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6.Fevereiro.2010

Shopping do Artesanato tem muita beleza
e criatividade em centenas de obras dos artesãos regionais. Criado como uma extensão da Casa dos Artesãos, que surgiu em 1984, o espaço mudou de local e de nome, foi revitalizado, mas manteve a essência da cultura grapiuna. artesanato
      O espaço garante suporte à arte local. O Shopping do Artesanato inovou com a postura de revigorar o novo espaço, transformando a antiga delegacia municipal em um lugar agradável, carregado de características populares.
      Em 8 de dezembro de 2003, o Shopping do Artesanato Grapiuna abriu as portas apresentando o melhor acervo de artesanato local. Ele ficava na antiga cadeia pública, onde hoje está a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania.
      A mudança para o novo endereço, no calçadão Rui Barbosa, 171, segundo o presidente Rubens de Jesus, “aconteceu pela inviabilidade econômica e estrutural. A construção já estava em estado precário e não havia mais perspectiva de negócios.”
      A nova localização garante mais visibilidade e a movimentação na rua do “calçadão” é grande, atraindo uma quantidade maior de consumidores. Para garantir a mudança, a AIA (Associação Itabunense de Artesãos) fez um esforço conjunto com a FICC e o gestor público da época, Geraldo Simões.
      Rubens (foto) lembra que “ainda contamos com o apoio dos empreendedores da indústria e do comércio de Itabuna, que contribuíram através de um livro de ouro, que eu e Márcia Leal passávamos, arrecadando doações.”
      Os artesãos
      Atualmente, o shopping sobrevive da venda dos artesanatos e não recebe subsídio de nenhum órgão. Para expor, o primeiro passo é integrar-se à associação (AIART/AIA), depois passar pela avaliação da comissão do artesanato. rubens
      Se estiver apto, este artesão passa a integrar o shopping. São 45 artesãos ativos na equipe atual. A renda obtida com a venda do artesanato é repartida 85% para o artista e 15% para manutenção do espaço.
      Após uma campanha de divulgação, as vendas no shopping aumentaram. Além dessa campanha, estratégias são montadas com feiras fixas nas praças Olynto Leone e José Bastos ou itinerantes pelo território do litoral Sul.
      Rubens afirma que “depois dessas ações, a tendência foi aumentar as vendas.” É possível encontrar no shopping uma grande variedade de produtos artesanais, divididos em três conceitos: o tradicional, o contemporâneo e o souvenir.
      Este último é um produto de pequeno porte com característica regional, os mais comercializados, devido ao preço mais acessível e a referência da região. A diversidade da mercadoria garante ao consumidor escolher produtos de boa qualidade, beleza e bom preço.
      Lá voce encontra chaveiros, cinzeiros, imãs, bonecas de pano, berimbau, trabalhos com vidro, enfeites e muitas lembranças. Em 2010 novas perspectivas animam o shopping, que também terá mudança de direção, em eleição do dia 10.
      O atual presidente Rubens de Jesus aproveita para fazer seus votos. “Desejo que a nova direção exerça um bom trabalho e tenha o mesmo êxito que obtive.”


Academia itabunense faz Fit Center Fight
um torneio de boxe de caráter amador e com uma novidade: a participação feminina em uma das quatro lutas programadas. A atleta de Itabuna Leila Granja enfrentará a ilheense Rafaela, numa disputa que promete. kickboxing
      “Apesar do pouco tempo de luta, acredito que evolui bastante e estou pronta para o desafio”, assegura Leila, que só tem sete meses de aulas. Oito atletas de Itabuna e Ilhéus participam das lutas.
      O evento acontece na próxima quarta-feira, (10), a partir das 20 horas, na Academia Fit Center, centro, aberto ao público. O idealizador do torneio, Eduardo Ramos, explica que a luta, que ele espera seja a primeira de uma série, tem o objetivo de divulgar a modalidade.
      Ao mesmo tempo, ele quer avaliar o comportamento técnico, físico e emocional de alguns atletas. “A nossa proposta também é de prepará-los para outras competições e, principalmente, impulsionar o crescimento da atividade na região”.
      O professor diz que o boxe tem conquistado espaço cada vez maior em todas as categorias, mas é preciso mais ações, inclusive com a participação do público. E isso, segundo ele, só é possível por meio de torneios como este.
      Eduardo, que ministra aulas de boxe nas academias Gracie Barra e Fit Center, informa que o torneio terá a supervisão do experiente mestre Edson, de Ilhéus, e a colaboração dos professores Miguel Neto (também de Ilhéus) e Rigel Sá, renomado kickboxer da região.
      Rigel também terá a oportunidade de, pela primeira vez, apresentar um de seus atletas numa competição de boxe. Edson e Miguel Neto também terão seus representantes nos combates.
      Para dar maior segurança aos participantes, profissionais das áreas de enfermagem e de primeiros socorros estarão presentes no evento. “Mas nosso foco principal é contribuir para o avanço do esporte na região, porque trabalhamos pela ética e pela nobreza do Boxe”.
      A origem
      Eduardo lembra que boxe ou pugilismo é uma arte marcial e esporte de combate que usa apenas os punhos, tanto para a defesa como para o ataque.
      A palavra deriva do inglês “to box”, gíria para bater, ou “pugilismo” (bater com os punhos), expressão antiga, usada na Inglaterra entre os anos 1000 e 1850.
      “Essas lutas de boxe, embora brutais, eram bastante populares em séculos passados e feitas com as mãos descobertas”. Segundo ele, a luta também foi considerada esporte olímpico em 688 a.C.
      Ele conta que, quando as Olimpíadas da era moderna ressurgiram, o Comité Olímpico Internacional (COI) não admitia a inclusão do boxe por achar que ele não era condizente com o clima de confraternização entre os atletas.
      Para a atleta Leila Granja, de 33 anos, muito mais do que uma simples luta, o boxe tem significado muito em sua vida, principalmente com relação à saúde. Ela conta que tinha complicações respiratórias e fazia uso constante de bombinhas para conseguir respirar.
      “Depois das aulas regulares, o problema desapareceu”. A luta, segunda ela, além de trabalhar a mente, contribui muito para manter uma boa postura. Em seu caso, a experiência tem sido gratificante. “Me sinto outra, bem mais saudável e disposta”.


