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WEIMARANER: PÊLO LONGO GANHA FORÇA
Rejeitado durante décadas, o Weimaraner de pêlo longo conquista
prestígio igual ao de pêlo curto perante a Cinofilia. Desprezado
durante décadas, o Weimaraner de pêlo longo tem conquistado
cada vez mais entusiastas, a partir de um trabalho iniciado
na Alemanha, seu país de origem. Essa raridade agora começa
a agitar cada vez mais a criação da raça, apesar de no Brasil,
fora eventuais exemplares nascidos em meio a ninhadas de pêlo
curto, ninguém se dedicar à variedade. Quando o Weimaraner
foi aprovado pela Delegierte Komission - primeira associação
cinófila alemã para todas as raças - , no ano de 1896, o padrão
não mencionava o pêlo longo - mas ele já nascia, eventualmente,
nas ninhadas de pêlo curto. O primeiro clube da raça, o Weimaraner
Klub, surgiu na Alemanha em 1897. "O pêlo longo foi ignorado
no início porque era tão incomum que os caçadores, principais
usuários da raça, não manifestaram interesse", declara Werner
Petri, atual presidente da entidade alemã - a responsável
pelo padrão oficial adotado pela Federação Cinológica Internacional
(FCI) - e também veterinário, caçador e criador de Weimaraner
pêlo curto. O pêlo longo começou a aparecer com mais freqüência
na década de 30. Em 1935, Alemanha e Áustria passaram a identificar
o comprimento das pelagens nos registros dos cães da raça.
O pêlo longo devia comprovar cinco gerações de linhagem. "Nós
não pretendíamos estabelecer o Weimaraner de pêlo longo como
uma nova raça, mas apenas aceitar e admitir essa dádiva da
natureza, que estupidamente vínhamos rejeitando", declarou
na época um impulsionador do Weimaraner, major Robert Herber.
PRESTÍGIO IGUAL
Dezessete anos depois daquele encontro, a pelagem longa entrou
no padrão oficial, em 1952, citada como bem rara. Passados
mais 38 anos, o pêlo longo conquistou prestigio igual ao do
curto, quando foi retirada do padrão a menção de que a pelagem
curta era a ideal. Cães & CIA publica esse padrão, de 1990,
adotado pela FCI desde 1992 e ainda não traduzido oficialmente
para o português. Nele são admitidas apenas as pelagens curta
e longa, enquanto o anterior previa também a intermediária.
"A pelagem de tamanho médio, citada no padrão anterior, foi
excluída porque os criadores concluíram não ser possível mantê-la
uniforme no plantel", relata Werner Petri.
NOVA ATITUDE
Duas cabeças de Weimaraner, uma de pêlo longo e outra de pêlo
curto indicam, no logotipo do Weimaraner Klub, desde 1995,
que a igualdade de prestígio das duas variedades é uma realidade.
O crescimento da variedade pêlo longo na Alemanha foi notável
nos últimos anos. De apenas 6% dos registros de ninhadas entre
1973 e 1975, saltou para 30%, entre 1994 e 1996. Mais usados
para a caça, os poucos que participam das exposições são julgados
juntos ou separadamente, nas mesmas condições. Não se deve
acasalar pêlo longo com curto, pois perde-se o controle sobre
qual tamanho de pelagem terão os filhotes dos descendentes
de pêlo curto. "Esses pêlos curtos são considerados mestiços",
diz Petri.. "Cruzar um exemplar de pêlo curto com um de pêlo
longo só é permitido mediante autorização especial do clube,
mas na prática isso não acontece", comenta Petri.
REFLEXOS
A valorização do pêlo longo se reflete em outros países. Na
Austrália, por exemplo, há um clube de Weimaraner em cada
Estado e todos apoiam o Weimaraner de pêlo longo. "Nosso logotipo,
que só tinha uma cabeça de pêlo curto, agora inclui uma de
pêlo longo", comenta Caron Hill, secretária do clube do Weimaraner
em New South Wales, que acompanha a raça há 16 anos. "Estamos
também instituindo medalha e troféu com as duas variedades
de Weimaraner apontando a caça." Desde 1996, o Australian
National Kennel Council especifica o tipo de pelagem no registro.
