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22 de Dezembro

Para as meninas Papai Noel é enganação
enquanto os meninos afirmam que ele existe e dá muitos presentes. Para Renata Oliveira Santana, 9 anos, o Natal é um momento especial porque as pessoas arrumam a casa de modo diferente, colocam muitas luzes e tudo fica mais bonito.
      “Mas a melhor parte são os presentes”. Renata diz que não acredita em Papai criancas Noel porque ele nunca responde suas cartas, além de nunca dar o que ela pede. “Uma vez eu coloquei uma carta na árvore de natal e até hoje ele nunca me respondeu”.
      Ana Carolina Guimarães de Souza, 10 anos, concorda com Renata. Ela conta que já escreveu algumas vezes para Papai Noel e sua carta nem foi lida. “Ele nunca deu a resposta, eu acho que tudo uma ilusão”.
      Ana Carolina define o Natal como uma ocasião especial em que todos devem viver em paz e harmonia. “Não devemos brigar com os irmãos, os pais, os tios e nem os primos, devemos ter paz e amor no coração”.
      Ingred Santos Guimarães, 7, vê o natal como uma época que representa amor e saúde. “As pessoas ficam mais felizes. A gente tem mais tempo para brincar, as casas ficam mais bonitas, com muitos pisca-piscas”.
     
      Presentes
      Já para a pequena Chayana Souza Santos, 5 anos, Natal representa ganhar roupa nova. Quanto ao presente que sonham em ganhar neste natal, todas afirmam em uma só voz: “queremos bonecas”.
      Enquanto as meninas não acreditam em Papai Noel, os meninos defendem que ele existe sim e dá muitos presentes no Natal, principalmente para as crianças obedientes e comportadas.
      Para Reinam Brito Baiano, 11, o Natal representa Papai Noel e muita alegria. “Eu já pedi a minha bicicleta, ela é tudo que eu quero ganhar neste natal, porque o Batman que queria muito eu já ganhei”.
      Marcos Santana da Hora, 8, acredita também que Papai Noel existe. “Ele é um homem vestido de Papai Noel, com a barriga grande e as barbas brancas, com uma roupa toda vermelha. Eu o vi em um carro”, conta com sua inocência.
      Marcos conta que já fez o seu pedido. “Quero ganhar um videogame do Batman, gosto do natal porque é tempo de ganhar presentes e comer muita coisa gostosa”.


Presépio não foi o local da visita dos reis magos
apesar de muitas gravuras mostrarem sua presença na manjedoura. Jesus nasceu em Belém, onde seus pais foram se recensear, em uma manjedoura porque as estalagens estavam lotadas.
      O anjo do Senhor anunciou seu nascimento a “uns pastores que pernoitavam nos campos”; outros anjos se juntaram ao primeiro, cantando o que está escrito em muitos Presépios: “Glória a Deus nas alturas / e paz na terra aos homens do seu agrado”.
      presepio Pelos mesmos Evangelhos da Infância, sabemos que, “tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, chegaram a Jerusalém uns magos vindos do Oriente” pedindo informações acerca do local do seu nascimento.
      Guiados pela estrela, eles “entraram na casa (não na manjedoura, pois já tinham passados dois anos), viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-no; e, abrindo os cofres, ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra”.
      Note-se que os evangelistas não falam de gruta, embora a referência à manjedoura nos permita supor uma gruta destinada à recolha de animais; nem referem a boi ou jumento. Também não dizem que os magos eram reis e apenas três, nem as suas cores e os seus nomes.
      O número habitual de três magos vem dos três presentes que eles ofereceram ao Menino mas, nas representações antigas, esse número de personagens oscila entre dois (catacumbas de S. Pedro e S. Marcelino) e doze (tradição síria).
      A representação mais antiga do Natal de Jesus é num sarcófago de 343, conservado em S. João de Latrão: o Menino deitado num berço de palha rodeado por um boi e um jumento.
      Nas Catacumbas romanas de S. Pedro e S. Marcelino, dois personagens com vestes asiáticas e um barrete frígio (touca muito usada no que hoje é a Turquia) barrete frígio ladeiam uma matrona romana que segura o filho nos braços e apresentam ofertas em pratos.
      Na de Priscila, os personagens são três, vestem cores diferentes e estendem oferendas na direcção da Virgem Maria, sentada com o Menino ao colo. O mais impressionante são os mosaicos da Basílica de Santa Maria Maior, construída em Roma no século V.
     
