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Ele é a menor raça branca do mundo e o mais antigo cão de companhia Você leva uma vida calma e quer um pequeno cão peludo que seja a sua cara? Compre um Maltês. Agora, se você é uma pessoa superativa e quer um pequeno cão peludo que seja a sua cara, compre um Maltês! A verdade é que entre as raças de porte diminuto e pelagem vasta, ele é o campeão absoluto em se amoldar ao estilo do dono. Caso more em um lugar sossegado, com pessoas que levem uma vida pacata, será o retrato fiel dessa tranqüilidade. Por outro lado, se o lema for agitação e atividade, numa casa onde crianças pequenas transpirem o ritmo inesgotável da infância ou mesmo adultos que vivam na correria exaustiva do mundo moderno, eis um cão a todo vapor, disposto para brincar e correr o dia todo. Wagner Fernandes que além de Maltês cria Lhasa Apso, Shih Tzu e Yorkshire, pelo Canil White Field, em São Paulo, é testemunha de que entre essas raças, o Maltês é a que mais reflete o estilo do dono. "O Yorkshire é sempre ativo, o Lhasa e o Shih Tzu tendem mais a um espírito tranqüilo e o Maltês incorpora o pique dos seus donos ", diz. "Já vendi exemplares para vários casais de idosos com a vida bem sossegada e os cães pareciam 'estátuas'; outros, que iam morar com crianças, viravam verdadeiros animadores de ambiente, brincando por horas a fio." Wagner é apenas um entre os diversos criadores que observam essa maneira peculiar de ser do Maltês. Guga Vinci Barranqueiras, do Canil La Vinci, em Jundiaí - SP, que cria Maltês e Yorkshire e tem 15 exemplares de cada um, considera notável a diferença entre as duas raças. "O Yorkshire tem um temperamento agitado que não se modifica muito, independentemente do ambiente", compara. "O Maltês fica do jeito que você quiser, assimila por completo o mundo em torno dele", constata Guga. A criadora de Maltês, Poodle e Yorkshire, Genalva Correia de Barros, do Canil Lord Leo, em São Paulo, acredita que essa flexibilidade da raça é a grande responsável pela satisfação dos novos proprietários. "Nunca tive uma reclamação daqueles que optaram por comprar um Maltês." De fato, a raça absorve como poucas o meio a que pertence, e a explicação para isso encontra suas raízes lá atrás, há milhares de anos. Conforme explica a cinóloga Hilda Drumond, que ministra cursos sobre a origem das raças, o Maltês é a mais antiga entre as raças que surgiram com a finalidade exclusiva de ser companheiras e não de exercer funções de trabalho para o homem, com documentos de 4 mil anos a.C. "Durante todo esse tempo, ele foi tratado e selecionado como cão de companhia, o que explica a grande capacidade de adaptação ao ritmo de vida dos donos, o extremo apego a eles e a inexistência de agressividade com estranhos." Hostilidade não faz parte do mundo do Maltês. Ele recebe bem qualquer visita, chega perto, abana o rabo, brinca se for convidado e fica por ali, como um legítimo cão de companhia. "Tanto faz a pessoa, o Maltês a aceita na hora e isso é regra para cem por cento dos exemplares", assegura Wagner. Se com gente desconhecida, a proximidade é bem-vinda, com os membros da casa, então, trata-se de uma questão absoluta. Seja um exemplar mais ativo, que brinca sozinho mesmo sem ser estimulado ou um mais calmo, que permanece horas deitado olhando ao redor, o Maltês sempre preferirá estar ao lado do dono. A definição de que é extremamente apegado às pessoas é unânime entre aqueles que convivem com a raça. Daí ser um cão para viver perto da família. "Ele não foi feito para ficar só ou isolado no jardim, pois depende da nossa presença para ser feliz, senão pode ficar neurótico e barulhento", argumenta Guga.

