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Amantes da raça alertam para a importância das características físicas ideais
do Dobermann, que fizeram sua fama de excelente defensor Dobermann brasileiro
esta passando pela pior fase dos últimos 20 anos. Esta é a opinião de José Peduti
Neto, juiz de todas as raças há 30 anos, que já julgou mais de dois mil Dobermanns
no Brasil e no Exterior. E não é só ele que pensa assim: vários adestradores e
criadores também. "A situação da raça está péssima. Muitas vezes eu saio para
comprar um Dobermann e acabo desistindo", diz o adestrador Carlos Rangel, administrador
da empresa de segurança Pires, que já adestrou cerca de 300 Dobermanns em seus
24 anos de experiência. "A qualidade do plantel decaiu muito pois reduziu-se o
número de criadores que investiam na raça, importando e enviando fêmeas para acasalar
no exterior", afirma Zanizar Rodrigues da Silva, criador há 14 anos pelo Zards
Kennel, em São Paulo, e juiz especializado na raça. A crítica rigorosa desses
especialistas refere-se a incorreções físicas que prejudicam uma das marcas registradas
da raça: a agilidade. Ela foi um dos fatores decisivos para a eleição do Dobermann
como a melhor raça de guarda entre as sete mais populares, por três conceituados
adestradores (edição 197 de Cães & Cia). Dos 15 critérios avaliados, três tinham
relação com agilidade, e somente o Dobermann se destacou em todos: "capa-cidade
de correr e saltar ameaçadoramente", "agilidade ao lutar" e "facilidade de fazer
a ronda". Como os próprios entrevistados ponderam, uma redução da agilidade compromete
o potencial máximo do Dobermann em situações em que perder alguns segundos pode
ser decisivo. MOVIMENTAÇÃO Correr e pular sem parar
no portão ajuda a intimidar os passantes. É uma encenação desgastante que cansa
fácil outras raças menos ágeis e mais pesadas - mas não um bom Dobermann. A raça
também se destaca pela habilidade de saltar em todas as direções e desviar de
chutes, tiros e facadas. Isso reduz a vulnerabilidade durante um confronto. E
tem mais: com um salto rápido e certeiro, pode impedir que um bandido use uma
arma. Suas qualidades físicas permitem ainda percorrer um terreno por um bom tempo
sem se cansar. Essa capacidade é importantíssima para defender sítios ou terrenos
industriais. Um bom Dobermann também consegue correr em alta velocidade, o que
facilita perseguições a invasores. "Quanto menor o tempo para trocar de passada
e maior o passo, maior a velocidade e menor o gasto de energia", explica Peduti.
Ou seja: o cão corre mais e se cansa menos. Flexibilidade é outra característica
típica da raça: as pernas do Dobermann devem ser elásticas o suficiente para saltar
com facilidade. Quanto maior a propulsão, maior o pulo. E isso também é fundamental
numa perseguição, quando ele pode ter de transpor barreiras. Para desenvolver
todas essas capacidades - agilidade, velocidade e flexibilidade - o Dobermann
precisa ter um equilíbrio perfeito entre tamanho dos ossos, musculatura e encaixe
das articulaçães. Mas nem sempre é isso que se vê. ANGULAÇÕES
O que determina a abertura da perna e a capacidade de realizar movimentos
rápidos em todas as direções com desenvoltura são as boas angulações formadas
pelos ossos dos membros traseiros e dianteiros. A partir de 1990, diante da importância
das angulações principais, o padrão passou a especificá-las mais detalhadamente.
"Cerca de 60% dos Dobermanns que passam pela minha escola de adestramento têm
problemas de angulação", afirma João Pereira, juiz e adestrador há 23 anos, dono
do Canil Siborg (onde tem atualmente 16 Dobermanns), ex-instrutor do canil da
Polícia Militar e do Clube Bandeirante do Dobermann. Isso compromete tanto a agilidade
quanto a velocidade do cão. "Um Dobermann fisicamente correto demora apenas dois
segundos para sentar; um ruim demora o dobro", ilustra Pereira. "Pode parecer
insignificante, mas fará diferença caso o cão precise agir para evitar o disparo
do revólver de um ladrão, por exemplo", lembra. "Um cão de físico mais perfeito
realiza as atividades físicas com maior correção, é o que se presume. No entanto,
isso depende também do temperamento", observa Zanizar. Em provas nas quais resistência
e velocidade são testadas, cães mal angulados também perdem pontos. "Comparados
com um Dobermann correto, eles precisam dar o dobro de passos para fazer um percurso",
afirma Rangel. "Isso causa um desgaste físico maior e, portanto, mais cansaço,
comprometendo muito a cobertura de grandes extensões", completa. Pernas tortas,
muito compridas ou muito curtas também dificultam a atividade física. "Cerca de
30% dos cães que acompanho têm as pernas tortas", estima Pereira. "Eles cansam
antes e correm menos do que os outros", conta. "Cães com calcanhares virados para
dentro (jarretes de vaca) perdem alcance de passada e portanto têm maior dificuldade
de percorrer grandes distâncias", explica Peduti. "Os ligamentos começam a doer.
