HPV - A DST QUE MAIS CRESCE ATUALMENTE
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O número de infectados pelo HPV vem aumentando em ritmo acelerado no mundo e a infecção já é considerada uma epidemia. No Brasil, estima-se que existam 20 milhões de pessoas infectadas. O câncer de colo uterino, causado pelo HPV16 (um subtipo da categoria) mata mais de 4 mil mulheres por ano. "Se o câncer for diagnosticado precocemente, a chance de cura é de 90%", afirma o urologista Dr. Júlio José Máximo de Carvalho. Segundo uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de John Hopkins, que comparou uma população razoável (mais de 1500 pessoas, dos vários continentes) alguns casos de câncer de boca poderiam também estar associados ao papiloma, transmitido por meio de sexo oral. Segundo a pesquisa, esta associação do vírus com a doença foi encontrado em um número pequeno de casos, incluindo jovens com mais de um parceiro sexual que praticavam sexo oral.O câncer anal é outro tipo que pode resultar da infecção pelo HPV, embora sua incidência seja mais rara. O câncer peniano é raro.

Papiloma, o nome do vírus HPV, significa verruga. Nem sempre o HPV deixa esse rastro visível, como se sabe. Aliás, não existe um único vírus HPV mas uma categoria de mais de 130 variedades. Destas, quatro subtipos estariam na origem do câncer de colo uterino, sendo o HPV16 o mais comum. A fimose, uma doença que aumenta a quantidade de pele do prepúcio e a falta de higiene podem aumentar o risco de infecção pelo HPV e a chance do câncer peniano. Mesmo assim a incidência do HPV associado com o câncer peniano é muito pequena. O diagnóstico precoce, ao primeiro sinal de ferida, nódulo, verruga ou pruridos na região, é a melhor forma de se proteger da doença.

De acordo com os dados de pesquisas internacionais, a chance de regressão da infecção por HPV, ou seja, a cura, é de 65%. A persistência do vírus no organismo ocorre em 20% dos casos e a infecção evolui em 15% dos casos. O médico Máximo de Carvalho, autor do projeto de treinamento e monitoramento sobre o HPV da secretaria de Saúde da capital paulistana, recomenda o exame para diagnóstico correto das seguintes lesões que podem aparecer nos genitais de homens e mulheres: verrugas, manchas escuras, salientes ou não e pequenas pápulas (elevações da pele semelhantes à cabeça de um alfinete).

O tratamento envolve métodos para eliminação das verrugas e medicamentos para estimular a resposta imunológica do organismo. Para acabar com as verrugas são usados desde produtos químicos como o ácido tricloroacético, o ATA à destruição cirúrgica com laser (deixa menos cicatriz), eletrocautério, corte ou crioterapia. Também podem ser usados cremes como o imiquimod e a injeção de interferon para acabar com as verrugas. Tais drogas atuam sobre o sistema imunológico, combatendo as células contaminadas pelo HPV. O creme iquimimod é aplicado pelo próprio doente sobre as verrugas. Não causa dor e produz bons resultados. A injeção de interferon é recomendado para indivíduos refratários a outros tratamentos e com grande quantidade de verrrugas. Pode ser injetado dentro da lesão ou no corpo. Outros medicamentos usados para melhorar a imunidade e evitar a recorrência do HPV são a timomodulina, o levamisole e BCG. Existem casos em que é necessário associar mais de um tratamento para combater a infecção.