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DANDIE: UM TERRIER DIFERENTE

 
 



De olhos redondos, topete cheio e dorso curvado, ele tem uma aparência incomum e um temperamento especial. Diz uma antiga lenda escocesa que seu corpo nasceu do nevoeiro cinzento do sopé das montanhas da região onde surgiu. A aparência incomum o fez ficar conhecido como "o menos Terrier dos Terriers". O Dandie é comprido e baixinho; as pernas da frente são mais curtas que as de trás e o dorso forma uma suave curva em "S". Outra marca registrada é um grande topete recoberto de pêlos macios e sedosos. Das orelhas, pendem franjas que parecem brincos. Os olhos são escuros, grandes e redondos como duas jabuticabas e sua pelagem mescla camadas de fios lisos, macios e crespos, ao contrário dos olhos pequenos e amendoados e dos pêlos ásperos ou tipo "arame" da grande maioria dos Terriers. No temperamento, porém, os Dandies apresentam a mesma coragem, determinação, independência, dignidade e inteligência típicas dos Terriers. Os criadores dizem apenas que eles são um tanto mais quietos. Apesar de alegres, sua energia não se compara à de um Fox ou à de um Cairn. "Todos os Terriers são ativos, mas os Dandies não estão entre os que mais se destacam", diz Janice Murray, criadora da raça há 25 anos e secretária do Dandie Dinmont Club, da Inglaterra. Esse temperamento mais tranqüilo, o porte pequeno, a pelagem atraente, muita simpatia e um sentido de alerta bastante desenvolvido permitiram que o Dandie passasse a ser apreciado como cão de companhia e garantiam a preservação da raça, que foi gradativamente substituída no trabalho de caçar texugos e doninhas por outros Terriers mais rápidos. Hoje, o convívio com um Dandie é privilégio de pouca gente. Ele é raro em todo o mundo. Nos Estados Unidos, são registrados uma média de 100 exemplares, desde 1992. Na Inglaterra, país onde é mais criado, os registros dificilmente superam os 250 filhotes por ano. No Brasil, desde 1981 só há notícia de três filhotes, registrados em 1993.

SEM RECLAMAÇÃO

Mas quem já experimentou viver com um desses curiosos cãezinhos diz que não tem do que reclamar. Nos passeios, a reação mais freqüente e natural dos desconhecidos é elogiar o pequeno e perguntar que raça ele é, contam os criadores. "Nesse momento, se o Dandie percebe que se trata de pessoa amiga, recebe-a bem; vai cheirar, rodear e querer brincar", diz Janice Murray. "Estranhos, quando longe do dono, não são aceitos e provocam latidos altos e insistentes dos Dandies." Ela não acredita, porém, que um de seus cães seja capaz de atacar um intruso. Alguns Dandies podem até não ter muita paciência com crianças, mas ainda assim morder e atacar não faz parte do seu temperamento. "Apenas um dos meus Dandies, que já morreu, não gostava muito dos meus netos; mas nunca os mordeu: sua atitude era sair de perto quando a brincadeira ficava mais violenta", diz Judy Boulton, dona de um casal de Dandies na Inglaterra. Seu relacionamento com outros animais domésticos costuma ser muito bom, mas a exemplo do que ocorre com a maioria das raças, apenas se eles morarem juntos desde filhotes. De preferência, não devem ser do mesmo sexo. Animais estranhos definitivamente não são bem-vindos. Sua coragem desproporcional ao tamanho pode dar margem a encrencas com cães maiores - por isso, os proprietários têm de ficar atentos nos passeios e manter os portões bem fechados. Falando em passeios, carro é com ele mesmo. E o que é melhor: os Dandies costumam se comportar muito bem nas viagens, sejam curtas ou longas. Além de não ocuparem muito espaço, quase sempre acomodam-se no seu canto, não enjoam e ficam o tempo todo tranqüilos, muitas vezes até dormindo. "Ou eles ficam sentadinhos no banco ou ficam em pé na janela", relata a inglesa Judy Hill, proprietária de quatro Dandies. Ainda que não sejam os maiores indicados para guarda, sua valentia e senso de proteção podem compensar o pequeno tamanho. Judy Boulton se lembra quando, certa vez, levou um de seus Dandies e o filho para pescar. "O Dandie guardava com muita atenção os peixes que íamos pescando e colocávamos sobre uma pedra; latia ameaçadoramente a quem se aproximava, sem se importar com os outros pescadores", comenta, orgulhosa.

