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"Ele
está sempre sendo divulgado na mídia e é um cão pequeno,
que requer pouco gasto do proprietário e também não exige
muito espaço, nem exercício para viver bem, atendendo
à necessidade de muita gente aqui."
Caroline Jonhston |
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WESTIE
UM BOM COMPANHEIRO
Popular em alguns países e raro em outros, o West Highland
White Terrier - ou apenas Westie - encanta as pessoas com
quem convive na Inglaterra e na Escócia, é muito comum encontrar
Westies passeando nas ruas com seus donos", informa a inglesa
presidente do clube do West Highland White Terrier, na Grã-Bretanha,
Caroline Jonhston. Na França ocorre o mesmo: "Qualquer um
que saia de casa tem grandes chances de ver um Westie pois
a raça é realmente comum no país", afirma a secretária do
clube da raça na França, Marie Claire de Sahri. Nesses países,
a popularidade do Westie lhe garante grande prestígio. No
ranking de registros de nascimentos anuais da Grã-Bretanha
é a terceira raça mais registrada. Na França é a oitava. "O
Westie ganhou a simpatia do povo britânico", atesta Caroline.
"Ele está sempre sendo divulgado na mídia e é um cão pequeno,
que requer pouco gasto do proprietário e também não exige
muito espaço, nem exercício para viver bem, atendendo à necessidade
de muita gente aqui." No entanto, a satisfação plena e a adoração
incondicional pelo cão são os sentimentos que predominam para
as poucas pessoas que convivem com Westies no Brasil. Pelo
menos é assim que se sentem os cinco proprietários particulares
entrevistados para essa reportagem. Com base na observação
do dia-a-dia, eles relatam as características da raça e a
maneira como lidam com ela.
FESTA PARA TODOS QUE NÃO AMEAÇAM
Ana Lúcia tem 35 anos e mora com o marido em uma casa com
jardim em São Paulo. Conheceu o Westie em uma viagem à França,
há cerca de cinco anos. Achou o cão uma graça e se aproximou
do dono. Como todo bom Westie, sociável com todos que não
o ameacem, o cão foi logo festejando Ana e o marido Cláudio.
Cláudio tirou uma fotografia do cão, voltou ao Brasil e começou
a pesquisar para achar aquele cachorro. Pouco tempo depois,
comprou Katharine e a deu para Ana. "O primeiro motivo que
me fez prestar atenção na raça, quando a vi na França, foi
o fato de ser diferente, de eu não conhecê-la. Além disso,
quando fui falar com o dono, o cachorro já me recebeu abanando
o rabo, o que me cativou pela simpatia. Depois de comprar
Katharine, me identifiquei tanto com o estilo carinhoso e
sociável da raça que adquiri Freddy, um macho que está com
cinco meses. Até ele, que é filhote, já parou de roer os móveis.
Foi muito fácil. Bastou dar brinquedinhos e falar 'não' quando
ele ameaçava fazer alguma coisa errada. Hoje, sua maior traquinagem
é roubar um chinelo e escondê-lo embaixo da churrasqueira.
Mas nem roer o chinelo, ele rói. Apenas o pega. Katharine
nem isso faz. O segredo para que lhe obedeçam, quando você
por exemplo quer que saiam de algum lugar, é usar um tom de
voz bem sério e firme. Eu não tenho filhos, mas quando meus
sobrinhos pequenos vêm aqui, Katharine se esconde. Ela não
gosta muito de ser carregada no colo, de ser apertada e de
ficar perto de pessoas que falem alto demais. Como as crianças
costumam fazer isso, ela as evita. Já Freddy, talvez por ser
filhotão, é mais de farra e topa brincar com as crianças.
Katharine, que já tem a personalidade definida de um adulto,
demonstra muito ciúme de mim. Quando o Freddy chegou, eu mal
podia me aproximar dele - ela rosnava ameaçando-o. O meu marido,
no entanto, podia brincar com o Freddy, que ela nem ligava.
