19.Dezembro.2015

presepio

Presépio não foi local da visita dos "reis magos"

apesar de muitas gravuras mostrarem sua presença na manjedoura. Jesus nasceu em Belém, onde seus pais foram se recensear, em uma manjedoura porque as estalagens estavam lotadas. O anjo do Senhor anunciou seu nascimento a “uns pastores que pernoitavam nos campos”.
      Guiados pela estrela, eles “entraram na casa (não na manjedoura, pois já tinham se passado dois anos), viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-no; e, abrindo os cofres, ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra”.
      Note que os evangelistas não falam de gruta, embora a referência à manjedoura nos permita supor uma gruta destinada à recolha de animais; nem se referem a boi ou jumento. Também não dizem que os magos eram reis e apenas três, nem suas cores e nomes.
      O número habitual de três magos vem dos três presentes que eles ofereceram ao Menino mas, nas representações antigas, esse número de personagens oscila entre dois (catacumbas de S. Pedro e S. Marcelino) e 12 (tradição síria).
      A representação mais antiga do Natal de Jesus é num sarcófago de 343, conservado em S. João de Latrão, com o menino deitado num berço de palha, rodeado por um boi e um jumento. Já nas catacumbas romanas de S. Pedro e S. Marcelino, é diferente.
      Nelas, dois personagens com vestes asiáticas e um barrete frígio (touca muito usada na Turquia) ladeiam uma matrona romana que segura o filho nos braços e apresentam ofertas em pratos. Na de Priscila, são três, e estendem as oferendas para a Virgem Maria, sentada com Jesus no colo.
     
      São Francisco
      A tradição católica diz que o presépio (do Latim praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal do modo mais realista possível. Ele montou um presépio de palha com a imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José.
      Também haviam um boi e um jumento vivos e outros animais. Nesse cenário, São Francisco celebrou a Missa de Natal e o sucesso foi tanto que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres e de lá desceu até as mais pobres.
      Na Espanha, a tradição chegou pelo Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no século XVIII. Sua popularidade nos lares latino-americanos se estendeu ao longo do século XIX e, em todas as religiões cristãs, o Presépio é consenso como símbolo do Natal.

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