DONO DO DONO

O Dandie tem uma personalidade forte, e normalmente reluta a obedecer ordens. É como se dissesse: eu posso fazer isso, mas por favor não me obrigue. "O Dandie não é o tipo de cachorro que faz o que o dono quer apenas para agradá-lo; ele primeiro analisa a situação para ver se é favorável. Ele aprecia muito receber recompensas", diz Cathy Nelson, presidente do Dandie Dinmont Terrier Club, dos Estados Unidos. "Para contornar essa independência, o dono de um Dandie precisa impor autoridade desde cedo. Caso contrário, ele vira 'dono do dono' " , diz Janice. Um dos problemas mais comuns enfrentados pelos proprietários de Dandies "mandões" é não conseguir controlar os seus instintos de caçador, que permanecem fortes apesar de a raça não ser mais usada para o trabalho. Ele podem fugir atrás de "presas", como raposas, coelhos ou pequenos roedores; ou podem adquirir o mau hábito de cavar os jardins atrás de caças imaginárias. Como todo Terrier, os Dandies são especialistas em desentocar animais. Alguns "indisciplinados" podem ainda se tornar um tanto destrutivos. Regina Escribano, dona do Canil Dubrovinick, do Rio de Janeiro - RJ, é a única criadora de Dandies no Brasil (são dela os filhotes registrados em 1993), conta que já perdeu muitos chinelos graças aos dentes afiaods dos seus Dandies. Não que essa seja uma característica da raça, diz Cathy. Mas eles são espertos o suficiente para saber como chamar a atenção. Além disso, os mais afoitos Dandies podem querer descarregar as suas energias nos móveis, tapetes e sapatos, caso não possam se exercitar adequadamente. Providenciar oportunidades para os Dandies se exercitarem não é lá muito difícil. Não são paradões, mas também não são aqueles que ficam pulando de um lado para o outro o tempo todo. Por isso, é possível ter um Dandie num apartamento, contando que ele saia para passear pelo menos uma vez por dia, durante mais ou menos uma hora. Quem tem bastante espaço em casa, como um jardim ou quintal, pode restringir os passeios a saídas eventuais nos fins de semana. Para Janice, além de passear com eles é importante proporcionar chances de brincarem sozinhos e soltos. "Para serem felizes, os Dandies têm de conviver com a família", diz Betty-Anne Stenmark, ex-presidente do Dandie Dinmont Club of America e criadora de Dandies há 21 anos nos EUA.

