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ROTTWEILER: ALÉM DE GUARDA, AMIGÃO

Saiba como obter desse guardião, lider absoluto em registros no País, o máximo no convívio com toda a família e com os amigos da casa Ele só não está no Guinness Book dos Recordes como o maior fenômeno de crescimento quantitativo assistido pela cinofilia brasileira porque ninguém teve a idéia de comunicar aos editores responsáveis. O fato é que as qualidades de cão de guarda do Rottweiler vêm sendo prestigiadas por uma legião de brasileiros multiplicada de forma fantástica a cada ano, desde 1987. Ao tipo físico robusto e intimidador desse cão, une-se um jeito implacável de fazer a guarda. Sua autoconfiança descrita até no padrão oficial está associada a um forte instinto de liderança, responsável por uma determinação e coragem extraordinárias. Tamanha força de temperamento tem sua contrapartida. O convívio feliz com o Rottweiler exige mais que um dono - é preciso ser aceito por ele como líder. Essa condição está ao alcance da maioria das pessoas, de forma bastante simples. Basta disciplinar o comportamento do Rottweiler desde pequeno e ele terá tudo para crescer um amigão companheiro da família, e também ganhará maior equilíbrio no desempenho da sua vocação principal: a guarda. Conhecer as técnicas para alcançar esse resultado é uma garantia de êxito na educação e socialização dele. Além do mais, é a melhor forma de evitar erros cujas conseqüências vão desde um desenvolvimento de atitudes desagradáveis no convívio até ataques sem motivo, inclusive ao dono e a seus familiares.

PULSO
"É importante não se deixar intimidar pelo Rottweiler e saber controlá-lo", diz a diretora do American Rottweiler Club, entidade nacional da raça nos Estados Unidos, Lauri Ladwig. "O Rottweiler tem um instinto de dominância particularmente desenvolvido ao atingir a maturidade", ressalta o adestrador especializado em raças de guarda, Carlos Rangel. "Antes de optar por um Rottweiler, as pessoas devem refletir sobre sua capacidade de se impor a ele", completa o criador há 15 anos, Fernando Paz, do Canil Bergpanther, em Belo Horizonte. "Comprar apenas por modismo, sem obter o máximo de informações sobre a raça, é um grande erro", adverte o presidente da maior entidade da raça no País, a Associação Paulista do Rottweiler (Apro), e criador há dez anos, José Francisco Rodrigues, pelo Canil Franclei, em Sorocaba. Com seu conhecimento sobre a raça, a veterinária Iris Arruda é enfática: "Quem não é firme para educar não deve escolher um cão como esse, de temperamento forte." A firmeza do dono tem de começar na infância. Ao chegar na casa nova, o Rottweiler deve perceber que não pode fazer tudo o que quer e que precisa respeitar as ordens dos familiares. "Se o cão não interromper a ação com o comando 'não', reforce-o em tom pausado e enérgico. Se não houver resultado, afaste-o do local e repita o comando com voz mais enérgica e mais pausada", explica Rangel. "Conduza-o com as mãos a fazer o pretendido, repetindo o 'não', mas sem violência, para não traumatizá-lo nem provocar uma reação agressiva." O 'não' deve ser dito sem qualquer palavra em seguida, conforme acrescenta Rangel. Em especial, não pronunciando o nome do cão, para ele não associá-lo a algo desagradável e deixar de atender os chamados. Lauri lembra que a educação do Rottweiler depende de um conjunto de atividades a ser posto em prática, sendo válido até dar atenção a detalhes como, por exemplo, o dono comer primeiro e só depois alimentar o cão. "Assim, um Rottweiler compreende que você está no 'topo da matilha' e ele abaixo", avalia Lauri. "Situações como essas podem parecer tolas, mas ajudam a educar e devem ser seguidas por todos os membros da casa", completa ela. A especialista em comportamento animal, Hannelore Fuchs, aprova a técnica: "Na natureza, comer primeiro e ter acesso aos melhores recursos é privilégio do dominante." Mas mesmo após essa idade, os donos devem exigir obediência. Ou o Rottweiler pode se achar o dono do 'mundo'. E o problema de um Rottweiler dominador, criado fazendo tudo o que ira, é, um dia, ao ser obrigado a obedecer uma ordem, se recusar e até morder. Logo se percebe quando um cão aceita a liderança. "Ele aceita as ordens do dono e trabalha em harmonia com ele", diz o juiz de todas as raças pela CBKC, José Peduti Neto. "Para ser líder é preciso conviver e trabalhar com o Rottweiler, senão o dono se restringirá a ser simplesmente um proprietário", comenta Fernando Paz. Além da imposição de limites nos acontecimentos rotineiros, que deve ocorrer desde a chegada do filhote, a melhor forma de deixar claro a um Rottweiler o domínio do dono é condicioná-lo. Ou seja: proporcionar exercícios diários de obediência básica. E ele gosta, pois é ávido por trabalho. "O Rottweiler não é um cão para ser comprado e largado no jardim, ele tem de ser lapidado e por isso quem opta por ele precisa de tempo livre para fazê-lo trabalhar", diz Paz. "Aconselha-se ao dono um contato de, no mínimo, quinze minutos diários com o Rottweiler para haver uma estabilidade na relação entre cão e dono", completa. Antes dos seis meses, deve-se apenas brincar com o Rottweiler, mas criando situações em que o cão perceba não ser o líder. Por exemplo, tirando o brinquedo da boca dele, e reprimindo-o, se rosnar. "A partir dos seis meses, já é importante iniciar os comandos básicos do adestramento propriamente dito, como andar junto, sentar e deitar, para o Rottweiler se habituar a cumprir ordens", indica Paz. Caso o proprietário não saiba fazer isso, deve procurar um adestrador. "Mas é importante a presença do dono", diz Paz. "Para ter pleno controle do cão, deve-se participar do aprendizado." Se o adestramento básico consolida a liderança do dono sobre o Rottweiler, também serve para usufruir o potencial de obediência do cão. Ele é considerado, no livro a Inteligência dos Cães, de Stanley Coren, a nona raça mais obediente, entre as 133 analisadas. Hannelore lembra algumas das vantagens de um Rottweiler obediente: "Ele vem quando é chamado; segue as normas, senta, deita, aceita ordens e uma bronca moderada; acompanha nos passeios; tem hábitos de higiene absolutamente sob controle, deixa o dono dar remédio e fazer curativo, não late desnecessariamente."

