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  19.Maio.2012



Ex-marido mandou matar a dona do Village Backdoor
junto com um ex-sócio da pousada, segundo a investigação da Polícia Civil de Ilhéus. andrea e riccardo
      Os dois homens foram apontados como mandantes do homicídio, por engano, da turista Maria Cecília de Abreu, 58 anos, morta com três tiros, em um quarto da pousada, em 26 de abril.
      A delegada Adriana Paternostro, da Delegacia de Proteção ao Turista, explicou que a turista paulista foi assassinada por engano, no lugar do verdadeiro alvo dos criminosos, a italiana Rossana Colleoni, 58, proprietária do hotel.
      O ex-marido e o ex-sócio de Rossana, os italianos Andrea Peruzzi, 39 anos, e Ricardo Campanella, 52, presos alguns dias depois do crime em cumprimento de mandado de prisão, teriam encomendado a morte da empresária.
      Eles queriam tomar o hotel de Rossana, que tem traços físicos parecidos com os da turista Maria Cecília.
      Embora Ricardo e Andrea neguem o crime, o pedreiro Jessé Oliveira dos Santos, 23, preso na quinta (10), no bairro São Miguel, em Ilhéus, confessou ser o autor dos disparos que atingiram a vítima na boca, abdômen e punho.
      Jessé declarou ter entrado no quarto de Maria Célia e outra turista, também de Tatui (SP), com Antônio César Souza Linhares, que está foragido. Um terceiro homem, “Elias”, ficou na recepção dando cobertura.
      Natural de Feira de Santana, Jessé mudou para Ilhéus há cerca de 40 dias, em busca de trabalho. Usuário de drogas, o pedreiro negociou sua participação no crime com Antônio César e receberia R$ 800.
      As investigações indicam que Antônio recebeu R$ 10 mil dos italianos para matar Rossana.


Os policiais chegaram aos mandantes graças ao video
do circuito de segurança do hotel, que mostram o Gol usado pelos criminosos na fuga. Os investigadores descobriram que o veículo tinha sido alugado, na véspera do crime, em nome de Andrea. antonio e jesse
      Na manhã do dia 26, Jessé, Antônio e Elias foram até o Village Back Door, onde renderam duas recepcionistas e um padeiro, que entregava pães para o café-da-manhã. Ao abordar as funcionárias, eles perguntam qual era o quarto ocupado por Rossana, que residia no estabelecimento.
      Antônio e Jessé (na foto) arrombaram a porta do quarto que, duas noites antes, havia sido ocupado por Rossana mas naquela manhã estava vazio. Na busca pelo alvo, decidiram invadir o quarto em frente, onde estavam Maria Cecília e a amiga.
      Ao entrar no aposento, anunciaram um assalto e efetuaram os disparos contra a cabeleireira, que morreu no local. Os bandidos levaram a bolsa da companheira da vítima, mas ignoraram o dinheiro do caixa do hotel e os pertences dos funcionários da recepção.
      Andrea Peruzzi e Ricardo Campanella estão custodiados na carceragem da 7ª Coorpin. A polícia intensificou as buscas a Antônio César Souza Linhares e a Elias, o quarto envolvido no crime. Assim como o pedreiro Jessé, eles residiam no bairro São Miguel.