      São Francisco
      A tradição católica diz que o presépio (do Latim praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal do modo mais realista possível. Ele montou um presépio de palha com a imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José.
      Também haviam um boi e um jumento vivos e outros animais. Nesse cenário, São Francisco celebrou a Missa de Natal e o sucesso foi tanto que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres e de lá desceu até as mais pobres.
      Na Espanha, a tradição chegou pelo Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no século XVIII. Sua popularidade nos lares latino-americanos se estendeu ao longo do século XIX e, em todas as religiões cristãs, o Presépio é consenso como símbolo do Natal.
      Confira alguns presépios ao redor do mundo, a maioria da Itália e Portugal, onde a tradição continua muito forte.


As origens históricas que dão base ao Natal
podem ser encontradas na Wikipedia, famosa enciclopédia da internet, que nos traz a história do Natal a partir do ano 245 depois de Cristo, quando o teólogo Orígenes repudiava a idéia de se festejar o nascimento de Jesus “como se fosse um Faraó”.
      Há inúmeros testemunhos de como os primeiros cristãos valorizavam cada momento da vida de Jesus Cristo, especialmente sua Paixão e Morte na Cruz. No entanto, não era costume comemorar o aniversário e, portanto, não sabiam em que dia Ele havia nascido.
      Os testemunhos indicam datas muito variadas, e o primeiro que afirma que Jesus Cristo nasceu no dia 25 de Dezembro é o de Sexto Júlio Africano, no ano 221. De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 dC.
      Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de janeiro, ocasião do seu batismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No século IV, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e 6 de janeiro para Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.
      A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo Papa Libério, no ano 354 dC. Segundo estudos, 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia “cristianizar” as festividades pagãs que celebravam o solstício de Inverno.
      Segundo certos eruditos, 25 de dezembro foi adotado para que a data coincidisse com a festividade romana, dedicada ao “nascimento do deus sol invencível”, que comemorava o solstício do Inverno.
      No mundo romano, a Saturnália, festa em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; um período de alegria e troca de presentes. O 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.
      Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes um novo significado e uma linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como “o sol de justiça” (Malaquias 4:2) e a “luz do mundo” (João 8:12) mostram essa integração.
      Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado.
     
      A Bíblia
      A Bíblia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesus nasceu. O mês judaico de Kislev, correspondente à segunda metade de novembro e primeira metade de dezembro no calendário gregoriano, era um mês frio e chuvoso.
      O mês seguinte é Tevet, em que ocorrem as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionais nos planaltos. Isto é confirmado pelos profetas Esdras e Jeremias, que afirmavam não ser possível ficar de pé do lado de fora devido ao frio.
      Entretanto, o evangelista Lucas afirmava que havia pastores vivendo ao ar livre e mantendo vigias sobre os rebanhos à noite perto do local onde Jesus nasceu.
      Como estes fatos seriam impossíveis numa época em que não dá para ficar do lado de fora em função do frio, Jesus não poderia ter nascido no dia em que o Natal é celebrado e sim na primavera ou no verão.
      Diga-se de passagem que, como Jesus viveu 33 anos e meio e morreu entre 22 de março e 25 de abril, ele não poderia realmente ter nascido em 25 de dezembro.


Primeira árvore de Natal foi armada na Alemanha
criada pelo padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha por onde andava, ele achou que o céu parecia “um colar de diamantes em cima das árvores”.
      arvore de natal Achando bonito, ele arrancou um galho para levar para casa. Lá, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas, fincadas nas pontas dos ramos.
      Arrumou em seguida papéis coloridos e enfeitou um pouco mais. Todo mundo ficou maravilhado com aquela árvore miniatura enfeitada. Nascia assim a árvore de Natal, com a intenção original de mostrar como seria o céu na noite em que Cristo nasceu.
      Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco (rei do vinho e da alegria) nos pinheiros para comemorar uma festa chamada Saturnália, que coincidia com o nosso Natal.
     
      Papai noel
      No início da história do Natal cristão, quem distribuía presentes durante as festas natalinas era uma pessoa real, São Nicolas. Ele vivia em um lugar chamado Myra, onde hoje está a Turquia, há 300 anos Antes de Cristo.
      Após a morte de seus pais, Nicolas tornou-se padre e as histórias contam que ele colocava sacos de ouro nas chaminés ou jogava pela janela das casas. Os presentes de natal jogados pela janela caíam dentro de meias que estavam penduradas na lareira para secar.
      Daí a tradição natalina de pendurar meias junto à lareira para que o Papai Noel deixe pequenos presentes. Alguns anos depois, São Nicolas tornou-se bispo e, por isso, passou a vestir roupas e chapéu vermelhos, além de ganhar uma barba branca pela idade.
      Uma das pessoas que ajudaram a dar força à lenda do Papai Noel foi Clemente Clark Moore, um professor de literatura grega de New York que lançou o poema “Uma visita de São Nicolau”, em 1822, escrito para seus seis filhos.
      Nele, São Nicolau viajava num trenó puxado por renas e entrava nas casas pela chaminé. No poema, tradições foram buscadas de diversas fontes e a verdadeira explicação da chaminé veio da Finlândia.
      Os antigos lapões viviam em pequenas tendas, semelhantes a iglus, que eram cobertas com pele de rena. A entrada para essa “casa” era um buraco no telhado.
      O visual de Papai Noel que conhecemos hoje foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista Harper's Weeklys, em 1886, na edição especial de Natal. Mas foi a Coca-Cola quem difundiu o visual de Papai Noel (roupas vermelhas, detalhes em branco e cinto preto).
      Até o final do século XIX, Papai Noel era representado com roupas de inverno, porém na cor marrom. Em 1881 a Coca-cola realizou uma grande campanha publicitária vestindo Papai Noel com as cores vermelha e branca (como as de seu rótulo) e acrescentou o gorro.
      Tal campanha fez um enorme sucesso e a nova imagem de Papai Noel se espalhou.