GENTE
"Toda vez que chegava visita em casa, eu prendia meu Rottweiler na lavanderia para ninguém ter contato com ele. Para ser um bom cão de guarda, tem de ser criado isolado." Esta afirmação foi feita à Cães & Cia pelo dono de um exemplar da raça e reflete a idéia de alguns sobre a forma de criar um Rottweiler. A opinião do entrevistado bate de frente com o princípio da socialização. "De que serve um cão de guarda se, por avançar em todo mundo, fica preso e não pode fazer a defesa?", pergunta Peduti. José Francisco Rodrigues diz: "É importante socializar o Rottweiler, acostumando-o aos estranhos desde pequeno." Em nenhuma hipótese o filhote deve ser privado da presença de gente. "Se o cão ficar preso vai achar que todos são estranhos. Quanto mais gente amigável conhecer, mais fácil será identificar estranhos com más intenções", reforça Hannelore Fuchs. Não socializar um Rottweiler é estimular o desvio comportamental da agressividade exacerbada. Foi o que ocorreu com o Rottweiler que ficava confinado na lavanderia. Eis as palavras do dono: "Hoje, nenhuma visita entra sem que se prenda o cão, pois ainda que eu esteja junto, ele não hesita em avançar." Para evitar distorções como essa, Rodrigues recomenda deixar o filhote solto quando se recebem visitas, e apresentá-las a ele, mostrando que são bem- vindas. "Também acostume-o a passear em locais com grande concentração de pessoas e reprima-o se rosnar para alguém ou para outro cão, caso não haja ameaça", acrescenta. Socializar um Rottweiler também exige não estimular a sua agressividade de forma aleatória. Ou seja: é um erro incentivá-lo a latir ou avançar sem o conhecimento dos fundamentos do adestramento para a guarda. "Tenho observado muitos proprietários com o desejo de ter uma fera, que estimulam a agressividade do cão de forma aleatória", lamenta Paz. "É completamente diferente o estímulo ao ataque dado por um adestrador, que sabe o jeito e a hora de fazê-lo, e o de alguém que começa a dizer 'pega' ao cão, da noite para o dia, diante de um passante no portão." Paz vai ao ponto: o adestramento ensina a 'pegar', mas ensina a 'largar' prontamente. "Estimular um cão a atacar, sem ser especialista, é gerar agressividade exagerada, incontrolável pelo dono", avalia. Percebe-se um Rottweiler acostumado às pessoas, pelas atitudes. "É equilibrado com o dono; numa situação tranqüila, aceita estranhos deixando-se até examinar, mas também mantém-se reservado, sem permitir intimidades e só ataca se necessário, ou em obediência a algum comando", exemplifica Peduti. "Reconhece pessoas bemvindas, como uma tia ou um jardineiro, atacando de maneira seletiva", acrescenta Hannelore.