Juri condena Bolota por matar homem no Pedro Jerônimo
em 17 de maio de 2009, por volta das 18h. O júri foi realizado na sexta, 18, no Fórum Ruy Barbosa, terminando com a condenação de Sidmar Soares Santos, o Bolota, pelo assassinato de Juvenal Nonato de Oliveira Filho. bolota
      O juiz Antônio Carlos Rodrigues de Moraes fixou a pena em de 18 anos em regime fechado. O representante do Ministério Público foi Dario José Kirst, de Itororó, os advogados do réu Jorge Nobre e Sílvio Butte, nomeados pela Justiça porque a Vara do Júri continua sem defensor público.
      Bolota tinha sido pronunciado pela juíza Cláudia Panetta, titular da Vara do Júri e Execuções Penais de Itabuna, depois de denunciado pelo MPE por matar Juvenal a tiros. O réu tinha confundido a vítima com um desafeto, “Jai da Gaúcha”.
      A vítima foi surpreendida quando montava a cavalo e alvejada pelas costas, sem qualquer chance de defesa. Bolota fugiu depois do crime e só foi preso em 29 de novembro de 2010, em Porto Seguro, quando negou a acusação.
      “Verificamos que a versão contada pelo réu, de negativa de autoria, encontra-se isoladas das demais provas colhidas”, disse Panetta em sua decisão, em audiência. As testemunhas confirmaram ter visto Bolota atirar em Juvenal.


Soldado pede para MP apurar desacato do blogueiro Bené
contra uma autoridade do Estado, invertendo um caso que começou com denúncia de Ederivaldo Benedito (foto) contra Policiais Militares que trabalhavam na 8ª Parada Gay, em outubro do ano passado, nas Avenidas Mário Padre e Aziz Maron, em Itabuna. bene
      O bacharel em Direito e blogueiro Ederivaldo Benedito acusou o grupo de policiais de pressioná-lo a apagar fotos que supostamente mostravam a agressão a um jovem. Segundo Bené, ele se negou a apagá-las e, por isso, recebeu voz de prisão, sendo algemado.
      Os policiais explicaram que ele só foi algemado porque reagiu à prisão e a lei diz que este é o procedimento, independente de classe social, cor, etnia ou profissão. Naquele 16 de outubro a Parada Gay virou tema secundário nos meios de comunicação de Itabuna e região.
      Uma sindicância foi instaurada e apurada por oficiais do 15º Batalhão da PM e um inquérito policial foi aberto e apurado pela polícia civil. Ambos foram concluídos e remetidos ao Ministério Público Estadual (MPE), sendo arquivados por falta de prova do alegado abuso.
      Ao contrário do que foi divulgado em alguns blogs, não existe nenhuma investigação do MPE contra os PMs e sim um pedido do advogado do soldado Bernardo Dutra, Luiz Bezerra, para que o crime de desacato cometido por Benedito seja apurado pelos promotores.
      O pedido de investigação foi feito pelo soldado em uma audiência realizada no dia 8 de maio, às 7h30, no Juizado Especial Criminal, baseado no arquivamento do inquérito policial, “cuja a conclusão foi pelo não indiciamento e remessa ao MPE”.
      É o Ministério Público quem deve apurar o desacato, já que o Estado da Bahia é a vítima. Segundo os advogados que consultamos, o réu não é o soldado e sim o blogueiro, por ter infringido o artigo 331 do Código Penal - desacato a funcionário público no exercício da profissão.


Suspeitos de tráfico foram presos por policiais militares
do 15º batalhão na terça, 15, por volta de 11h e levados para o complexo policial de Itabuna. Ocimar Souza da Luz reside na Rua Alzira Paim, bairro Pontalzinho, em Itabuna.
      Segundo o boletim diário da PM, após abordagem foi encontrado com ele uma substância em pó aparentando ser cocaína, embalada em 25 sacos transparentes, mais uma nota de R$ 50 e a cópia de uma carteira de identidade em nome de terceiro.
      No mesmo dia e horário, do outro lado da cidade, foram localizados por PMs Alvanice Silva Nascimento e Lucas Silva Nascimento, que residem na Avenida Bionor Rebouças, no bairro São Roque.
      Também foram denunciados por tráfico de drogas neste endereço.
      Segundo a PM, foram encontradas 186 pedras de crack e outra maior, além de R$ 58, dois celulares, vários sacos de geladinho para embalar drogas e uma tesoura. A população pode colaborar ligando para 197 (Polícia Civil), 190 e 3215-7470 (disque denúncia da PM). Não precisa se identificar.



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