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Ilhéus |
4 de Julho Ilhéus tem 4 casos suspeitos de gripe suína e os pacientes estão sendo monitorados pela Vigilância Epidemiológica e Endemias. Na segunda feira, 29, duas mulheres, uma de 49 anos, e outra de 15, foram internadas no Hospital Regional Luiz Viana Filho.
Os demais são dois homens que viajaram ao estado do Paraná. As mulheres estiveram na Itália, passaram por São Paulo, Guarulhos e Salvador, de onde saíram de carro para Ilhéus. As duas apresentavam sintomas da gripe AH1N1, também conhecida como gripe suína. O coordenador de Vigilância Epidemiológica e Endemias de Ilhéus, Antônio Luiz Firmo, informa que elas foram internadas, como determina todo o protocolo exigido pelo Ministério da Saúde. A mulher de 49 anos passou por exame. O material coletado para identificar se ela tem ou não a gripe A foi enviado para a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. A previsão é de que o resultado saia em uma semana. As mulheres ficaram internadas até quarta-feira, 1º e, por não apresentar mais sintomas associados à gripe suína, receberam alta do hospital, mas estão em quarentena domiciliar até a equipe médica descartar a suspeita da doença. A quarentena domiciliar é uma medida orientada pelo Ministério da Saúde para pessoas que vêem do exterior, de países com alto índice de contaminação, ou tiveram contato com vítimas da gripe A e tiveram os sintomas associados à doença. Luiz Firmo explica que, “se os sintomas evoluírem, a pessoa de quarentena volta para o hospital, onde deve ficar isolada”. Os familiares das mulheres em Salvador, onde elas pernoitaram, estão sendo acompanhados pela Vigilância Epidemiológica. Quarentena O coordenador da Vigilância Epidemiológica esclarece que não só a gripe A, mas toda notificação compulsória, entre as quais as infecto-contagiosas, são acompanhadas por equipes de profissionais da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância da 6ª Dires. O suporte é do Hospital Regional de Ilhéus, além da Infraero, Anvisa e empresas de aviação. Luiz explica que dentro da estrutura de saúde da Bahia, Ilhéus é considerada uma cidade prioritária, porque tem um entroncamento rodoviário, porto e aeroporto. Devido à sua localização, as autoridades de saúde trabalham de acordo com as normas pré-estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Ainda sobre a gripe suína, em menos de um mês o Hospital Regional já atendeu três casos suspeitos. No final de junho foi atendida uma paciente com suspeita da doença, uma jovem de 21 anos, que passou alguns dias em Dubai, Emirados Árabes, uma área de risco. Ela foi internada apresentando sintomas semelhantes ao da gripe suína. Por ter visitado uma área de risco, a paciente ficou em área isolada, por decisão das autoridades em saúde. Todos os procedimentos exigidos pelo Ministério da Saúde foram feitos e os exames não detectaram nenhum indício da doença. No inicio de junho a Vigilância recebeu notificação de um paciente que esteve em Genebra, Suíça, que estaria apresentando os sintomas da gripe, mas o acompanhamento médico descartou a intervenção, ainda assim ele foi encaminhado para quarentena domiciliar. Sintomas da gripe A gripe suína é uma doença respiratória causada por um vírus influenza tipo A, que conseguiu mutar-se e contagiar seres humanos. Os primeiros casos em humanos foram registrados no primeiro semestre de 2009, no México. Esta pode ser uma das explicações pela falta de anticorpos para o vírus H1N1. A gripe suína pode matar e as pessoas que estão com o sistema imunológico enfraquecido correm mais risco, embora ela também possa afetar gravemente pessoas com sistema mais forte. O maior risco da gripe é provocar uma inflamação severa dos pulmões, causando insuficiência respiratória. Ela também pode causar lesões severas nos músculos, atingindo rins e coração, e mesmo raramente, meningites e outros problemas no sistema nervoso. Em todos nestes casos a doença pode ser fatal. Os principais sintomas são febre intensa, letargia, falta de apetite e tosse. As pessoas infestadas também podem apresentar coriza, sensação de garganta seca, vômitos, náusea e diarréia.
PMI pode ser acionada por aumento ilegal de ônibus em Ilhéus, decretado em 2 de janeiro deste ano sem aprovação da Cãmara. Mesmo depois do parecer do Ministério Público Estadual (MPE) indicar que o reajuste da tarifa foi concedido ilegalmente, o prefeito de Ilhéus, Newton Lima, decidiu mantê-la em R$ 1,90. Na terça-feira, 30, o procurador-geral do município, Luiz Carlos do Nascimento, se negou a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que a tarifa voltasse para R$ 1,70 por seis meses. O reajuste da passagem ter sido aprovado pela Câmara.
