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REVISTA REPÚBLICA - Maio 2000 Confesso que vivi "Sou um homem para quem o mundo exterior é uma realidade interior", escreveu Bernardo Soares, nome sob o qual se escondeu Fernando Pessoa em seu Livro do Desassossego. E Barbara Paz leu. E acreditou. Com o livro sempre em sua cabeceira, a atriz parece ter incorporado essa entre as muitas máximas de suas páginas. "Teatro é vida, e eu já vivi tanto que às vezes me sinto numa cadeira de balanço", diz Barbara, que em alguns meses estréia na tela de cinema representando uma aspirante a modelo no filme De Cara Limpa, de Sérgio Lerrer. É um papel com o qual ela tem grande identificação por causa de sua própria história. Aos 17 anos, a gaúcha Barbara, que perdera o pai aos 4 e enfrentara a morte recente da mãe, desembarcou em São Paulo para tentar a carreira de modeloe se arriscar no teatro. Ficou pouco tempo restrita aos palcos da moda. "É um mundo muito fechado, onde se é tratado como um objeto. Fico triste de ver essas meninas de 13 ou 14 anos nesse meio", diz a garota de 25 anos, hoje mais atriz que modelo. Depois de atuar em espetáculos de menor importância e passar sete meses estudando com o grupo de Antunes Filho, Barbara Encontrou seu lugar na trupe de comediantes Parlapatões, Patifes e Paspalhões, com quem vem se apresentando. Fábio Santos |volta| |
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