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  INFORMACÃO<Guia de raça << YORKSHIRE >>
   

A distribuição e a tonalidade impecáveis da coloração são sofisticações muito valorizadas, presentes desde o primeiro padrão da raça, do final do século 19

 
 



 

YORKSHIRE: CORES VALIOSAS

Um dos desafios em criar o Yorkshire é obter as cores no tom correto. Conheça o intrincado universo da coloração na raça. Por menos relevância que a cor de um cão sugira, no caso do Yorkshire quando se fala em co, se fala de um dos maiores desafios da criação. A distribuição e a tonalidade impecáveis da coloração são sofisticações muito valorizadas, presentes desde o primeiro padrão da raça, do final do século 19, feito na Inglaterra. Está definido que cada Yorkshire deve ter duas cores: o azul-aço escuro (cinza-brilhante quase preto tendendo ao azulado) e o fulvo (amarelo-tostado, como define o Dicionário Aurélio). Uma cor não pode invadir a outra e nem as duas se mesclarem. O azul-aço não dee sr escuro demais a ponto de ficar preto, e nem claro, parecendo prateado. Quanto aos pêlos fulvos, são levemente mais claros nas pontas do que nas raízes, e produzem um colorido dourado intenso. Por menos relevância que a cor de um cão sugira, no caso do Yorkshire quando se fala em co, se fala de um dos maiores desafios da criação. A distribuição e a tonalidade impecáveis da coloração são sofisticações muito valorizadas, presentes desde o primeiro padrão da raça, do final do século 19, feito na Inglaterra. A relevância das cores fica evidente na escala de pontos publicada no padrão oficial de 1895. Nele, as maiores pontuações referem-se à coloração. A um bom fulvo eram dados 15 pontos sobre um total de 100, distribuídos entre dez ítens.

  "Ele é inteligente, obediente, vibrante, lucindamente carinhoso, divertido e rincalhão."  

Um bom azul-aço, em conjunto com a abundância da pelagem, valia 25 pontos. Essa última pontuação, desdobrada alguns anos depois, teve mais da metade de seu valor dado à cor: 15 pontos. Apesar de a escala ter sido abolida, o perfeccionismo desejado para as cores continua claro no padrão. Ele define as tonalidades ideais e como deve ser a distribuição das cores na cabeça, nas pernas, na cauda, no dorso e no antepeito do York. Para complicar, há a caixinha de surpresas da mudança de cores durante o crescimento do Yorkshire. Ele vem ao mundo mais escuro que o desejado. Nasce preto, com o dourado quase marrom e não totalmente distribuído. Graças a uma verdadeira metamorfose, o dourado se alastra e as cores clareiam, processo que costuma continuar até cerca de dos anos de idade. Até lá, um pequeno clareamento, ou a ausência dele, pode sinalizar um possível sucesso ou fracasso. Apostar num exemplar, iniciando-o na carreira das exposições de beleza e, de repente, perceber que a pelagem clareou demais ou de menos, é um episódio comum. Como se vê, ter um York com as cores perfeitas em todos os detalhes, é uma tarefa pra lá de difícil.