"BERÇO"
Moldar o temperamento da forma correta é fundamental. Mas o comportamento trazido do "berço" - a herança genética -, influi muito no equilíbrio, na autoconfiança e na disposição de aceitar um líder. Ao comprar um filhote é preciso observar os pais da ninhada e os outros cães do canil escolhido. O criador deve poder soltá-los sem receio de se tornarem agressivos, já que o dono está tendo uma relação amistosa com o visitante. Os cães, uma vez soltos, devem agir com naturalidade, cheirando as pessoas estranhas e se mostrando amigáveis, ainda que não devam festejá-las - cães de guarda têm de ser reservados com desconhecidos. Também não podem demonstrar medo caso o visitante ou dono os chame. O filhote ideal não é medroso: não tenta se esquivar, às vezes mordendo, nem chora caso o peguem no colo. Conforme acrescenta Rangel, o filhote que morde e bate nos irmãos e rosna, se alguém tirar a vasilha de comida, pode indicar que é o mais ativo e atirado ou que tende à agressividade exacerbada. "Na dúvida, não compre esse filhote", opina.

EXTREMOS
Os desvios de comportamento na raça, sejam por educação inadequada ou por predisposição genética, costumam surgir em dois extremos: excesso de agressividade (não aceitável num Rottweiler, que como o próprio padrão define é amigável e pacífico) e covardia, considerada desqualificação pelo padrão, que exige autoconfiança e coragem. A resultante tanto de um desvio como de outro é a mesma: ataques indiscriminados. Quando se trata de um exemplar com agressividade exacerbada fica fácil notar. Ele está sempre querendo avançar em todo mundo, sem motivo aparente. Já quando se trata de um cão covarde, a situação é mais sutil. A princípio, ele age com timidez, não se aproxima muito das pessoas e nem se assusta com qualquer coisa, como barulhos ou gestos. A questão é que parte para cima de alguém ao sentir medo demais e não encontrar outra alternativa para se defender. "Todo bicho, se acuado, ataca por instinto de defesa", explica Hannelore. "Por isso, é tão perigoso ter um cão agressivo como ter um medroso", conclui. Com ampla experiência na raça, o autor dos livros O Rottweiler e Adestramento Sem Castigo, criador pelo Canil Farbendorf, no Rio de Janeiro, juiz e também adestrador, Bruno Tausz, dimensiona o que significa um Rottweiler com desvios de temperamento: "Os donos que me procuram para resolver o problema de temperamento de seu Rottweiler têm, invariavelmente, medo dele." Mas para alegria dos admiradores do Rottweiler, os desvios de temperamento na raça não afetam a maioria dos exemplares e nem demonstram estar crescendo de forma preocupante.

SEM DESVIOS
A despeito da popularidade - que é sempre uma ameaça à qualidade do plantel por aumentar o número de criadores que fazem acasalamentos incorretos -, a experiência dos especialistas demonstra que atualmente o índice de Rottweilers com comportamento inadequado não é maior do que aquele esperado nas raças caninas em geral. "A maioria dos exemplares que vejo hoje - e são muitos - estão com qualidade satisfatória tanto em atributos físicos como no comportamento", analisa Rodrigues. O juiz de todas as raças, José Peduti Neto, compartilha da opinião de Rodrigues: "Os Rottweilers que observo nas exposições têm, em termos gerais, alta qualidade em relação ao temperamento e não percebo desvios nesse aspecto." Mesmo fora das exposições, que nem sempre retratam o que ocorre com uma raça de forma geral, a situação parece boa - pelo menos no que se refere aos desvios comportamentais. É o que garantem os veterinários, que lidam com muitos exemplares de proprietários particulares. "Apesar da popularidade, não observo crescimento de problemas comportamentais na raça", diz o veterinário Miguel Angelo Medeiros, diretor da clínica Someve, no Rio de Janeiro, que já atendeu cerca de 400 Rottweilers. "É raríssimo aparecer casos de exemplares com desvios temperamentais." O mesmo acontece em Minas Gerais, segundo a experiência do veterinário Renato César Sacchetto Tôrres, professor da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais, e que já atendeu aproximadamente 500 exemplares da raça: "Rottweilers com problemas de temperamento são exceção; neste ano tive apenas três casos entre as dezenas que atendi." Outra veterinária, Iris Arruda, que atua há 20 anos e já atendeu mais de mil exemplares em Sorocaba, no interior de São Paulo, também não nota uma incidência alarmante de problemas comportamentais na raça. "É uma pequena minoria de Rottweilers que aparece aqui com desvios de caráter e não observo crescimento nesse sentido", afirma. No hospital veterinário da USP, em São Paulo, que recebe, em média, de três a cinco Rottweilers por dia, a diretora técnica e médica veterinária, Vera Fortunato Wirthl, é mais uma que garante que a situação parece estar sob controle: "Há alguns casos de exemplares com desvios comportamentais, mas nada excepcional." Parte dessa situação favorável se deve aos proprietários, e evidencia que a maioria das pessoas que optam pela raça consegue liderar seus cães. Quanto aos problemas de saúde, todos os veterinários entrevistados mencionam a displasia coxofemoral hereditária (má-formação entre a cabeça do fêmur e a bacia) e a propensão dos filhotes à gastroenterite (inflamação simultânea do estômago e dos intestinos, que provoca vômito e diarréia). Para evitar a manifestação da displasia, que pode até deixar o cão com paralisia e é comum em raças de grande porte, deve-se exigir o atestado de displasia dos pais, confirmando que são isentos ou que a apresentam num grau aceitável para o acasalamento. "Já radiografei cerca de 120 exemplares e 25% deles manifestaram a doença em grau médio ou grave", diz Renato Torres. Sobre as gastroenterites, ainda não se sabe explicar o porquê de algumas raças serem mais sujeitas que outras. "O único meio de preveni-las é mantendo a vacinação em dia, já que entre as causas de gastroenterite estão a coronavirose e a parvovirose", explica Renato. "Outra causa são as verminoses, que também devem ser devidamente controladas", complementa. Resguardar o filhote de passeios na rua e do contato com outros animais, até os seis meses, também é importante. "Mesmo com todas as precauções, por volta de 20% dos filhotes da raça que atendi, desenvolveram a doença", avalia Iris.

 
PADRÃO OFICIAL
CBKC n°147a, de 12/04/1994 FCI n° 147f, de 15/12/1988 País de origem: Alemanha. Nome no país de origem: Rottweiler. Utilização: tração, guarda e boiadeiro. Prova de trabalho: necessária para o campeonato internacional.

APARÊNCIA GERAL:
é um cão robusto, porte de médio para grande, sem ser leve, grosseiro, pernalta ou esguio. Sua estrutura, em proporções corretas, forma uma figura compacta, forte e bem proporcionada revelando potência, agilidade e resistência.

ESTRUTURA E PROPORÇÕES:
o comprimento do tronco, medido da ponta do esterno à protuberância do esquio, é maior que a altura na cernelha, no máximo , 15%.

COMPORTAMENTO E CARÁTER:
é, basicamente, amigável e pacífico. Sua estampa revela primitivismo, é autoconfiante, com coragem e nervos firmes. Sempre atento a tudo o que cerca, reage com grande presteza.

