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ISTOÉ GENTE - 17/11/2004

Cinema
As amigas, o sexo & a cidade
A atriz Bárbara Paz e a cantora Patrícia Coelho, que são amigas
desde a Casa dos Artistas, vivem casal em filme e contam que
recorreram a um vinho para relaxar e gravar a cena de sexo

texto: Claudia Jordão


"Sermos amigas facilitou muito. Com uma pessoa que você conhece, com quem tem mais afinidade, rola numa boa", diz Bárbara A amizade nascida na Casa dos Artistas, do SBT, virou um romance gay - no cinema. A atriz Bárbara Paz e a cantora Patrícia Coelho vivem um casal no curta-metragem Sexo e a Metrópole dirigido pelo paulistano Fred Avellar, em cartaz no Festival Mix Brasil, que vai até 12 de dezembro, e será exibido no Rio de Janeiro e em São Paulo. A história virou piada entre as duas: Patrícia tem telefonado para o ator Dalton Vigh, namorado de Bárbara, para dizer que está "pegando" a mulher dele. Em troca, Bárbara brinca que vai ligar para a mãe de Patrícia. "Ela fica me enchendo porque a minha mãe é meio caretona e mora no interior", diz a cantora.

No filme, as duas dão uma escapada do trabalho para viver uma tarde de sexo sem compromisso. São dez minutos de filme, em que se falam por telefone, se encontram e transam. "O filme fala sobre desejo, carências e necessidades latentes que brotam entre os prédios e avenidas de São Paulo", diz Avellar, que levou quatro dias para realizar as gravações.

A cena de sexo foi gravada apenas uma vez e rendeu 15 minutos de material bruto. "Colocamos um som, abrimos um vinho para relaxar e eu fui falando para elas o que deviam fazer. Rolou supernatural", conta o diretor. As duas tiraram de letra a interpretação - inclusive Patrícia, que debuta como atriz no cinema e está estudando teatro. "Adorei o convite e não tive dificuldade por causa da minha intimidade de amiga com a Bárbara", conta ela, que já avisou a família do horário das sessões. "Se eles forem assistir, acho bacana, até porque quero ver a reação, ver se convenceu." Patrícia é vocalista da banda de rock DDAs, que deve lançar um CD em 2005.

Este é o terceiro Mix Brasil de que Bárbara participa. Em 2003, ela fez Produto Descartável, que lhe rendeu o Kikito de melhor atriz de curta. No ano anterior, participou de Não Perca a Cabeça, que levou o Coelho de Prata do Júri Popular. "Sermos amigas facilitou muito. Com uma pessoa que você conhece, com quem tem mais afinidade, rola numa boa", diz Bárbara. "Não é toda atriz que tem coragem de fazer um personagem como esse, mas eu gosto de quebrar regras, de explorar novas possibilidades."

Avellar conheceu Bárbara na época que fazia assistência de direção para o filme Cama de Gato, de Alexandre Stockler. Bárbara fez uma pequena participação no longa. Com o roteiro em mãos, ele procurou a atriz, que aceitou viver a produtora de moda, Flávia. Para fazer par com ela, Bárbara recomendou a amiga. No filme, Patrícia é a fotojornalista Cláudia.

Na vida real, elas dizem preferir mesmo o sexo oposto, mas defendem todas as manifestações de amor e não se arriscam a falar que não viveriam algo parecido. "Não é a minha praia, mas a gente nunca sabe por quem pode se apaixonar", diz Patrícia. "Nunca me apaixonei por uma mulher porque tenho uma coisa de criação, de família, casamentos, filhos. Mas ao mesmo tempo, sou superaberta", diz Bárbara


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