Com a negativa do município, a promotoria decidiu ouvir o vereador Alisson Mendonça, presidente da Câmara de Ilhéus na época em que o reajuste foi autorizado. O vereador será ouvido até o dia 10, na condição de testemunha. Alisson diz que o município enviou o decreto de aumento já no período de recesso da Câmara, no dia 19 de dezembro. Ação civil A promotora Karina Cherubini quer saber exatamente o que houve para o município conceder o reajuste sem autorização dos vereadores. A prefeitura alega que enviou a planilha mas Alisson teria sido omisso, por isso o reajuste foi concedido através de decreto. Na época, os vereadores alegaram que o projeto propondo o reajuste da tarifa chegou fora do prazo, no recesso parlamentar. Segundo a promotora Karina Cherubini, existe grande possibilidade de ser movida uma ação civil pública contra a Prefeitura de Ilhéus. O entendimento é de que a Lei Orgânica do Município foi violada quando o aumento na tarifa do transporte coletivo foi concedido sem a apreciação do legislativo. O capítulo XVIII da lei, que trata do transporte coletivo, artigo 269, nos incisos 6 e 7, determina que o poder executivo fica obrigado a encaminhar para a Câmara, dentro de 72 horas, a planilha de custo das empresas antes de ser fixado qualquer aumento de tarifas. O reajuste só deve entrar em vigor após oito dias de sua sanção pelo prefeito e amplamente divulgada ao público através de veículos de grande circulação no município. Como nada disso aconteceu, diversos grupos organizados consideraram o aumento ilegal, se uniram e levaram o assunto ao Ministério Público. Reunião Em reunião realizada na terça-feira, 30, entre Ministério Público, Câmara, Procuradoria Geral de Ilhéus e os movimentos sociais, o Procurador-Geral Luis Carlos do Nascimento não acatou nenhuma das propostas de solução alternativa ao problema. Segundo o coordenador geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Lucas Galindo, o procurador do município ainda propôs a manutenção do aumento. Para completar, também propôs a realização de um novo estudo de planilhas para que a própria prefeitura deliberasse o preço final. “Na prática, as portas estariam abertas para um novo aumento”. A promotora sugeriu um Termo de Ajustamento de Conduta, que revogaria o aumento e proibiria um novo reajuste pelo mesmo período em que o preço de R$ 1,90 esteve em vigência ilegal. Entretanto, o representante do município se recusou a assinar o TAC. O diretor do Sindicato dos Bancários, Rodrigo Cardoso, afirma que não vai permitir que o assunto caia no esquecimento. “Diante de tamanha arbitrariedade, é inconcebível que a sociedade fique calada”. Comunidade está há 2 anos sem água e não tem previsão de quando o problema será resolvido. Segundo o presidente da Associação Esportiva e Comunitária do Santo Antônio, Jorge Anunciação, os moradores já não sabem o que fazer. Sem esperança de ver o problema resolvido, na terça-feira, 30, os moradores denunciaram o descaso ao Ministério Público Estadual. O poço que abastece a comunidade secou. Desde 2007 todos têm sofrido com a falta de água naquela área de Ilhéus. O problema não afeta apenas as casas, mas também o posto de saúde e as escolas, que ficam semanas sem funcionar. Sem água para atender as necessidades mínimas, os alunos são os mais prejudicados. De acordo com Jorge Anunciação, várias solicitações e abaixo-assinados foram enviados para o governo do estado, pedindo providências, assim como para a Embasa, responsável pelo abastecimento de água em Ilhéus. A Embasa chegou a elaborar um projeto que prevê a ligação de água da central até a comunidade. A obra ficou orçada em R$ 171 mil e técnicos da Companhia de Engenharia Rural da Bahia (Cerb) concluíram no dia 21 de janeiro a topografia. Eles já têm todos os levantamentos e dados para a execução do projeto, mas até o momento, nenhum sinal de obra. Jorge soube do chefe regional da Embasa, Cláudio Fontes, que a empresa formalizou uma parceria para atender a comunidade. Ele reclama que os moradores vem sofrendo com a falta de água mesmo estando a 6 quilômetros da central de distribuição da Embasa, situada às margens da estrada Pontal-Buerarema, no distrito do Couto. O líder comunitário relata que a situação está insuportável. “Já são quase dois anos sem água até para beber. É um desespero, calamidade, por falta de água e a Embasa dizendo que vai resolver, já tem projeto pronto, topografia, levantamentos e até hoje nada”. Outro lado Segundo o engenheiro de operações da Embasa, José Lavigne, a falta de água no Santo Antônio será resolvida. Ele disse que o projeto, orçamento, levantamento de dados e previsão de obra estão prontos e tudo já foi enviado para Salvador. “Só depende da liberação dos recursos, realizar a licitação e iniciar a obra. Mas não temos previsão de quando isso vai acontecer”. Lavigne explica que qualquer empresa estatal precisa cumprir os protocolos de gestão de funcionamento. Ele ressalta que Embasa já encaminhou a solução para Salvador, mas não depende dela fazer o serviço sem o retorno da capital. “São cerca de oito quilômetros que precisam ser feitos, da central de abastecimento, para atender as 250 casas da comunidade”. O engenheiro diz que entende a dificuldade enfrentada pelos moradores, mas sem recursos não é possível fazer nada. “Infelizmente, ainda não podemos nem dizer se já tem verba alocada para essa obra. Não podemos estabelecer nenhum prazo”. To translate this page into English using FreeTranslation.com click here To translate just a part of the text, copy and paste into the area below. 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