Hoje, isso não ocorre mais, e os dois são muito amigos. Quando
o telefone toca, Katharine vai até onde eu estiver e fica
indo e voltando do aparelho até mim, para que eu o atenda.
Se quem está ligando é a minha mãe ou a minha irmã e eu aciono
o viva-voz, Katharine reconhece a voz delas e fica toda feliz.
Ela já viajou de carro comigo. No início, estranhou. Latiu
bastante e ficou agitada, olhando pelos vidros do carro. Depois
de cerca de meia hora, acalmou, deitou no banco detrás e dormiu.
"A única mudança que tive de fazer na casa por causa dos cachorros
foi colocar os vasos de flores no alto em vez de mantê-los
no chão. Katharine adorava tombá-los e esparramar a terra
pelo quintal. Os dois são grandes companheiros. Vivem me seguindo
pela casa. Até durante o banho mantenho a porta aberta para
eles ficarem por perto. Meu marido e eu sonhamos em ter uma
chácara para ter diversos Westies correndo pelo local, pois
são muito brincalhões e alegres."
SOCIÁVEL, DE PÉS NO CHÃO
Beatriz Mendes tem 25 anos, mora com os pais, um dos irmãos
e a avó, em um apartamento, em São Paulo. O Westie entrou
em sua vida por acaso. Seu irmão ganhou um exemplar da raça
de uma amiga que tinha uma ninhada em casa. Hoje, o cão, apelidado
de Buddy, tem um ano e meio de idade e escolheu Beatriz como
dona. "Todo dia às seis e meia da manhã, Buddy sai do meu
quarto, onde dorme, e vai até o da minha avó para acordá-la.
É ela quem o leva para o passeio matinal. No começo, quando
era filhote, aprendeu em uma semana a fazer xixi somente no
jornal. Depois de vacinado, habituou-se a fazer as necessidades
na rua. Quando ele está passeando, é super amistoso com todos
os que se aproximam dele. Para cumprimentar as pessoas, fica
em pé sobre as pernas de trás e bate as patinhas da frente,
como se estivesse batendo palmas. Durante a tarde, seu programa
predileto é assistir à televisão. Fica um tempão sentado prestando
atenção. Às vezes, assiste ao filme inteiro. Se aparece algum
animal na tela, vai correndo cheirar o televisor Ele adora
a nossa companhia. Mas, se alguém estiver de pé e o pegar
no colo, fica se contorcendo para que o soltem. Não é do tipo
destruidor. Sempre demos brinquedos e biscoitos de cachorro
para acostumá-lo a só mexer nas coisas dele. Deu certo. Ele
tem mania de ficar farejando os canteiros e rolando na grama,
quando sai para passear. O Buddy é supersociável com as visitas.
Todos que vêm em minha casa são festejados por ele e adoram
brincar com as crianças. Mas se alguém passar dos limites,
ele chega a rosnar. Meus sobrinhos pequenos, por exemplo,
que às vezes fazem bagunça demais e assustam o Buddy, já levaram
algumas rosnadas, mas nunca foram mordidos. Com outros cães,
o Buddy é folgado e não tem noção do seu tamanho. Na rua,
sempre enfrenta os cachorros, principalmente os maiores. Carro,
ele adora. Basta a gente falar "para trás", que ele vai imediatamente
para o banco traseiro e fica olhando pela janela.
DONO
AUSENTE NÃO É PROBLEMA
Sonia
Spohr é estudante de veterinária, tem 23 anos e mora com a
mãe e com a irmã numa casa com jardim, no Rio. Conheceu a
raça há dois anos através de uma enciclopédia canina. Adorou
a aparência do cachorro que, como ela mesmo define, é bonito
e diferente dos demais cães de pequeno porte. Pouco tempo
depois, Sonia viajou para a Alemanha, onde viu um Westie ao
vivo pela primeira vez. Parou o proprietário e perguntou sobre
o temperamento da raça. A resposta: não late à toa, é inteligente
e independente. Sonia voltou ao Brasil e comprou um Westie
em um canil nacional.