As duas variedades participam separadamente das exposições
e são vendidas a preços iguais. Mas nos Estados Unidos, que
concentra a maior criação de Weimaraner do mundo, o pêlo longo
é considerado desqualificante desde a década de 60 pelo Weimaraner
Club of America (WCA), que determina a pelagem curta como
ideal. Em 1951, a variedade de pêlo longo chegou a ser aceita,
mas apenas por um ano. Um comitê do WCA chefiado por um de
seus membros, Elena Smith, entre 1990 e 1993, coletou informações
visando colocar novamente o Weimaraner de pêlo longo nas pistas
das exposições. "Somente nós, americanos, desqualificamos
o Weimaraner de pêlo longo", constata ela. Foram cadastrados
donos de pêlo longo pesquisando cada proprietário, uma vez
que no pedigree não consta a variedade.
SURPRESA PELUDA
Em muitos países, o comprimento da pelagem não é anotado nos
registros do Weimaraner. "Todos os países que seguem a FCI
deveriam identificar as variedades ao registrá-las", observa
Raymond Triquet, membro da Comissão de Standard da FCI. No
Brasil, onde o Weimaraner pêlo longo é muito raro, os registros
ainda não identificam o tamanho da pelagem. "Vi apenas dois
Weimaraner pêlo longo: um no final da década de 80, numa exposição
em São Paulo, e outro no Rio de Janeiro há quinze anos", comenta
Josué Pedutti Neto, juiz de todas as raças pela CBKC. A criadora
de Weimaraner há onze anos, Jocy Carollo, pelo Canil Champions´
Castle Kennel, de São Paulo, há oito anos adquiriu um filhote
pêlo longo, nascido em uma ninhada de pêlos curtos. Tinha
a cauda amputada em quatro vértebras, como é costume fazer
com o Weimaraner pêlo curto mas não com o de pêlo longo. "As
características franjas na cauda e nas orelhas só são percebidas
depois dos dez dias de idade, se o filhote tiver pais de pêlo
curto, e aos três dias se o pai e a mãe forem de pêlo longo"
, comenta Jocy. Corta-se apenas uma vértebra da cauda do pêlo
longo, já que as franjas da cauda são esteticamente valorizadas.
Jocy resolveu comprar também uma fêmea de pêlo longo para
produzir ninhadas só de pêlo longo. Conseguiu encontrá-la
no Rio de Janeiro. Mas, diante da dificuldade de achar compradores
para a primeira ninhada de pêlos longos- algumas pessoas até
pensavam não se tratar de Weimaraner puro, desistiu da experiência,
mantendo até hoje o primeiro macho. A premiada criadora Ingrid
Heins do Canil Nobiskrug, do Rio de Janeiro, que só cria Weimaraner
há vinte anos, teve 82 ninhadas e nenhum filhote com pêlo
longo. "Apenas um padreador meu, importado dos EUA, gerou
dois filhotes de pêlo longo quando cruzou com uma fêmea de
outro canil." "Dois filhos dele, de pêlo curto e mães diferentes,
cruzados entre si, tiveram filhos de pêlo longo", conta. CORES
PROIBIDAS Azul: Não é prevista pelo padrão adotado pela FCI.
Weiner Petri garante: "Não há Weimaraner azul na Alemanha."
Na Austrália, Caron Hill, nunca viu um Weimaraner azul: "Apenas
tenho notícia de um filhote tido como azul, cujos pais apresentavam
uma pureza racial questionável". A cor é proibida pelo Weimaraner
Club of America, mas nos EUA há criação de azuis. "No mundo,
quando se fala em Weimaraner azul, pensa-se logo nos EUA",
observa Petri. E acrescenta: "As informações de que dispomos
indicam que o Weimaraner azul vem do cruzamento com o Dobermann."
