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Gelson Leite entrou para história da cinofilia nacional por ser o primeiro juiz oficial de Agility no Brasil, na entrevista Gelson fala sobre sua filosofia de ensino, profissão e futuro do Agility no Brasil


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Quem são os patrocinadores do Agility?
Na estréia oficial do Agility brasileiro, em 29 de novembro de 1998, seis grandes marcas se uniram para patrocinar as provas que eram realizadas pela FECESP - Federação de Cinofilia do Estado de São Paulo. Mas em dez ou onze provas isso acabou. Não sei porque. As empresas queriam apenas que aquele primeiro momento do Agility fosse uma fonte de bons resultados para continuar a parceria de investimento. Acho que isso não aconteceu. Hoje uma dessas marcas de alimentos para cães e gatos é responsável pelo patrocínio do Agility oficial no Brasil. Outras marcas patrocinam duplas de condutores e seus cães.

No Brasil, quem está trabalhando com Agility ou fazendo coisas interessantes?
Felizmente, a ABRAFA não é a única escola de Agility do Brasil. Já existem outras que ensinam o esporte, o que pode ser comprovado em vários sites desse segmento do mercado. Acredito que quanto mais escolas de Agility surgirem pelo Brasil, melhor. Isso significará mais proprietários de cães revalorizando seus animais e investindo na Cinofilia Brasileira, desde que as escolas incentivem esses proprietários à prática do esporte e não usem seus instrutores como condutores de cães de clientes em campeonatos. Isso não tem nenhum valor para a expansão do Agility. O Agility precisa de um condutor para cada cão participante e não de um único condutor para vários cães participantes. Como juiz, quando sou convocado para arbitrar uma prova, devo ser totalmente imparcial. No momento do julgamento não me importa se o condutor é um proprietário ou um profissional e nem se ele representa essa ou aquela escola ou essa ou aquela marca patrocinadora. Faço valer o Regulamento de Agility da FCI. Mas como a função de um juiz não se restringe somente a julgar, apelo pelo bom senso das escolas, para que ajudem o Agility crescer.



Como está sendo a formação de profissionais de Agility pela ABRAFA?
Além de suas atividades diárias, a ABRAFA também realiza mensalmente um curso para a formação de Técnicos em E.B.O. (Educação Básica e Obediência Caninas) e Agility, com participação de 8 a 12 pessoas vindas de outros Estados. Aos formandos é dada a competência de montarem escolas para a divulgação das técnicas e metodologia de trabalho da ABRAFA em E.B.O. e Agility. Foi assim que nasceram a ABRAFA Ribeirão Preto e ABRAFA Itanhaém. Em breve, serão inauguradas também a ABRAFA Maceió, ABRAFA Ceará e ABRAFA Santana de Parnaíba


Você tem uma estimativa de quantas pessoas praticam Agility hoje no Brasil?
Em campeonatos oficiais da CBKC, quase cem. Em treinamento é impossível prever.

O que significa esse número comparado a outros países praticantes do Agility?

É um número muito pequeno, mas devemos nos lembrar que o Agility no Brasil teve início em 29 de novembro de 1998, enquanto que no mundo é praticado desde 1978, quando foi criado pelos ingleses. O Brasil chega lá.

Quais os cães que podem participar do Campeonato Mundial de Agility?
Todos os que tenham em primeiro lugar o pedigree e que integrem o ranking das Federações dos diversos países praticantes do Agility. Cães não homologados, ou seja, sem pedigree não participam.



Se uma pessoa quiser ser juiz de Agility precisa sair do país?
Não. Inclusive, recentemente, vinte e dois novos juizes de Agility foram aprovados nos exames da CBKC. Ao todo somos vinte e três juizes.

Qual o número de vagas existentes para as pessoas que desejam ser juizes?
Quem determina o número de vagas é a CBKC. Imagino que, pelo menos por enquanto, não serão abertas mais vagas. Os que desejarem fazer um curso poderão fazê-lo a qualquer momento, mas serão considerados apenas aspirantes a árbitros de Agility. Para que sejam Juizes de Agility precisarão ser homologados, ou seja, devem ser aprovados nos exames da CBKC.

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