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10 de Maio
Mãe fez da dificuldade escada para o sucesso profissional e pessoal, e hoje é uma vencedora de desafios. Separada, dois filhos menores, uma casa para administrar, o sacrifício para manter as contas em dia e o alimento na mesa. Sem trabalho e, de repente, sem marido. O que fazer?
Esta foi a primeira pergunta que Noélia Matos fez, logo depois de mandar o marido embora. A resposta veio em forma de ação. Em pouco mais de oito anos fez uma série de cursos, se aperfeiçoou e hoje, mais que empreendedora, é uma mulher feliz. Ela conta que conquistou sucesso trabalhando muito, descobrindo vocações na arte, na serigrafia, na costura e, mais do que tudo, no prazer de produzir, de comercializar e do contato com o mundo dos negócios. Em meio a isso, ela soube dividir alegrias e tristezas, transformando o que poderia ser uma tragédia em sua vida numa escola de aprendizado permanente. Sempre bem humorada, ela diz que em sua vida não tem lugar para desânimo. Noélia não esconde que enfrentou dificuldades, superadas com muito trabalho, e não espera que alguém comente sua vida, porque ela mesma conta, com boas risadas, as situações difíceis por que passou. “Tudo o que precisei fazer para sair do vermelho foi arregaçar as mangas e partir para a luta. Deu certo, não é?”. Degraus da vida Para ela, conquistas e sucessos exigem todo um processo, muitas vezes com graus maiores ou menores de dificuldade e muitas barreiras. “Essas barreiras significaram degraus que subi um a um, cheia de confiança e determinação”. Hoje, além de profissional estabilizada, ela continua administrando a casa, sendo mãe 24 horas por dia, porque cuida pessoalmente dos filhos de 8 e 15 anos, recebe amigos em casa e está sempre em busca de novos conhecimentos através de cursos técnicos. Embora seja uma microempresária bem sucedida, tem outros planos para o futuro: ingressar numa faculdade para fazer o curso de pedagogia. Ela conta que sempre gostou de ensinar e, após concluir o curso de administração, fez magistério no ensino médio. O que a deixa afastada da profissão é o salário, baixo e assustador. “Sinceramente, não sei se conseguiria manter minhas contas em dia com o salário de professor”. Para as mulheres-mães-separadas que já passaram por situação parecida, ela faz uma citação filosófica: “Para mim, o sucesso é uma conquista passo a passo, mas é bom não menosprezar as pequenas vitórias, porque elas fazem parte da trajetória para a conquista de grandes objetivos. À nossa frente sempre existirá algo a mais nos esperando”. Outra Maria Maria poderia ser a mãe de Jesus Cristo, de Samuel, João, Joana ou qualquer outra criança. Mas não é. Ela é a mãe de Robert, Robson, Rogério, Davi, Teotônio e Ana Beatriz. Diferente de muitas mães, Maria José de Freitas, uma itabunense de pouco mais de 40 anos, não chegou a gerar os filhos que tem, mas é tão verdadeiramente mãe quanto qualquer outra. E é feliz nesse papel. “Os meus meninos”, como ela os chama, na verdade são os sobrinhos que adotou quando ainda eram recém-nascidos. Uns ainda não chegaram nem na adolescência. Outros já estão a caminho da formatura, a exemplo de Robson, no curso de Psicologia. “Para mim, isso não é apenas um grande presente, é a maior recompensa que uma mãe pode ter quando ela acompanha seu filho de perto desde o processo de crescimento até o topo de uma carreira”. Afirma a orgulhosa tia-mãe que não soube apenas dar o alimento ou a educação, mas sobretudo o amor, que ela considera a base da formação do ser humano. “Para uma pessoa estar preparada para a vida e se tornar um cidadão de bem, precisa ter noção do que é ser e ter uma família, porque sem essa base, não há estrutura nenhuma”. Maria José, que é professora e técnica em enfermagem, lembra que o filhote de animal ao nascer, já consegue se virar sozinho. “O filho do homem é diferente, é prematuro, indefeso e necessita de alguém que se ocupe dele, que o alimente, fale com ele e o ame acima de tudo”. Boa ouvinte e pacífica, ela é reconhecida por sua família de 11 irmãos como uma pessoa que sempre tem um jeito especial e decidido de resolver qualquer assunto. “Ela sempre tem tempo para todos, especialmente para os sobrinhos que assumiu como filhos e, com isso, às vezes termina esquecendo até um pouco dela mesma ”, comenta Nivalda, uma das irmãs. Para ela, o diferencial de Zezé, como é carinhosamente chamada pela família, é que sabe ver os pontos positivos em tudo e todos. “Esta é uma de suas maiores qualidades que, aliada à tolerância e à paciência, permite um equilíbrio que só uma mãe verdadeira sabe ter”. São Caetano cresce, apesar dos problemas estruturais como a precariedade da feira local, o afogamento das vias principais e casos de violência. Os moradores reclamam da falta de segurança, já que não há policiamento suficiente nas ruas.
