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A aparência do Kerry Blue é obtida com a ajuda do corte estético da pelagem, introduzido pelos americanos, canadenses e ingleses, o que deu nova força à raça. Os Irlandeses, que o expuseram pela primeira vez em 1916, não o aparavam, arrumando-o apenas.

 
 


KERRY BLUE TERRIER

Bom companheiro, de visual incomum e origem recente, ele é ainda pouco conhecido. Foi há cerca de 4 anos que Thierry Gasparini Luize viu pela primeira vez um Kerry Blue Terrier. Lá estava ele, numa exposição cinófila, com o longo cavanhaque e o visual exótico que já atraíra Thierry em publicações especializadas. Começou, então, a visitar os expositores, Rogério Torres e Reynaldo Farah do Canil Longchamp em São Paulo-SP, de quem comprou o primeiro exemplar. Mas foi o convívio com este cão que conquistou Thierry por completo, revelando qualidades que o surpreenderam. Hoje ele se especializou na raça em seu Canil Turntable's de Americana-SP, onde tem 4 adultos. Em seu local de origem, as montanhas de Kerry, na Irlanda, onde surgiu há cerca de 150 anos, este terrier se acostumou a ajudar o homem em tarefas bem diversificadas. Um exemplar típico poderia de manhã reunir o gado para ordenha, de dia pastorear ovelhas, a tarde caçar roedores nos estábulos e de noite dormir com o dono para guardá-lo, além de às vezes acompanhá-lo numa caçada a aves e pequenos animais. O resultado é que quem esperar dele o temperamento teimoso imputado aos terriers em geral, terá uma grande surpresa. Encontrará um excelente companheiro, alegre, participativo de nosso dia-a-dia, pronto a se adaptar a todas as situações. Ao mesmo tempo ele é dócil e naturalmente obediente: não faz o que não queremos até mesmo quando está fora do nosso alcance visual. Seu porte médio lhe dá a vantagem de se impor mais do que outras raças de tamanho menor no momento de nos proteger, atividade que realiza com empenho. Dá o alarme com eficiência, não recua ao avanço de um estranho e pode chegar a morder. Dentro de casa compensa seu tamanho médio pela delicadeza nos movimentos. Ivone Tedesco de Americana-SP, tem uma Kerry Blue, com 11 meses, para companhia. Ficou apaixonada. Conta sobre seus pássaros de cristal e cerâmica espalhados em mesas e lugares abertos, dizendo que "ela nunca derrubou uma peça. Jamais pôs o nariz na mesinha ao lado da TV onde há guloseimas. Quando vai tomar banho no pet shop, desce do carro solta ao meu lado e vai até a caixa de transporte onde costuma ficar aguardando sua vez. Ao buscá-la, abro a caixa e ela me acompanha. Jamais estragou o jardim, nem roeu móveis ou roupas. É companheira maravilhosa, conquistou nossa família".

AZUL

A aparência do Kerry Blue é obtida com a ajuda do corte estético da pelagem, introduzido pelos americanos, canadenses e ingleses, o que deu nova força à raça. Os Irlandeses, que o expuseram pela primeira vez em 1916, não o aparavam, arrumando-o apenas. Para mantê-lo elegante, basta escovar e aparar periodicamente, sem precisar de papelotes nem de produtos e truques especiais usados em raças de pêlos longos. Sua pelagem tem outros atrativos. Aos 12 meses, a ondulação que era suave, se acentua. Até os 18 meses são permitidos pêlos negros. É nesta fase que passam por um clareamento a partir da base até se tornarem azuis, cor oficial raça, um cinza que vai do escuro ao claro, podendo chegar ao quase branco, às vezes com a cabeça, cauda e patas negras. "Em alguns aparecem até curiosos pêlos azuis, da cor dos jeans", conta Thierry. Pelo impacto de sua aparência e pela qualidade dos poucos exemplares que vieram ao Brasil (estima-se menos do que 10), o Kerry Blue tem se sobressaído em exposições. Foi duas vezes o melhor cão do Brasil, nos Rankings da CBKC em 1979 e 1987. Não raro, quando se apresenta em exposições de todas as raças, tem obtido o cobiçado Best in Show, ou seja, o melhor da exposição.

FICHA

Peso: 15 a 18 kg. Tamanho: Macho 46 a 50 cm, Fêmea 44 a 48 cm. Orelha: em forma de V, caída para frente. A dobra incorreta pode ser corrigida entre 8 e 12 semanas de idade com orientação do criador.

Pelagem: escovar 1 vez por semana ou mais se preciso. Aparar (trimming) a cada 2 a 4 meses.


Agradecimentos a Reynaldo Farah, do Canil Longchamp, São Paulo-SP pelas informações cedidas. Texto: Marcos Pennacchi Foto: Luiz Henrique Mendes. Prop.: Reynaldo Farah

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