A norte-americana Sharon Pulling, criadora há 18 anos, pelo
Canil Valkirie Weimaraners em Norton, Ohio, tem dois raríssimos
pêlo longo azuis, desenvolvidos por ela. Ela se dedica ao
Weimaraner de pêlo curto e longo, cinza e azul. "Considero
meus pêlo curto azuis puros Weimaraners, pois descendem de
mais de 12 gerações de acasalamentos entre Weimaraners", declara.
"Acredito ser a única no mundo a ter produzido o pêlo longo
azul, do qual estimo existir apenas doze exemplares no planeta,
incluindo os que tenho no canil e os vendidos por mim. "O
azul não é de raça pura, e perpetuar a mestiçagem é infringir
a boa ética da criação", adverte Ingrid Heins. A criadora
Sharon foi considerada anti-ética pelo Weimaraner Club of
America, que a expulsou. Cinza e marrom: Essa marcação é descrita
pelo padrão adotado pela FCI como sendo "em tons de fogo e
marrom-escuro", e é falta grave. "O aparecimento da marcação
tan - manchas marrons iguais às do Doberman, na face e nas
patas - ainda é comum em todo o mundo, embora os criadores
se esforcem para se livrar dela", diz a australiana Rosemary
Mayhew, de Queensland, criadora de Weimaraner de pêlo curto
e pêlo longo há 26 anos. "A marcação tan aparece esporadicamente
no Weimaraner e vem de antepassados longínquos", afirma Petri.
"Filhotes de cor cinza com marcações tan aparecem em várias
linhagens", comenta a australiana Caron Hill. "Essa marcação
deixa o Weimaraner muito diferente da sua aparência original",
acrescenta Sharon Pulling. Caron considera: "O fato de estarem
fora do padrão não impede que esses cães sejam amados por
seus donos. A diferença é que são vendidos por um preço mais
baixo e sem registro porque não podem ser usados na reprodução."
No Brasil, Jocy diz que "as marcações tan apareciam esporadicamente
há cerca de dez anos, mas agora praticamente inexistem."
PELAGEM LONGA DESDE O ÍNICIO
Elegante, com a exclusiva combinação do cinza da pelagem e
os olhos âmbar, o Weimaraner conquista um grupo seleto de
aficcionados pelo mundo, registrando uma produção restrita
de filhotes em comparação à maioria das demais raças caninas.
Foi desenvolvido em meados do século 19 para ser um cão de
caça completo, com faro apurado e facilidade de apontar a
caça e buscá-la, principalmente se estiver ferida. Naquela
época, a inteligência e o bom desempenho da raça impressionaram
o grão-duque e amante da caça, Karl August, da Turíngia, região
da cidade de Weimar, bem como os caçadores da sua corte. Exemplares
de pêlo longo nasciam em meio às ninhadas de pêlo curto, no
fim do século 19. Breve histórico: existem muitas teorias
sobre o Weimaraner. A única coisa certa é que desde o primeiro
terço do século 19 foi criado na corte do duque de Weimar
e empregado como cão de faro (sabujo). Por volta da metade
do século, antes do começo da criação de raça pura, estava
quase exclusivamente nas mãos de caçadores profissionais e
lenhadores na Alemanha Central, principalmente nas regiões
de Weimar e Turíngia. Os dias de glória dos sabujos haviam
passado e procedeu-se a cruzamentos prosseguindo a criação
com os produtos desses cruzamentos. Depois de 1890 a raça
foi submetida a uma criação planificada e controlada pelos
registros no livro de origem. Ao lado do Weimaraner de pêlo
liso, apareceu desde o começo do século uma variedade de pêlo
longo que não foi muito difundida. Depois que o Weimaraner
foi registrado e criado como raça pura, os cruzamentos com
outras raças especialmente com o Pointer, foram evitados.
Sendo criado como raça pura por quase cem anos, o Weimaraner
é provavelmente a raça mais antiga entre os cães de aponte
alemães.