CABEÇA

Crânio: de comprimento médio, largo entre as orelhas. Visto de perfil, linha da testa é moderadamente arqueada. O occipital é bem desenvolvido, sem ser muito protuberante.
Stop: bem desenvolvido.
Focinho: não deve parecer alongado nem curto em proporção ao crânio. Cana nasal reta; larga na raíz, diminuindo moderadamente.
Trufa: bem desenvolvida, mais para o oval que para redonda, com narinas relativamente grandes e sempre de cor preta.
Lábios: pretos, ajustados, comissura labial fechada, gengivas escuras, preferencialmente.
Maxilares: maxila e mandíbulas fortes e largas.
Faces: arcadas zigomáticas bem desenvolvidas.
Dentadura: forte e completa (42 dentes), os incisivos apresentam mordedura em tesoura.
Olhos: tamanho médio, amendoados, de cor marrom profundo e pálpebras bem ajustadas.
Orelhas: de tamanho médio, pendentes, triangulares, sem dobras, bem separadas, de inserção alta. O crânio aparenta ser mais largo quando as orelhas estão voltadas para a frente e caídas bem rente às faces.

PESCOÇO: forte, moderadamente longo, bem musculado, com uma linha superior ligeiramente arqueada, saindo dos ombros, seco, sem barbelas ou peles soltas.

TRONCO:

Dorso: reto, firme e forte. Lombo curto, forte e profundo.
Garupa: larga, de comprimento médio, ligeiramente arredondada e angulação média.
Peito: largo e profundo (aproximadamente a metade da altura, na cernelha) com antepeito bem desenvolvido e costelas bem arqueadas.
Ventre: linha inferior sem esgalgamento.
Cauda: amputada, curta.

MEMBROS

Anteriores:
visto de frente, membros retos e moderadamente afastados. Visto de perfil, antebraços retos. As escápulas formam um ângulo próximo a 45° com a horizontal.

Ombros: bem articulados.
Braços: bem ajustados ao corpo.
Antebraços: fortemente desenvolvidos e musculosos.
Metacarpos: algo flexíveis e fortes, nunca escarpados.
Patas: redondas, bem fechadas e arqueadas. Almofadas plantares rígidas, unhas curtas, pretas e fortes.

Posteriores: Generalidades: visto por trás, os membros são retos e moderadamente afastados. Em stay natural, a coxa forma um ângulo obtuso com a garupa e com a perna, assim como a perna com o jarrete.

Coxas: relativamente longas, largas e fortemente musculadas.
Pernas: longas, fortes, amplamente musculadas comandando, com vigor os poderosos e bem angulados jarretes, jamais em ângulo muito aberto.
Patas: pouco mais alongadas que as anteriores, mas igualmente bem fechadas e arqueadas, com dedos fortes e sem ergots.

MOVIMENTAÇÃO: o Rottweiler é um trotador. O dorso permanece firme e relativamente imóvel. A evolução dos movimentos é harmônica, segura, forte e fluente, com um bom alcance de passada.

PELE

Couro da cabeça: bem ajustado, podendo, quando em atenção, apresentar leves rugas.

PELAGEM: formada de pêlo e subpêlo.

Pelagem: pêlo rijo, comprimento médio, tosco, denso e assente. Nos posteriores o pêlo é um pouco mais longo.
Subpêlo: lanoso, não devendo ultrapassar o comprimento da pelagem externa.

COR:
preto, com marcações de fogo bem delimitadas numa rica coloração de castanho avermelhado nas faces, focinho, garganta, peito e pernas, bem como , acima dos olhos e sob a raiz da cauda.

TALHE
altura na cernelha para MACHOS: 61 a 68cm. 61 a 62cm, pequeno. 63 a 64cm, médio 65 a 66cm, grande = altura ideal. 67 a 68cm, muito grande. Peso: 50 quilos.

Altura na cernelha para FÊMEAS: 56 a 63cm. 56 a 57cm, pequena. 58 a 59cm, média. 60 a 61cm, grande = altura ideal. 62 a 63cm, muito grande. Peso 42 quilos.

