| Na
adolescência o contraceptivo ideal é a pílula de baixa dose,
a injeção mensal e, dependendo do caso, o adesivo, afirma a dra.
Márcia Sacilotto, ginecologista do setor de Planejamento Familiar da Clínica
Ginecológica do Hospital das Clínicas de São Paulo. As adolescentes
devem evitar a utilização dos métodos comportamentais como
a tabelinha e o muco cervical, já que a ovulação, nesta fase
da vida, é irregular e pode ocorrer mesmo durante a menstruação.
Destes, só o diafragma com espermicida pode ser considerado seguro. Qualquer
que seja a escolha da menina, o método deve ser sempre acompanhado do uso
do preservativo masculino ou feminino, a conhecida camisinha. Ela é fundamental
para evitar as chamadas DSTs -- Doenças Sexualmente Transmissíveis.
"As adolescentes são um grupo de risco para DSTs, uma vez que nesta
faixa etária é menos comum a convivência com um parceiro fixo.
A troca de namorados, muito freqüente nesta idade expõe a mulher ao
risco de contrair infecções." As
pílulas de baixa dosagem, que contém 15 microgramas de etinilestradiol
e 60 microgramas de progestogênio produzem menos efeitos colaterais e podem
ser usadas por períodos prolongados. O anticoncepcional injetável
mensal evita o "esquecimento de tomar a pílula", um problema
das adolescentes. Ele está lá o mês todo. O inconveniente
são os três primeiros meses, em que os ciclos costumam ficar irregulares.
O uso de DIU é fora de cogitação na adolescência, afirma
a dra Márcia Sacilotto. O combinação do endoceptivo com a
atividade sexual própria da adolescência, que envolve maior troca
de parceiros, potencializa o risco de infecção. Entre
os inconvenientes das pílulas de baixa dosagem a ginecologista menciona
a possibilidade de maior irregularidade dos ciclos e a ocorrência de spots
, como os médicos denominam as manchas do escape de sangue fora do período
menstrual. Os benefícios para a menina são, basicamente, estes dois:
"ela sangra menos e tem menos cólicas", diz a dra Márcia.
Quem tem dor de estômago com o uso de anticoncepcional oral pode optar pelo
uso do adesivo , que contém doses equivalentes de hormônios. A médica
alerta as meninas para a obrigatoriedade da consulta a um ginecologista antes
de começar qualquer plano de contracepção. "A consulta
é fundamental", insiste. "Só o médico pode levantar
os antecedentes de risco porventura existentes, como um problema hepático,
ou diabetes, ou tendência ao tromboembolismo, fator de contra-indicação
do uso de hormônios pela mulher." |