Alguns até chegam a mancar quando forçam muito e outros caem de joelhos depois
de um salto", fala Pereira. OSSO E MÚSCULO O peso dos
ossos e o tamanho dos músculos são determinantes da movimentação típica da raça.
A partir de 1990, o padrão também mostra preocupação com isso: aumentou a altura
máxima permitida, introduziu o peso que o cão deve ter e passou a considerar "falta
desqualificante" em pistas de julgamento qualquer variação maior que dois centímetros
- para mais ou para menos. Cães leves não têm massa e substância. Já os muito
pesados têm menos agilidade, velocidade e flexibilidade. No caso do Dobermann,
desvios para menos são os mais freqüentes, e devem ser evitados. Afinal, um Dobermann
"fino" demais pode ser muito ágil, mas não assusta ninguém e perde o impacto no
ataque. Rangel cita um caso que aconteceu na casa de um amigo, com três Dobermanns
de estrutura leve e um Dogue Alemão tomando conta de seu quintal. Certa vez, o
dono estava viajando e um homem invadiu a casa. Encontraram o ladrão morto do
lado de fora (provavelmente pela mordida do Dogue, devido à extensão do estrago)
e os três Dobermanns esfaqueados. Ou seja, o ladrão sozinho venceu os três ao
mesmo tempo, e ainda conseguiu pular o muro. Os entrevistados dizem que falta
ossatura a muitos Dobermanns no Brasil. "Alguns mais parecem galgos", observa
Peduti. "Ossos finos aumentam a vulnerabilidade a chutes e quedas, e podem levar
a fraturas e torções", lembra Rangel. "Um dos meus cães de ossatura harmoniosa
mas leve torceu a pata dianteira pulando um obstáculo e ficou traumatizado", comenta.
Outro caso que Rangel relata é o de um Dobermann que, durante um ataque, quebrou
a perna em três partes, devido à formação óssea comprometedora. Ainda que o cão
tenha perseguido e lutado com o ladrão, imobilizando-o (atitude para a qual havia
sido treinado), se não tivesse o problema, teria evitado essas fraturas e a cirurgia
de alto custo à qual teve de ser submetido. Os cães de ossatura leve às vezes
são excessivamente pernaltas, o que os deixa desequilibrados. "Já tive uns quatro
mais altos do que o permitido pelo padrão, aqui no meu canil: eles tinham a mobilidade
comprometida, dificultando a reação em um ataque", conta. Por outro lado, um Dobermann
grande, com ossatura muito pesada e pouca massa muscular, fica mais lento, e tem
maior dificuldade de saltar e correr do que os proporcionais. Outro problema que
eventualmente aparece são cães com pernas excessivamente longas, pois ficam sem
equilíbrio. Segundo os entrevistados, também está faltando massa muscular aos
Dobermanns brasileiros. Na verdade, uma coisa é conseqüência da outra. Cães com
estrutura óssea delicada normalmente têm músculos menores, pois o potencial de
crescimento deles depende do volume dos ossos. Sem uma boa musculatura, um cão
de guarda perde força, resistência e velocidade para se impor em uma luta. Pouca
musculatura também prejudica a capacidade de saltar: o Dobermann precisa de músculos
para alimentar seu "sistema propulsor". Junto com angulaçães corretas, são músculos
bem-delineados que permitem a grande mobilidade e velocidade do Dobermann. A musculatura
também tem um papel importante na resistência do cachorro em corridas e caminhada
s. O extremo oposto, ou seja exemplares exageradamente musculosos, é raro, mas
igualmente indesejável: músculos em excesso deixam o cão pesado demais, e comprometem
sua agilidade. "A segurança com cães de guarda exige que eles sejam, na medida
certa, resistentes, fortes e velozes tanto para defender adequadamente o território
como para tentar reduzir a vantagem das armas de fogo", define Rangel. MORDIDA
Uma das armas mais poderosas de um cão de guarda é a sua mordida. Num ataque,
a capacidade de abocanhar corretamente, fixar os dentes e segurar a "presa" é
o que faz a diferença entre o sucesso ou o fracasso. Por isso, o Dobermann deve
ter mandíbulas fortes, e mordida ampla: o focinho tem de ser largo na região dos
dentes da frente; e sua boca, quando aberta, deve alcançar até os molares. A dentição
tem de ser completa, e a mordedura, em tesoura (os quatro dentes da frente da
arcada superior devem se sobrepor aos quatro de baixo). Isso praticamente impossibilita
retirar algo que esteja sendo mordido pelo cachorro, enquanto sua boca permanecer
fechada. "Ao lado dos dentes incisivos, os caninos, mais longos, funcionam como
uma trava que se finca e segura firme", diz Rangel. Têm aparecido alguns cães
prognatas - com os dentes inferiores fechando à frente dos de cima, como nos Buldogues.
