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ROTTWEILER:
ALÉM DE GUARDA, AMIGÃO
Saiba como obter desse guardião, lider absoluto em registros
no País, o máximo no convívio com toda a família e com os
amigos da casa Ele só não está no Guinness Book dos Recordes
como o maior fenômeno de crescimento quantitativo assistido
pela cinofilia brasileira porque ninguém teve a idéia de comunicar
aos editores responsáveis. O fato é que as qualidades de cão
de guarda do Rottweiler vêm sendo prestigiadas por uma legião
de brasileiros multiplicada de forma fantástica a cada ano,
desde 1987. Ao tipo físico robusto e intimidador desse cão,
une-se um jeito implacável de fazer a guarda. Sua autoconfiança
descrita até no padrão oficial está associada a um forte instinto
de liderança, responsável por uma determinação e coragem extraordinárias.
Tamanha força de temperamento tem sua contrapartida. O convívio
feliz com o Rottweiler exige mais que um dono - é preciso
ser aceito por ele como líder. Essa condição está ao alcance
da maioria das pessoas, de forma bastante simples. Basta disciplinar
o comportamento do Rottweiler desde pequeno e ele terá tudo
para crescer um amigão companheiro da família, e também ganhará
maior equilíbrio no desempenho da sua vocação principal: a
guarda. Conhecer as técnicas para alcançar esse resultado
é uma garantia de êxito na educação e socialização dele. Além
do mais, é a melhor forma de evitar erros cujas conseqüências
vão desde um desenvolvimento de atitudes desagradáveis no
convívio até ataques sem motivo, inclusive ao dono e a seus
familiares.
PULSO
"É importante não se deixar intimidar pelo Rottweiler e saber
controlá-lo", diz a diretora do American Rottweiler Club,
entidade nacional da raça nos Estados Unidos, Lauri Ladwig.
"O Rottweiler tem um instinto de dominância particularmente
desenvolvido ao atingir a maturidade", ressalta o adestrador
especializado em raças de guarda, Carlos Rangel. "Antes de
optar por um Rottweiler, as pessoas devem refletir sobre sua
capacidade de se impor a ele", completa o criador há 15 anos,
Fernando Paz, do Canil Bergpanther, em Belo Horizonte. "Comprar
apenas por modismo, sem obter o máximo de informações sobre
a raça, é um grande erro", adverte o presidente da maior entidade
da raça no País, a Associação Paulista do Rottweiler (Apro),
e criador há dez anos, José Francisco Rodrigues, pelo Canil
Franclei, em Sorocaba. Com seu conhecimento sobre a raça,
a veterinária Iris Arruda é enfática: "Quem não é firme para
educar não deve escolher um cão como esse, de temperamento
forte." A firmeza do dono tem de começar na infância. Ao chegar
na casa nova, o Rottweiler deve perceber que não pode fazer
tudo o que quer e que precisa respeitar as ordens dos familiares.
"Se o cão não interromper a ação com o comando 'não', reforce-o
em tom pausado e enérgico. Se não houver resultado, afaste-o
do local e repita o comando com voz mais enérgica e mais pausada",
explica Rangel. "Conduza-o com as mãos a fazer o pretendido,
repetindo o 'não', mas sem violência, para não traumatizá-lo
nem provocar uma reação agressiva." O 'não' deve ser dito
sem qualquer palavra em seguida, conforme acrescenta Rangel.
Em especial, não pronunciando o nome do cão, para ele não
associá-lo a algo desagradável e deixar de atender os chamados.
Lauri lembra que a educação do Rottweiler depende de um conjunto
de atividades a ser posto em prática, sendo válido até dar
atenção a detalhes como, por exemplo, o dono comer primeiro
e só depois alimentar o cão. "Assim, um Rottweiler compreende
que você está no 'topo da matilha' e ele abaixo", avalia Lauri.
