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SHEEPDOG:
TOSAR PODE SER A SOLUÇÃO
Que a sua vasta pelagem é uma beleza ninguém nega. Mas tosar
o SheepDog, não só é uma prática comum como - há quem aposte
-, pode ajudar a popularizá-lo. Em nenhuma das principais
Cinofilias do mundo, a popularidade desse simpático e grande
cão se equipara à conquistada no Brasil. Aqui, no ano retrasado
- o último com dados disponíveis -, o Old English Sheepdog
ficou na 28a posição em nascimentos re-gistrados em face de
todas as raças, representando 0,5% do total de registros.
Nem mesmo em sua terra natal, a Grã-Bretanha, ele alcança
esses números. Lá, em 1997, ocupou o 38º lugar em quantidade
de filhotes nascidos, obtendo uma representação de 0,4% dos
registros de todas as raças. Nos Estados Unidos, França, Itália
e Japão, a situação do Sheepdog é ainda menos expressiva.
Nesses países, a sua posição no ranking anual de nascimentos
não aparece antes do 47º lugar e a sua representatividade
diante do total de registros não ultrapassa 0,3%. Freio Peloterapia
Longa e Linda
SIMPLIFICANDO
Tosar. Essa foi a solução sugerida pelas criadoras Miriam
e Elizabeth aos proprietários que se desesperavam com a manutenção
da pelagem do Sheepdog. "Tosar mantendo o comprimento com
cerca de 5 centímetros deixa o cão bem bonitinho, com o aspecto
de filhote, e facilita a vida de quem não tem tempo ou paciência
de lidar com a pelagem longa", explica Miriam. É o que se
chama de puppycut ou, em português, corte-filhote. O nome
é uma clara referência à aparência que o corte dá ao cão:
a mesma que o filhote apresenta naturalmente até cerca de
10 meses de vida, quando a pelagem tem cerca de 5 centímetros
de comprimento e não de 40 centímetros como atinge por volta
dos 2 anos de idade. "A dica de tosar o cão pode parecer óbvia,
mas muita gente não pensa nisso antes de falar com algum criador
ou Exemplares com a tosa chamada puppycut, que, como diz o
nome, dá ao cão uma aparência de filhote: a pelagem fica com
cerca de 5 cm de comprimento e é bem mais simples de ser mantida
do que a longa
VOZ DOS ADEPTOS
Quem opta por tosar seus Sheepdogs, é só satisfação. "Fiquei
muito contente com a orientação da criadora para tosar minha
Sheepdog, Buba, que ficou linda com a pelagem mais curta e
reduziu bastante o meu trabalho", fala Celma Cristina. "Hoje,
basta escová-la uma vez por semana por cerca de 15 minutos
e levá-la ao pet shop duas vezes ao mês para tomar banho,
o que demora no máximo duas horas", estima. Antes da Tosa,
conforme se lembra Celma, as escovações precisavam ser duas
vezes na semana, levavam no mínimo meia hora, e os banhos
no pet shop duravam a bem mais. O proprietário de um Sheepdog
de 2 anos e meio, Paulo Pires, de Porto Alegre, é outro que
se atrapalhou para manter o seu exemplar peludão, procurou
um criador para se orientar e, por sugestão do próprio, tosou
o cão. "É muito mais prático manter meu Sheepdog assim, a
pelagem quase não embaraça e se suja bem menos", compara ele.
Mais uma proprietária que adotou a tosa foi Daniela Franchini
Rivoire, de Porto Alegre. "Me assustei quando percebi o trabalhão
que eu estava tendo", diz ela. "Acho que até o meu cachorro
fica ais feliz tosado pois ele não gostava nada de ficar um
longo tempo parado para ser banhado, escovado e secado." Entre
criadores, a prática da tosa também é muito adotada. Diversos
deles, só mantêm peludões os exemplares que estão participando
de exposições. A criadora e presidente do clube da raça norte-americano
é uma delas: "Assim que meus exemplares encerram a carreira
nas pistas, eu os toso", declara Christiana, que, além de
cortar a pelagem dos próprios exemplares, tosa pessoalmente
cerca de 20 Sheepdogs de clientes. "Todo mundo fica satifeito
com o puppycut, que mantém o aspecto peludo do cão e é bem
mais fácil de manter", diz ela. No Brasil, a criadora Elizabeth
também tosa os exemplares que estão fora das exposições. "Metade
dos meus Sheepdogs está tosada"
PADRÃO OFICIAL
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CI
no 16, de 15/4/1988.
País de origem: Grã-Bretanha. Nome no país de origem:
Bobtail. Utilização: pastoreio. Prova de trabalho: para
o campeonato, independe.
APARÊNCIA GERAL: robusta, parecendo ser inscrita
num quadrado, de estrutura muito harmoniosa e constituição
robusta. Absolutamente alto sobre as patas, todo revestido
de pelagem abundante. Robusto, musculado, firme e cuja
expressão é muito inteligente. As formas originais não
devem ser modificadas artificialmente por meio de aparo
com tesoura ou de tosa.
CARACTERÍSTICAS: dotado de grande vigor, apresentando
uma linha superior ligeiramente inclinada e, visto de
cima, um tronco em forma de pêra. Apresenta, no trote,
um bamboleado típico, embora sua movimentação seja o passo
de camelo ou o passo normal. Seu latido tem um timbre
próprio.
