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PASTOR BELGA: MIL HABILIDADES

O temperamento desses versáteis cães é muito semelhante, mas cada variedade tem suas próprias características. Poucos brasileiros conhecem bem esses elegantes Pastores Belgas. Já em sua terra natal e outros países vizinhos, como Holanda e França, além dos EUA, são mais populares. Só para dar uma idéia: enquanto no Brasil, no ano passado, foram registrados apenas 265 exemplares, na França, segundo o Clube Français du Chien de Berger Belge, alcançaram um total de 4.775 registros. Há quatro variedades de Pastores Belgas. Fisicamente, as únicas distinções que apresentam estão na cor e no tipo de pelagem. Tanto que o padrão oficial, responsável pela descrição das características das raças, é o mesmo para todos. "Se fossem raspados, seria muito difícil dizer quem é quem", comenta Maria Angélica Garcia, do Stanovoi Kennel, Fortaleza - CE. O Groenendael, de pelagem longa e negra, é o mais difundido aqui, embora ainda seja confundido com o Pastor Alemão preto. Os outros três são praticamente desconhecidos. Só aparecem na cor bege mesclada com preto, combinação denominada fulvo-encarvoado. Porém, cada um tem um tipo de pelagem: longa, no Tervueren; curta, no Malinois, e dura e levemente encaracolada no Laekenois, que é o mais raro dos quatro no mundo. Apenas na Holanda, é bastante conhecido e criado. No Brasil, sequer há notícias.

VÁRIOS DONS
No temperamento, possuem muito em comum. Afinal, a origem deles é a mesma. Todos descendem de antigos cães de pastoreio da Europa. No final do século 19, as variedades, com a aparência que conhecemos hoje, começaram a ser selecionadas, e assim surgiram as diferenças temperamentais. A cinóloga Hilda Drumond explica: "a partir do momento que há um processo de seleção de cruzamentos para fixar certas características físicas, a carga genética vinculada a elas também influi nas características temperamentais". Para detectar as diferenças entre os três Pastores Belgas mais conhecidos - Groenendael, Tervueren e Malinois, Cães & Cia falou com dois criadores europeus, dois americanos e um canadense, que os conhecem bem. Veja no texto ao lado da foto de cada um, os traços temperamentais de alto destaque (os mais marcantes na variedade) e aqueles que também merecem ser ressaltados. Os Pastores Belgas são incrivelmente rústicos e habituados à vida ao ar livre. Adaptam-se a qualquer ambiente climático devido à pelagem densa e espessa, que resiste ao clima de estações bem marcadas da Bélgica, com calor, neve e chuvas. Muito ativos, adoram correr por horas seguidas. Daí a necessidade de viverem em ambientes espaçosos, onde possam se exercitar à vontade. Senão, passear na rua, duas ou três vezes por dia, é condição obrigatória para o bem-estar desses cães. Ágeis e de estrutura especialmente feita para andar bastante, podem vigiar grandes áreas sem se cansar. Toda essa vitalidade em conjunto com o alto grau de obediência e a devoção em servir ao homem, os tornam aptos a várias outras atividades. São excelentes competidores em esportes caninos, como o agility, que exige rapidez para vencer obstáculos, e o flyball, prova de habilidade em pegar uma bola e trazer ao dono. Desempenham igualmente bem trabalho de busca e salvamento, guia de cegos, guarda e cão de polícia - função para a qual são muito utilizados na Bélgica. Aliás, a atuação de cão policial salvou os Pastores Belgas da extinção durante as duas Grandes Guerras. Ao contrário da maioria das raças, que nesses períodos foi quase dizimada, eles foram preservados graças à habilidade nos serviços militares como mensageiros, patrulheiros de fronteiras e auxiliares da Cruz Vermelha, entre outras tarefas. O Malinois faz até parte do livro dos recordes, o Guiness Book, como o maior farejador de drogas de todos os tempos. Durante a ECO 92, no Rio de Janeiro, também foi escolhido para fazer a segurança do Presidente Bush, dos Estados Unidos. São cães muito afetuosos. Como bem explica a criadora e juíza francesa Françoise Sarlat, do Chenil Bressuire, os Pastores Belgas precisam ter contato conosco para ficarem felizes. "Se permanecerem soltos no jardim, sem nenhuma atenção, tornam-se tristes". Com crianças, vale a virtude dos sábios: paciência, uma qualidade típica dos cães de pastoreio. O alto instinto protetor em relação às pessoas próximas, faz com que andem circundando o dono em vez de seguirem ao lado, característica tão peculiar que o próprio padrão a comenta. Defendem com coragem extrema a propriedade e os donos. Outra característica interessante é que não abandonam o território para perseguir um invasor em fuga. Trata-se de mais uma herança da vida de pastor, na qual não podiam largar o rebanho sozinho. De pessoas estranhas não gostam nem um pouco. Caso não sejam devidamente apresentados pelos donos, avançam mesmo. O ataque também apresenta uma peculiaridade. Mordem e soltam, repetidamente. Dessa maneira, ficam menos expostos ao agressor, pois não permanecem agarrados a ele, sujeitos a revides. Como cães de alarme, deixam um pouco a desejar - latem para qualquer coisa, seja o gato no telhado ou o ladrão pulando o muro.