FALTAS

Aparência geral:
leve, esguia, pernalta, musculatura e ossatura fracas.
Cabeça: com expressão de "hound", muito estreita, leve , muito curta, longa, pesada, testa chata (com ou nenhum stop).
Focinho: focinho longo ou do tipo spitz; nariz romano ou leporino; cana nasal côncava ou caída; trufa clara ou manchada
Lábios: abertos, cor-de-rosa ou manchados, comissura labial aberta. Maxilares: mandíbula curta.
Faces: exageradamente , pronunciadas.
Dentadura: mordedura em torquês.
Orelhas: de inserção muito baixa, pesadas, longas, dobradas para trás, assim como caindo abertas ou mal portadas.
Olhos: claros, arregalados, profundos ou redondos.
Pescoço: muito longo, fino, pobremente musculado, barbelas ou peles soltas na garganta.
Tronco: muito longo, muito curto, esguio.
Peito: estreito, costelas achatadas, em barril
Dorso: muito longo, fraco, selado ou carpeado.
Garupa: muito curta, muito plana, ou muito caída ou muito longa.
Cauda: inserção muito alta ou muito baixa.

Anteriores: pernas dianteiras muito juntas ou não retas. Ombros abertos; articulação de cotovelo insuficiente ou deficiente; braço muito comprido, muito curto ou escarpado; metacarpos fracos ou escarpados; patas abertas; dedos achatados ou excessivamente arqueados, dedos atrofiados; unhas claras. Posteriores: posteriores com coxas planas, jarretes de foice, jarretes de vaca ou pernas em barril, angulações muito fechadas ou muito abertas, ergots.

Pele: couro da cabeça enrugado. Textura da pelagem: macia, muito curta ou muito comprida; pelagem crespa, ausência de subpêlo.

Cor: marcações com a coloração (marrom) errada, pobremente definidas ou muito extensas.

DESQUALIFICAÇÕES

Generalidades:
características sexuais nitidamente reversas (machos afeminados e vice-versa). Cães monórquidos ou criptórquidos. (ambos os testículos devem ser bem desenvolvidos e nitidamente perceptíveis na bolsa escrotal)

Comportamento: medrosos, tímidos, covardes, com medo de tiro, excessivamente desconfiados ou nervosos

. Olhos: amarelos, cada um de cor diferente, entrópio, ectrópio. Dentadura: prognatas, retrognatas, cães com faltas de molares ou pré-molares.

Pelagem: pelagem nitidamente longa ou crespa.

Cor: manchas brancas, não obedecendo às marcações preto e marrom do Rottweiler.

NOTA:
os machos devem apresentar dois testículos visivelmente normais, bem desenvolvidos e bem acomodados na bolsa escrotal.
 

PARA SABER MAIS
Livros:

1) O Rottweiler, Bruno Tausz, Editora Nobel, São Paulo.
2) Adestramento sem Castigo, Bruno Tausz, Editora Nobel, São Paulo.
3) The New Rottweiler, Jim Pettengell, TFH Publications, Neptune City, NJ, EUA.

Vídeo:

O Rottweiler, com consultoria da Apro, ATTA Mídia, São Paulo Clubes:
1) Associação Paulista do Rottweiler (APRO), do sistema CBKC, tel. (015) 232-9706, Sorocaba
. 2) Clube do Rottweiler do Estado de São Paulo, do sistema ACB, tel. (011) 204-0324. 3)Rottweiler Clube do Estado do Rio de Janeiro (RCERJ), tel. (021) 577-8117.
4) American Rottweiler Club, tel. (001208) 384-9881, EUA.

Agradecemos à consultoria de Bruno Tausz. Participante não mencionado no texto: adestrador Flávio Tamaio. Reportagem: Rodrigo Flores e Flávia Soares (Coordenação: Flávia Soares). Texto: Flávia Soares (Roteiro: Flávia Soares e Marcos Pennacchi). Revisão Técnica (secretariada por Fabio Bense): Completa - Bruno Tausz, Fernando Paz, José Francisco Rodrigues, José Peduti, Hilda Drumond, Parcial - Carlos Rangel, Hannelore Fuchs, Iris Arruda, Lauri Ladwig, Miguel Angelo Medeiros, Renato César Tôrres e Vera Fortunato. Fotos: Luiz Henrique Mendes Prop.: Canil Poseidon
Direitos autorais do texto: Cães&Cia, é proibida a reprodução total ou parcial do texto

 
   
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