MARATONA

Um cão com tantas particularidades e tão raro dá trabalho, custa caro e tem de ser muito bem escolhido. Segundo Regina, o maior problema é encontrar ninhadas disponíveis, mesmo no Exterior. Para adquirir a sua primeira fêmea, ela teve de se submeter a uma verdadeira maratona. "Fui atraída pelos olhos expressivos dos Dandies através de uma fita de vídeo sobre a Westminster de 1991", diz. No ano seguinte, Regina contatou a criadora Cathy Nelson pelo telefone e viajou pessoalmente até Nova York para assistir à Westminster, uma das maiores exposições de cães do mundo. "Levei um colar de pedras brasileiras de presente, e insisti para que Cathy o usasse; disse que iria dar sorte". Dito e feito: o cão pegou o primeiro lugar entre todos os Terriers participantes. "Foi um acontecimento raro; há 42 anos o Dandie não ganhava", relata Regina. "Assim, conquistei a simpatia da criadora americana e consegui comprar uma das filhas do Dandie 'campeão'." Regina comenta que em decorrência dessa raridade, conseguir bons acasalamentos não é uma tarefa simples. Os poucos parceiros estão espalhados pelo mundo. Quem se candidatar a proprietário de um Dandie deve saber que além de esperto, ativo e curioso - sinais que demonstram boa saúde - um bom filhote tem que ter olhos escuros, lombo mais alto do que os ombros, focinho curto, nariz (trufa) preto e cauda portada quase reta, na altura das costas. Os Dandies podem ser de cor mostarda ou pimenta. Os filhotes nascem mais escuros e clareiam a partir da quarta semana de vida: os mostardas nascem marrons-escuros, e os pimentas nascem pretos. Somente com seis meses apresentam a cor definitiva. O topete característico da raça, assim como a "barba" e a "saia" (espécie de franja de pêlos sedosos que crescem a partir das laterais do dorso e podem ir até o chão) começam a aparecer por volta dos quatro meses, e podem estar completas somente aos dois anos. Como boa parte da pelagem dos Dandies é áspera e dura, não embaraça fácil e portanto dispensa muita escovação. Para mantê-la em ordem, basta escovar uma ou duas vezes por semana, dando mais atenção ao pêlo que nasce por baixo, ao topete, às franjas e à saia, onde os fios são mais macios e sujeitos a formar nós. Muito banho não é recomendável: excesso de shampoo pode amaciar o pêlo duro, tirando a sua característica. A freqüência ideal de banhos varia muito de acordo com a vida que o cão leva; mas é bom evitar que os intervalos sejam menores do que um mês. Se ele se sujar antes disso, devem-se lavar apenas as partes onde o pêlo é mais macio. Um Dandie que vive apenas como companheiro do dono e não freqüenta exposições, não precisa de tosa. Já os expositores costumam fazer "stripping" (técnica que consiste em arrancar os pêlos) a cada cinco meses, em média. Na Inglaterra, a preferência é por deixar o Dandie com uma aparência mais natural, tosando com tesoura o topete e a saia e fazendo stripping pelo corpo inteiro. Nos Estados Unidos, além disso, o topete e a saia são mais trabalhados e usa-se máquina nas orelhas, exceto no brinco, e na região genital. Pode-se ainda recorrer à tesoura para aparar a saia e os pêlos que nascem entre as almofadas das patas, diz Regina. Os pêlos de dentro do ouvido precisam ser arrancados semanalmente, para evitar que a cera acumule, o que pode causar infecções. Em seguida, limpa-se a região com algodão embebido em óleo infantil. Quanto à alimentação, os criadores recomendam regular a ração e evitar petiscos, pois os Dandies são bastante gulosos e têm tendência a engordar. Um Dandie acima do peso tem maiores chances de desenvolver problemas de coluna - principalmente se ele precisar subir e descer escadas constantemente. Embora os Dandies tenham coluna longa, porém flexível - ao contrário dos Dashchunds, que têm a coluna rígida e são mais sujeitos a esse tipo de problema - dores nas costas também podem aparecer neles. "A solução é prendê-los para descansar por aproximadamente duas semanas", diz a criadora Betty-Anne. Massagens surtem um bom efeito. Em casos graves, pode ser preciso recorrer a cirurgia. A gula pode provocar ainda um problema comum nos Dandies, conhecido como Garbage Can Enteritis, ou "enterite da lata de lixo". Trata-se de um bloqueio do intestino por engolir acidentalmente objetos que coletam por toda a parte, sempre em busca de coisas para comer. Perda de apetite repentino pode ser um sinal da doença. O tratamento é sempre cirúrgico. Mau funcionamento da glândula tireóide (hipotiroidismo) também pode afetar a saúde dos Dandies, principalmente dos adultos. O problema parece ser de nascença, mas as causas ainda não estão suficientemente esclarecidas. Os primeiros sintomas são queda do subpêlo macio, obesidade, enegrecimento do abdômen e muita sensibilidade ao frio ou ao calor. Na hora de acasalar, os criadores recomendam misturar exemplares cor de pimenta e mostarda. Isso porque dois pimentas somente geram filhotes pimentas. Cruzamentos contínuos entre pimentas podem ocasionar filhos pretos, cor não permitida pelo padrão. Já dois pais mostardas podem ter parte dos filhotes mostarda e parte pimenta. Nesse caso, o problema de repetir acasalamentos entre mostardas por várias gerações é o de obter filhotes "pálidos", tão indesejáveis quanto os pretos.

SAÍDO DE LIVRO

Alguns autores acreditam que os Dandies descendem de uma antiga variedade de Terriers criados por ciganos na região onde hoje é fronteira da Inglaterra com a Escócia. Há ainda quem sustente que os Dandies são fruto de cruzamentos de Otterhound (um cão de caça inglês) com Scottish Terrier antigo, ou então de Skye e Bedlington Terrier. Eles teriam o pêlo totalmente duro no começo, característica importante para minimizar as conseqüências das mordidas dos roedores, sua principal presa, quando a função mais importante era desentocar texugos nas florestas. Posteriormente, a sua adaptação como cão de casa foi responsável pela seleção de exemplares com pêlos mesclados e aparência mais atraente. O nome da raça saiu de um romance do escritor britânico Sir Walter Scott, editado em 1814. O personagem principal da história chamava-se Dandie Dinmont. Tinha uma matilha de seis pequenos Terriers, cuja descrição era muita parecida a do Dandie atual. Dizem que o personagem - e seus cães - foram inspirados num camponês que morava na região. No livro, os cães eram chamados de Pepper e Mustard devido à sua cor: alguns era cinza-prata e outros tinham a pelagem em tons de amarelo-escuro. O padrão adotou essas cores como únicas aceitas.