COMO NASCERAM
Por reunirem muitas aptidões, em suas origens, no século 18, foram utilizados para ajudar os pastores a vigiar e conduzir os rebanhos de ovelhas em grandes migrações. Quando não estavam nessas missões, tomavam conta da casa e da família. A aparência atual desses cães só começaria a surgir no final do século 19. Em 1891, o veterinário Adolphe Reul foi incumbido de estabelecer e aperfeiçoar uma raça de pastoreio nacional. Reuniu mais de cem cães em Curenghen, Bruxelas, e descobriu que entre eles havia um grupo com características homogêneas: porte médio, altura entre 50 a 55 centímetros, peso aproximado de 18 quilos, olhos marrom-escuros, orelhas pequenas, eretas e triangulares, tórax estreito, garupa com linha superior horizontal e cauda longa. Diferiam apenas no comprimento, textura e cor da pelagem. No ano seguinte, era redigido o primeiro padrão do Pastor Belga, reconhecendo três variedades: pêlo longo, curto e duro, sem restrição de cores. A partir de 1899, começaram a restringir as colorações aos tipos de pelagens, dando origem ao Groenendael, Tervueren, Malinois e Laekenois. Em 1900, as quatro variedades dos Belgas foram reconhecidas como raça pela entidade belga Societé Royal Saint Hubert. Desde aquela época, o cruzamento entre as variedades é proibido - norma seguida tanto pela Federação Cinológica Internacional (FCI), como pelo American Kennel Club (ACK). A entidade americana, entretanto, os reconhece como raças distintas, exceção ao Laekenois, ainda não aceito.

DESAFIO
O número reduzido de Pastores Belgas no Brasil propicia um dos maiores desafios da criação de cães, no mundo: evitar as conseqüências da consangüinidade. Ou seja, do acasalamento entre parentes. José Olivio, do Canil Stanovoi, comenta: "há exemplares com dorso arqueado para cima, o que prejudica a movimentação e implica em menor resistência para andar". Rosangela Rodrigues Remo, do Canil Berger Noir, Volta Redonda - RJ, aponta muitos cães com altura fora do padrão - pernaltas ou baixos demais. Ambos os casos também comprometem o bom desempenho da raça como andarilha. Shalom Somoggi, do Canil Royal Belgians Ranch, de São Paulo - SP, acrescenta que existem cães com pelagem rala demais. "A consangüinidade é o principal fator; podem haver também casos de recém-chegados do exterior, em fase de adaptação climática." Exemplares com musculatura pouco desenvolvida são freqüentes. Das duas uma. Ou é consangüinidade, que pode afetar a boa predisposição genética muscular. Ou é falta de exercício. Outro defeito são orelhas muito longas. Os Pastores Belgas devem tê-las de curtas a médias. No início, elas ficam caídas. Levantam entre o primeiro e o sexto mês de vida. Ao escolher um filhote opte por aquele que tiver as menores, entre toda a ninhada. Por serem mais leves, as chances de levantar aumentam. Shalon avisa: "é normal que o filhote levante uma delas e a outra permaneça caída por mais algum tempo". Uma dica do criador é não passar a mão nas orelhas do filhote até ficarem completamente eretas.. "Pode danificar a cartilagem, impedindo que levantem". Valeska Ilienko, do Russia's House Kennel, Joinville - SC, aconselha um teste de comportamento com o filhote, ante de adquiri-lo. "Jogue uma bola ou ofereça comida para a ninhada", diz. "Escolha o mais competitivo: aquele que faz de tudo para pegar uma bola e que sobrepõe aos demais na disputa por alimento. A atitude de timidez, muitas vezes, implica em cães com desvios comportamentais e até agressivos".