"Situações como essas podem parecer tolas, mas ajudam a educar
e devem ser seguidas por todos os membros da casa", completa
ela. A especialista em comportamento animal, Hannelore Fuchs,
aprova a técnica: "Na natureza, comer primeiro e ter acesso
aos melhores recursos é privilégio do dominante." Mas mesmo
após essa idade, os donos devem exigir obediência. Ou o Rottweiler
pode se achar o dono do 'mundo'. E o problema de um Rottweiler
dominador, criado fazendo tudo o que ira, é, um dia, ao ser
obrigado a obedecer uma ordem, se recusar e até morder. Logo
se percebe quando um cão aceita a liderança. "Ele aceita as
ordens do dono e trabalha em harmonia com ele", diz o juiz
de todas as raças pela CBKC, José Peduti Neto. "Para ser líder
é preciso conviver e trabalhar com o Rottweiler, senão o dono
se restringirá a ser simplesmente um proprietário", comenta
Fernando Paz. Além da imposição de limites nos acontecimentos
rotineiros, que deve ocorrer desde a chegada do filhote, a
melhor forma de deixar claro a um Rottweiler o domínio do
dono é condicioná-lo. Ou seja: proporcionar exercícios diários
de obediência básica. E ele gosta, pois é ávido por trabalho.
"O Rottweiler não é um cão para ser comprado e largado no
jardim, ele tem de ser lapidado e por isso quem opta por ele
precisa de tempo livre para fazê-lo trabalhar", diz Paz. "Aconselha-se
ao dono um contato de, no mínimo, quinze minutos diários com
o Rottweiler para haver uma estabilidade na relação entre
cão e dono", completa. Antes dos seis meses, deve-se apenas
brincar com o Rottweiler, mas criando situações em que o cão
perceba não ser o líder. Por exemplo, tirando o brinquedo
da boca dele, e reprimindo-o, se rosnar. "A partir dos seis
meses, já é importante iniciar os comandos básicos do adestramento
propriamente dito, como andar junto, sentar e deitar, para
o Rottweiler se habituar a cumprir ordens", indica Paz. Caso
o proprietário não saiba fazer isso, deve procurar um adestrador.
"Mas é importante a presença do dono", diz Paz. "Para ter
pleno controle do cão, deve-se participar do aprendizado."
Se o adestramento básico consolida a liderança do dono sobre
o Rottweiler, também serve para usufruir o potencial de obediência
do cão. Ele é considerado, no livro a Inteligência dos Cães,
de Stanley Coren, a nona raça mais obediente, entre as 133
analisadas. Hannelore lembra algumas das vantagens de um Rottweiler
obediente: "Ele vem quando é chamado; segue as normas, senta,
deita, aceita ordens e uma bronca moderada; acompanha nos
passeios; tem hábitos de higiene absolutamente sob controle,
deixa o dono dar remédio e fazer curativo, não late desnecessariamente."
GENTE
"Toda vez que chegava visita em casa, eu prendia meu Rottweiler
na lavanderia para ninguém ter contato com ele. Para ser um
bom cão de guarda, tem de ser criado isolado." Esta afirmação
foi feita à Cães & Cia pelo dono de um exemplar da raça e
reflete a idéia de alguns sobre a forma de criar um Rottweiler.
A opinião do entrevistado bate de frente com o princípio da
socialização. "De que serve um cão de guarda se, por avançar
em todo mundo, fica preso e não pode fazer a defesa?", pergunta
Peduti. José Francisco Rodrigues diz: "É importante socializar
o Rottweiler, acostumando-o aos estranhos desde pequeno."
Em nenhuma hipótese o filhote deve ser privado da presença
de gente. "Se o cão ficar preso vai achar que todos são estranhos.
Quanto mais gente amigável conhecer, mais fácil será identificar
estranhos com más intenções", reforça Hannelore Fuchs. Não
socializar um Rottweiler é estimular o desvio comportamental
da agressividade exacerbada. Foi o que ocorreu com o Rottweiler
que ficava confinado na lavanderia. Eis as palavras do dono:
"Hoje, nenhuma visita entra sem que se prenda o cão, pois
ainda que eu esteja junto, ele não hesita em avançar." Para
evitar distorções como essa, Rodrigues recomenda deixar o
filhote solto quando se recebem visitas, e apresentá-las a
ele, mostrando que são bem- vindas. "Também acostume-o a passear
em locais com grande concentração de pessoas e reprima-o se
rosnar para alguém ou para outro cão, caso não haja ameaça",
acrescenta. Socializar um Rottweiler também exige não estimular
a sua agressividade de forma aleatória. Ou seja: é um erro
incentivá-lo a latir ou avançar sem o conhecimento dos fundamentos
do adestramento para a guarda. "Tenho observado muitos proprietários
com o desejo de ter uma fera, que estimulam a agressividade
do cão de forma aleatória", lamenta Paz. "É completamente
diferente o estímulo ao ataque dado por um adestrador, que
sabe o jeito e a hora de fazê-lo, e o de alguém que começa
a dizer 'pega' ao cão, da noite para o dia, diante de um passante
no portão." Paz vai ao ponto: o adestramento ensina a 'pegar',
mas ensina a 'largar' prontamente. "Estimular um cão a atacar,
sem ser especialista, é gerar agressividade exagerada, incontrolável
pelo dono", avalia. Percebe-se um Rottweiler acostumado às
pessoas, pelas atitudes. "É equilibrado com o dono; numa situação
tranqüila, aceita estranhos deixando-se até examinar, mas
também mantém-se reservado, sem permitir intimidades e só
ataca se necessário, ou em obediência a algum comando", exemplifica
Peduti. "Reconhece pessoas bemvindas, como uma tia ou um jardineiro,
atacando de maneira seletiva", acrescenta Hannelore.
