| O
QUE O MÉDICO DEVE FOCALIZAR NO EXAME? |
| No homem, além do
pênis o médico deve examinar o escroto, a região inguinal,
pube e uretra. Na mulher, além da vagina devem ser examinas a vulva, o
períneo, a uretra e principalmente o colo uterino. |
| QUANDO
E COMO FAZER OS EXAMES? |
| Não
deve ser feito logo após a prática da relação sexual
e em presença de processo inflamatório. Também não
se deve usar cremes, talcos ou desodorantes íntimos antes, para não
prejudicar a ação do ácido acético, usado para detectar
a presença de lesões. O exame de células extraídas
dos genitais, os chamados "raspados", obtidos com pequenos cotonetes
ou escovinhas de coleta conhecidas como swab, não são recomendados
como prevenção do HPV. Eles podem apresentar resultado positivo
mesmo sem a presença de qualquer lesão, o que significa que o vírus
não está causando a doença, mesmo estando presente no organismo
e o tratamento só deve ser feito quando há lesão, visível
ou microscópica. |
| SE
MEU PARCEIRO TEM O HPV QUANTO TEMPO DE RELACIONAMENTO SEXUAL É NECESSÁRIO
PARA EU TAMBÉM ADQUIRIR O VÍRUS, OU SER CONTAMINADA?
|
O contágio
pode ocorrer em uma única relação sexual, caso o parceiro
tenha o vírus. Mas nem toda a pessoa que entra em contato com o vírus
adquire a infecção e a maioria das pessoas que têm contato
com o HPV acaba eliminando o vírus espontaneamente, sem tratamento. Mas
se o casal suspeitar de algo e quiser tirar a dúvida recomendo fazer os
exames após um mês. Caso a peniscopia e a colposcopia seja negativa,
aconselho que repitam os exames depois de oitos meses ou um ano. |
| SE
O MÉDICO PEDIR UMA BIÓPSIA É SINAL DE QUE ESTÁ DESCONFIADO
DE CÂNCER? |
| É
muito comum pensar em câncer quando se ouve falar em biópsia e, em
relação às mulheres, a biópsia de material colhido
do colo do útero sem dúvida tem esse caráter, de investigar
a presença de células canceríginas ou pré-canceríginas.
Mas a biópsia é pedida não só para averiguar as alterações
histológicas (no nível celular) causadas por esse vírus mas
também para conhecer o tipo de HPV, o que só é possível
com a pesquisa de seu DNA viral, daí a biópsia, ou seja, a coleta
e exame de material genético capaz de confirmar a presença do vírus
e a sua identificação. |
| QUANTO
TEMPO DEMORA PARA APARECER OS PRIMEIROS SINAIS DE INFECÇÃO? |
| Pode variar entre
três semanas a oito meses. Esse tempo é denominado período
de incubação. Mas a pessoa pode estar contaminada e ter microverrugas
ou lesões que só serão notadas com a aplicação
de uma solução específica. É por isso que o diagnóstico
do HPV pode ocorrer meses ou anos depois de a pessoa ter sido infectada. Durante
todo esse tempo ela estará transmitindo a infecção. Por outro
lado, o parceiro sexual do momento pode não ser o responsável pelo
contágio. |
| PODE
HAVER CONTAMINAÇÃO MESMO USANDO CAMISINHA? |
| É mais raro
acontecer mas não impossível, pois muitos indivíduos podem
ter lesões microscópicas na região pubiana ou inguinal (a
área dos gânglios da virilha) e transmitir o vírus por atrito,
durante o contato sexual. Calcula-se que aproximadamente 70% das pessoas que mantém
relação sexual sem usar camisinha adquire o vírus, embora
nem todas desenvolvam a infecção. |
| POR
QUE NEM TODAS AS PESSOAS, MESMO INFECTADAS, APRESENTAM A DOENÇA? |
| Calcula-se que o fato
de 65% das pessoas livrarem-se do HPV, após o contágio, sem fazer
qualquer tratamento, esteja relacional com a imunidade individual. Nosso sistema
imunológico está sempre alerta para impedir a entrada no organismo
de agentes infecciosos. Mas existem pessoas que apresentam maior ou menor resistência
a um determinado vírus, daí a predisposição diferenciada
dos indivíduos para desenvolver infecções. |
| QUE
OUTROS FATORES PODEM PREDISPOR O INDIVÍDUO A DESENVOLVER A INFECÇÃO?
|
| O
estado físico ou nutricional precário, o estresse, o tabagismo,
o uso de medicamentos que diminuem as defesas pessoas são os principais
fatores de maior exposição ao HPV. Quanto ao casal, é sabido
que em apenas 20% a 40% dos casos os dois apresentam a infecção
ao mesmo tempo. |
| CORRO
RISCO DE CONTRAIR A INFECÇÃO COM O SEXO ORAL? |
| Sim. O sexo oral é
uma das vias de transmissão de várias DSTs. Neste caso podem aparecer
verrugas no interior da boca, na língua, nos lábios e até
mais internamente, nas amígdalas, cordas vocais, faringe e laringe. |
| A
INFECÇÃO ANAL TEM A VER COM O SEXO ANAL? |
| Não necessariamente.
A contaminação também pode ocorrer quando da manipulação
local ou por meio das secreções que podem escorrer durante o ato
sexual até a região anal. |
| O
RISCO DE CONTAMINAÇÃO É MAIOR NA RELAÇÃO HOMOSSEXUAL?
|
| É
praticamente o mesmo das relações heterossexuais, mas quanto maior
o número de parceiros sexuais maior a chance de contaminação
por qualquer DST. Na relação homossexual masculina a chance de infecção
é maior do que entre duas mulheres por causa da penetração
anal. O sexo oral e o uso de objetos sexuais de penetração, porém,
expõe as mulheres ao mesmo risco dos homens. |
| É
POSSÍVEL A CONTAMINAÇÃO COM O USO DE ROUPAS OU OBJETOS EM
COMUM? |
| Sim.
Meninas que compartilham maiôs ou biquínis e meninos que usam roupas
de mergulho comuns podem estar sujeitos ao contágio, bem como quem divide
toalha de banho, sabonetes e escova de dente. |
| POSSO
TER O VÍRUS E NÃO TER A DOENÇA? |
| É a infecção
da forma latente. Pode ocorrer do mesmo modo como temos bactérias ou fungo
em nossa pele e ela continuar normal. Por isso que se diz que pesquisar o vírus,
ficar procurando, não é importante. O que interessa é achar
algum tipo de lesão (verruga, mancha, prurido). Só se justifica
a biópsia para a pesquisa do vírus e o tratamento quando for encontrada
alguma lesão, tanto no homem quanto na mulher. |
| A
INFECÇÃO PODE VOLTAR? |
Sim.
Quando a pessoa infectada for tratada de modo superficial existe o risco de algumas
microverrugas permanecerem desapercebidas. Após um tempo essas verrugas
podem crescer e ser notadas dando a impressão de que a infecção
retornou. O que de fato aconteceu, porém, foi um tratamento incompleto.
Outra situação possível é a pessoa ser tratada adequadamente
e novamente contaminada por um outro tipo de vírus HPV. Aí, trata-se
de uma nova infecção. Finalmente, há situações
em que o vírus incorpora-se à célula humana e passa despercebido
por algum tempo. É a forma latente da infecção, que pode
manifestar-se mais prá frente caso a pessoa apresente queda da imunidade.
Essa situação constrange particularmente as mulheres na pós-menopausa
que não mantém mais relacionamento sexual e que, antes desse período
não apresentaram a infecção, nos exames rotineiros. De repente
elas notam as verrugas exuberantes e não entendem o que está acontecendo. |
| COMO
POSSO PREVENIR UMA INFECÇÃO POR HPV? |
| Usando
sempre a camisinha e evitando ter muitos parceiros são as duas formas de
prevenção. |
| EXISTE
MAIOR PREDISPOSIÇÃO AO HPV NA GRAVIDEZ? |
| A prevalência do
HPV em grávidas é igual à de não grávidas.
Mas nas grávidas, existem casos em que as verrugas crescem tanto que podem
sangrar e até atrapalhar o parto ou contaminar o bebê, portanto devem
ser tratadas. Em compensação é comum, após o parto,
a redução espontânea das verrugas. |
| USO
PÍLULA ANTICONCEPCIONAL. TENHO MAIS CHANCE DE TER HPV? |
| Os estudos são
conflitantes sobre isso. Não se pode afirmar com certeza se é maior
a chance de infecção por HPV em usuárias de contraceptivos
hormonais. |
| TENHO
TIDO EPISÓDIOS DE CORRIMENTO VAGINAL E MUITA COCEIRA GENITAL. POSSO TER
HPV? |
| As
verrugas causadas pelo HPV geralmente são assintomáticas, mas podem
estar associadas a outras infecções que dão coceira e corrimento.
Muitas vezes o HPV é descoberto por causa dessas queixas e de exames de
rotina. Por isso o auto-exame, a avaliação anual com o ginecologista
e o exame de papanicolaou também anual são tão importantes. |
| O
EXAME PAPANICOLAU ANUAL É SUFICIENTE PARA A PREVENÇÃO DO
CÂNCER DE COLO UTERINO E AS CONSEQUÊNCIAS DA INFECÇÃO
POR HPV? |
| Estudos
indicam que se o papanicolaou fosse oferecido anualmente para todas as mulheres
seria possível obter a redução de 95% na incidência
do câncer de colo uterino. O exame é o mais indicado como primeira
investigação. Quando houver necessidade de localizar lesões
suspeitas a colposcopia se faz necessária. |
| QUANDO
POSSO ME CONSIDERAR CURADA? |
| A
pessoa é considerada curada depois de dois exames consecutivos de peniscopia
ou colposcopia negativos. Mas é aconselhável fazer novo exame após
seis meses pois alguns casos podem evoluir como infecção latente.
|