PADRÃO OFICIAL

CBKC nº 168 de 12/05/1994 FCI nº 168 de 24/06/1987 Classificação FCI: Grupo 3: Terriers.Seção 1: de Médio e Grande Porte.
País de origem: Grã-Bretanha.
Nome no país de origem: Dandie Dinmont Terrier.
Utilização: caça.
Prova de trabalho: para o campeonato, independente.

APARÊNCIA GERAL:
cabeça característica, com um belo revestimento de pêlos sedosos e olhos grandes e cheios de inteligência e sensatez, que compensa um tronco longo, baixo, comparável ao da doninha. Membros curtos e fortes; pêlo resistente às intempéries.

CARACTERÍSTICAS: Terrier repleto de energia e apto ao trabalho.

CABEÇA E CRÂNIO: cabeça solidamente construída, forte mas, proporcionada ao porte do cão. Os músculos maxilares apresentando um desenvolvimento extraordinário. O crânio é largo, e diminui gradualmente de largura em direção aos olhos. A distância do canto medial do olho ao occipital é quase igual à largura entre as orelhas. A testa é bem arqueada. A cabeça é revestida de uma pelagem muito macia e sedosa, que não deve ficar limitada a um simples topete. A bochechas diminuem gradualmente em direção ao focinho que é alto e forte. A cana nasal mede três quintos do comprimento do crânio. A face dorsal do focinho comporta uma região triangular cujo vértice fica dirigido para trás, em direção aos olhos e, cuja base mede cerca de 2,5 cm à trufa. A trufa é preta.

OLHOS:
cor castanho escuro saturado. Inseridos bem separados e baixos, são vivos, grandes, redondos bem cheios mas, sem serem protuberantes.

ORELHAS:caídas. Inseridas baixas, bem para trás e bem separadas. Inteiramente pendentes contra as faces com uma ligeira elevação na base, onde são largas afinando quase em ponta. A linha anterior das orelhas forma uma linha quase reta, da base até a ponta. Tanto a cartilagem quanto a pele das orelhas são muito finas. O comprimento total das orelhas é de 7,6 a 10,2 cm. A cor da pelagem das orelhas deve se harmonizar com o restante da pelagem.
Quando a cor da pelagem é pimenta, as orelhas são revestidas de uma pelagem macia, reta e escura (em alguns casos, praticamente preta). Nos exemplares de cor mostarda, a pelagem da orelha também deve ser mostarda, num tom mais escuro que o restante da pelagem mas, jamais preta. Tanto um quanto o outro devem ter uma fina franja de pêlos claros nascendo em torno de 5 cm da ponta, de coloração e textura quase idênticas às do topete, parecendo emprestar à orelha um certo destaque. É possível que esta franja apareça com a idade de dois anos.

BOCA: axilares fortes, com uma articulação em tesoura perfeita (1), regular (2) e completa (3), isto é, os incisivos superiores recobrem os inferiores em contato justo e são engastados ortogonalmente aos maxilares. Qualquer prognatismo é considerado falta. Os dentes são muito fortes e, em particular os caninos, os quais são extraordinariamente desenvolvidos para o seu porte. Os caninos articulam-se bem para proporcionar a presa mais forte possível e a potência mais terrível. A mucosa interna da boca é preta ou de cor escura.

PESCOÇO: muito musculado, bem desenvolvido e forte, oferecendo grande potência. Bem inserido nos ombros.

ANTERIORES: as escápulas são bem inclinadas mas, sem rusticidade. Os membros anteriores são curtos, com um desenvolvimento formidável tanto dos músculos, quanto da ossatura; bem afastados, com o peito bem descido entre eles. Os antebraços prolongam a linha do antepeito, com patas que são voltadas para frente ou ligeiramente desviadas para fora, em stay. Membros arqueados são defeito grave.