PADRÃO OFICIAL
FCI n.º 99, de 10/1/1992. País de origem: Alemanha Utilização:
cão de aponte Aspecto geral: cão de caça, tamanho médio a
grande adaptado ao trabalho, seco, bem musculoso, elegante
em suas formas. Características sexuais masculinas e femininas
bem definidas. Proporções importantes: comprimento do corpo/altura
na cernelha: 12/11. Proporções da cabeça: um pouco mais comprida
da ponta do nariz ao stop que do que a stop ao occipital.
Proporções do membro anterior: a medida da cernelha ao cotovelo
é aproximadamente igual àquela do cotovelo ao meio do metacarpo
Comportamento e caráter: cão de caça polivalente, dócil, equilibrado,
apaixonado pela caça, perseverante na busca sistemática, sem
entretanto manifestar excesso de temperamento. Faro notável.
Ataca tanto a caça quanto animais nocivos. Por vezes se apropria
da caça, mas de maneira alguma é agressivo. Cão de aponte
e de trabalho na água. Qualidades notáveis no trabalho após
o tiro.
CABEÇA. Região do crânio: em perfeita harmonia com
o tamanho do cão e com as dimensões da região facial. Nos
machos o crânio é mais largo do que nas fêmeas, mas em ambos
os sexos a largura do crânio é bem proporcional ao tamanho
da cabeça. A testa apresenta sulco mediano. Protuberância
occipital é de pouco a moderadamente desenvolvida. Arcada
zigomática é bem visível. Stop pouco pronunciado. Região Facial
- Nariz: trufa grande, de cor clara/ escura variando gradualmente
nos tons de cinza, tornando-se mais acizentado em direção
à cabeça.. Focinho: comprido e forte principalmente nos machos.
Visto de perfil dá impressão de ser quase quadrado. Mandíbula
forte. Linha superior do focinho reta, freqüentemente apresenta
nariz romano, mas jamais côncavo. Lábios: medianamente pendentes,
da mesma cor clara que o palato. Comissura lábial pouco marcada.
Mandíbulas: fortes. Bochechas: bem musculosas, nitidamente
marcadas, cinzeladas. Dentes: dentição completa, regular,
possante, mordedura em tesoura. Olhos: cor de âmbar-claro
a âmbar-escuro, expressão inteligente. Os filhotes têm olhos
cor azul-claro. Redondos, colocados ligeiramente em posição
oblíqua, pálpebras bem ajustadas. Orelhas: largas e bastante
longas, alcançam aproximadamente a comissura labial. Inseridas
altas, estreitas na base, são ligeiramente arredondadas na
extremidade. Quando o cão está em atenção viram-se ligeiramente
para a frente formando rugas.
PESCOÇO:Portado nobremente, elegante, musculoso, quase
cilíndrico, não muito curto, seco, fica mais forte perto dos
ombros e se funde harmoniosamente com o tórax.
CORPO: linha superior: pescoço elegante, cernelha pronunciada.
O dorso é relativamente comprido e firme.
CERNELHA: bem pronunciada.
DORSO: firme e musculoso, sem ser arqueado, nem mais
alto na parte posterior. Um dorso um pouco comprido não é
um defeito, mas faz parte das características específicas
da raça. Garupa comprida, medianamente oblíqua.
PEITO: forte, mas não exageradamente largo, profundo
chegando até o cotovelo, suficientemente longo. Bem arqueado,
sem ser um barril, as costelas são longas e a região do esterno
bem marcada.
LINHA INFERIOR: ligeiramente esgalgada, não como lebrel.
CAUDA: inserida um pouco abaixo da linha do dorso comparada
a outras raças, forte, bem guarnecida de pêlos. Quando o cão
está em repouso é pendente, no trabalho ou quando está atento
é portada horizontalmente ou mais alta.Órgãos sexuais: os
machos devem ter dois testículos de aparência normal, perfeitamente
descidos no escroto.