Desde então convive com Buddy, um exemplar macho. "Além de
me ter apaixonado pela aparência do Westie, eu queria um cão
que não fosse muito barulhento e que não se abalasse demais
com a ausência do dono.
Em casa, todos trabalham fora e normalmente não fica ninguém
durante o dia. Por isso, a descrição do alemão me convenceu
de uma vez por todas. Buddy foi acostumado desde pequeno a
passar o dia sozinho dentro de casa. Quando chego, por volta
das seis horas, ele fica chamando a minha atenção. Deita no
chão, se esparrama e pede colo. Mas não é de ficar grudado.
Não gosta de permanecer muito tempo no colo e quando sobe
na minha cama, fica só um pouquinho e já desce.
É diferente do Poodle do meu namorado que quer dormir o tempo
todo com ele na cama. Buddy só late se alguém que nunca viu
ficar parado em frente de casa. Todo final de tarde, solto
o Buddy no jardim. Fico junto pois ele tem mania de cavar
a terra. Apenas na véspera do seu banho semanal, permito que
ele cave, em uma parte do terreno que deixei reservada só
para isso. É engraçado vê-lo no jardim. Ele faz pose de cão
de guarda, andando empinadinho, como se estivesse defendendo
o território. Gosta de se distrair correndo atrás de passarinhos
e de gatos, mas nunca consegue pegá-los. Acho que talvez tenha
faltado voz de comando para tornar Buddy mais solícito às
nossas ordens. Ele só obedece por conveniência.
O fato é que, hoje, só aceita um comando se ganhar alguma
coisa em troca, como um brinquedo ou uma comida, ou se por
algum motivo estiver a fim de nos agradar naquele momento.
Se cisma que quer ficar em um lugar específico da casa, você
pode tirá-lo de lá vinte vezes que ele faz o possível para
voltar. Nos fins de semana, por exemplo, a gente costuma levá-lo
para passear em um bosque.
Ele sabe direitinho quando é sábado e domingo. É nesses dias
que a família fica mais reunida e tudo que eu mando o Buddy
fazer, ele faz. A meu ver, ele imagina que por se comportar
bem irá ao bosque.
O incrível é que basta chegarmos lá para que ele mostre a
sua personalidade forte: por mais que eu ordene alguma coisa,
ele não atende. Esse jeito do Buddy me diverte, pois na verdade
é uma demonstração da sua auto-suficiência. Mas isso às vezes
pode trazer problemas. Ele foi atropelado porque resolveu
perseguir um gato e ignorou completamente os meus gritos para
parar. Hoje, ele está bem, mas ainda faz fisioterapia e acupuntura.
Em casa, Buddy nunca foi destruidor. Apenas uma única vez,
roeu o pé de uma mesa. Eu pus pimenta no local e dei brinquedos
para ele. Nunca mais o episódio se repetiu. Quando era filhote,
aprendeu super-rápido a fazer xixi no local certo. Em uma
semana, já acertava todas as vezes."
ALUNO
APROVADO EM CASA, PASSEIOS E CARRO
Jorge Amorim é empresário, mora em Brasília com a mulher e
com as três filhas. Conheceu o Westie há quatro anos, quando
estava procurando um cachorro de guarda para a sua casa. Foi
a um canil de Rottweiler.
A criadora tam- bém criava Westie e tinha um filhote. Sua
filha menor, a Juliana, na época com 11 anos, se encantou.
"Foi a primeira vez que um cachorrinho filhote tomava a iniciativa
de brincar com ela. Eu também adorei o cachorro e quis comprá-lo
para Juliana. Mas ele estava reservado, e a criadora não me
vendeu. Ofereci exemplares de outra raça para minha filha,
mas não adiantou. Ela queria mesmo um Westie.
Então, reservamos uma fêmea no canil. Esperamos oito meses
para que o filhote chegasse.
Demos a ela o nome de Brisa. Um ano depois, encantado com
a raça, resolvi comprar outra fêmea de Westie, que chamei
de Nel. " Coloquei as duas para receber aulas de adestramento
e fiquei muito satisfeito com o resultado. Hoje, elas obedecem
a todas as nossas ordens. Se falo "não" para alguma coisa,
elas não fazem. Se falo "canil", elas vão para o canil. Se
falo ‘junto’, elas param o que estão fazendo para ficar ao
meu lado. Também só fazem as necessidades no jardim. Se estão
dentro de casa e sentem vontade de fazer xixi, latem em direção
à porta para a gente abri-la. Quando eram filhotes, às vezes
roíam os móveis. Usamos o método da substituição. Jogávamos
um brinquedo para distraí-las, e elas se acostumaram a pegar
apenas o que lhes pertence. Tenho sobrinhos pequenos, e as
cadelas brincam com eles. No entanto, se as crianças passarem
dos limites ou gritarem demais, elas latem e se escondem.
Além das Westies, tenho dois Rottweilers e um Chow Chow. Como
todos conviveram desde pequenos, se entendem bem. Já com cachorros
desconhecidos, elas latem, rosnam e, se deixarmos, até arriscam
a vida. Gostam de andar de carro.
E até reconhecem os caminhos que fazemos. Se estamos indo
em direção ao parque que costumamos freqüentar nos fins de
semana, as Westies ficam animadas.
Em compensação, se vamos para os lados da clínica veterinária,
vão bem quietinhas e tristonhas. Como são adestradas, podem
passear soltas conosco no parque. Mas no outro dia, minha
mulher se distraiu e não percebeu quando Brisa foi em direção
ao lago. Quando notou, Brisa já tinha mergulhado para pegar
uma carpa. O responsável pelo parque teve de tirá-la de dentro
do lago. Por causa desse instinto de caçador dos Westies,
precisei construir uma mureta ao redor da minha casa para
evitar que entrem sapos. É que a Brisa por duas vezes se intoxicou
ao caçá-los. A pior maneira de convencer um Westie a fazer
alguma coisa é gritando com ele. Uma vez, quando Brisa ainda
era filhote, ela fez as necessidades no quarto da Fernanda,
a minha filha do meio. A Fernanda gritou e brigou muito com
a cadela. Depois desse dia, Brisa começou a fazer as necessidades
sempre no quarto de Fernanda, que ficava enlouquecida. Então
eu disse para minha filha: seja firme e séria mas não grite
e esbraveje demais. Funcionou. Nunca mais Brisa repetiu o
erro.
CHARME
E ESPERTEZA
Maria Julia Barbosa tem 15 anos, é estudante do 2º grau e
mora numa casa com jardim, em Porto Alegre, com seus pais
e com a irmã mais nova. O romance dela com o Westie é um típico
caso de paixão à primeira vista. Assim que viu o primeiro
Westie em sua vida, o comprou. Foi em 1996. Ela entrou em
um pet shop e ele era um dos filhotes à venda. Eu me apaixonei
na hora. Para mim, então, que estava querendo um cachorro
pouco comum, ele era o ideal. Comprei-o e o chamei de Mike.
Na rua, ele é uma atração. Todo mundo me pára para perguntar
qual é a raça. Apesar de o Mike ser meu, escolheu minha mãe
como dona — afinal, é com ela que ele fica mais tempo. Aonde
mamãe vai, o Mike vai atrás.
Ele gosta de ficar na companhia da família. Se estamos na
sala, o Mike também está. Se mudamos de ambiente, ele também
muda. Mas não quer ser carregado no colo e nem fica encostado
na gente. Para ele, basta estar nas proximidades. Mike dá
várias demonstrações de inteligência. Quando escuta o barulho
da água do chuveiro, sai correndo e se esconde.
É que ele sabe que há grande chance de o ‘banho da vez’ ser
o dele. Quando estamos vendo TV, presta muita atenção.
