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A
morte infelizmente é implacável, atinge a todos. A vida dos bichos de estimação
é menos longa do que a nossa. Tem raras exceções como, por exemplo, a tartaruga,
que pode viver muitos anos. Essas fatalidades acontecem e nos apanham de supresa,
e não sabemos como agir. Em Itapevi, perto de São Paulo, existe um lugar especial
onde é possível dar depois da morte, a mesma dignidade oferecida ao bichinho de
estimação enquanto vivo, com direito a velório, benção, flores, velas e todo um
ritual de acordo com a crença e religião de cada dono. A idealização de um cemitério
para animais domésticos foi da italiana Adriana Sandonati que reside em Buenos
Aires, onde também mantém um outro cemitério de animais. O cemitério Jardim do
Amigo abrange uma área de 17 mil m², segundo a administradora Rosângela Maria
Fernandes e com aproximadamente mil e oitocentos animais entre cães, gatos, passarinhos
e outros. | |
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AU! Como funciona o cemitério?
Rosângela: O cemitério é dividido
em setores. Há um Setor individual para mascotes (cachorros pequeninos) com lápide
de identificação, um setor comunitário que é econômico, não tem identificação
e também não tem taxa de manutenção. As pessoas podem visitar sempre que quiserem,
nos finais de semana e feriados. O cemitério possui sala de velório, onde as famílias
ficam em média 30 minutos com o bichinho antes de enterrar, esse tempo varia de
acordo com a necessidade de cada família. AU! O cemitério é para
todos os tipos de animais? Rosângela:
Apenas animais domésticos. Cavalos não enterramos! Au! Como funciona
o serviço de ambulância? Rosângela:
A maioria dos clientes residem em São Paulo. As famílias entram em contato por
telefone e enviamos uma ambulância para fazer a remoção. Muitas vezes, as famílias
não querem acompanhar o animal no dia, então trazemos o animal para o cemitério
e fazemos o enterro, a família vem outro dia, normalmente no próximo final de
semana. Podem acontecer casos da família acompanhar a ambulância ou mesmo trazer
no próprio carro , é tudo muito imprevisível... mas de qualquer forma estamos
preparados para atender a qualquer necessidade do cliente.
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Rosângela Maria
Fernandes com a mascote do cemitério |
AU! Esse
serviço de ambulância é só para a cidade de São Paulo ou atinge outras cidades?
Rosângela: São Paulo e litoral. Temos
também o contrato por antecedência, em que as pessoas reservam o local quando
o animal ainda está saudável. É cobrado mensalmente uma pequena parcela, até quitar
o carnê. Mesmo que o animal venha a falecer cinco ou mais anos depois, o
local fica reservado, bastando por exemplo, um dos empregados ou mesmo o dono
ligar para irmos buscar o animal e fazer o sepultamento. Isso é importante, porque
pode acontecer do animal morrer na ausência do dono e não ter ninguém em casa
para tomar providências.
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No quadro, mensagens
e dedicatória para os animais queridos |
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Au! Como é o enterro dos animais? Existe um caixão? Rosângela::
Não, não tem caixão. A cova é forrada com plástico e o animal é coberto com um
lenço branco. Em qualquer um dos setores, mesmo no setor de luxo, o tratamento
é o mesmo.Temos um projeto para construir um crematório, em breve. O crematório
será individual e a família poderá levar as cinzas. Junto ao crematório haverá
uma capela.
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"Gostava
muito do meu cachorro e escolhi enterrá-lo aqui porque queria o melhor
para ele. Não iria jogá-lo na lata de lixo!"
Renata Prescendo Nawoe |
AU!
Além do crematório vocês estão com outros planos? Rosângela:
Estamos pensando em montar um grupo de terapia para auxiliar as pessoas nestes
momentos difíceis. Uma reunião em grupo seria muito interessante. Au!
As visitas dos familiares são periódicas? Rosângela:
Algumas famílias estão aqui todos os finais de semana, sem faltar um sequer. Conforme
a religião, os familiares trazem a comida que o animal gostava, incenso, velas,
flores e no natal trazem pernil, uvas, panetone. Na páscoa trazem chocolate, ovo
de páscoa. mais informações | |