MEMBROS. Anteriores -: observação geral: membros altos,
secos, retos, paralelos, jamais desviados. Ombros: compridos,
oblíquos, bem rentes ao tórax, musculosos. Boa angulação da
articulação escápulo-umeral. Braços: oblíquos, longos, fortes.
Cotovelos: livres, retos corretamente direcionados para a
frente. Antebraço: comprido e reto. Carpo: forte, firme. Metacarpo:
seco, ligeiramente oblíquo. Pés: fortes, paralelos. Dedos
fechados, arqueados. Os dedos médios mais compridos, que constituem
uma característica da raça, não um defeito. Unhas de cor cinza-claro
a cinza-escuro. Almofadas plantares firmes e bem pigmentadas.
Posteriores: observação geral: altos, secos, bem musculosos.
Paralelos, jamais desviados. Coxa: bom comprimento, forte,
bem musculosa. Joelho: forte, firme. Pernas: compridas, músculos
visíveis. Jarrete: forte e firme. Metatarso: seco, posição
vertical. Pés: fortes com dedos bem fechados, sem ergots.
Quanto às demais características seguir a descrição dos pés
anteriores.
MOVIMENTAÇÃO: fácil e ampla. Membros anteriores e posteriores
paralelos. Galope longo e raso. No trote o dorso permanece
reto. "Amble" é indesejável.
PELE: firme, bem aderente, mas sem excesso.
PÊLO. Natureza do pêlo: Pêlo curto (mas mais comprido
e mais denso comparado à maior parte dos cães de outras raças),
muito espesso, bem fechado. Com ou sem subpêlo. Pêlo longo:
pêlo de cobertura macio e longo, com ou sem subpêlo. Liso
ou ligeiramente ondulado. Pêlo na ponta das orelhas, comprido
e bem caído. Na extremidade das orelhas o pêlo aveludado é
admissível. Comprimento do pêlo nas costas de 3 a 5 cm, sobre
o pescoço, no peito e ventre um pouco mais longo. Bom culote
e franja onde o comprimento diminui em direção à parte inferior.
Belo penacho na cauda. Pêlo entre os dedos. Na cabeça, pêlos
menos compridos. Um pêlo lembrando pelagem dupla com pêlo
de cobertura de comprimento médio fechado, estirado, subpêlo
cheio, franjas medianamente desenvolvidas com culotes aparecem
nos cães com patrimônio genético misto.Cor do pêlo: cinza-prateado,
cinza-escuro, cinza-rato e todas as tonalidades intermediárias
dessas cores. A cabeça e orelhas são geralmente de cor um
pouco mais clara. Manchas brancas só são permitidas no peito
e nos dedos. Sobre o meio do dorso há uma risca escura mais
ou menos marcada "risca de enguia". Os cães que apresentam
marcas de fogo vermelho a amarelo só podem obter em exposição
qualificação BOM. Marcas fogo marrom-escuro constituem defeito
grave.
TAMANHO/PESO: altura na cernelha: Para machos: de 59
a 70 cm, tamanho ideal 62 a 67 cm. Para fêmeas: de 57 a 65
cm, tamanho ideal de 59 a 63 cm. Peso: machos: 30 a 40 kg.
Fêmeas: 25 a 35 kg.
FALTAS: tudo que se desvie do stantard acima deverá
ser considerado defeito e penalizado conforme a gravidade.
FALTA GRAVES: desvios de tipo, dimorfismo sexual. Proporções
irregulares, ligeiros desvios de caráter. Crânio: irregularidades
no tamanho e proporções. Região facial: defeitos importantes
como: lábios muito desenvolvidos, focinho curto ou pontudo.