CONTRASTE
A característica física que mais chama atenção no Maltês é a pelagem lisa e branca. Mas há algo que dá um toque especial nela. É a chamada "maquiagem preta". O contorno dos olhos, os lábios e o nariz (trufa) são negros e causam um efeito contrastante com tamanha brancura. Não é à toa que a luta dos criadores é principalmente a busca de duas metas: o branco puro, sem manchas alaranjadas e a pigmentação bem preta. Ambas de cárater estético. Conforme descreve o padrão, traços alaranjados causam a impressão de sujeira e apesar de admitidos, constituem uma imperfeição. Manchas definidas, desqualificam o exemplar. A cor marfim pálida, na qual o branco perde o tom brilhante, também é aceitável, porém nunca almejada. Quanto à maquiagem preta, o padrão também é rígido, considerando a ausência de pigmentação nas pálpebras ou na trufa como desqualificações e exigindo que os lábios sejam "rigorosamente pretos". "O cão despigmentado fica sem o contraste e com a aparência feia", fala Eliana de Fátima Bernardo, do Canil Chien Tres Joli, em São Paulo. "Quando, por exemplo, apenas um dos olhos tem as pálpebras pretas e no outro são rosadas, fica-se com a impressão de que um olho é maior que o outro." Se a ausência da pigmentação for nos lábios, torna-se impossível ver o formato de semicírculo que possuem quando fechados, mencionado até pelo padrão, dando ao Maltês a expressão sorridente. A trufa, se for rosa, deixa de compor com os grandes olhos o interessante desenho de um triângulo. Mas que ninguém pense que os filhotes já vêm ao mundo com a maquiagem preta e definida. Muito pelo contrário. "O nariz, os olhos e os lábios são cor-de-rosa", diz Eliana. "Durante a primeira semana começam a aparecer manchinhas pretas neles." Segundo a experiência de 11 anos da criadora, que tem 42 exemplares, na maioria dos Malteses a pigmentação está completa aos dois meses. Se nessa época a parte rosada em torno dos olhos for superior a 1/4, pode esquecer: o cão ficará assim. "Quanto à trufa e aos lábios, o ideal é que estejam pretos aos 60 dias, mas há casos que demoram até um ano", garante a americana Lola Tracy, que cria há mais de 20 anos. A pelagem branquíssima também não é uma condição inerente aos filhotes. Todos os criadores entrevistados observam em suas ninhadas um índice de filhotes com nuances alaranjadas que varia de 10 a 40%. É normal. Tanto que todos também afirmam que entre dois e seis meses, elas desaparecem dando lugar ao desejado branco puro. "O prazo máximo para as manchas sumirem é aos nove meses", assegura o italiano Enrico Franceschetti, presidente do Club Delle Razze di Compagnia e que criou Malteses por 24 anos. "O cão já está com a pelagem definitiva do adulto, não muda mais." Mas Enrico dá uma dica para antecipar a certeza sobre a coloração: "Olhe a cor dos pêlos que estão nascendo sob a pelagem manchada". Mais uma vez os mistérios das interações genéticas (quando genes que determinam uma característica, como por exemplo a cor, carregam outros genes responsáveis por outra característica, como um certo tipo físico) parecem acenar no mundo canino. Dessa vez, para o Maltês. Pelo menos é o que faz crer a experiência dos dois criadores mais antigos da raça entrevistados por Cães & Cia e que permanecem na ativa: a brasileira Eliana, que cria há 11 anos e a americana Lola, que cria há mais de 20. Ambas observam que os exemplares que nascem com manchas alaranjadas na pelagem, pigmentam mais rápido os olhos, o nariz e os lábios. "A diferença na velocidade de pigmentação é brutal", diz Eliana. "Enquanto a pigmentação daqueles que nascem brancos começa com uma semana de vida e se completa com 2 meses ou mais, nos que têm nuances alaranjadas o processo tem início aos três dias e fica pronto aos 30." Lola endossa: "Filhotes manchados pigmentam primeiro." Eliana, que até chegar a essa conclusão há cerca de 5 anos, tinha muitos problemas de pigmentação em seu canil, resolveu-os quando começou a usar, nos acasalamentos, padreadores com manchas. "Eles trasmitem aos filhotes as manchas e, portanto, a pigmentação mais rápida, além de garantida", afirma. "Quando só se cruzam exemplares branquíssimos há uma tendência maior em obter cães adultos com trufa, contorno dos olhos e lábios cor-de-rosa." Mas as duas criadoras explicam que tais cruzamentos usando Malteses com tons alaranjados devem ser feitos com critério, senão corre-se o risco de gerar cães com manchas definitivas, que não somem na idade adulta. "Chega a ser um dilema", diz Lola. "Você resolve o problema da pigmentação, mas se arrisca em fixar a pelagem manchada." A solução que por enquanto tem trazido sucesso para Lola e Eliana é a mesma: evitar que pai e mãe sejam manchados. Basta um. O outro deve ser branco puro.