"BERÇO"
Moldar o temperamento da forma correta é fundamental. Mas
o comportamento trazido do "berço" - a herança genética -,
influi muito no equilíbrio, na autoconfiança e na disposição
de aceitar um líder. Ao comprar um filhote é preciso observar
os pais da ninhada e os outros cães do canil escolhido. O
criador deve poder soltá-los sem receio de se tornarem agressivos,
já que o dono está tendo uma relação amistosa com o visitante.
Os cães, uma vez soltos, devem agir com naturalidade, cheirando
as pessoas estranhas e se mostrando amigáveis, ainda que não
devam festejá-las - cães de guarda têm de ser reservados com
desconhecidos. Também não podem demonstrar medo caso o visitante
ou dono os chame. O filhote ideal não é medroso: não tenta
se esquivar, às vezes mordendo, nem chora caso o peguem no
colo. Conforme acrescenta Rangel, o filhote que morde e bate
nos irmãos e rosna, se alguém tirar a vasilha de comida, pode
indicar que é o mais ativo e atirado ou que tende à agressividade
exacerbada. "Na dúvida, não compre esse filhote", opina.
EXTREMOS
Os desvios de comportamento na raça, sejam por educação inadequada
ou por predisposição genética, costumam surgir em dois extremos:
excesso de agressividade (não aceitável num Rottweiler, que
como o próprio padrão define é amigável e pacífico) e covardia,
considerada desqualificação pelo padrão, que exige autoconfiança
e coragem. A resultante tanto de um desvio como de outro é
a mesma: ataques indiscriminados. Quando se trata de um exemplar
com agressividade exacerbada fica fácil notar. Ele está sempre
querendo avançar em todo mundo, sem motivo aparente. Já quando
se trata de um cão covarde, a situação é mais sutil. A princípio,
ele age com timidez, não se aproxima muito das pessoas e nem
se assusta com qualquer coisa, como barulhos ou gestos. A
questão é que parte para cima de alguém ao sentir medo demais
e não encontrar outra alternativa para se defender. "Todo
bicho, se acuado, ataca por instinto de defesa", explica Hannelore.
"Por isso, é tão perigoso ter um cão agressivo como ter um
medroso", conclui. Com ampla experiência na raça, o autor
dos livros O Rottweiler e Adestramento Sem Castigo, criador
pelo Canil Farbendorf, no Rio de Janeiro, juiz e também adestrador,
Bruno Tausz, dimensiona o que significa um Rottweiler com
desvios de temperamento: "Os donos que me procuram para resolver
o problema de temperamento de seu Rottweiler têm, invariavelmente,
medo dele." Mas para alegria dos admiradores do Rottweiler,
os desvios de temperamento na raça não afetam a maioria dos
exemplares e nem demonstram estar crescendo de forma preocupante.
SEM DESVIOS
A despeito da popularidade - que é sempre uma ameaça à qualidade
do plantel por aumentar o número de criadores que fazem acasalamentos
incorretos -, a experiência dos especialistas demonstra que
atualmente o índice de Rottweilers com comportamento inadequado
não é maior do que aquele esperado nas raças caninas em geral.