Escritor "viaja" na Roda da Infância, 39º livro
de Cyro de Mattos, uma novela infanto-juvenil que faz uma viagem ao território da infância de sua cidade natal, transformando seu cotidiano em lugar de encanto, aventura e poesia. livro cyro
      A obra é constituída de 17 capítulos e leva o leitor ao encontro de uma história que começa por volta de 1950, época em que um menino desfrutava os prazeres de sua idade, quando viver era tranquilo, bem diferente dos tempos atuais.
      Recheado de ilustrações assinadas por Rubem Filho, o livro tem a infância como fio condutor que interliga um capítulo a outro, imaginado ou recriado com apoio da memória, em um cenário que se move como se fosse “uma roda da vida”.
      Ele conta que cada capítulo trata de uma história independente, formada com os sustos e descobertas de um menino no cotidiano da vida. Motivado pela afeição que tem da fase infantil, o autor diz que escrever é fundamental, como o amanhecer.
      “O amor que tenho por minha infância, um lugar de encanto e aventura situado em minha cidade, motivou-me a escrever esse livro”.
      Cada um dos capítulos discorre sobre os momentos mágicos das festas juninas e natalinas, do jogo de bola nos terrenos baldios, a queima do Judas, as delícias da feira, o canário vencedor, primeira namorada, circo mambembe, banho e pescaria no rio Cachoeira.
      Ele também destaca o incrível faquir Maleiro, que permaneceu 30 dias sem comer e beber, dividindo a cidade pequena entre os que achavam que ele não suportaria o martírio e os que tinham certeza de que venceria a morte.
      “Tudo isso e um pouco mais do que vivi em minha infância estão no livro, em uma espécie de memória inventada”. Para ele, a infância é uma das vertentes também em sua poesia para adultos.
      Por isso faz uma viagem de retorno a uma Itabuna do passado, no que ele chama de “território de sonhos”.
      Infanto-juvenil
      Cyro de Mattos escreve para meninos e jovens desde 1991. “Escrever é a minha maneira de estar sozinho e solidário num só tempo, dizendo silêncios”.
      Seu primeiro conto, “A Corrida”, publicado no suplemento literário do Jornal da Bahia, foi escrito quando era um adolescente. De lá para cá nunca mais parou de escrever. Seu livro de contos de estreia foi “Berro de Fogo”, em 1966.
      O escritor diz que o texto envelheceu rápido, mas serviu para deflagrar seu processo criativo. “Quando eu já tinha escrito uma vintena de livros para adultos, aconteceu no escritor idoso o menino acordar e pedir que eu escrevesse para crianças e jovens”.
      Como autor para o público de crianças e jovens, ele publicou ainda O Menino Camelô, (já em sua 12ª edição); Palhaço Bom de Briga; Natal das Crianças Negras; Histórias do mundo que se foi e outras histórias;
      O Goleiro Leleta e Outras Fascinantes Histórias de Futebol; O Circo do Cacareco; O Menino e o Trio Elétrico; Oratório de Natal e O Menino e o Boi do Menino.
      O caçulinha Roda da Infância estará, dentro de um mês, em várias livrarias nacionais, inclusive as virtuais (www.editoradimensao.com.br). Os livros infanto-juvenis são adquiridos com frequência por órgãos públicos de educação e cultura.



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