COMO QUISER

Conhecido pela pelagem lisa e longa até o chão, que se vê estampada nas fotos de revistas, nos canis de criadores profissionais e nas exposições de beleza, o Maltês chega a ser temido pelo trabalhão sugerido pela abundância do seu manto. De fato, se mantido - como pede o padrão - com os pêlos longuíssimos alcançando o solo, ele formará junto com o Yorkshire, a dupla que mais exige cuidados especiais para ficar impecável, entre os peludos de porte semelhante. Os fios finos e macios requerem escovação diária para não embaraçar, e feita com cuidado, senão os pêlos quebram e ficam com um aspecto repicado. O banho tem de ser semanal, e a secagem perfeita, caso contrário a umidade retida causa alergia. "Gasto três horas para lavar e secar um exemplar de pêlo longo e 15 minutos por dia para escová-lo", conta Iacy Giffoni Moura, do Canil Iacy's Funny House, no Rio de Janeiro. Como nem todo mundo tem esse tempo ou disposição para tratar da pelagem, a opção é deixá-la mais curta. Até os criadores, na maioria, só mantêm peludos os cães que estão freqüentando as pistas. "Com o Maltês tosado, basta uma escovação semanal e um banho quinzenal, que levará 30 minutos contando a secagem", compara Iacy. "Além da economia de tempo, o pêlo aparado dá mais liberdade ao cão, que pode brincar no jardim e andar no chão da rua sem ficar imundo", diz Eliana. Aí é só dar asas à imaginação. Há quem apare o Maltês por igual, com um comprimento entre um e cinco centímetros, parecendo um filhote. Ou mesmo quem faça o corte do Schnauzer, curto no dorso, com a saia e o bigode mais longos. "Não há corte específico, cada um faz como quiser", fala Iacy.

FLORES E PÓ
Segundo os dois veterinários entrevistados, Armando Antunes Filho que já tratou de cerca de 600 Malteses e Jerry Rainey, americano que cuidou de mais de mil, o problema de saúde mais comum à raça são as alergias, causadas por pulgas ou produtos de limpeza. "Há casos de exemplares alérgicos a flores ou até ao pó", diz Jerry. "Os sintomas sempre são a coceira e a perda do pêlo da região afetada." Em casos graves, o tratamento é feito com cortisona, mas a cura só vem se a causa é eliminada. Em segundo lugar, citam a sub-luxação da patela (má formação do osso do joelho que faz com que se desloque, causando dor e dificuldade temporária para andar). É uma doença genética, comum em raças pequenas, sem maiores conseqüências. Como o osso deslocado costuma voltar para o lugar espontaneamente em poucos minutos, são raros os casos que exigem cirurgia corretiva e não há outro tratamento. "Cerca da metade dos Malteses que atendo sofrem do mal ainda que em grau leve", estima Armando. A raça também tem tendência ao tártaro, que pode evoluir para uma gengivite e causar a perda dos dentes. "O ideal é fazer uma limpeza dentária semestral", recomenda Jerry. Dentição dupla (os dentes de leite não caem quando os permanentes nascem) também ocorre. "Os dentes de leite devem ser arrancados, para não encavalarem com os outros, criando um ambiente propício ao tártaro", explica Armando.

 
PADRÃO OFICIAL:
BKC nº 065a, de 2/5/94 FCI nº 65, de 27/10/89

País de origem: Bacia Mediterrânea Central

Nome no país de origem:Maltese Nome no Brasil: Maltês

APARÊNCIA GERAL:
cão pequeno, tronco alongado, com uma pelagem branca e bem longa, muito elegante, de cabeça erguida, com confiança e imponência.

PROPORÇÕES IMPORTANTES:
o comprimento do tronco ultrapassa, em torno de 38% a altura na cernelha. O comprimento da cabeça é igual a 65% da altura na cernelha.

TEMPERAMENTO E CARÁTER:
esperto, afetuoso, muito dócil e inteligente.

CABEÇA:
de comprimento igual a 65% da altura na cernelha. Tendendo a larga, um pouco maior que a metade do comprimento.

Crânio: de comprimento ligeiramente maior que o do focinho; a largura, entre as arcadas zigomáticas, é igual ao comprimento, conseqüentemente, um pouco maior que a metade do comprimento total. No sentido do comprimento, a linha superior do crânio é pouquíssimo arqueada; o topo do crânio, entre as orelhas, é chato, com occipital pouco marcado; arcadas superciliares juntamente com seios frontais, são muito pronunciadas, sulco sagital ausente ou pouquíssimo marcado; as faces laterais do crânio são sutilmente arqueadas. Stop:muito marcado, fazendo um ângulo de 90 graus.