VIBRANTE

"Ele é inteligente, obediente, vibrante, alucindamente carinhoso, divertido e brincalhão." Esta é a definição apaixonada e absolutamente verdadeira de Claremi sobre o temperamento do Yorkshire. Um dos motivos que o tornam tão encantador tem suas raízes na própria função original da raça. É um Terrier - grupo que abrange mais de 30 raças, todas ativas, destinadas a localizar e caçar animais em tocas, sem a ajuda humana. Daí o estilo independente e esperto. É capaz de resolver problemas sozinho, analisando a causa e a consequência dos acontecimentos. "Costumo deixar os comedouros dos meus Yorks perto de onde estou. Quando vou sair, começo a pôr os sapatos e a pegar a bolsa, logo eles levam os comedouros à cozinha, perto das casinhas deles, e deitam lá, pois sabem que não irão comigo", conta Claremi. O Yorkshire, ainda que não esteja entre os tops da obediência canina, é bem cotado no quesito obediência, pelo livro A Inteligência dos Cães, no qual o psicólogo canadense Stanley Coren compara 133 raças, classificando-as em 79 posições. Ele ocupa o 27º lugar e é o primeiro entre os Terriers. Conforme descreve Stanley, raças com tal posição costumam obedecer a uma ordem 70% das vezes ou mais. A exemplo de todos os Terriers, a alegria do Yorkshire o faz estar sempre em movimento. Segue o dono e adora brincar, mesmo depois de velhinho. Alguns criadores, que conviveram com exemplares muito pequenos - com menos de dois quilos de peso -, observaram que os menores costumam ser mais irritadiços e ativos qe os maiores. É claro, o ambiente e a educação influenciam muito o comportamento, mas os exemplares de menor tamanho carregam uma predisposição à hiperatividade. "Vi muitos Yorkshires com menos de dois quilos e eram nervosos demais, latiam para tudo e não paravam quietos", relata Suely. Sonia confirma: "São mais irritadiços e agitados." Além disso, quanto menor o cão, mais sujeito a acidentes e a alguns males que ocorrem na raça e menos resistente a enfermidades ele se torna. É verdade que o padrão determina que a raça deve ter até 3,1 quilos, sem estabelecer peso mínimo. Mas os criadores mais experientes não aconselham procurar por cães menores de dois quilos. Em contrapartida, desestimulam os Yorkshires acima dos três quilos estabelecidos pelo padrão. "De forma geral, perdem a leveza do andar", afirma Claremi. Além de ver o tamanho dos pais, que pode influenciar o do filhote, Elaine dá uma dica para saber se o Yorkshire terá a medida certa: "Não é certeza, mas a tendência dos filhotes de pernas mais finas de uma ninhada é de crescerem com bom tamanho e os de pernas grossas podem se tornar grandes demais." Distúrbios Descrição Sinais e Sintomas Conseqüências O que fazer Fechamento tardio da moleira Moleira só fecha por volta de dois meses e meio de idade, em vez de fechar entre 20 e 30 dias de idade. Cabeça arredondada Maior vulnerabilidade a pancadas na cabeça enquanto a moleira não fecha Não há tratamento. O problema é solucionado espontaneamente.

 

0 PADRÃO OFICIAL


CBKC nº 86, de 10/5/1994. FCI nº 86f, de 28/9/198. País de origem: Grã-Bretanha. Nome no país de origem: Yorkshire Terrier.
Utilização: companhia. Prova de trabalho: para o campeonato, independe.

APARÊNCIA GERAL: de pelagem longa; o pêlo cai perfeitamente reto, repartido por uma linha que se estende da trufa à extremidade da cauda, de maneira igual para cada lado. Muito compacto e de contorno definido, mantendo-se incólume, o que lhe confere um ar de importante. O conjunto de suas formas revelam vigor e boas proporções.

CARACTERÍSTICAS: Terrier de companhia, ativo e inteligente.

TEMPERAMENTO: repleto de vivacidade, e índole igual.

CABEÇA E CRÂNIO: cabeça mais para pequena e plana, sem apresentar o crânio muito proeminente ou abobadado e o focinho não muito longo. A trufa é preta.

OLHOS: de tamanho médio, escuros e cintilantes; expressão esperta e inteligente; de inserção frontal. Não sendo proeminetes, têm a rima palpebral escura.

ORELHAS: pequenas, em forma de V, portadas e eretas, sem serem muito afastadas, revestidas de pelagem curta, de cor fulvo-saturado e intenso.

MAXILIARES: articulados em tesoura perfeita, regular e completa, isto é, os incisivos superiores encobrem os inferiores em contato estreito e são engastados ortogonalmente aos maxilares. Os dentes são bem alinhados e os maxilares de igual comprimento.

PESCOÇO: de bom comprimento e elegante.