A praça do bairro, bastante próxima à feira livre, se encontra abandonada e carente de reformas, virando palco constante de menores cheirando cola e desocupados em geral. Outro problema é o excesso de carros de som tocando música em volume alto. A estudante universitária Roberta Miranda, que mora no bairro há mais de dez anos, reclama. “No fim de semana, o barulho já começa às 7, 8 da manhã, é insuportável”. Segundo a estudante, os carros de propaganda das lojas também incomodam em excesso. A feira livre, uma das principais de Itabuna, também precisa ser reestruturada e ganhar mais higiene. Muitas barracas acabam por ocupar vagas de estacionamento, tornando o trânsito no local muito difícil. Eduardo Santana nasceu no São Caetano e preside a associação de Moradores desde 2007. Ele destaca a importância do comércio no bairro, que seria uma “segunda Avenida do Cinquentenário”. Orgulhoso da economia do bairro, ele lembra que lá pode ser encontrado um grande número de lojas, de material de construção a vestuário e calçados. “Você encontra de tudo no São Caetano, duas agências bancárias, colégios, farmácias, o estádio...é um bairro completo”. Segundo o presidente da associação, o bairro possui 112 estabelecimentos comerciais e a o bairro até caiu na rede, com o site www.comerciodosaocaetano.com.br, que completou um ano e contém informações sobre algumas lojas. É uma parceria da associação com cerca de 20 lojistas, que pagam uma taxa mensal para publicar no site fotos e informações sobre o estabelecimento. O comércio vai muito bem, mas o trânsito atrapalha. Falta de área de descarga de mercadorias acabam por provocar congestionamentos, principalmente na área da feira. Apesar das dificuldades estruturais, Eduardo destaca a força do comércio do bairro e a importância da vizinhança, como o Banco Raso, Jardim Vitória, Sarinha, Fonseca e Novo São Caetano. A geração de novos empregos é uma das preocupações. “O que falta no São Caetano é mais indústrias”. Ele torce pela inauguração, “rápida”, de um grande supermercado e uma loja de eletroeletrônicos e móveis na avenida Princesa Isabel, no antigo HiperMessias. Para amenizar a falta de segurança, Eduardo diz que a associação do bairro tem feito apelos para que o São Caetano seja contemplado com a instalação de câmeras para monitorar as principais vias. “Nosso bairro é muito dinâmico e importante para a cidade”, diz, esperando que os problemas do local sejam superados. FacSul passa integrar a Iuni anuncia novos cursos no sul da Bahia a partir do próximo semestre: Serviço Social, Pedagogia, Administração e Jornalismo no turno matutino. As inscrições para o vestibular estão abertas e as provas serão realizadas no dia 17 deste mês.
A novidade foi anunciada na semana passada, quando foi confirmada a fusão da FacSul com o grupo mato-grossense Iuni Educacional, que tem sede em Cuiabá e unidades na Bahia, Rondônia, Acre, Amapá e Pará. O anúncio foi feito oficialmente pelo professor Marcelo Valente e os novos diretores da FacSul, Abrão Sebe (vice-presidente Acadêmico) e Rui Fava (Diretor Acadêmico). Na reunião, realizada no Auditório do Campus II com todos os colaboradores, professores e líderes de turma da instituição, foram apresentadas as diretrizes de atuação do grupo que, segundo dados da Hope Consultoria, é a nona entidade de ensino privado do país. A instituição tem mais de 40 mil alunos. Durante a reunião foram destacadas a missão e a visão da entidade, focadas na promoção da educação com responsabilidade e no trabalho conjunto para transformar-se, até 2012, no quinto maior grupo da área de educação do Brasil. A Iuni é formada pelas faculdades Unic, de Mato Grosso; Fama, do Amapá; Uniron, de Rondônia; Uninorte, do Acre. Na Bahia, o grupo é dono da Unime, FacSul e Facdelta. Segundo Abrão Sebe, a escolha das duas faculdades, pertencentes até então ao Grupo O Delta, se deu pela credibilidade no mercado regional e o crescimento vertiginoso de suas atividades, com a qualidade de ensino. De acordo com ele, em função desses elementos bastante significativos, é provável que não haja muitas mudanças no que se refere ao funcionamento administrativo ou acadêmico. “O novo grupo entende que a FacSul desenvolve um trabalho de qualidade e está pronta”. “Por isso, o foco é na expansão e nas necessidades da região”. Abrão afirma que o novo grupo fará apenas adequações necessárias à uma gestão eficaz e algumas poucas mudanças, mas nada que implique grandes transformações. Abrão Sebe disse que a região pode contar com novidades, como a implantação de novos cursos de saúde, educação e exatas, além de cursos de pós-graduação. As graduações já existentes serão potencializadas para garantir ainda mais a profissionalização dos alunos. Dever cumprido O diretor geral da FacSul, Marcelo Valente, disse que está com o sentimento de dever cumprido ao passar a responsabilidade da instituição a um grupo tão importante como Iuni. “A vinda do Grupo fortalece o segmento educacional superior na região, dando prosseguimento ao trabalho que nossa gestão desenvolveu, na expectativa da ampliação de cursos e estudantes, e, como conseqüência, da oxigenação da economia local”. Questionado sobre por quê abrir mão de uma instituição de sucesso e em franco desenvolvimento, Valente afirma que este é o melhor momento para a FacSul se fundir a um grupo maior. “Ela vem num ritmo de expansão que no futuro exigirá grandes investimentos, algo inviável para uma instituição pequena. Como gestores, temos que ter olhos para o presente e para o futuro. Podemos considerar nossa situação atual muito tranqüila”. Valente também afirmou que a fusão foi um processo necessário diante do mercado. “Brevemente, encontraríamos dificuldades para transitar no novo cenário. Estamos seguros de que essa fusão vai permitir a perpetuação da FacSul”, aposta o diretor. To translate this page into English using FreeTranslation.com click here To translate just a part of the text, copy and paste into the area below. Choose "Portuguese to..." the language of your choice. |
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