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IDÉIAS ERRADAS Há várias idéias falsas sobre os efeitos
prejudiciais da castração nos cães. Conheça as mais comuns: Cão castrado
é mais propenso a problemas de saúde. FALSO.
A probabilidade de pegar doenças não aumenta com a castração. Antes pelo contrário:
a retirada de útero e dos ovários, ou testículos, acaba com a possibilidade de
infecções e tumores naqueles órgãos, e de complicaçöes ligadas à gravidez e ao
parto. Sem acasalamentos, as doenças sexualmente transmissíveis deixam de representar
risco. Cai a incidência de tumores da mama. Acasalar deixa o macho
emocionalmente mais estável. FALSO.
Dependendo das disputas, o acasalamento pode até causar instabilidade emocional.
A fêmea precisa ter crias para manter o equilíbrio emocional.
FALSO. não há relação entre os dois fatos.
O equilíbrio emocional fica completo com a maturidade, que ocorre por volta dos
dois anos nos cães castrados. Se uma cadela se mostrar mais calma e responsáel
depois da primeira ninhada, é porque amadureceu devido a ter avançado na idade
e não porque se tornou mãe A falta de prática sexual causa sofrimento.
FALSO. O que leva o cão à iniciativa
de acasalar é exclusivamento o instinto de procriar, e não o prazer nem a necessidade
afetiva. O sofrimento pode atingir machos não castrados. Por exemplo, se vivem
com fêmeas e não podem cruzar, ficam mais agitados, agressivos, não comem e perdem
peso. Castrar reduz a agressividade do cão de guarda. FALSO.
A agressividade necessária para a guarda é determinada pelos instintos territorial
e de caça e pelo treinamento, sem ser alterada pela castração. A dominância e
a disputa sexual criam oportunidades para o cão usar a agressividade que tem,
mas não a causa dela. Revista Cães & Cia
Vet. Silvia Crusco, especializada em castração e Claudia Pizzolatto, treinadora
especializada em comportamento canino.
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