Trufa: vista de perfil, fica no alinhamento da cana nasal. A linha anterior do focinho é vertical. Volumosa, arredondada e com as narinas abertas. É, rigorosamente pigmentada de preto.

Focinho: comprimento é igual a 65% do comprimento total da cabeça, portanto, menor que a metade. As regiões sub-orbitais são bem cinzeladas. A altura é um pouco menor que 20% do comprimento. As faces laterais são paralelas, mas vista de frente, não parecem quadradas, enquanto que a face anterior se harmoniza, através das curvas, com as laterais. A linha superior do focinho é reta, com a cana nasal bem marcada no segmento central.

Lábios: vistos de frente, a oclusão dos lábios forma um semicírculo bem aberto. Desenvolve-se na mesma profundidade da comissura. Os lábios superiores tocam, perfeitamente ajustados, os inferiores, em toda sua extensão, de modo que a linha inferior fica delineado pela mandíbula. A rima labial é, também rigorosamente pigmentada de preto.

Maxilares: moderadamente desenvolvidos, de aparência leve e perfeitamente articulados. A mandíbula forma a linha inferior, reta, com a ponta do queixo em articulação normognata.

Dentes: as arcadas dentárias articulam-se perfeitamente e os incisivos fazem a oclusão em tesoura. Os dentes são brancos, bem desenvolvidos e numericamente completos.

Olhos:de tamanho maior do que seria normal, abertos, de contorno tendendo ao redondo, pálpebras bem ajustadas, de inserção frontal, aflorante, um tanto ressaltados, jamais profunda. De cor ocre carregado e a orla das pálpebras preta. Vistos de frente, a esclerótica deve permanecer oculta. Orelhas:de formato tendendo ao triângulo e largura, em torno de 33% do comprimento. Inserção alta, acima das arcadas zigomáticas, portadas pendentes, caídas rente às faces. Pouca mobilidade.

PESCOÇO:não obstante seja fartamente revestido de pêlos longos, a nuca permanece bem delineada. A linha superior é arqueada, com o comprimento cerca da metade da altura na cernelha, portanto erguido, sem acrescentar barbela.

TRONCO: o comprimento, medido da ponta do ombro à ponta da nádega, é 38% maior que a altura na cernelha.

LINHA SUPERIOR: reta, até a inserção da cauda. Cernelha:ligeiramente acima da linha superior. Dorso: de comprimento, em torno de 65% da altura na cernelha - tórax amplo de profundidade abaixo do nível dos cotovelos, com as costelas, moderadamente, arqueadas. O perímetro torácico é 66% maior, que a altura na cernelha. Peito: esterno muito longo. Garupa: o contorno continua o da linha superior, sendo muito larga e longa, angulada, em torno de 10 graus com a horizontal.

CAUDA: inserção no alinhamento da garupa, é grossa na raiz, terminando em ponta. Comprimento em torno de 60% da altura na cernelha, formando uma grande curva, cuja ponta recai sobre a linha central da anca, tocando a garupa. A garupa fazendo uma curva lateral para um dos lados do tronco, é tolerada.

ANTERIORES:
vistos no conjunto são bem articulados ao tórax e bem aprumados.

Ombros:escápula é igual a 33% da altura na cernelha e angulada de 60 a 65 graus com a horizontal. Tende a ser paralelo ao plano médio, longitudinal do tronco.

Braço: de comprimento maior do que o da escápula e igual aos 40 a 45% da altura na cernelha, angulando a 70 graus com a horizontal. Bem ajustado ao tórax, nos dois terços proximais, trabalhando quase paralelo ao plano médio longitudinal do tronco.

Cotovelo: trabalha paralelamente ao plano médio longitudinal do tronco.

Antebraço: seco, com os músculos pouco desenvolvidos, mas de ossatura robusta em relação às proporções da raça. Mais curto que o braço, medindo cerca de 33% da altura na cernelha.

Carpo: no prumo do antebraço, com bastante mobilidade, sem nodosidade e revestido de pelagem fina.

Metacarpo: com as mesmas características do carpo, sendo reto em virtude do pouco comprimento.

Patas: redondas, dígitos compactos e arqueados, com a sola das almofadas plantares e digitais, pigmentadas de preto. Unhas escuras, preferencialmente pretas.

POSTERIORES:
vistos em conjunto, ossatura robusta e paralelos. Vistos por trás, aprumados desde a garupa.