Maxilares e dentes: ausência de mais de 2 PM ou M 3 . Olhos:
defeitos nas pálpebras principalmente defeitos ligeiros e
unilaterais. Orelhas: muito curtas ou longas, jamais voltadas
para a frente. Pescoço: barbelas, desvio da forma e desenvolvimento
da musculatura. Dorso: selado ou carpeado, parte traseira
mais alta. Peito/ventre: peito em barril, descido insuficientemente
, curto, ventre muito esgalgado. Órgãos sexuais: defeitos
de forma, tamanho ou consistência dos testículos. Membros
anteriores: angulação insuficiente, cotovelos desviados, pés
abertos. Membros posteriores: jarretes de vaca ou arqueeados,
pés abertos. Movimentação: falha em qualquer tipo de movimentação.
Passo de camelo (amble). Pele: pele muito fina ou muito grossa.
Pêlo: natureza do pêlo intermediário entre pêlo liso e pêlo
longo. Ausência de pêlo na barriga e nas orelhas. Pêlo lanoso
na variedade pêlo liso. Pêlo fechado ou pouco abundante na
variedade pêlo longo. Cor: cor diferente dos tons de cinza
por exemplo: amarelado ou amarronzado; manchas fogo de cor
marrom. Observação importante sobre tamanho e peso: exemplo:
variação de 2 cm acima ou abaixo do estipulado no standard.
FALTAS DESQUALIFICANTES: absolutamente atípico, pesado
ou leve. Totalmente mal proporcionado. Defeitos de caráter
agressivo ou medroso. Crânio: atípico, como o do Bulldogue.
Região facial: focinho fortemente côncavo. Maxilares/dentes:
prognatismo superior/inferior, ausência de mais dentes do
que permitida nos defeitos graves. Olhos: entrópio/ectrópio.
Orelhas: atípicas. Pescoço: com muita barbela. Dorso: carpeado,
selado fortemente, traseiro muito alta. Peito/Ventre: peito
em barril extremamente pronunciado, má-formação. Órgãos sexuais:
monorquia/ criptorquia.. Membros anteriores: raquíticos ou
mal-formados. Membros posteriores: displasia. Movimentação:
má movimentação em todas as modalidades. Pele: má-formação
e infecções cutâneas. Cor do pêlo: cor diferente do cinza,
manchas fogo de cor marrom muito extensas. Branco fora do
peito e pés. Natureza do pêlo: ausência parcial ou total do
pêlo. Variação importante das medidas: acima ou
abaixo. Má-formação ou doenças: doenças com fundo hereditário
como por exemplo: epilepsia. Esta lista de defeitos
não enumera todos os defeitos existentes. Limita-se a dar
exemplos. Traduzido para Cães & Cia por Anita Soares.
PARA SABER MAIS:
Livros:
1) Weimaraner Ways, de Virginia Alexander e Jackie Isabell,
da Editora Sunstar, em Germantown, MD.
2) The Complete Weimaraner, de William Denlinger, Howell Book
House, Richmond, VA Revistas: The Weimaraner Magazine, do
Weimaraner Club of America.
Clube:
Weimaraner Club of America, Muskoger, OK, tel. (001918) 686-6027.
Agradecemos aos entrevistados;
aos veterinários Cyntia Peixoto, da Clínica Pêlo & Pena, São
Paulo, e Silvio Lima Duarte, da Clínica Dog´s Doctor, do Rio
de Janeiro, pelas informações da tabela de saúde e às criadoras
Deborah Neuman, de Lurnea, Austrália, e Samantha Studholm,
de North Ride, Austrália. Reportagem: Igor Vinícios (Coordenação:
Marcos Pennacchi e Flávia Soares). Texto: Sílvia Lakatos,
(Roteiro e finalização: Marcos Pennacchi). Revisão Técnica
( secretariada por Fábio Bense). Completa: Hilda Drumond,
Ingrid Heins, Jocy Carollo, José Pedutti Neto, Werner Petri,
Parcial: Caron Hill, Elena Smith, Raymond Triquet, Rosemary
Mayhew, Sharon Pulling. Foto: Luiz Henrique Mendes Prop: Canil
Alternativa
Direitos autorais do texto: Cães&Cia,
é proibida a reprodução total ou parcial
do texto
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