"A maioria dos exemplares que vejo hoje - e são muitos - estão
com qualidade satisfatória tanto em atributos físicos como
no comportamento", analisa Rodrigues. O juiz de todas as raças,
José Peduti Neto, compartilha da opinião de Rodrigues: "Os
Rottweilers que observo nas exposições têm, em termos gerais,
alta qualidade em relação ao temperamento e não percebo desvios
nesse aspecto." Mesmo fora das exposições, que nem sempre
retratam o que ocorre com uma raça de forma geral, a situação
parece boa - pelo menos no que se refere aos desvios comportamentais.
É o que garantem os veterinários, que lidam com muitos exemplares
de proprietários particulares. "Apesar da popularidade, não
observo crescimento de problemas comportamentais na raça",
diz o veterinário Miguel Angelo Medeiros, diretor da clínica
Someve, no Rio de Janeiro, que já atendeu cerca de 400 Rottweilers.
"É raríssimo aparecer casos de exemplares com desvios temperamentais."
O mesmo acontece em Minas Gerais, segundo a experiência do
veterinário Renato César Sacchetto Tôrres, professor da Escola
de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais, e
que já atendeu aproximadamente 500 exemplares da raça: "Rottweilers
com problemas de temperamento são exceção; neste ano tive
apenas três casos entre as dezenas que atendi." Outra veterinária,
Iris Arruda, que atua há 20 anos e já atendeu mais de mil
exemplares em Sorocaba, no interior de São Paulo, também não
nota uma incidência alarmante de problemas comportamentais
na raça. "É uma pequena minoria de Rottweilers que aparece
aqui com desvios de caráter e não observo crescimento nesse
sentido", afirma. No hospital veterinário da USP, em São Paulo,
que recebe, em média, de três a cinco Rottweilers por dia,
a diretora técnica e médica veterinária, Vera Fortunato Wirthl,
é mais uma que garante que a situação parece estar sob controle:
"Há alguns casos de exemplares com desvios comportamentais,
mas nada excepcional." Parte dessa situação favorável se deve
aos proprietários, e evidencia que a maioria das pessoas que
optam pela raça consegue liderar seus cães. Quanto aos problemas
de saúde, todos os veterinários entrevistados mencionam a
displasia coxofemoral hereditária (má-formação entre a cabeça
do fêmur e a bacia) e a propensão dos filhotes à gastroenterite
(inflamação simultânea do estômago e dos intestinos, que provoca
vômito e diarréia). Para evitar a manifestação da displasia,
que pode até deixar o cão com paralisia e é comum em raças
de grande porte, deve-se exigir o atestado de displasia dos
pais, confirmando que são isentos ou que a apresentam num
grau aceitável para o acasalamento. "Já radiografei cerca
de 120 exemplares e 25% deles manifestaram a doença em grau
médio ou grave", diz Renato Torres. Sobre as gastroenterites,
ainda não se sabe explicar o porquê de algumas raças serem
mais sujeitas que outras. "O único meio de preveni-las é mantendo
a vacinação em dia, já que entre as causas de gastroenterite
estão a coronavirose e a parvovirose", explica Renato. "Outra
causa são as verminoses, que também devem ser devidamente
controladas", complementa. Resguardar o filhote de passeios
na rua e do contato com outros animais, até os seis meses,
também é importante. "Mesmo com todas as precauções, por volta
de 20% dos filhotes da raça que atendi, desenvolveram a doença",
avalia Iris.
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PADRÃO OFICIAL
CBKC n°147a, de 12/04/1994 FCI n° 147f, de 15/12/1988
País de origem: Alemanha. Nome no país de origem: Rottweiler.
Utilização: tração, guarda e boiadeiro. Prova de trabalho:
necessária para o campeonato internacional.
APARÊNCIA GERAL:
é um cão robusto, porte de médio para grande, sem ser
leve, grosseiro, pernalta ou esguio. Sua estrutura, em
proporções corretas, forma uma figura compacta, forte
e bem proporcionada revelando potência, agilidade e resistência.
ESTRUTURA E PROPORÇÕES:
o comprimento do tronco, medido da ponta do esterno à
protuberância do esquio, é maior que a altura na cernelha,
no máximo , 15%.
COMPORTAMENTO E CARÁTER:
é, basicamente, amigável e pacífico. Sua estampa revela
primitivismo, é autoconfiante, com coragem e nervos firmes.
Sempre atento a tudo o que cerca, reage com grande presteza.
CABEÇA
Crânio: de comprimento médio, largo entre as orelhas.
