PM desocupa as fazendas de Geddel

Índios Pataxó e militantes do "movimento de lutas pela terra" (MLT) desocuparam as fazendas de Itapetinga pertencentes à família do ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso na Papuda, em Brasília.

A reintegração de posse aconteceu, pacificamente, na sexta-feira, após oficiais de Justiça cumprirem mandado judicial com suporte de forças policiais militares. Os imóveis haviam sido invadidos no dia 23 de setembro, três dias após a prisão do ex-ministro Geddel.

E logo depois de a Polícia Federal ter encontrado R$ 51 milhões em cédulas em um imóvel utilizado por ele no bairro da Graça, em Salvador. Antes, Geddel já cumpria prisão domiciliar na capital, acusado de corrupção.

A ocupação mais emblemática, a da Fazenda Esmeralda, durou 13 dias, tendo os invasores sido acusados de subtração de gado e de pertences dos trabalhadores rurais.

Mesmo com o clima adverso e sob tensão, o delegado regional da Polícia Civil Antônio Roberto Gomes da Silva Júnior vinha conduzindo a liberação dos imóveis através de diálogo com os índios Pataxó e os sem-terra.

Os integrantes da tribo sediada em Pau Brasil afirmavam que a terra era sagrada e pediam sua demarcação, contrariando declaração oficial da Funai obtida pelo prefeito de Itapetinga, Rodrigo Hagge e o presidente do Sindicato Rural, Eder Rezende.

Os dois foram a Brasília para contatos com autoridades, incluindo o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy.

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