto que eles fazem com os colegas.” Vítimas contam como sofreram com apelidos colocados pelos colegas de escolas. “Desde pequena eu sempre fui muito alta, então meus colegas sempre me apelidaram de 'girafa'. Da 3ª série ao 2º ano colegial, meu apelido era esse”. “Antigamente eu me sentia triste e ficava chateada por ser tão alta, mas hoje já acostumei e me aceito como sou,” relata a estudante Paula Campos, 1,88 de altura. A estudante de enfermagem Emanuelle Araújo é outra que sofreu com os apelidos. “O meu problema era nos dentes. Eu sempre tive dentes grandes, então desde pequena meus amigos me chamavam de 'dente de jegue'”. “A perturbação era constante na época e eu ficava muito triste, pois era impossível diminuir meus dentes. Para contornar a situação, fiz alguns tratamentos dentários e usei aparelho por três anos e meio, hoje não reclamo mais”. Espancado Tadeu (só o primeiro nome para preservá-lo) sofreu na pele a prática de bullying na escola por causa da sua opção sexual. Ele tinha 16 anos quando um grupo de colegas de classe, na saída da escola, resolveu agredí-lo com socos, pontapés e fortes agressões verbais. Em decorrência disso, ele saiu da escola e ficou um ano sem estudar, teve apoio psicológico, mas hoje está muito bem, aos 28 anos. “Foram horas de sufoco e tristeza. É uma pena ver que o preconceito de antigamente e hoje estão no mesmo patamar”. O estudante Anderson Gomes está entre os que gostam de colocar apelido e não vê nada demais a brincadeira. “Eu gosto de brincar com meus amigos, resenhar, bagunçar, mas nunca briguei por causa de brincadeiras e apelidos”. Geralmente, os colegas não observam os efeitos de comentários ou apelidos. “Quando eu coloco apelido na galera, nem reparo como eles ficam, só quero 'zuar' mesmo. Tem uns que até gostam e ficam dando risada, mas se pedir para eu parar, eu paro”. To translate this page into English using FreeTranslation.com click here To translate just a part of the text, copy and paste into the area below. Choose "Portuguese to..." the language of your choice. |
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