Visto de perfil, linha da testa é moderadamente arqueada.
O occipital é bem desenvolvido, sem ser muito protuberante.
Stop: bem desenvolvido.
Focinho: não deve parecer alongado nem curto em
proporção ao crânio. Cana nasal reta; larga na raíz, diminuindo
moderadamente.
Trufa: bem desenvolvida, mais para o oval que para
redonda, com narinas relativamente grandes e sempre de
cor preta.
Lábios: pretos, ajustados, comissura labial fechada,
gengivas escuras, preferencialmente.
Maxilares: maxila e mandíbulas fortes e largas.
Faces: arcadas zigomáticas bem desenvolvidas.
Dentadura: forte e completa (42 dentes), os incisivos
apresentam mordedura em tesoura.
Olhos: tamanho médio, amendoados, de cor marrom
profundo e pálpebras bem ajustadas.
Orelhas: de tamanho médio, pendentes, triangulares,
sem dobras, bem separadas, de inserção alta. O crânio
aparenta ser mais largo quando as orelhas estão voltadas
para a frente e caídas bem rente às faces.
PESCOÇO: forte, moderadamente longo, bem musculado,
com uma linha superior ligeiramente arqueada, saindo dos
ombros, seco, sem barbelas ou peles soltas.
TRONCO:
Dorso: reto, firme e forte. Lombo curto, forte
e profundo.
Garupa: larga, de comprimento médio, ligeiramente
arredondada e angulação média.
Peito: largo e profundo (aproximadamente a metade
da altura, na cernelha) com antepeito bem desenvolvido
e costelas bem arqueadas.
Ventre: linha inferior sem esgalgamento.
Cauda: amputada, curta.
MEMBROS
Anteriores: visto de frente, membros retos e moderadamente
afastados. Visto de perfil, antebraços retos. As escápulas
formam um ângulo próximo a 45° com a horizontal.
Ombros: bem articulados.
Braços: bem ajustados ao corpo.
Antebraços: fortemente desenvolvidos e musculosos.
Metacarpos: algo flexíveis e fortes, nunca escarpados.
Patas: redondas, bem fechadas e arqueadas. Almofadas
plantares rígidas, unhas curtas, pretas e fortes.
Posteriores: Generalidades: visto por trás, os
membros são retos e moderadamente afastados. Em stay natural,
a coxa forma um ângulo obtuso com a garupa e com a perna,
assim como a perna com o jarrete.
Coxas: relativamente longas, largas e fortemente
musculadas.
Pernas: longas, fortes, amplamente musculadas comandando,
com vigor os poderosos e bem angulados jarretes, jamais
em ângulo muito aberto.
Patas: pouco mais alongadas que as anteriores,
mas igualmente bem fechadas e arqueadas, com dedos fortes
e sem ergots.
MOVIMENTAÇÃO: o Rottweiler é um trotador. O dorso
permanece firme e relativamente imóvel. A evolução dos
movimentos é harmônica, segura, forte e fluente, com um
bom alcance de passada.
PELE
Couro da cabeça: bem ajustado, podendo, quando
em atenção, apresentar leves rugas.
PELAGEM: formada de pêlo e subpêlo.
Pelagem: pêlo rijo, comprimento médio, tosco, denso
e assente. Nos posteriores o pêlo é um pouco mais longo.
Subpêlo: lanoso, não devendo ultrapassar o comprimento
da pelagem externa.
COR:
preto, com marcações de fogo bem delimitadas numa rica
coloração de castanho avermelhado nas faces, focinho,
garganta, peito e pernas, bem como , acima dos olhos e
sob a raiz da cauda.
TALHE
altura na cernelha para MACHOS: 61 a 68cm. 61 a 62cm,
pequeno. 63 a 64cm, médio 65 a 66cm, grande = altura ideal.
67 a 68cm, muito grande. Peso: 50 quilos.
Altura na cernelha para FÊMEAS: 56 a 63cm. 56 a 57cm,
pequena. 58 a 59cm, média. 60 a 61cm, grande = altura
ideal. 62 a 63cm, muito grande. Peso 42 quilos.
FALTAS
Aparência geral: leve, esguia, pernalta, musculatura
e ossatura fracas.
Cabeça: com expressão de "hound", muito estreita,
leve , muito curta, longa, pesada, testa chata (com ou
nenhum stop).
