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Petrus veio para nossa casa no dia 08.04.05. Estava com dois meses. Nesta
idade, os Beagles são imbatíveis em passar carinho e ternura. Eles inspiram
paz e tranqüilidade para quem os vê e reparem: os Beagles têm cara de
cachorro, lembram infância, lembram crianças, lembram travessuras, por
isso é uma raça preferida pelos que querem simplesmente agradecer à vida.
Como todo Beagle, o Petrus tem uma carinha de carente e ao mesmo tempo
altivo.
Muita personalidade
Mais ainda: tem também muita personalidade. Tudo mudou
na rotina de nossa casa. Eu disse pra minhas filhas, quando elas eram
bem novinhas, que um dia compraria um cachorro pra elas, principalmente
a Carol, a mais nova, que sempre quis ter um cachorro, Dani, a mais velha,
também, mas sempre foi mais comedida nos pedidos. Um dia eu tinha que
realizar o sonho delas. Detalhe: Hoje Carol tem 17 e Dani 23 anos. Pois
é, somente agora decidi realizar o sonho da minhas filhas, mas devo confessar,
quando eu vi o Petrus lá no canil, quem "se apossou" dele fui eu. E, desde
então, o "Pai" é o Raimundo, este que vos escreve, e o Petrus é o irmão
mais novo ( e tenho dito!).
Ele chegou tímido, mas com personalidade, como já disse,
um traço marcante nele. Sempre farejando e roendo, farejando e roendo,
farejando e roendo... Até os quatro meses, qualquer lugar da casa era
banheiro pra ele, fora as coisas ruídas...
Quem quiser ter um beagle, tem que comprar muitos brinquedos
de plástico ou de borracha e muito osso. Haja paciência da dona Beth,
minha mulher, mãe da Dani e Carol e... "madrasta" do Petrus ( Chiiiiiiiiiii
, quando Beth ler isso, sei não...)
Nunca tivemos outros cães. Há algum tempo, tínhamos a Priscila,
um cágado, que me venderam como tartaruga, mas ela ou ele, não sabemos,
foi embora (doamos para a empregada) porque ela ou ele não era lá muito
sociável.
Na minha infância eu sempre tive cachorro, todos vira-latas,
um deles, o Rick, um labrador bem misturado , era meu e do meu tio Pedro
(viram o porquê do nome Petrus?). Guardadas as proporções, o Rick era
até bem parecido com o Petrus.
Quem vê a foto de um Beagle, é impossível não querer levar
pra casa. Reparem a foto vencedora do AU!Concours anterior (22).
Tinha cara de Pit Bull? Não! O ângulo da foto mostra uma cachorrinha dócil,
com aquele olhar meio que assustada, mas com cara de safada. Este foi
o motivo certamente da vitória da Tihara.
Vida social agitada
Petrus é muito sociável, brinca com outras raças. Parece
estar sempre de bom humor. Eu levo o Petrus para passear, acreditem, às
6:00 horas da manhã. É um passeio de cerca de 40 ou 50 minutos. Tem uma
casa, numa das ruas que caminhamos, em que há um casal de Dobermans, quando
o Petrus vem chegando começam os latidos, no início, Petrus tinha muito
medo, agora, late também para os brutamontes e mais ainda: por entre os
espaços das grades do portão da casa, eles ainda se cheiram por alguns
segundos.
Alguém já ouviu um latido de um Beagle? Parece um serenata
em dó maior. É isso mesmo, eles latem como se estivessem uivando. Em alguns
momentos, os "latidos" parecem o som das focas.
Uma vez em casa, por conta da sanha destruidora do Petrus,
temos várias "faixas de Gaza" ou "zonas de turbulência", onde Petrus é
terminantemente proibido ultrapassar. Porém, às vezes ele "esquece" dos
conselhos e invade as zonas proibidas, aí... o que estiver na frente será
devidamente destruído.
Muito bem, Carol esqueceu o quarto dela aberto, uma pantufa
novinha aguardava o Petrus.
O que será que aconteceu com a pantufa?
Petrus foi pego em flagrante delito, já preparava-se para
destruir o pé esquerdo de uma pantufa novinha.
O pé direito?
Um monte de trapos azuis circundava a cama de Carol. Pareciam
serpentinas em baile de carnaval. Ele olhava para Carol, que brigava com
ele, ele de língua pra fora, com um olhar de quem não fez nada e, por
isso não entendendo o motivo de estarem brigando apenas pelo simples fato
dele morder um pedaço de pano azul.
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