PREVENÇÃO É SELEÇÃO

A raça é resistente a doenças. Mas como qualquer outra, não está livre de problemas hereditários. Os criadores e veterinários estrangeiros, entrevistados por Cães & Cia, citam quatro males com maior possibilidade de serem de origem genética. Em todos, a única forma de prevenção é selecionar os cruzamentos, retirando seus portadores da reprodução.O primeiro é a displasia, problema de má-formação óssea entre o quadril e as pernas. Comum em raças de grande porte, a verificação da doença é feita por meio de chapas radiográficas. Causa muito muita dor, dificuldade de movimentação e pode deixar o cão aleijado. Existem cirurgias paliativas, que podem atenuar a dor e melhorar a movimentação. A epilepsia também ocorre nos Pastores Belgas. O cão tem convulsões, salivação intensa e, em alguns casos, perde o controle sobre as funções intestinais. Pode-se manifestar em exemplares novos, com cerca de um ano, ou mesmo nos mais velhos, acima dos cinco. Não há cura definitiva, mas e possível reduzir o número de crises por meio de medicamentos específicos. Doenças visuais, eventualmente aparecem. Uma é a atrofia progressiva da retina, desenvolvida por volta dos seis anos, que causa cegueira. A outra chama-se pannus. Os vasos sangüíneos dos olhos incham e cobrem parte do globo ocular, causando cegueira. Aparece, em geral, entre os cinco e sete anos de idade. Há tratamento à base de esteróides, como a cortisona, mas não elimina o mal. Apenas evita que avance. No Brasil, tudo indica que as importações de Pastores Belgas foram bem felizes. Entre os cinco criadores brasileiros e os três veterinários entrevistados, houve unanimidade em afirmar que não existem casos registrados de nenhum desses problemas.

MALINOIS
Ele é o representante de pêlos curtos da turma. Tem o nome da cidade belga "Malines", cujo clube cinófilo ajudou a promovê-lo. É atualmente o cão preferido para o uso policial. Foi apontado como o que tem a cara de mais bravo e, por unanimidade pelos criadores, como o que possui a maior fama de mau. Destaca-se dos outros em características de ataque: é o mais fácil de adestrar para ataque, e o que tem o mais Forte instinto natural para atacar. Reúne, com exclusividade, em alto destaque, os itens Corre e salta ameaçadoramente no portão e Fica próximo ao portão de forma que os passantes o vejam. Características de alto destaque: · Cara de bravo · Latidos freqüentes · Corre e salta ameaçadoramente no portão · Fica próximo ao portão, de forma que todos os passantes o vejam. · Fama de mau · Forte instinto natural para atacar · Facilidade de adestrar para ataque · Excita-se facilmente com ruídos · Ativo, anima o ambiente Outras características que merecem ser ressaltadas: · Facilidade para aprender obediência · Dá-se bem com outros cães

  PADRÃO OFICIAL
CBKC nº 15 de 07/4/1994 FCI nº 15f de 10/10/1989. Classificação FCI: Grupo 1: Cães Pastores e Boiadeiros (exceto os suíços). Seção 1: Cães Pastores. País de origem: Bélgica. Nome no país de origem: Berger Belge - Groenandael, Malinois, Tervueren, Laekenois. Nome no Brasil: Pastor Belga - Groenendael (grafia diferente do belga), Malinois, Tervueren, Laekenois. Utilização: pastoreio e guarda Prova de trabalho: para o campeonato, independente.

APARÊNCIA GERAL:
cão mediolíneo, harmoniosamente proporcionado, inteligente, rústico, habituado à vida ao ar livre, feito para resistir às intempéries das estações de variações atmosféricas, tão freqüentes no clima belga. Pela harmonia de suas formas e o porte, de cabeça erguida, o Pastor Belga transmite essa elegante robustez que tornou-se o apanágio dos representantes selecionados duma raça de trabalho. À aptidão inata de guardião de rebanhos, ele junta as preciosas qualidades do melhor cão de guarda da propriedade; diante da necessidade, ele é, sem a menor hesitação, o renitente e ardoroso defensor de seu dono. Vigilante e atento; seu olhar, esperto e inquiridor, revela a sua inteligência.