Focinho: focinho longo ou do tipo spitz; nariz
romano ou leporino; cana nasal côncava ou caída; trufa
clara ou manchada
Lábios: abertos, cor-de-rosa ou manchados, comissura
labial aberta. Maxilares: mandíbula curta.
Faces: exageradamente , pronunciadas.
Dentadura: mordedura em torquês.
Orelhas: de inserção muito baixa, pesadas, longas,
dobradas para trás, assim como caindo abertas ou mal portadas.
Olhos: claros, arregalados, profundos ou redondos.
Pescoço: muito longo, fino, pobremente musculado,
barbelas ou peles soltas na garganta.
Tronco: muito longo, muito curto, esguio.
Peito: estreito, costelas achatadas, em barril
Dorso: muito longo, fraco, selado ou carpeado.
Garupa: muito curta, muito plana, ou muito caída
ou muito longa.
Cauda: inserção muito alta ou muito baixa.
Anteriores: pernas dianteiras muito juntas ou não
retas. Ombros abertos; articulação de cotovelo insuficiente
ou deficiente; braço muito comprido, muito curto ou escarpado;
metacarpos fracos ou escarpados; patas abertas; dedos
achatados ou excessivamente arqueados, dedos atrofiados;
unhas claras. Posteriores: posteriores com coxas planas,
jarretes de foice, jarretes de vaca ou pernas em barril,
angulações muito fechadas ou muito abertas, ergots.
Pele: couro da cabeça enrugado. Textura da pelagem:
macia, muito curta ou muito comprida; pelagem crespa,
ausência de subpêlo.
Cor: marcações com a coloração (marrom) errada,
pobremente definidas ou muito extensas.
DESQUALIFICAÇÕES
Generalidades: características sexuais nitidamente
reversas (machos afeminados e vice-versa). Cães monórquidos
ou criptórquidos. (ambos os testículos devem ser bem desenvolvidos
e nitidamente perceptíveis na bolsa escrotal)
Comportamento: medrosos, tímidos, covardes, com
medo de tiro, excessivamente desconfiados ou nervosos
. Olhos: amarelos, cada um de cor diferente, entrópio,
ectrópio. Dentadura: prognatas, retrognatas, cães com
faltas de molares ou pré-molares.
Pelagem: pelagem nitidamente longa ou crespa.
Cor: manchas brancas, não obedecendo às marcações
preto e marrom do Rottweiler.
NOTA:
os machos devem apresentar dois testículos visivelmente
normais, bem desenvolvidos e bem acomodados na bolsa escrotal.
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PARA SABER MAIS
Livros:
1) O Rottweiler, Bruno Tausz, Editora Nobel, São Paulo.
2) Adestramento sem Castigo, Bruno Tausz, Editora Nobel, São
Paulo.
3) The New Rottweiler, Jim Pettengell, TFH Publications, Neptune
City, NJ, EUA.
Vídeo:
O Rottweiler, com consultoria da Apro, ATTA Mídia, São Paulo
Clubes:
1) Associação Paulista do Rottweiler (APRO), do sistema CBKC,
tel. (015) 232-9706, Sorocaba
. 2) Clube do Rottweiler do Estado de São Paulo, do sistema
ACB, tel. (011) 204-0324. 3)Rottweiler Clube do Estado do Rio
de Janeiro (RCERJ), tel. (021) 577-8117.
4) American Rottweiler Club, tel. (001208) 384-9881, EUA.
Agradecemos à consultoria de Bruno Tausz. Participante não
mencionado no texto: adestrador Flávio Tamaio. Reportagem: Rodrigo
Flores e Flávia Soares (Coordenação: Flávia Soares). Texto:
Flávia Soares (Roteiro: Flávia Soares e Marcos Pennacchi). Revisão
Técnica (secretariada por Fabio Bense): Completa - Bruno Tausz,
Fernando Paz, José Francisco Rodrigues, José Peduti, Hilda Drumond,
Parcial - Carlos Rangel, Hannelore Fuchs, Iris Arruda, Lauri
Ladwig, Miguel Angelo Medeiros, Renato César Tôrres e Vera Fortunato.
Fotos: Luiz Henrique Mendes Prop.: Canil Poseidon
Direitos
autorais do texto: Cães&Cia, é proibida a
reprodução total ou parcial do texto
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