TRONCO: longo, forte e flexível. As costelas são bem arqueadas e redondas, o peito é bem desenvolvido e profundo; o dorso muito baixo no nível dos ombros, apresentando uma ligeira curvatura descendente e, por conseqüência, um arqueamento no nível do lombo e uma caída suave e gradual do topo do lombo até a inserção da cauda. Toda a linha inferior é bem musculada.

POSTERIORES: os membros são pouco mais longos que os anteriores e muito afastados entre si, mas não separados numa atitude forçada. As coxas são bem desenvolvidas. Os joelhos são angulados e os jarretes curtos. Costuma-se excisar os ergots, se existentes.

PATAS: redondas e providas de bons coxins. As posteriores menores que as anteriores. As unhas são pretas mas, de nuance variada segundo a cor da pelagem. Patas espalmadas ou pés chatos são faltas graves.

CAUDA: preferencialmente curta, de 20 a 26 cm, muito espessa na raiz, mantendo a espessura por 10 cm, adelgaçando em seguida até a extremidade. A cauda não pode ser torta ou enrolada de forma alguma mas, apresenta uma curvatura análoga à de uma cimitarra. Quando em movimento, a ponta da cauda se mantém na perpendicular que passa pela sua raiz. Não deve ser inserida nem muito alta nem muito baixa. Quando fora de ação, o porte da cauda é alto, um pouco acima da linha superior.

MOVIMENTAÇÃO: a propulsão é proveniente dos posteriores, corretamente direcionada para a frente fornecendo um passado flexível, fluente e fácil, com bom alcance dos anteriores. A movimentação afetada, dura, saliente e quando os membros anteriores se entrecruzam é altamente faltosa.

PELAGEM: característica muito importante da raça. Dupla, com subpêlo macio, que se assemelha à gaze, e o pêlo mais duro, sem ser de arame, ao toque parece áspero. Os pêlos não devem se repartir no dorso fazendo uma linha mas, devem formar tufos, por causa dos pêlos duros que atravessam o subpêlo macio. Os membros anteriores têm uma franja de 5 cm, aproximadamente. A face dorsal da causa é revestida de pêlos duros de arame e a face ventral de pêlos menos duros, apresentando uma franja bem desenhada, de pêlos mais macios.

COR: pimenta ou mostarda. - Pimenta: vai do preto estendendo-se sobre o azul escuro até o cinza prata claro; as tonalidades intermediárias são preferidas. A cor do tronco desce bem pelos ombros e a garupa, fundindo-se, gradualmente, com a cor dos membros, que varia segundo a cor do tronco, do castanho intenso ao fulvo prateado. - Mostarda: vai do marrom avermelhado ao fulvo pálido. O topete abundante é branco creme. Os membros e as patas têm um tom mais escuro que a da cabeça. Para ambas as cores, as franjas dos membros anteriores são mais claras que a cor da pelagem da face anterior. Um pouco de branco, no antepeito, e nas unhas é admitido. Patas brancas são defeito. A pelagem da face ventral da cauda é um pouco mais clara que a da face dorsal, o qual deve ser mais escura que a pelagem do tronco.

PESO:8 a 11 quilos para os cães em boas condições de trabalho. Preferem-se os pesos mais leves.

FALTAS:qualquer desvio dos termos desse padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção da sua gravidade.

NOTA: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal. (1) Perfeita - articulação em tesoura, onde, na oclusão, os incisivos superiores ultrapassam os inferiores até a metade, tocando-os pela frente, com as suas faces internas. (2) Regular - com todos os incisivos alinhados. (3) Completa - todos os incisivos estão, igualmente, articulados em tesoura.

PARA SABER MAISClube: The Dandie Dinmont Terrier Club; 44, Longsight Road. M. Staincross, Barnsley, South Yorkshire - England - 5756 HD, Tel.: (00441226) 38-3783. Livro: The Dandie Dinmont Terrier, de John Gordon, Ed. Nicholson & Watson, Londres - Inglaterra.

Agradecemos aos entrevistados, à criadora escocesa Deidre McLeod; à criadora e juíza inglesa e membra do Southern Dandie Dinmont Terrier Club, Elizabeth Hewitt; e à consultoria técnica de José Pedutti Neto, juiz de todas as raças pela CBKC. Reportagem: Sílvio Muto. Texto: Léa De Lucca. Foto: Luiz Henrique Mendes. Prop.: Canil Dubrovinick, Jacarepaguá - RJ.
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