CABEÇA:
bem cinzelada, moderadamente longa e seca. O comprimento do crânio e do focinho são sensivelmente iguais, no máximo, com uma vantagem muito tênue para o focinho, o que confere, ao conjunto, uma sensação de fino acabamento. Trufa: preta, narinas bem abertas.

Focinho: de comprimento médio e largura diminuindo suavemente. Cana nasal reta; visto de perfil, as linhas superiores do crânio e do focinho são paralelas. Boca com articulação e boa abertura.

Lábios: finos, de oclusão bem ajustada; a boa pigmentação do epitélio recobre a cor vermelha das mucosas.

Bochechas: secas, bem planas, se bem que, musculadas.

Dentadura: maxilares bem desenvolvidos, providos de dentes fortes e brancos, alinhados e firmemente engastados nos alvéolos. Mordedura em tesoura, isto é, os incisivos superiores ultrapassam, tocando, com a face posterior, a face anterior dos incisivos inferiores. A mordedura em torquês, isto é, toque de topo dos incisivos superiores com os inferiores, preferida pelos pastores e vaqueiros, é tolerada.

Stop: moderadamente definido. Arcadas superciliares: não proeminentes, focinho bem cinzelado sob os olhos.

Crânio: de largura média, em relação ao comprimento da cabeça; com a testa mais para plana que arqueada e o sulco sagital pouco acentuado; visto de perfil, as linhas superiores do crânio e do focinho são paralelas.

Olhos: de tamanho médio, e no plano da pele, com formato ligeiramente amendoado, de cor marrom, preferencialmente escura, rima das pálpebras preta. Expressão franca, inteligente, de olhar esperto e inquiridor.

Orelhas: inserção alta, de comprimento proporcional, nitidamente triangulares, base com a concha bem arredondada, portadas empinadas e retas.

Pescoço: bem desenvolto. Ligeiramente alongado, bem musculado, isento de barbelas, alargando-se suavemente para os ombros. Nuca: linha superior com tênue arqueamento.

MEMBROS ANTERIORES:
ossatura toda consistente, musculatura forte e seca.

Ombros: escápulas longas e inclinadas, bem articuladas e amoldadas ao tórax, fazendo o ângulo ideal com o úmero, de forma a proporcionar o movimento fluente dos cotovelos.

Braços: trabalham em planos verticais, paralelos ao plano medial, corretamente direcionados para a frente. Ante-braços: longos e bem musculados. Metacarpos: fortes e curtos; os carpos são bem modelados (nets), sem traços de raquitismo.

Patas: mais para redondas; dígitos arqueados e bem fechados;almofadas com sola espessa e flexível, unhas escuras e grossas.

Tronco: robusto, sem rusticidade . O comprimento, da ponta do ombro à ponta do ísquio (nádega), nos machos, é próximo a altura na cernelha. As fêmeas podem ser mais alongadas.

Antepeito: visto de frente, de pouca largura, sem ser estreito.

Peito: pouco largo, mas, em compensação, profundo, como em todos os animais de grande resistência. A caixa toráxica é estruturada por costelas arqueadas no terço superior. Cernelha: marcada.

Linha Superior: dorso e lombo retos, amplos, poderosamente musculados.

Ventre: desenvolvimento moderado, em curva harmoniosa no prolongamento da linha inferior do peito. Nem cheio, nem esgalgado.

Garupa: suavemente inclinada e moderadamente larga.

Membros Posteriores: robustos, sem rusticidade, trabalhando no mesmo plano dos anteriores e aprumados.

Coxas: robustas e fortemente musculadas. O joelho fica no prumo do ílio.

Pernas: longas, largas, musculadas e corretamente anguladas com os jarretes, mas sem excesso. Jarretes curtos, desenvolvidos e musculados. Visto por trás, perfeitamente paralelos.

Metatarsos: consistentes e curtos. Os ergôs são indesejáveis.

