Com toda a cavalaria, o 1.000 turbo só poderia mesmo entusiasmar no desempenho: velocidade máxima de 192 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos (na Parati as marcas são pouco inferiores); veja tabela comparativa. Os índices de consumo divulgados também são muito bons, com 11,5 km/l em cidade e 16,5 km/l em estrada, apesar do regime elevado em velocidade de viagem: quase 4.000 rpm a 120 km/h em quinta marcha. |
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Spoiler traseiro equipa só o Gol. Torque em baixo regime e preço básico convidativo são trunfos do Turbo que nem todos esperavam |
Para identificar as novas versões nas ruas, atente aos faróis: receberam uma máscara preta em torno dos refletores, que são duplos. Pára-brisa degradê, faróis de neblina e rodas de alumínio de 14 pol, com pneus 185/60 e desenho exclusivo, são de série, assim como o spoiler traseiro para o Gol e ponteira de escapamento ovalada. Nos pára-lamas e na traseira aparece a designação Turbo e, no interior, o painel combina cinza e preto. Além do torque, preço era outra expectativa do mercado quanto ao Gol Turbo. A VW definiu R$ 22.798 para o três-portas sem opcionais, pouco menos que a versão 1,6-litro básica, que tem apenas 92,4 cv e menos equipamentos de série. Se parece convidativo, uma estimativa do preço do carro completo faz pensar em R$ 33.000 a R$ 35.000 -- um assalto em se tratando de um Gol 1.000, mas que deverá, assim mesmo, ter seu espaço no mercado. Turbina compacta e mecânica redimensionada Superalimentado por uma turbina compacta GT12, da Allied Signal, com intercooler, o novo motor Volkswagen é também o menor em automóvel nacional a adotar variador de fase do comando de válvulas. Aplicado apenas às válvulas de admissão, faz o eixo-comando avançar 26 graus em relação ao virabrequim, para adequar-se ao regime de giros utilizado no momento, mais alto ou mais baixo (saiba como funciona). |
Além de turbo e intercooler, o motor adota variador de fase do comando de válvulas e central eletrônica das mais modernas, que controla a pressão de superalimentação |
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| O motor adota ignição
direta, sem distribuidor, e um segundo sensor de detonação.
Os pistões são refrigerados por jato de óleo e há um
radiador para o lubrificante; as válvulas de escapamento
são refrigeradas com sódio. A central eletrônica passa
a ser a moderna Bosch Motronic M3.8.3, que controla a válvula
de alívio e, assim, a pressão máxima do turbo,
permitindo aos mais entusiasmados ampliá-la sem
dificuldade (saiba mais sobre esse recurso). Sistemas de refrigeração, escapamento e o catalisador foram reformulados, embreagem e engrenagens de câmbio são mais fortes e, em relação ao 1.000 16V, quarta e quinta marchas receberam relação mais longa. Semi-eixos, direção, suspensão e freios têm as mesmas dimensões e regulagens do Gol dois-litros. Há estabilizador na frente e os freios dianteiros usam discos ventilados, permanecendo os traseiros a tambor. |
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