|
No ápice da excitação,
entra em ação a endorfina, substância responsável pelas
sensações de prazer. É o momento em que as células
nervosas do cérebro "descarregam" a energia acumulada, promovendo
no organismo a experiência do orgasmo. Na mulher, ele provoca a miotonia,
como se chama a contração de tecidos musculares, especialmente na
região pélvica, em espasmos involuntários. Algumas mulheres
liberam grande quantidade de líquido no momento do orgasmo, semelhante
a uma ejaculação seminal masculina. O organismo feminino produz
ainda um outro hormônio nesse momento, a ocitocina, que produz contrações
do útero, favorecendo a entrada dos espermatozóides. As
mudanças químicas e físicas descritas tormam o sexo uma atividade
física que faz muito bem ao corpo. Ele ativa a circulação
sangüínea, fortalece a musculatura pélvica --os músculos
da bexiga, ânus, pênis e vagina --, deixa a pele com mais viço,
melhora o sono e alivia dores de cabeça, de cólicas menstruais ou
de origem reumática. O prazer sexual é fundamental ainda para o
bem estar psíquico. Na medida em que contribui para descarregar tensões,
ele pode aliviar o estresse, melhorar o ânimo e o humor e aumentar a auto-estima. |