Tenho certeza de que entende pelo menos uma parte do que assiste.
Quando aparece um cachorro na tela, ele sai do sofá e vai
cheirar a TV ou procurar o colega canino atrás do aparelho.
Ele também percebe quando a gente vai viajar no final de semana,
pois vê as malas. Temos de ficar atentos nessas ocasiões.
Como na maioria das vezes não o levamos conosco, ele costuma
fazer xixi nas malas em sinal de protesto. Ou, então, entra
escondido no carro, mas sempre é descoberto. O Mike late pouco.
Normalmente, apenas quando toca a campainha ou quando quer
chamar a nossa atenção por que ninguém está dando bola para
ele. Uma vez mordeu um amigo da minha irmã que o encheu muito.
O Mike estava deitado, bem sossegado, e o menino foi lá e
ficou cutucando a barriga dele. Isso foi demais, e ele revidou
a provocação com uma mordida, mas não machucou muito. Antes
disso, nunca tinha reagido mal a uma criança. Mas depois passou
a apresentar uma reação agressiva com crianças que tentam
encostar nele: já mordeu mais três. Quando era filhote, às
vezes roía os móveis ou pegava o sapato de alguém. Mas conforme
crescia e era educado pela gente a só pegar os seus brinquedos,
parou completamente."
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PADRÃO
GERAL
CBKC no 085, de 11/5/1994 FCI no 85 d, de 24/6/1987 País
de origem: Grã- Bretanha. Nome no país de origem: West
Highland White Terrier. Prova de trabalho: para o campeonato,
independe.
APARÊNCIA GERAL: solidamente construído. Peito
bem profundo, como também as últimas costelas. O dorso
é reto. Os posteriores possantes com membros bem musculados,
comprovando, evidentemente, a magnífica combinação da
força com agilidade.
CARACTERÍSTICAS: pequeno, ativo, repleto de energia,
rústico, dotado de uma boa dose de amor-próprio, com um
ar maroto.
TEMPERAMENTO: vivaz, alegre, corajoso, independente
mas, afetuoso. .
CABEÇA E CRÂNIO: crânio ligeiramente arqueado.
Visto pela frente, apresenta um contorno homogêneo. O
crânio, desde as orelhas até os olhos apresenta um sutil
afilamento. A distância do occipital ao stop é levemente
maior do que a cana nasal. A cabeça é revestida de pelagem
densa; portada de maneira a formar um ângulo reto ou agudo
em relação ao eixo do pescoço.
A cabeça não deve ser portada na extensão. A cana nasal
vai adelgaçando gradualmente dos olhos para a trufa.
O stop é marcado; formado pelas arcadas superciliares
toscas, situadas imediatamente acima dos olhos e ligeiramente
de prumo com uma leve depressão entre os olhos.
A cana nasal não é romana; não cai bruscamente sob os
olhos, onde é substanciosa. Os maxilares são fortes e
de igual comprimento. A trufa é preta, muito grande, e
confere um perfil sem reentrâncias com o restante do focinho.
A trufa não deve ficar projetada para a frente. Olhos
- bem separados, de tamanho médio, sem serem redondos,
tão profundos quanto possível. Ligeiramente aprofundados
na cabeça, vivos e inteligentes, o que, sob os supercílios
rústicos conferem um olhar penetrante. Olhos claros é
um defeito muito grave. Orelhas - pequenas, eretas e portadas
firmemente e terminam pontiagudas. Inserção moderada,
nem muito afastadas, nem muito próximas. O pêlo das orelhas
é curto e liso (aveludado) e não deve ser aparado. As
orelhas não deverão ter qualquer franja na ponta. As orelhas
redondas na ponta, longas, grandes ou grossas, como as
revestidas de pelagem abundante constituem defeito grave.
Maxilares - tão amplos entre os caninos que torna-se compatível
com a expressão marota almejada. Os dentes são grandes
para o porte do cão e apresentam uma articulação em tesoura,
isto é, os incisivos superiores recobrem os inferiores
em contato justo e são engastados ortogonalmente aos maxilares.
