Muito mais que 60 Segundos de emoção
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Atenção,
amantes do automobilismo! Apertem os cintos, pois Eleanor
está de volta. Assim como a versão original (1974),
dirigida pelo falecido colecionador de jóias raras sobre
quatro rodas "Toby" Halicki, o filme 60
Segundos (Gone in 60 Seconds é o nome
original), que estreou dia 11 de agosto em circuito
nacional, não decepciona. São carros, carros e mais
carros, um verdadeiro desfile de bom gosto, com destaque
para o clone do Shelby Mustang GT 500, de 1967 -- a
Eleanor --, a grande paixão de US$ 60 mil de Randall
"Memphis" Raines, personagem principal do filme,
vivido na nova versão pelo astro Nicolas Cage. |
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Cage vive Memphis, um ex-ladrão que sofre chantagem de um mafioso para o roubo dos automóveis. A bela Angeline Jolie interpreta sua ex-namorada Sway |
| Ao contrário do irmão
Kip Raines (Giovanni Ribisi), "Memphis" não
roubava por dinheiro, mas pela oportunidade de usufruir
das mais potentes máquinas, tê-las sobre seu controle.
Ele é um aficionado por automóveis, como o próprio
Halicki, além de conhecer tudo sobre eles. Mesmo assim, não é tarefa fácil roubar 50 carros em uma noite. Por isso, ele pede ajuda a velhos e novos amigos. Entre eles, o talentoso restaurador Otto Halliwell (vivido pelo experiente Robert Durvall) e a ex-namorada Sara "Sway" Wayland (interpretada por Angeline Jolie). A dificuldade aumenta quando um velho detetive do departamento de furtos de veículos (Castlebeck, vivido pelo ator Timothy Olyphant) fica de olho no movimento do grupo. Cabe a este detetive, com seu BMW Série 5, perseguir Eleanor, numa seqüência alucinante. Raines faz, junto de seu time na noite anterior à grande impreitada, a relação dos 50 carros a serem roubados. O detalhe é que todas as máquinas têm nome de mulher, como Eleanor (o Shelby '67). O Hummer chama-se Tracy, o Porsche 911 foi apelidado de Tina, o luxuoso Rolls-Royce é Grace. |
Cenas de 60 Segundos, uma versão moderna do filme de 1974 Nada melhor para
demonstrar a afeição daqueles ladrões, principalmente
de Raines, pelos automóveis. Tanto que os veículos,
caros e belos, devem ser bem tratados, mesmo na hora do
roubo, e assim é estabelecida uma relação de
cumplicidade e reciprocidade. Há um momento do filme,
quando Raines pilota Eleanor, em que, por acidente, ele
danifica o retrovisor da raridade. No mesmo instante, o
Shelby nega fogo e reluta em dar partida. Além disso,
com nomes de mulheres os carros se tornam ainda mais
atraentes. |
Resta uma única noite para o roubo de todos os carros. Memphis reúne velhos companheiros e traça um plano ousado, que utiliza nomes de mulheres para despistar a polícia |
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| "Memphis"
poderia ter qualquer automóvel, mas quando se tratava de
Eleanor, o respeito era maior. O ladrão tinha começado
uma história com o Mustang e não sabia se o final seria
feliz. Justificável: a estrela exigiu da equipe de
filmagem 250 pessoas no momento de catarse do filme, a
perseguição final, e dezenas de câmeras. Claro que nenhum Shelby original foi utilizado -- imagine o desperdício e os protestos dos clubes de Mustang... A idéia era escolher um carro que parecesse sexy na tela, mas que não se afastasse muito do modelo original. O lendário modelo de Shelby e outros Mustangs 1967 e 1968 foram utilizados por Jeff Mann e Jarrey Bruckheimer para desenhar o clone perfeito. No total, 12 veículos fizeram o papel de Eleanor, mas apenas sete sobreviveram até o final de 60 Segundos. Só a cena do pulo na Ponte Vincent Thomas destruiu dois deles. E todos os 12 carros sofreram adaptações diferentes, para facilitar as filmagens. Um dos resultados, fruto do uso de câmeras acopladas em diversas partes do automóvel, é que o telespectador se sente como se estivesse dentro da máquina. Um dos Mustangs foi alterado para as cenas em que Nicolas Cage tinha mesmo de pilotar. |
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O filme é marcado pela perseguição da polícia ao Shelby Mustang '67, que recebe o apelido de Eleanor |
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Halicki, o verdadeiro aficionado Ele é o mentor de toda a
trama. Escreveu o livro pela paixão automobilística,
fez o filme e, pode-se dizer, morreu por amor. "Toby"
Halicki viveu um verdadeiro sonho americano. Com cinco
anos saiu de sua casa em Dunkirk, Nova York, e se mudou
para a Califórnia. Lá, começou a trabalhar num posto
de gasolina. Com apenas um ano de serviço, montou sua própria
loja. Inteligente e habilidoso, investiu em propriedades
comerciais e seu sucesso com os negócios se tornou ainda
mais notório. Ávido colecionador, Halicki era um
apaixonado por veículos, tanto em tamanho real como em
miniaturas de todos os tipos. |
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Alexandre Reis é jornalista em Salvador, BA - e-mail © Copyright 2000 - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados |