GLOSSÁRIO DAS DSTs
HEPATITE B
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LINFOGRANULOMA VENÉREO
SÍFILIS
AIDS

AIDS - ACQUIRED IMMUNE DEFICIENCY SYNDROME (doença)
HIV - Human Immuno Deficiency Virus (agente causador)
Infecção que ataca as células do sistema imunológico e torna o organismo humano vulnerável a doenças oportunistas como a pneumonia, a tuberculose e alguns tipos de tumores, entre eles certos linfomas e o Sarcoma de Kaposi. O HIV é transmitido por meio da atividade sexual anal, vaginal e também oral ou no contato com sangue infectado. Existem hoje no mundo 42 milhões de pessoas infectadas pelo HIV. No Brasil são 600 mil os portadores do vírus. O programa brasileiro de assistência às vítimas da doença é considerado referência mundial. Ele garante medicação a 100% dos pacientes submetidos à terapia anti-retroviral. Em 2003, 135 mil pessoas foram atendidas pelo governo no programa de tratamento anti-Aids. Os grupos da população mais atingidos pela doença, atualmente, são de mulheres e adolescentes, principalmente das camadas mais pobres.
MANIFESTAÇÃO
Os sintomas de doenças oportunistas indicativos da AIDs podem surgir entre 3 e 10 anos após a contaminação. Febre baixa e dores de cabeça bem como infecções recorrentes costumam anteceder esses sintomas e acompanham suas manifestações. A perda de peso sem razão aparente, infecções recorrentes, náuseas, problemas intestinais e o aumento persistente dos gânglios linfáticos.
DIAGNÓSTICO
O HIV é identificado por meio de exame de sangue. O teste busca identificar a presença de anticorpos para os vírus HIV I e II no sangue. O primeiro resultado negativo nem sempre é confiável, uma vez que os anticorpos podem não aparecer mesmo após 6 meses da infecção.
TRATAMENTO
Combina três tipos de anti-retrovirais, que atacam o HIV em diferentes fases de sua replicação. As terapias que incluem apenas um ou dois anti-retrovirais devem ser evitadas porque levam rapidamente ao desenvolvimento de resistência à medicação, já que atuam apenas em uma ou outra fase da replicação do vírus. A terapia anti-retroviral exige fidelidade absoluta, uma vez que qualquer falha pode aumentar a resistência do HIV e por a perder o tratamento. Dependendo do estado imunológico do paciente, outros medicamentos e vacinas adicionais podem ser usados para evitar mais infecções, que potencializem a evolução do vírus. Faz parte do tratamento o cuidado para impedir a re-infecção. Mesmo os parceiros que estejam ambos contaminados devem tomar precauções para que a retransmissão do vírus ocorra e dê margem à evolução da contaminação.
PREVENÇÃO AO HIV
O uso de preservativo (camisinha feminina ou masculina) não afasta 100% o risco de contágio devido à possibilidade de ruptura, mas é indispensável para afastá-lo. Manter relações monogâmicas com o uso de camisinha mesmo com um companheiro HIV negativo também é seriamente recomendado. Quem trabalha com utensílios de transfusão de sangue, ou ambiente cirúrgico de qualquer tipo deve usar seringas descartáveis, luvas, exigir o teste prévio do sangue para HIV.