Coxa: com músculos rígidos e o perfil posterior arqueado. Paralela ao plano médio longitudinal do tronco é, relativamente, pouco angulada. De comprimento próximo aos 40% da altura, na cernelha e largura, um pouco menor que o comprimento.

Pernas: com a crista da tíbia pouco marcada, fazendo um ângulo de 55 graus com a horizontal e de comprimento, ligeiramente maior que o da coxa.

Jarrete: angulado a 140 graus com a tíbia, a distância da ponta ao solo é, ligeiramente, maior que 33% da altura na cernelha e, perfeitamente aprumado.

Patas: com características idênticas às dos anteriores.

MOVIMENTAÇÃO:
uniforme, rasante, fluente, com passadas curtas e muito rápidas no trote.

PELE:
bem ajustada e toda bem amoldada ao corpo, pigmentada com manchas escuras e vermelho vinho, especialmente no dorso. A orla das pálpebras, a terceira pálbebra, rima labial e as mucosas são pretas.

PELAGEM:
simples, sem subpêlo, densa, de textura sedosa, brilhante, caindo pesadamente e bem longa em todo o corpo, permanecendo lisa ao longo da linha superior, sem indício de ondulação ou encaracolamento . No tronco, o comprimento do pêlo ultrapassa o da altura na cernelha e cai, pesadamente, no solo como um manto bem assentado sobre o tronco, o qual deve modelar, sem dividir-se nem formar tufos ou mechas. Os tufos ou mechas são admitidos nos membros anteriores, desde o cotovelo e, nos posteriores, desde o joelho abaixo até as patas. Na cabeça, a pelagem é bem longa, tanto na cana nasal, onde se confunde com a barba, quanto no topo do crânio, de onde cai, até mesclar-se com a das orelhas. Na cauda, os pêlos caem de um só lado do tronco, quer dizer, sobre um dos flancos e sobre a coxa, o comprimento alcança os jarretes.

COR:
branco puro, admitindo-se o marfim pálido. Traços de laranja pálido, sob a condição que pareçam pêlos sedosos, são admitidos, mas indesejáveis, constituindo, portanto, uma imperfeição, dando a impressão de pêlos sujos. Não são admitidas as manchas definidas, ainda que pequeníssimas.

TALHE:
altura para os machos 21 a 25cm na cernelha. Para as fêmeas de 20 a 23cm. Peso - de 3 a 4 quilos.

FALTAS:
qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade, valendo, inclusive, para o estrabismo bilateral e para o comprimento do tronco que ultrapasse os 43% da altura na cernelha.

FALTAS ELIMINATÓRIAS:
cana nasal romana fortemente acentuada; prognatismo acentuado, se alterar o aspecto formal do focinho. Nos machos, altura acima de 26cm ou abaixo de 19cm; nas fêmeas, acima de 25cm ou abaixo de 18cm.

DESQUALIFICAÇÕES:

1. Divergência ou convergência acentuada das linhas superiores do crânio e do focinho;
2. Trufa, despigmentação total ou pigmentação diferente do preto;
3. Despigmentação total das pálpebras;
4. Prognatismo superior;
5. Olhos porcelanizados;
6. Anurismo ou braquiurismo congênitos ou adquiridos;
7. Pelagem ressecada;
8. Qualquer cor diferente do branco, exceto o marfim pálido;
9. Manchas de qualquer cor, por menores que sejam;
10. Mono ou criptorquidismo; ou desenvolvimento insuficiente de um ou de ambos os testículos.

NOTA:
os machos deverão apresentar dois testículos de aparência normal, completamente descidos e bem acomodados na bolsa escrotal
 


PARA SABER MAIS
Livros:

1) Book of the Maltese, de Joan McDonald Brearley. 2) Maltese, de Anna Katherine Nicholas. Ambos da T.F.H. Publications, Neptune City, NJ - EUA. Clubes: EUA - The Maltese Club of America, tel. (001 702) 256-0420. Itália - Club delle Razze Italiane di Compagnia, tel. (003 954) 455-1817.

Agradecemos aos entrevistados e a Hilda Drumond, diretora cinotécnica da ACB e a José Peduti, juiz de todas as raças pela CBKC, inclusive pela revisão técnica do texto. Reportagem: Rodrigo Flores. Texto: Flávia C. Soares. Foto: Luiz Henrique Mendes Prop.: Canil La Vinci
Direitos autorais do texto: Cães&Cia, é proibida a reprodução total ou parcial do texto

 
   
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