Saiba como a festa de Natal é feita no mundo
onde a diferença começa na mesa. A Europa, por estar no inverno, usa muito avelã e nozes. Na Alemanha, come-se carne de porco e pratos tradicionais com tempero forte.
      australia Na Austrália, onde o Natal cai no verão, as pessoas costumam fazer a ceia de Natal na praia. Na África do Sul, outro país que comemora o Natal durante o verão, é comum fazer a ceia de natal em mesas colocadas do lado de fora das casas.
      Na Índia, a decoração é nos pés de manga e bananeiras e lâmpadas de argila decoram as casas. Já na Itália, a entrega de presentes acontece no início de janeiro, quando as crianças boas ganham e as más são castigadas.
      Na Austrália, muitos comemoram fazendo piqueniques e o principal prato da ceia é um crustáceo, enquanto no México o destaque são as encenações. Na terra de Jesus, Belém, peregrinos e tribos se ajoelham e adoram o berço que, segundo a tradição, foi de Jesus.
      Nos países escandinavos o natal começa em 13 de Dezembro, dia de Santa Luzia e inclui uma procissão em que as pessoas carregam tochas acesas. Na Finlândia há a estranha tradição de freqüentar saunas na véspera de natal e visitar os mortos nos cemitérios.
      Na Rússia o natal é comemorado no dia 7 de janeiro, 13 dias depois do natal ocidental. Durante o regime comunista, as árvores de natal foram banidas e substituídas por “árvores de ano novo”. A ceia tem muito mel, grãos e frutas, mas nenhuma carne.
     
      Mais países
      No Japão, a troca de presentes também é apreciada mas, para as crianças, a história do Jesus em uma manjedoura é curiosa e elas ficam encantadas com a idéia do “berço”, móvel que é muito raro nas casas japonesas.
      Outro hábito que os japoneses adotaram foi o dos presépios, especialmente para as meninas. Há no Japão a figura de um monge que se assemelha muito ao Papai Noel.
      O “hoteiosho” também leva um saco nas costas mas tem um segundo par de olhos na parte de trás da cabeça. As crianças devem se comportar, porque o hoteiosho “está vendo tudo”.
      Os chineses cristãos comemoram o Natal decorando as casas com lanternas coloridas de papel. As árvores de Natal são chamadas de “árvores de luz” e são decoradas com flores, lanternas e outros enfeites de papel.
      Para os poucos cristãos residentes no Iraque, a principal tradição natalina é uma leitura da bíblia em família. Há também o “toque da paz”, benção dada por um padre.
      Na Inglaterra, as tradições natalinas são levadas muito à sério, já que o país comemora o Natal há mais de 1000 anos. Presentes de natal, pinheirinhos decorados e músicas natalinas são mais comuns na Inglaterra que em qualquer outro país do mundo.
      No Canadá, jovens se fantasiam e visitam doentes e idosos, tocando instrumentos e cantando nas ruas. Na véspera, fazem uma ceia de peixes. Os franceses cultivam a tradição da reconciliação no Natal, em que as pessoas visitam a casa de um inimigo para pedir perdão.
      As crianças chinesas também penduram pés de meia para o Papai Noel, mas lá seu nome é complicado: “Dun Lhe dao Ren”, que significa “velho Natal”. Tão complicado quanto na Arabia, “Idah Saidan Wa Sanah Jadidah” e no Japão, “Shinnen omedeto”.
      Na vizinha Argentina e países latinos é bam mais fácil, “Feliz Navidad”; nos países de língua inglesa é “Merry Christmas”, exceto na Irlanda, onde impera o gaelico com “Nollaig Shona Dhuit”. Nos lugares que falam freancês é “Joyeux Noel”.
      Na Itália é “Buone Feste Natalizie” e em Latim, “Natale hilare”



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