Patas: ligeiramente ovais, dígitos arqueados e bem fechados; almofadas espessas com sola flexível; unhas escuras e grossas.

Cauda: bem inserida, forte na raiz, de comprimento médio. Em repouso, portada pendente com a ponta, ligeiramente, recurvada para trás, no nível do jarrete; em movimento, eleva-se e acentua a curva do segmento distal, sem, entretanto, em movimento algum, enrolar ou desviar-se.

Pelagem Máscara: tende a envolver os lábios, a comissura e as pálpebras em uma só área preta.

Cores: Tervueren: a cor fulvo-encarvoado, sendo a mais natural, ficara como a preferida. O fulvo é saturado (quente), nem claro nem esmaecido. O exemplar que não se apresentar com a cor de saturação, desejada, não poderá pretender a qualificação Excelente e, menos ainda, um certificado de C.A .C., C.A .C.I.B. ou reserva deles.

Malinois: unicamente o fulvo-encarvoado com máscara preta.

Groenendael: unicamente o preto unicolor.

Laekenois: fulvo, com traços de encarvoado, principalmente no focinho e na cauda. Um pouco de branco é tolerado no antepeito e nos dígitos.

Pêlo: de aspecto, comprimento e direção variados. Em todas as variedades, o pêlo é, sempre, abundante, denso, bem texturado, formando juntamente com o subpêlo lanoso um excelente invólucro protetor.(Este critério foi adotado para os Pastores Belgas, como o objetivo de distingüir as variedades da raça).

Pele: elástica, bem esticada por todo o corpo. As mucosas externas são fortemente pigmentadas.

Talhe: Machos, 62 cm. Fêmeas, 58cm. Tolerância de 2 cm para o mínimo e 4 cm para o máximo.

Movimentação: lépida e fluente, com máxima cobertura de solo. O Pastor Belga, em movimento, parece sempre infatigável. Por seu temperamento exuberante, há uma tendência marcante mais para o movimento em círculos do que em linha reta.

FALTAS:

Caráter: agressivo ou medroso.

Trufa, lábios, pálpebras: traços de despigmentação. Dentadura: prognatismo superior leve, ausência de pré-molares; ausência do primeiro pré-molar que fica logo atrás dos caninos, tolerada, sem penalização falta de dois pré-molares ou apenas um outro, qualquer que seja, degrada um qualificativo.

Olhos: Claros. Ombros: muito verticais.

Posteriores: fracos, jarretes retos

Patas: espalmadas.
Cauda: portada muito alta, formando anel, desviada do alinhamento do plano medial do tronco. Pêlo: ausência de subpêlo.

Cor: cinza, cores poucos saturadas ou esmaecidas; máscara com cores reservas.

DESQUALIFICAÇÕES:

Dentadura: prognatismo superior pronunciado ou prognatismo inferior; falta de três premolares, qualquer que sejam ou de dois molares é possível de desqualificação.

Orelhas: caídas ou recuperadas.

Cauda: ausente ou amputada, qualquer que seja o motivo.

Cor: manchas brancas fora de antepeito ou dos dígitos.

Tervueren e Malinois, ausência de máscara.

Caráter: exemplares inacessíveis ou muito agressivos, como os hipernervosos e medrosos. No julgamento será levado em conta o caráter calmo e ousado.

Sexo: machos monórquidos ou criptórquidos.

MEDIDAS:
proporções médias, normais no Pastor Belga macho de 62 cm na cernelha:

altura na cernelha: 62cm; comprimento do tronco (da ponta do ombro à ponta do ísquio): 62cm; comprimento do dorso (da cernelha à crista do íleo): 41 cm; perímetro toráxico, medido logo atrás dos cotovelos, mínimo: 75cm; profundidade de peito: 31 cm; distância do esterno ao solo: 31cm; comprimento da cabeça: 25cm; comprimento do focinho: 12,5 à 13cm.

