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Apresentação

GM revela o novo Corsa

Os europeus já conhecem sua terceira geração: câmbio
seqüencial, subchassi e motor de 125 cv são novidades

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Embora a GM do Brasil afirmasse, no lançamento da cirurgia plástica do Corsa nacional em 1999, que uma nova geração do modelo na Europa apareceria apenas em 2001, suas subsidiárias no Velho Continente -- a alemã Opel e a inglesa Vauxhall -- já apresentaram o que pretende ser o Corsa do novo milênio.

A nova aparência guarda semelhança com a do antigo na parte central, levando a pensar em mera reestilização, como no Gol "Geração III" (saiba mais sobre as formas de reformulação de veículos). Na verdade o automóvel é novo, com entre-eixos ampliado para 2,49 metros, importantes avanços técnicos e aerodinâmica aperfeiçoada -- coeficiente Cx de 0,32, contra 0,34 do cinco-portas anterior.

Robustez foi a meta da GM no estilo da terceira geração do Corsa -- a primeira foi lançada em 1982 e não chegou ao Brasil. Os faróis subindo pelo capô nas extremidades, os arcos destacados dos pára-lamas e a "parede de fogo" (divisória entre o compartimento do motor e o de passageiros) elevada remetem diretamente ao Astra. Já o segmento em preto-fosco dos pára-choques lembra o do Vectra 1995-99.

As novidades mais radicais estão na traseira, com as lanternas ao lado do vidro -- solução criada neste segmento pelo primeiro Fiat Punto, benéfica à segurança por mantê-las em posição mais visível no tráfego e menos suscetível a danos em pequenas colisões.

Traseira mudou muito com as lanternas elevadas, como no Fiat Punto.
Avanços mecânicos incluem um câmbio de engates seqüenciais

Internamente, uma inovação no segmento é o sistema Infotainment, que reúne rádio, toca-CD, telefone e sistema de navegação por satélite. Os pedais receberam o sistema de liberação automática em caso de colisão, primazia mundial da GM com o Vectra em 1995, que previne lesões às pernas do motorista.

Os motores da família Ecotec estão mais econômicos. O um-litro de 58 cv faz até 17,8 km/l, enquanto o 1,7 turbodiesel com injeção direta consegue 21,2 km/l. Todos os motores a gasolina, incluindo os de 1,2 e 1,4 litro (ambos de 16 válvulas), atendem às normas européias de emissões que entram em vigor só em 2005. A versão esportiva GSi, que havia sido descontinuada pouco depois do lançamento do Tigra, retorna com motor 1,8-litro de 16 válvulas e 125 cv.

A mecânica de toda a linha recebeu importantes aperfeiçoamentos. Além da carroceria mais rígida, a suspensão dianteira foi retrabalhada e recebeu subchassi, que absorve vibrações e garante maior conforto de rodagem. O câmbio ganhou engates mais precisos -- transmite uma sensação mais "mecânica", dizem engenheiros da marca.

Há uma nova transmissão, denominada Easytronic, similar em conceito à do BMW M3 (saiba mais sobre este sistema). É uma caixa manual, mas que permite mudar as marchas de modo seqüencial, lembrando os sistemas manuais-automáticos (Tiptronic e similares). Estes, porém, baseiam-se numa caixa automática, com conversor de torque, o que penaliza o rendimento. Como no Astra, a direção possui assistência eletroidráulica e a garantia contra corrosão chega a 12 anos.

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