TEMPERAMENTO: Dócil e caráter igual. Corajoso,
fiel e digno de confiança; de forma alguma tímido ou agressivo
se não for provocado.
CABEÇA E CRÂNIO: proporcional ao talhe. O crânio
é volumoso e quiçá de formato quadrado. As regiões suborbitárias
são bem arqueadas e o stop bem marcado. O focinho é forte,
quadrado e truncado; seu comprimento é quase igual à metade
do comprimento total da cabeça. A trufa é robusta e de
cor preta. As narinas são grandes.
OLHOS: de inserção bem separada. Os olhos são escuros
ou de cores diferentes. Os dois olhos azuis são aceitos.
Os olhos claros são considerados falta. Prefere-se, o
contorno dos olhos pigmentados.
ORELHAS: pequenas e portadas achatadas contra as
faces.
MAXILARES: dentes sólidos, grandes e regularmente
alinhados. Articulados em tesoura: os maxilares são fortes
e proporcionam uma articulação em tesoura perfeita, regular
e completa, isto é, os incisivos superiores recobrem os
inferio-res em contato justo e são nascidos ortogonalmente
aos maxilares. Os incisivos em torquês são tolerados mas
não almejados.
PESCOÇO: de bom comprimento, robusto e graciosamente
arqueado.
ANTERIORES: perfeitamente retos, de ossatura muito
forte, sustentando o tronco de modo que não pareça de
pernas curtas. Os cotovelos trabalham bem ajustados junto
ao tórax. As escápulas são bem oblíquas e são mais fechadas
na cernelha do que na ponta dos ombros. Ombros carregados
são considerados falta. Estando em estação, a cernelha
é mais baixa que o lombo.
TRONCO: mais para curto e compacto; costelas bem
arqueadas, peito bem profundo e amplo.
POSTERIORES: o lombo é muito robusto, largo e levemente
arqueado. Os posteriores são bem desenvolvidos. Os joelhos
são bem angulados e os jarretes bem curtos. Vistos por
trás, os jarretes são perfeitamente retos e as patas corretamente
direcionadas para a frente.
PATAS: pequenas, redondas e compactas. Dígitos
bem arqueados, almofadas plantares espessas e duras. Os
ergôs devem ser removidos.
CAUDA:é usado amputar completamente a cauda.
MOVIMENTAÇÃO: a passo, o Bobtail bamboleia os posteriores
à maneira dos ursos. No trote, o alcance é fácil e a propulsão
fornecida pelos posteriores é poderosa, os mem bros deslocam-se
em planos paralelos ao plano medial do corpo. O galope
é muito elástico. A passo lento, alguns exemplares podem
ter a tendência ao passo de camelo. Durante a movimentação
o cão pode portar a cabeça naturalmente baixa.
PELAGEM:abundante, de textura bem áspera; o pêlo
não é reto mas, eriçado e isento de cachos. O subpêlo
é uma forração impermeável. A cabeça e o crânio são bem
revestidos de pêlos. As orelhas são moderadamente guarnecidas.
O pescoço é bem guarnecido, bem como os membros anteriores,
principalmente o contorno. A pelagem é mais abundante
nos posteriores do que no resto do corpo. É preciso dar
mais importância à qualidade, à textura e à abundância
do pêlo do que ao simples comprimento.
COR: todos os tons de cinza, acinzentado ou azul.
O tronco e os posteriores têm cor uniforme com ou sem
pequenas manchas brancas (luvas) nas extremidades dos
membros. As marcas brancas nas regiões unicolores devem
ser desencorajadas. A cabeça, o pescoço, os membros anterio-res
e a face ventral do tronco devem ser brancos com ou sem
marcas. Qualquer tom de marrom é considerado falta.
TALHE: a altura máxima para os machos: 61 cm, para
as fêmeas: 56 cm. O tipo e o equilíbrio das formas têm
maior importância e não deve de forma alguma ser sacrificados
somente pelo talhe.
FALTAS:qualquer desvio dos termos deste padrão
deverá ser considerado como falta e penalizado na exata
proporção de sua gravidade, assim como a cabeça muito
pequena e o passo de camelo continuado.
NOTA:os machos devem apresentar dois testículos
de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na
bolsa escrotal |
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Clubes:
Grã-Bretanha - Old English Sheepdog Club of Great Britain. Tel.
(0044149) 488-1581. EUA - Old English Sheepdog Club of America.
Tel. (001412) 761-0493.
Livros:
1) This is the Old English Sheepdog, de Joan McDonald Brearley,
da T.F.H. Publications. Tel. (001732) 988-8400.
2) The Complete Old English Sheepdog, de John Mandeville, da
Howell Book House. Tel. (001212) 654-7503.
Agradecimentos aos entrevistados e também a Elania Bordim
Couduro (sócia do Canil Suffolk) pela colaboração na pesquisa.
Reportagem: Igor Vinícius (Coordenação: Flávia Soares). Texto
e Roteiro: Flávia Soares. Revisão técnica (secretariada por
Fabio Bense): Completa - Christiana Gaburri, Elizabeth Miranda,
Hilda Drumond, José Peduti, Miriam Borba e Toni Brum. Parcial
- Bella Oakes, Celma Cristina di Celio, Daniela Rivoire, Gail
Swails, Louis Collins, Paulo Pires, Sonia Cruz e Silva e também
os demais participantes da pesquisa.
Direitos
autorais do texto: Cães&Cia, é proibida a
reprodução total ou parcial do texto
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