ANTERIORES: ombros bem oblíquos, antebraços retos, bem revestidos de pelagem fulvo-dourado intenso, que é muito pouco mais claro nas pontas que nas raízes, não ultrapassando acima do nível dos cotovelos.

TRONCO: compacto. As costelas são moderadamente arqueadas. O lombo é bem firme. O dorso é reto.

POSTERIORES: vistos por trás, membros perfeitamente retos. O joelho é moderadamente angulado. Bem revestidos de pelagem fulvo-dourado intenso cujas pontas são alguns tons mais claros que as raízes, não ultrapassando acima do nível dos joelhos.

PATAS: redondas. As unhas são pretas.

CAUDA: usa-se encurtá-la a um comprimento médio; revestida abundantemente com uma pelagem azul mais escuro que o restante do corpo, principalmente na extremidade. A cauda é portada um pouco mais alta que a linha superior.

MOVIMENTAÇÃO: passadas fluentes com boa propulsão. Anteriores e posteriores trabalham corretamente direcionados para a frente. Durante a movimentação a linha superior parece bem firme.

PELAGEM: no tronco, o pêlo é de comprimento moderado, perfeitamente reto (sem ondulações), brilhante, de textura fina e sedosa, nunca lanosa. Na cabeça a pelagem é longa, de cor fulvo-dourado intenso, e cor mais saturada nas faces, na base das orelhas e no focinho onde o pêlo é bem longo. A cor fulvo da cabeça, não deve alcançar o pescoço. Na pelagem, não poderá haver, absolutamente, qualquer mescla de pêlos escuros ou encarvoados na cor fulvo.

COR: azul-aço escuro (nunca azul-prateado), estendendo-se do occipital à raíz da cauda, jamais mesclados de pêlos fulvos, bronze ou escuros. No antepeito a pelagem é fulvo intenso e brilhante. Todos os pêlos de cor fulvo são mais escuros na raíz que no meio, ficando mais claros nas pontas.

PESO: até 3,150 quilos.

FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

NOTA: os machos devem apresentar dois testículos, de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.

 

 

PARA SABER MAIS
Clubes:
1) Associação dos Criadores de Yorkshire Terrier (Acryt), tel. (021) 294-7914 (Sistema ACB).
2) Clube do Yorkshire Terrier, tel. (021) 571-7787 (Sistema CBKC).
3) Yorkshire Terrier Club of America, (001612) 345-3726. Livros: Yorkshire Terrier, Ephel Munday, Editora Nobel, São Paulo.
2) The New Complete Yorkshire Terrier, Joan B. Gordon e Janeth E. Benneth, Howell Book House, New York, EUA.
3) II Grande Libbro dello Yorkshire, Antonella Tomaselli, de Vecchi Editore, Milão, Italia.

Agradecemos aos entrevistados, inclusive aos não citados no texto: Edail Carrera Oses (Canil of Mary Can, de São Paulo), Glaucia Maia de Moscoso (Canil Lake Buena Vista, em Jundiaí), Pauline Osborne (Polliam Kennel, no Condado de Kent, Inglaterra); Isabelle Rae (Uerild Kennel, Sighthill, Escócia); Jean Drake (secretária do The Yorkshire Terrier Breed Council); Eneida Werneck (juíza da CBKC). Reportagem: Igor Vinícius (Coordenação: Flávia Soares). Texto: Marcos Pennacchi e Flávia Soares (Roteiro: Flávia Soares e Marcos Pennacchi). Revisão técnica (secretariada por Fábio Bense): Completa - Claremi Bueloni, Edail Oses, Regina Perrone, Sonia Hamerski e consultores Hilda Drumond e José Peduti Neto. Completa, exceto Saúde - Elaine Cortez e José Roberto Tanno. Parcial - Gláucia Cavalleiro. Saúde - Vets. Cyntia Peixoto e Valmir Mariano. Foto: Isabelle Francais Prop.: Arquivo Cães & Cia
Direitos autorais do texto: Cães&Cia, é proibida a reprodução total ou parcial do texto

 
   
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