O Dobermann tem um focinho longo que, ainda que deva ter boa largura na região
dos dentes da frente, não é tão largo como nas raças naturalmente prognatas. Isso
significa que quando ele morde, a área de apoio é pequena e exige um encaixe mais
perfeito para fixar bem a presa. Um Dobermann prognata não consegue. "É o que
observamos nos treinos: fica fácil tirar da boca deles a luva usada para receber
as mordidas durante o ataque, porque suas mandíbulas têm menos pressão", conta
Rangel. Se o cão resistir, terá de fazer muita força, e ficará mais cansado. Quando
faltam dentes, o cão sente dor ao morder e sua gengiva pode até sangrar. O dente
que faria "par" com o que está ausente pode machucar a gengiva quando o cão aperta
as mandíbulas para morder com força. A gravidade do problema vai depender de quais
dentes estão faltando. "A falta de dentes da frente é pior do que a falta de dentes
de trás, sobretudo se for um canino ou um outro dente grande", explica Rangel.
O próprio cachorro entende que falta de dentes ou mordida errada atrapalham a
eficiência do ataque - muitos deles perdem o interesse durante essa parte do treinamento.
"Já vi isso acontecer com um prognata durante uma prova de adestramento", revela.
"Apenas um cão com grande agressividade não seria prejudicado no trabalho pela
falta de dentes", acrescenta Zanizar. SOLUÇÕES Escolher
um filhote que se transforme num adulto próximo da perfeição não é tarefa fácil
nem para os especialistas, muito menos para um leigo. No Dobermann, a maioria
dos defeitos é sutil, e outros não aparecem em filhotes novinhos. Com dois meses,
um Dobermann já deve ser robusto e passar a impressão de força. Verifique a ossatura
de braços e pernas, que devem ser grossos e proporcionais ao corpo. Mas ainda
assim, nessa idade, tudo pode mudar e a garantia de uma ossatura adequada não
é plena. É possível, ainda, fazer uma série de brincadeiras para testar o temperamento.
Jogue uma bolinha rasteira ao chão em um ambiente que não tenha barulhos ou movimentos
que dispersem a atenção dos filhotes. Veja quais exemplares vão buscá-la. Esse
teste serve para detectar como é o instinto de guarda do filhote. "Descarte os
que não forem atrás dela, pois mostram que não gostam de ser comandados", observa
Pereira. Jogar um molho de chaves no chão também é útil para checar a curiosidade
e o destemor do filhote: mesmo com dois meses, não deve se assustar. Isso é tudo
que se pode observar no filhote até quatro meses. Daí em diante, já é possível
analisá-lo de forma mais ampla. Observe os aprumos (pés têm de ser virados para
a frente, e as pernas, paralelas); os metatarsos (osso entre os dedos e o calcanhar)
têm de estar perfeitamente perpendiculares ao chão, quando vistos de trás. Observe
ainda se as patas dianteiras estão muito apoiadas no chão, se os pés estão virados
para dentro ou para fora, se os dedos são muito separados, e se os cotovelos estão
muito perto do chão - todas essas características são indesejáveis. A movimentação
também já pode ser verificada. Leve-os para caminhar por uns 20 metros e veja
quais "trançam" as pernas (trançar uma ou duas vezes é normal; mais é sinal de
problemas). O melhor é comprar o filhote com seis meses ou mais. Nessa fase, suas
características estão mais definidas, e a dentição já está completa. Para testar
o instinto de guarda, por exemplo, ameace-o com uma vara enquanto ele está preso
a uma coleira peitoral com a guia frouxa. "Se ele procurar a proteção do dono,
é sinal de medo e total insegurança; o correto é ele se aproximar com curiosidade,
mostrando ser equilibrado e corajoso", diz Rangel. O problema é que normalmente
as ninhadas são vendidas antes dos seis meses. SAÚDE
Tão importante quanto escolher um filhote de boa estrutura é comprar um saudável.
