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PERCEPÇÕES DA MULHER SOBRE A VAGINA
A Pesquisa Internacional sobre o Diálogo com a Vagina, como foi chamada a investigação sobre as atitudes, percepções e conhecimento das mulheres em relação a vagina, ouviu mulheres no Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Itália, Suíça, Holanda, Portugal, Áustria, Bélgica, Finlândia, Canadá e Brasil - entre os meses de abril e maio deste ano. O levantamento foi conduzido pelo instituto de pesquisa HI Europe a pedido do Laboratório Organon, fabricante do anel vaginal Nuvaring. Os resultados da parte brasileira da pesquisa, que ouviu 888 mulheres, devem ser divulgados dia 20 de agosto, no 9o Congresso Brasileiro de Obstetrícia e Ginecologia, em São Paulo.

A pesquisa revela que as mulheres conhecem pouco sua vagina. Quando questionadas sobre se concordavam ou discordavam dessa afirmação 47% das entrevistadas responderam afirmativamente, enquanto 32% discordaram da assertiva. As brasileiras, portuguesas e francesas são as que mais concordam com a afirmação de que a vagina é um órgão que conhecem pouco. As austríacas, finlandesas, holandesas e alemãs não concordam tanto com a afirmação.

Apesar de falarem pouco sobre a própria vagina com seus ginecologistas e de conhecerem menos o genital do que outras partes do corpo, poucas mulheres sentem inibição no nível pessoal em relação ao órgão sexual. E mesmo sem ter muito conhecimento a respeito, nove entre dez pesquisadas afirmaram não ter problemas de falar sobre a vagina com os parceiros e 75% já examinaram a região com a ajuda de um espelho de mão. As brasileiras são as que têm menos dificuldade para se tocar ou conversar a respeito, uma porcentagem de 50%, embora o Brasil apresente o maior índice de mulheres orientadas na infância para achar que tocar a vagina era algo sujo e vulgar -- cerca de 35%.


A maioria de 62% das mulheres não acha desconfortável inserir medicação na vagina ou mesmo usar absorvente interno, embora a porcentagem apresente queda de 20% quando os dados das respostas de brasilerias e canadenses são considerados. Veja a seguir as outras revelações da pesquisa.