VARIEDADES:

A - PÊLO LONGO:
curto na cabeça, face externa das orelhas e terço distal dos membros, salvo a face posterior do antebraço que é revestido de pêlos longos franjados do cotovelo ao carpo. Longo e liso no restante do tronco e mais longo e abundante ao redor do pescoço e antepeito, onde forma uma juba. Na entrada do pavilhão auditivo a pelagem forma tufos e abaixo da base das orelhas são eriçados emoldurando a cabeça. As faces posteriores das coxas são guarnecidas de pêlos muito longos e muito abundantes formando culotes. A cauda é revestida de pêlos longos e abundantes formando uma plumagem. Groenendael: pelagem preta uniforme. Tervueren: a cor fulvo-encarvoada, sendo a mais natural, ficará como a preferida. O fulvo é saturado (quente), nem claro nem esmaecidas. O exemplar que não se apresentar com a cor de saturação desejada, não poderá pretender a qualificação Excelente e, menos ainda, um certificado de C.A .C., C.A .C.I.B. ou reserva deles. Para a máscara, foi definido um limite mínimo de seis oito pontos de pigmentação da pelagem: as duas orelhas, as duas pálpebras superiores, os dois lábios, inferior e superior, devem se pretos. O pêlo longo só admite a cor fulvo-encarvoado: (ver pelagem e faltas).

FALTAS: pêlo lanoso, encaracolado ou ondulado, comprimento insuficiente. Groenendael: reflexos avermelhados na pelagem, culotes cinza. Tervueren: indesejáveis: cinza, cores de saturação insuficiente ou esmaecidas, ausência de encarvoado ou distribuído em placas pelo corpo. Máscara insuficiente ou de cores reservas. Excesso de encarvoado.

B - PÊLO CURTO:
muito curto na cabeça, face externa das orelhas e segmento distal dos membros. Curto no resto do tronco; mais denso na cauda e em torno do pescoço onde se desenha um colar que nasce na base das orelhas estendendo-se até a garganta. A face posterior das coxas é franjada de pêlos mais longos. A cauda é eriçada.

MALINOIS: pêlo curto, fulvo-encarvoado com máscara preta. Os mesmos 6 pontos de pigmentação mínima da pelagem tais que, definidos para o Tervueren são mantidos. Qualquer outra cor, diferente do Fulvo-encarvoado, não é reconhecida para o Tervueren.

FALTAS: pêlos meio longos, onde deve ser curto, pêlos duros disseminados entre os pêlos curtos, pêlo ondulado. Ausência total do encarvoado ou presente em placas, máscara insuficiente ou de cores reversas. O excesso de encarvoado pelo corpo é indesejável.

C - PÊLO DURO:
o que caracteriza, sobremaneira, esta variedade, é o grau de rusticidade e de aspereza do pêlo, que se apresenta eriçado. O comprimento é, sensivelmente, igual em todas as partes do corpo: em torno de 6 cm. Nem os pêlos em torno dos olhos, nem os que revestem o focinho são tão longos para dar à cabeça o aspecto de Barbet, ou Briart entretanto, a presença desses pêlos é obrigatória. A cauda não forma plumagem. Laekenois: Pêlo duro fulvo com traços de encarvoado, principalmente, no focinho e na cauda.

FALTAS: Pêlos muito longos, sedosos, encaracolados, ondulados ou curtos; subpêlo aparecendo por entre a pelagem. Pêlos excessivamente longo em torno dos olhos ou guarnecendo a mandíbula (barbicha). Cauda em tufos.

CRUZAMENTO INTER VARIEDADES:
qualquer acasalamento entre variedade é proibido, salvo em casos bem particulares, por concordância das comissões de criação nacionais competentes (texto lavrado em 1974, Paris).

Nota: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
 


Agradecemos aos entrevistados, inclusive pela revisão técnica desse texto, feita também pela cinóloga Hilda Drumond e pelo juiz de todas as raças, José Peduti Neto. Participaram da pesquisa de temperamento, os criadores Max Schwartz e Diani Finchi (EUA); Gordon Woods (Canadá); e Marie Françoise Sarlat e Martine Tartare (França). Forneceram dados sobre saúde, os veterinários Pierre Tung (EUA); Bernadete Oliveira, Maria Salete Borges e João Batista Pereira (Brasil); os criadores Frank Campbell e Linda McCarty (EUA); José Roberto Paiva (Brasil); além dos citados no texto. Reportagem: Carmen Olivieri e Rodrigo Flores.Edição de texto: Flávia C. Saores Foto: Paulo Antônio M. Fasanella Prop.: Luiz Martini
Direitos autorais do texto: Cães&Cia, é proibida a reprodução total ou parcial do texto

 
   
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