Entre as doenças hereditárias mais comuns no Dobermann estão a Cardiomiopatia
(alteração do funcionamento do coração, como a dilatação que provoca problemas
de circulação sangüínea), Síndrome de Wobbler (má formação das vértebras cervicais),
Hipotiroidismo (distúrbio da tireóide, mais comum em fêmeas), e Doença de Von
Willebrand (deficiência de coagulação sangüínea). "Todas as famílias de Dobermanns
carregam a Cardiomiopatia em seu sangue, em maior ou menor grau", afirma o veterinário
paulista Edgar Morales Brito - que já cuidou de mais de 2 mil Dobermanns em 13
anos, é juiz especializado na raça e criador há 25 anos pelo Canil Von Weissensee,
em São Paulo. Normalmente aparece de forma súbita e leva, imediatamente, à morte.
"Em meu consultório, cerca de 10% dos Dobermanns tiveram Cardiomiopatia", estima
o veterinário Ailton Blois, que já tratou cerca de mil exemplares nos últimos
23 anos. Segundo Edgar, a Síndrome de Wobbler acomete 5 % dos exemplares que atende,
e o Hipotiroidismo cerca de 30 %. A Síndromede Wobbler aparece com mais freqüência
em Dobermanns entre três e seis anos. O cão começa a andar cambaleante, podendo
até ficar completamente paralisado. No Hipotiroidismo, os sintomas são excesso
de peso, letargia e problemas de pele. Só pode ser detectado por testes de laboratório.
Já a Síndrome de Von Willebrand afeta cerca de 2 a 3% dos Dobermanns que passam
pela clínica de Blois. Nesses, cortes provocados por qualquer ferimento sangram
sem parar. Entre as doenças adquiridas, as mais comuns são problemas de pele como
acne e alergias: pelo menos uma vez na vida, quase todo Dobermann vai ter uma.
Para evitá-la, recomenda-se redobrar cuidados com a higiene e do local onde o
cão vive. Irritaçães oculares também são bastante freqüentes na raça: 80% dos
Dobermanns sofrem desse mal, estimam Blois e Brito. "Existem evidências de que
ocorrem devido ao formato dos olhos do Dobermann", diz Brito.
| | PADRÃO
OFICIAL Nomes: no país de origem: Dobermann Pinscher. EUA - Doberman
Pinscher. CBKC: Doberman. CBKC: nº 143, de 2/8/94 FCI: nº 143d, de 14/2/94 País
de origem: Alemanha Aparência Geral: o Dobermann é um cão de porte médio, forte
e musculosamente construído. Através das elegantes linhas de seu corpo, sua estatura
arrogante e sua expressão de determinação, ele configura a estampa de um cão ideal.
Proporções Importantes: o tronco do Dobermann se afigura quase quadrado, particularmente
no machos. O comprimento do tronco, medido desde a ponta do ombro até a ponta
do ísquio (nádegas), nos machos, não deve ser maior que 5% da altura na cernelha
e, nas fêmeas, 10%. Comportamento e Temperamento: a altitude do Dobermann é amigável
e calma; muito devotado à família, ele ama as crianças. E desejável um temperamento
e aspereza médios. É exigido um limiar de excitação médio com um bom relacionamento
com seu dono. De fácil aprendizado, o Dobermann adora o trabalho, devendo possuir
para tal, expressiva habilidade, coragem e dureza. São também exigidos os valores
de autoconfiança e intrepidez, como também, adaptabilidade e atenção para se encaixar
no ambiente social. CABEÇA Região do Crânio: robusta
em proporção ao tronco. Visto por cima, a cabeça tem um contorno moderadamente
cuneiforme. Visto pela frente, o topo do crânio é quase horizontal sem descair
para as orelhas. De perfil, a linha superior do focinho é quase reta, em relação
à linha superior do crânio, a qual se arredonda sutilmente para a linha superior
do pescoço. A arcada superior é bem desenvolvida, sem protrusão. O sulco sagital
é brandamente visível. O occipital não deve ser eminente. Vistas de frente e de
topo, as faces da cabeça não devem ser salientes. O suave arqueamento entre a
região posterior da maxila e o osso malar deve se harmonizar com o comprimento
total da cabeça, cujos músculos devem ser bem desenvolvidos. Stop: suave mas visivelmente
desenvolvido. REGIÃO FACIAL Trufa: narinas desenvolvidas,
mais para largas que para redondas, com aberturas amplas, sem protrusão no conjunto.