PESCOÇO: de comprimento suficiente para permitir
o almejado porte correto da cabeça; musculado espessando
gradualmente para a base de maneira a fundir-se com os
ombros bem oblíquos.
ANTERIORES: os ombros são inclinados para trás.
As escápulas são longas e bem amoldadas às paredes da
caixa torácica. A articulação escápulo-umeral deve estar
à frente e os cotovelos bem para trás para permitir o
movimento bem fluente dos membros, paralelamente ao plano
médio do tronco. Os membros anteriores são curtos e musculados,
retos e revestidos de pelagem curta, dura e densa.
TRONCO: compacto. O dorso é reto, o lombo é largo
e forte. O peito é bem profundo, as costelas bem arqueadas
na metade dorsal, apresentando um aspecto um tanto plano.
As costelas caudais têm uma profundidade considerável
e a distância da última costela à garupa é tão curta que
permite o livre movimento do tronco.
POSTERIORES: fortes, musculados e largos, vistos
de cima. Os membros são curtos, musculados e enervados.
As coxas são muito musculadas e não muito afastadas. Os
jarretes são angulados e bem posicionados sob o tronco
de maneira a ficarem muito próximos um do outro, quer
o cão esteja em stay ou em movimento. Os jarretes sem
angulação ou cedidos são defeitos graves.
PATAS: as anteriores são maiores que as posteriores;
redondas proporcionadas ao talhe, fortes, providas de
coxins espessos e revestidas por uma pelagem curta e dura.
As posteriores são menores e também providas de coxins
espessos. A sola dos coxins, assim como as unhas devem
ser preferencialmente pretas.
CAUDA: de comprimento de 12,5 a 15 cm, revestida
de pêlos duros, sem franjas, tão duros quanto possível,
portada alta mas, sem ser empinada ou curvada sobre o
dorso. A cauda longa é um defeito mas, de forma alguma
poderá ser amputada. MOVIMENTAÇÃO: desembaraçada, reta
para a frente e fluente desde a escápula. Nos posteriores
a movimentação é fluente, possante e compacta. Joelhos
e jarretes bem angulados e os jarretes trabalham sob o
tronco para proporcionar a propulsão. Uma movimentação
rasteira ou afetada nos posteriores, ou mesmo jarretes
de vaca são defeitos graves.
PELAGEM: dupla. O pêlo é duro de comprimento em
torno de 5 cm, sem qualquer cacho. COR: branco.
TALHE: altura, na cernelha, em torno de 28 cm.
FALTAS: qualquer desvio, dos termos deste padrão,
deve ser considerado como falta e penalizado na exata
proporção de sua gravidade.
NOTA: os machos devem apresentar dois testículos,
de aparência normal |
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PARA
SABER MAIS
Clubes: Inglaterra - West Highland White Terrier Club, tel.
(0044150) 688-0191. França - Club Du West Highland White Terrier
De France, tel. (00331) 3911-4753. Livros: 1) West Highland
White Terrier: An Owner's Companion, de Roger Wright, editora
Crowood Press, Wiltshire, UK. Tel. (0044167) 252-0320. 2)
Westies Today, de Derek Tattersall, Howell Book House, Nova
York. Tel. (001212) 654-7503. Agradecemos a consultoria de
Nora Jacobs e aos entrevistados inclusive aos não citados
no texto, Jacy Carollo, Leila Lima, Clícia Ribeiro Lutti e
Edith Dickman. Reportagem: Adriana Mori (coordenação Flávia
Soares. Revisão técnica: Secretariada por fábio Bense. Rev.
completa: Hilda Drumond, José Pedutti e Nora Jacobs. Parcial:
feita pelos proprietários.
Fotos: Adriano Bacchella e Paulo Fasanella
Direitos
autorais do texto: Cães&Cia, é proibida
a reprodução total ou parcial do texto
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