Pretas nos cães pretos, nos marrons, cores correspondentes mais claras.
Focinho: em proporção correta com o crânio, devendo ser fortemente desenvolvido
e com profundidade. A abertura da boca deve ser ampla, alcançando os dentes molares.
Na região dos incisivos, superiores e inferiores, o focinho deve ter boa largura.
Lábios: pele bem ajustada e bem modelada aos maxilares, o que garante
uma oclusão totalmente cerrada da boca. O pigmento das gengivas deve ser escuro;
nos cães marrons a nuança é correspondente e mais clara. Maxilares/Dentadura/Dentes:
maxilares poderosos, tanto o superior quanto o inferior, mordedura em tesoura,
42 dentes corretamente engastados e de tamanho médio. Olhos: de tamanho médio,
ovais e de cor escura. Nuanças mais claras são permitidas em exemplares marrons.
Pálpebras bem ajustadas e revestidas pela pelagem. Alopecia das pálpebras é altamente
indesejável. Orelhas: de inserção alta, portadas eretas e operadas com um comprimento
proporcional à cabeça. Nos países cuja otectomia (cirurgia estética de orelha)
é proibida, as orelhas inteiras são igualmente reconhecidas (de preferência, tamanho
médio, com a borda anterior caindo rente às faces). Pescoço:
de bom comprimento, sendo proporcional ao tronco e à cabeça. É seco e musculado.
O contorno emerge gradualmente, com uma curvatura suave. Portado empinado exibe
muita nobreza. TRONCO: Cernelha: pronunciada tanto no
comprimento quanto na altura, especialmente nos machos, determinando, desse modo,
a inclinação da linha superior subindo da garupa para a cernelha. Dorso: curto
e firme, de boa largura e bem musculado. Peito: de comprimento
e largura em correta proporção ao comprimento do tronco. A profundidade, com costelas
suavemente arqueadas, deve ser de, aproximadamente, 50% da altura na cernelha.
Peito de boa largura e antepeito especialmente bem desenvolvido. Lombo: de boa
largura e bem musculado. A fêmea pode ser mais longa no lombo em razão da necessidade
de espaço para a lactação. Linha inferior: do final do esterno à pélvis perceptivelmente
esgalgada. Garupa: suavemente caída, dificilmente perceptível
do osso sacro à raiz da cauda, parecendo bem arredondada, sem ser reta nem muito
caída, de boa largura e bem musculada. Cauda: de inserção alta
e amputada curta, na região aproximada da articulação da segunda com a terceira
vértebra caudal (duas vértebras caudais permanecem visíveis). Nos países cuja
caudectomia é proibida, a cauda pode permanecer íntegra. MEMBROS:
Anteriores: generalidades - visto de qualquer ângulo, são quase
retos, verticais e fortemente desenvolvidos. Ombros: escápula
bem ajustada contra o tórax, ambos os lados da borda da escápula são bem musculados
alcançando acima do ápice da vértebra torácica, o mais inclinado possível e bem
acoplado ao dorso. O ângulo com a horizontal é de, aproximadamente, 50%.
Braço: de bom comprimento, bem musculado, com o úmero fazendo um ângulo
com a escápula, aproximado de 110º a 115º. Cotovelo: trabalhando bem ajustado
ao tórax, sem ser para fora. Antebraço: forte e reto. Bem musculado.
Comprimento em harmonia com o corpo inteiro. Corpo: forte. Metacarpo:
ossatura forte. Visto de frente, reto. Visto de perfil, somente uma suave inclinação,
máximo 10º. Patas anteriores: pequenas e compactas. Dígitos bem
arqueados para cima (pés-de-gato). Unhas curtas e pretas. Posteriores:
generalidades - visto por trás, o Dobermann parece, por causa do seu bom desenvolvimento
muscular pélvico na coxa e garupa, largo e arredondado. Os músculos correndo do
osso pélvico para a coxa e a perna resultam numa largura bem desenvolvida, assim
como na região das coxas; na região da articulação dos joelhos e nas pernas. Os
posteriores fortes, retos e paralelos. Coxa: de bom comprimento
e largura, bem musculada. Boa angulação coxofemoral, fazendo um ângulo aproximado
de 80º a 85º com a horizontal. Joelho: articulação forte, sendo formada pela coxa
com a perna, bem como a rótula. Angulação aproximada de 130º. Perna: de comprimento
médio e em harmonia com o comprimento total do membro posterior. Jarrete: médio
forte e paralelo. A tíbia articula-se com o metatarso na articulação do jarrete
(ângulo em torno de 140º). Metatarso: curto e vertical. Pata posterior:
como as anteriores, os dígitos são curtos, arqueados e compactos. Unhas curtas
e pretas. Movimentação: de especial importância tanto para a
capacidade de trabalho quanto para a aparência externa. Movimentação elástica,
elegante, ágil e boa cobertura de solo. Os membros anteriores alcançando o mais
longe possível. Os posteriores fornecendo uma propulsão elástica e de boa amplitude.
Anteriores e posteriores de lados opostos movendo-se simultaneamente. Apresenta
boa estabilidade nos posteriores, ligamentos e articulações. PELE:
ajustada, toda bem amoldada e bem pigmentada. Pelagem: Pêlos:
curtos, duros e retos. Muito bem assentos, lisos e igualmente distribuídos em
toda a superfície. Sem subpêlos. Cor: preto ou marrom, com marcações
vermelho ferrugem claramente definidas e limpas; no focinho, uma ilha em cada
face e acima dos olhos, no topo dos supercílios, na garganta, duas marcas no antepeito,
no metacarpo, metatarso e pés, na face interna das coxas, nos membros e sob a
cauda. TALHE: Altura: no ponto mais alto da cernelha.
Machos 68 - 72cm, fêmeas de 63 - 68cm. O tamanho médio é o desejado.
Peso: Machos em torno de 40 - 45 quilos e fêmeas em torno de 32 - 35 quilos.
Faltas: qualquer desvio dos termos deste padrão deverá ser considerado como falta
e penalizado na exata proporção de sua gravidade. Cabeça: muito
pesada; muito estreita; muito pequena; muito longa; muito pouco stop; nariz romano;
linha superior do crânio muito inclinada; mandíbula fraca; olhos redondos ou rasgados;
olhos claros; bochechas muito pesadas; lábios pendentes; olhos protuberantes ou
muito profundos; orelhas de inserção muito alta ou muito baixa; comissura labial
caída. Pescoço: ligeiramente curto; muito curto; pele solta na
garganta; barbela; muito longo (em desarmonia); pescoço de ovelha. Tronco:
falta de firmeza do dorso; garupa caída; oscilação de dorso; dorso carpeado; arqueamento
de costelas insuficiente ou excessivo; profundidade ou largura de peito insuficiente;
linha superior muito longa; falta de antepeito; cauda de inserção muito alta ou
muito baixa; esgalgamento insuficiente ou excessivo. Membros:
angulação muito aberta ou muito fechada; cotovelos soltos; desvio da posição padrão
e do comprimento de ossos e articulações; patas muito compactas ou espalmadas;
jarrete de vaca, expulsão de jarretes; jarretes muito juntos; patas abertas ou
cedidas; dedos tortos; unhas claras. Pelagem: marcação muito
clara ou de contorno indefinido; marcação suja; máscara muito escura; mancha preta
no metacarpo; marcação no peito quase invisível ou muito grande; pêlos longos,
macios, encaracolados ou foscos. Pelagem fina, alopecia; grandes tufos de pêlos
principalmente no tronco; subpêlo visível. Caráter: autoconfiança
inadequada; temperamento muito forte; aspereza muito alta; limiar de excitação
muito baixo ou muito alto. Talhe: desvio do tamanho em mais de 2cm no determinado
pelo padrão resulta baixo nível de qualidade. Movimentação: bamboleante;
curta ou dura; passo de camelo. Desqualificações: Gerais: características sexuais
acentuadamente reversas. Olhos: amarelos (olhos de falcão), olhos
louçados. Dentadura: prognatismo superior, mordedura em torquês, prognatismo inferior
e falta de dentes. Pelagem: manchas brancas, pêlos acentuadamente
longos ou ondulados, pelagem acentuadamente fina ou grandes áreas de alopecia.
Caráter: exemplares medrosos, nervosos ou agressivos.
Talhe: desvio maior que 2 centímetros. Nota: os machos devem apresentar
dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal. | |
Foto:Luiz
Henrique Mendes Prop:Arquivo Cães &Cia Direitos
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